"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

sábado, 29 de dezembro de 2007

Hoje fomos!


Hoje fomos tentar os peixes. Dar a despedida à velha Licença de Pesca de 2007, que pagamos anualmente e nem sabemos para quê, parecendo uma qualquer contribuição para um qualquer benefício obscuro e que a ninguém aproveita.
Já era tarde quando fomos, passava das 12H20.
Não para apanhar peixes, mas apenas para apanhar ar frio, água fria, mas também para apanhar ar puro, cheiro do campo e imagens belas.
Fomos a tempo ainda de ver os recantos libertarem gotículas de nevoeiro, tornando-os misteriosos e imaginários.
Fomos a tempo de ver as paisagens que bem conhecemos dos meses quentes, vestidas agora de Inverno.

Na água, a temperatura nunca subiu dos 12ºC chegando a baixar aos 9ºC, em alguns locais.
Cá fora o termómetro do ar nunca marcou mais que 12ºC.
Apesar do frio generalizado, em determinados momentos, a sonda encheu-se de peixes, dezenas deles. De que espécie seriam?
Foram os únicos que conseguimos ver e imaginar presos nas nossas amostras...

sábado, 22 de dezembro de 2007

Bom Natal!


Tentando ir um pouco contra o espirito que se apodera de nós nesta época - pegar num postalzinho giro da net e mandar para o maior número possível de amigos e conhecidos, aqui deixo o nosso presépio cá de casa.

Assim partilhamos um pouco daquilo que é mesmo nosso, da nossa família e que aqui fica para todos os que por aqui passam.

É bonito, simples, barato, feito com materiais 99% disponibilizados pela Natureza e por isso amigo do ambiente. E não foi feito num país longínquo, mas em Portugal.

Aqui fica, para todos os que visitam esta página!

Um Bom Natal para todos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Nó Palomar - o todo o terreno


Um dos nós mais polivalentes em qualquer género de pesca é o nó de Palomar e utiliza-se fundamentalmente para unir a linha de pesca a uma argola de acessório, chumbada ou amostra.
Com a linha dobrada depois de passar pela argola a atar, dá-se um vulgar nó simples mas largo, passando depois a argola de linha sobrante, pelo acessório a unir.
No último passo, a linha deve ser humedecida - à falta de melhor com saliva, permitindo o deslizar final da linha sem atrito e consequentemente sem desgaste.
Fica um nó duplo, resiste e de confiança, com uma pequena desvantagem em algumas circunstâncias: gasta-se bastante linha com a troca frequente de amostras.
Pessoalmente uso-o em todas as situações em que é possivel executá-lo, excepto no empate de plumas, para poupar ao máximo o pequeno tamanho do terminal de nylon.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Bill Dance bloopers - Cena I




Uma das inúmeras "argoladas" do pró pescador de achigãs que a America mais aprecia: Mr. Bill Dance!
Nesta cena, como proceder para engatar novamente o atrelado, depois de ele se desengatar ao meter o barco na água!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Última Hora - EUA aceitam Bali


Depois de os Estados Unidos terem já afirmado no último dia de negociações que não iriam rectificar o acordo e depois de uma maratona de negociações durante a madrugada de hoje, todos os 190 países da Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, aprovaram ontem o documento final após 13 dias de trabalho.

De forma inesperada e um dia a mais que o previsto inicialmente, os Estados Unidos aceitaram as objecções da China e da Índia, que pediam ‘‘mais acção’’ dos países desenvolvidos, na grande batalha contra o aquecimento global, optando por esta "fuga para a frente", que arrancou palmas e uma ruidosa manifestação de júbilo entre todos os presentes.

Apesar da inércia inicial, aqui fica o meu voto positivo pela coragem e sobretudo pelo longo caminho a percorrer, que este país tem pela frente.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Cimeira sobre alterações climáticas



Terminou hoje em Bali - Indonésia, a Conferência Mundial sobre alterações climáticas e perdeu-se mais uma vez a possibilidade de ver o pais mais poluidor do mundo, tomar uma atitude digna de registo: assinar este acordo, que foi já ratificado pela Austrália.

As críticas à actual administração norte-americana chegaram esta quinta-feira também da União Europeia. Os 27 da União acusam Washigton de não tomar uma atitude aceitável para evitar as alterações climáticas em curso.

A CEE ameaça ainda boicotar o encontro em que os Estados Unidos pretendem juntar as principais economias mundiais para se falar sobre o clima, se os norte-americanos recusarem as metas de Bali para a redução das emissões de gases poluentes.
Os progressos desejados pela grande maioria dos participantes nesta cimeira passam pelas negociações nos próximos dois anos de um pacto sobre o aquecimento global que substitua o protocolo de Quioto.
É de facto lamentável tal atitude, do país supostamente mais evoluído do Mundo.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Os cinco sentidos


Os achigãs, bem como os restantes peixes e embora com aptidões diversas mas à semelhança dos seres humanos, possuem sentidos que utilizam de maneira muito parecida com a nossa.
O sentido que o achigã utiliza com mais frequência e aquele que é mais vital para a sua sobrevivência é sem sombra de dúvida a visão. Embora os olhos, ao estarem colocados um de cada lado só lhe permitam visão bifocal a escassos centímetros, conseguem distinguir cores se houver luz suficiente, sendo o vermelho a cor que melhor detectam, segundo estudos efectuados. Em situações de pouca luz apenas têm visão monocromática (preto e branco), mas apesar disso vêm melhor que os humanos, nas mesmas condições. Atendendo ao facto dos dois olhos se encontrarem no topo da cabeça, indicam que estão preparados para detectar facilmente presas e alimento que esteja num plano superior.
A audição é provavelmente o segundo sentido mais utilizado. Embora possua ouvidos internos situados logo atrás dos olhos que lhe permitem captar sons de alta frequência, (vibrações), é a linha lateral, zona que se estende lateralmente de ambos os lados do peixe desde os opérculos até à cauda que lhe permite detectar sons de baixa frequência produzidos até próximo dos 25 metros de distância.
O olfacto funciona pouco antes do peixe morder qualquer coisa e a uma distância relativamente curta. No entanto, à medida que o peixe vai crescendo, este sentido vai-se apurando visto que os órgãos detectores são em maior numero num peixe com dois quilos do que num com trezentas gramas.
O gosto e o tacto são utilizados logo que se dá o contacto do peixe com aquilo que mete na boca. De salientar que nos peixes, o tacto está na boca visto que é a única forma que têm para “pegar” nas coisas. Como se deve calcular um achigã terá mais probabilidades de “cuspir” de imediato um objecto duro e sem qualquer tipo de sabor, do que um que seja macio e que liberte uma substância que lhe sugira algo comestível. Daí o facto de actualmente se desenvolverem muitas amostras de plástico mole impregnadas de cheiro e de sabor, uma vez que estes dois sentidos estão interligados. Inclusive existem produtos à venda no mercado que são utilizados para dar cheiro e sabor ás amostras que não os trazem de origem, como é o caso dos iscos artificias fabricados em balsa ou plástico.
Texto da minha autoria, publicado no Jornal "A Voz do Campo" em Agosto de 1999

domingo, 9 de dezembro de 2007

Raid às luzes de Natal









Árvore de Natal na Devesa - agora "Docas Secas"















Câmara Municipal










Avenida Nuno Álvares















Perspectiva do antigo Passeio Verde












Vista geral da antiga Devesa






Outra prespectiva do antigo Passeio Verde
Este sábado, eu o meu filho e um amigo, todos com gosto por fotografia, aproveitamos a noite menos fria para fazer um raid às luzes de Natal da cidade de Castelo Branco.
Apesar da descarga precoce da bateria da minha máquina, aqui ficam algumas imagens.
A ter em conta que a iluminação é da autarquia e já lá vão os tempos de exageros e gastos desnecessários, na opinião de muitos albicastrenses, incluindo eu próprio.
Isto que podemos observar chega muito bem, porque estamos em hora de apertar o cinto, todos...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A hipocrisia no seu melhor!



Quando há uns dias pesquisava sobre determinado assunto de pesca, deparei-me com um espaço verdadeiramente sui generis.
Trata-se, como tantos outros, sobre uma espécie de organização de defesa dos direitos dos animais (que tal se o fizessem de pessoas em dificuldades económicas?), com supostas alegações de dor e sofrimento dos peixes, quando presos no anzol.
Pessoalmente não tenho qualquer dúvida que causo desconforto e sofrimento a qualquer peixe que se espete nos meus anzóis. Não tenho qualquer dúvida também, que quando pesco no mar e resolvo sacrificar alguns para comer, lhes causo sofrimento e morte por asfixia, porque os vejo nitidamente em sofrimento até ao seu final. Mas eu também sofro e tenho stress diariamente nos engarrafamentos, com os malucos que andam na estrada, com o meu trabalho. Apesar disso e como me apercebo desse sofrimento dos peixes, os maiores (que são cada vez menos) e que permitem esta estocada final, mato-os rapidamente, para que não sofram gratuitamente. Faço-o o mais depressa possível e com todo o respeito pelo animal que me proporcionou momentos de adrenalina, além de me proporcionar alimento de qualidade, sem rações de crescimento rápido.
Quando deparo com um espaço destes, a primeira coisa que me questiono é se estas pessoas não comem carne ou peixe. Muitos, são tão fundamentalistas que não comem, sei-o bem, são vegetarianos. Mas apesar disso, comem também seres vivos, como o são a alfaces, as beterrabas ou as substâncias dos tofús e dos seitans. Aliás, é do conhecimento científico que algumas plantas detectam a presença dos seus comedores e acrescentam determinadas substâncias aos seus sucos para que se tornem desagradáveis ao sabor. É bem conhecido o caso das acácias africanas que libertam substâncias venenosas, para se defenderem dos animais. Além disso, libertam também aromas para a atmosfera, que avisa literalmente as plantas vizinhas, da aproximação dos comedores de plantas. É caso para perguntar:
-E estes seres vivos vegetais, não têm direitos e podem ser comidos, causamdo-lhes sofrimento? Mas o mais caricato desta página é que nela própria, por vezes existem vários links de publicidade a artigos de pesca desportiva, paga por clic e que reverte a favor da organização!
Ou seja, visita-se uma página que está contra uma determinada actividade, mas ao lado há publicidade directa e renumerada, a essa mesma actividade! Incrível, não é?
Esta organização não merece, por estes motivos, a publicidade que lhe estou a fazer e consequentemente um incremento de visitas na sua página. Nem sequer um clic nos seus links.
Mas pelo menos, é caso para dizer mais uma vez “ Ele há coisas deprimentes, não há?”

domingo, 2 de dezembro de 2007

A Carta do Chefe Seattle


Embora tenha chegado até mim já há algum tempo e num vulgar e-mail, daqueles que recebemos às dezenas por dia, esta mensagem é perfeitamente a cada vez mais, actual e pertinente. Foi enviada em 1854 pelo Chefe Índio Seattle, da tribo dos Suquamish - Estado de Washington, costa Oeste dos Estados Unidos - ao então Presidente, Franklin Pierce, depois do Governo americano lhe ter proposto a compra do território ocupado pelo seu povo desde sempre. Apesar de extensa, vale a pena ler.


"
- Como podeis comprar ou vender o céu, o calor da terra? A ideia não tem sentido para nós. Se não somos donos da frescura do ar ou o brilho das águas, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, cada grão de areia nas praias, a neblina nos bosques sombrios, cada monte e até o zumbido do insecto, tudo é sagrado na memória e no passado do meu povo.
A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem a terra onde nasceram, quando empreendem as suas viagens entre as estrelas; ao contrário os nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os veados, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o grande chefe em Washington envia a mensagem manifestando o desejo de comprar as nossas terras, está a pedir demasiado de nós. O grande Chefe manda dizer ainda que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente uns com os outros. Ele será então nosso pai e nós seremos seus filhos. Se assim é, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Isto não é fácil, já que esta terra é sagrada para nós. A límpida água que corre nos ribeiros e nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, recordar-se-á e lembrará aos vossos filhos que ela é sagrada, e que cada reflexo nas claras águas evoca eventos e fases da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos, e saciam a nossa sede. Levam as nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se lhes vendermos a terra, deveis lembrar e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos, e também o são deles, e deveis a partir de então dispensar aos rios o mesmo tratamento e afecto que dispensais a um irmão. Nós sabemos que o homem branco não entende o nosso modo de ser. Ele não sabe distinguir um pedaço de terra de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois de vencida e conquistada, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que se compram, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. O seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. E isso, eu não compreendo.
O nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer os olhos do homem vermelho.
Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreende...Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o desabrochar das folhas na primavera, o zunir das asas de um insecto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.
O vosso ruído insulta os nossos ouvidos. Que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs nas margens dos charcos e ribeiros ao cair da noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia e aromatizada pelo perfume dos pinhais. O ar é inestimável para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis recordar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O vento que deu aos nossos avós o primeiro sopro de vida é o mesmo que lhes recebe o último suspiro.
Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir saborear a brisa aromatizada pelas flores dos bosques. Por tudo isto consideraremos a vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, eu porei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo outro modo de vida. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo nas pradarias, mortos a tiro pelo homem branco de um comboio em andamento.Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o bisonte, que nós caçamos apenas para sobreviver.Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morrerá de solidão espiritual. Porque o que suceder aos animais afectará os homens. Tudo está ligado. Deveis ensinar a vossos filhos que o solo que pisam é a cinza de nossos avós. Para que eles respeitem a terra, ensina-lhes que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai aos vossos filhos o que nós ensinamos aos nossos: Que a terra é a nossa mãe.

Quando o homem cospe sobre a terra, cospe sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos a certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra. O homem não tece a teia da vida: é antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
Nem mesmo o homem branco, cujo Deus passeia e fala com ele como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Por fim talvez, e apesar de tudo, sejamos irmãos. Uma coisa sabemos, e que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus.
Hoje pensais que Ele é só vosso, tal como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.
Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e ofender a terra é insultar o seu Criador. Também os brancos acabarão um dia talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai os vossos rios e uma noite morrerão afogados nos vossos resíduos.Contudo, caminhareis para a vossa destruição, iluminados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum desígnio especial vos deu o domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último bisonte for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes. Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu.
Termina a vida começa a sobrevivência.

"

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Achigã, o que é que este peixe nos faz?


Não são poucas as vezes que dou comigo a pensar qual é o motivo que optei por pescar este peixe tão estranho, com uma boca tão disforme, capaz de engolir uma presa quase do tamanho dele próprio, que normalmente não é fácil de enganar e que ainda por cima não existe em grande quantidade …
As respostas não me surgem com facilidade. Assim de repente, quase que me apetecia pescar outra espécie mais abundante, que me desse resultados mais concretos rápidamente e sobretudo, que me facilitasse um pouco a vida quando tento motivar alguém de novo ou mais novo, para este passatempo.
Em verdade se diga, trazer alguém para esta actividade, não se revela tarefa fácil, hoje em dia. Não é canja eu convencer o meu filho com dez anos, que se pode divertir a pescar achigãs…A ele, que nasceu no meio de amostras e palavrões como Zara Spook e Dying Flutter, constava das primeiras palavras que conseguiu balbuciar… No entanto, quando lhe pergunto se quer ir á pesca, nem pestaneja e fica com cara de quem acha que já lá devíamos estar… Dá-me ideia que por vezes tem mais vontade que eu próprio, embora acabe por gastar uma boa parte do tempo a passear as amostras junto ao barco.
É caso para perguntar: O que é que este estranho peixe nos faz? De que forma é que ele nos contamina as mentes para que nada nos faça desistir de o tentarmos convencer a atacar as nossas amostras?
Não há dúvida de que existe algo de mágico, de droga e dependência nesta pesca. As amostras, cada uma com a sua história, de pescarias passadas. As formas esquisitas dos iscos de plástico mole, que permitem um número quase infinito de montagens e puxam pela nossa imaginação. Os locais onde quase apostamos que, “ali está um grande” Os saltos que um bom achigã executa para sacudir a amostra que o traiu… Os nossos barcos, personalizados ao máximo, que nos gastam muitas horas de bricolage e “nunca está tudo como queremos” As histórias de quem foi a determinada barragem e “era só meter e tirar”... A amizade que se estabelece entre quem partilha a mesma dependência…O contacto que relaciona o bicho Homem e a Natureza, cada vez mais longe do nosso dia a dia … o ver nascer o Sol no meio da água e sentirmo-nos insignificantes perante o espectáculo…
Estas pequenas coisas serão partes importantes dum todo que provavelmente ninguém consegue descrever muito bem, com precisão e sem gaguejar. Provavelmente nenhum pescador de achigãs conseguirá explicar porque optou por pescar esta espécie. Não estou obviamente a considerar quem pesca com objectivos puramente gastronómicos. Estes apanhadores de peixe, facilmente responderão ao porquê desta questão.
É de facto uma questão que envolve algum misticismo, a nossa pesca. É sem dúvida uma grande paixão, pescar este peixe louco, que no fundo traduz um pouco da loucura desta pesca e destes pescadores.
Poucos serão os pescadores de achigãs que terão vindo de outros tipos de pesca. E os que vieram e ficaram, ainda não tinham tido oportunidade de encontrar o que procuravam. Esses já eram achiganistas sem o saberem.
É que um pescador deste peixe, já nasce com esse destino…
Publicado na revista "Achigã" da APPA, em 2000

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Arsénio na água que bebemos


É notícia recente que 4 dos 51 concelhos portugueses ultrapassaram em 2006, o limite máximo de arsénio, permitido por lei, na água das suas torneiras. Os resultados de análises foram efectuadas pelo Instituto Regulador da Água e Resíduos que tem a responsabilidade de controlar esta matéria.

Os concelhos referidos no estudo são os de Évora, Barcelos, Vila Franca de Xira e Pombal. Évora registou um incumprimento de 7,5% dos níveis máximos permitidos de arsénio na água. Logo depois, Barcelos (5%), Vila Franca de Xira (2,86%) e Pombal (1,75%).
O excesso de arsénio na água já suscitou preocupação junto da Organização Mundial de Saúde (OMS), devido aos graves problemas de saúde que pode causar, visto que há indicadores que revelam que este elemento aumenta o risco de cancro em bebés cujas mães beberam água contaminada durante a gravidez.

É caso para perguntar: Será dos barcos a motor dos pescadores desportivos que navegam nas nossas barragens?

Passando a ironia barata, nas albufeiras que abastecem as referidas regiões, não há navegação a motor nas águas de abastecimento público...

Nota negativa para quem toma conta da nossa água!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Um barbo dos grandes...


O André, na altura com 16 anos, tinha vindo passar uns dias comigo. Aproveitamos o facto de estarmos de férias em casa, para ir incomodar os achigãs.
- Epá, devias fazer aí uns pitchings, para eu ver como é que era e começar a fazer também para desenvolver essa técnica, disse ele.
-Então repara bem, vou montar um jig com um lagostim de plástico. Pegas no isco, balanceias a cana e com um impulso projectas para a frente, enquanto soltas a mão esquerda que segura a amostra. Capiche?
- Faz lá devagar, para eu ver.
Aproveito a sombra dum salgueiro que se estende sobre a água e imagino um achigã escondido lá em baixo, à espera duma presa distraída.
O isco entra na água e sinto de imediato um ataque. Ferro, enquanto o peixe assustado e sem poder afundar muito porque a margem é baixa, passa em frente ao barco com a barbatana dorsal fora de água e em velocidade máxima, fazendo um grande estardalhaço…
- Ena pá, ganda achigã GT!
- Vais o achigã que daqui vai sair, digo eu depois de já ter percebido que era um barbo comizo dos grandes e que de achigã só tinha o apetite…
Depois de várias correrias, afundanços e arranques à última da hora, o peixe é finalmente embarcado, não antes do camaroeiro dobrar, quando estava a ser içado pelo André.
Ficamos sem fala uns instantes, até que eu disse:
-Fooooogo!!!! Meu, ganda bicho!!!!!!
- Caraças, pá…
Pesou sete quilos e duzentas gramas e mediu oitenta e sete centímetros, sendo desta forma o segundo maior barbo comizo pescado desportivamente e que há memória aqui pelas redondezas, logo a seguir ao barbo que o Vasco pescou.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Planeta Terra


Uma das melhores séries sobre vida animal, produzida pela BBC e exibida entre nós pela SIC -passo a publicidade - foi agora editada em DVD.

Para além do conteúdo de inegável qualidade científica, esta série possui imagens absolutamente espectaculares, já habituais neste tipo de documentários, mas desta feita com a garantia da BBC.

Um pequeno video de apresentação, com um pouco mais de um minutos e quinze segundos, pode ser visto aqui.

A não perder, PLANETA TERRA...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Pedaços de roupa






Pedaços de lã, retidos pelo arame farpado e dourados pela luz dum cair da tarde de Outono.


Após várias passagens furtivas pela vedação, as ovelhas deixam acumulados pequenos pedaços de lã, que se vão amontoando como pedaços de roupa delas próprias, a enxugar ao sol.


Curioso efeito, este...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Siluro, o monstro


Embora aparentemente sejam vários os pescadores desportivos que afirmam existir já siluros (Silurus glanis) em Portugal, não foi até ao momento comprovada e muito menos documentada a sua existência em águas nacionais ou mesmo nos troços que fazem fronteira com o país vizinho.
Felizmente para nós, porque a introdução de uma espécie predadora de grandes proporções certamente iria causar um enorme desiquilibrio junto da população autóctone e exótica, considerando também a (ausência de) gestão das nossas águas interiores.
Este peixe é nativo em vários países: Afeganistão, Arménia, Áustria, Bulgária, China, Estónia, Georgia, Hungria, Irão, Lituania, Moldávia, República de Montenegro, Turquia, Uzbequistão, só para citar alguns exemplos.
Em Espanha existe desde a década de oitenta, nomeadamente no rio Ebro, suas albufeiras e afluentes, espalhando-se já em toda a bacia hidrográfica. Existe ainda noutras massas de água para onde foi transportando, sendo feitas algumas acusações às pessoas ligadas ao comércio de artigos e equipamentos de pesca desportiva.
Este peixe ultrapassa os cem quilos de peso, para tamanhos superiores aos dois metros e meio de comprimento e deve ser pescado com equipamentos de big game.
Os iscos vão desde amostras "tamanho XXL" a iscos naturais. Nas modalidades de isco vivo, das quais pessoalmente não sou adepto, são vulgarmente utilizadas carpas de meio quilo e também enguias, devido à sua resistência no anzol.
Na foto, um siluro bebé com cerca de quatro quilos que pesquei enquanto tentava os achigãs, na barragem de Mequinenza - Espanha. Pena a qualidade da imagem, mas na ocasião - 1999, as máquinas digitais ainda eram uma miragem.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Prestige, NUNCA MAIS






Faz precisamente hoje cinco anos que se deu início à maior catástrofe ecológica da Península Ibérica, que acabou por provocar o derrame de 77 mil toneladas de fuel-óleo nas costas espanholas e francesas. Com efeito, o pedido de socorro emitido pelo petroleiro Prestige às 15h15 do dia 13 de Novembro de 2002, dava apenas inicio a um calvário de más decisões, desorganização, braços de ferros e fraquezas, mas sobretudo de destruição de uma boa parte da vida marinha da "Costa da Morte".


Nem de propósito.


O Prestige, seis dias depois, partiu-se em dois e naufragou a 270 quilómetros em frente ao cabo de Finisterra, no extremo noroeste da Península Ibérica. Imediatamente espalharam-se pelo mar 20 mil toneladas de combustível.


Sobre as plataformas submarinas da Galícia e de Cantábrico jazem 347 toneladas de óleo. O casco partido do Prestige continuará a lançar ao mar uma tonelada diária durante os próximos 20 anos, advertiu o Centro de Pesquisas Energéticas, de Meio Ambiente e Tecnológicas do Ministério da Ciência e Tecnologia da Espanha.


Porquê?


Esperemos que NUNCA MAIS.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A minha primeira truta


O meu telefone tocou.
Era o Tó Zé.
Nem precisava de falar, que eu já adivinhava qual era o desafio...
-Queres ir ver se...
-Quero! Respondi prontamente.
-A que horas?
A tarde não convidava qualquer pessoa com o mínimo de bom senso a sair de casa. Chovia uma água miudinha daquelas que entram pelos ossos dentro.
-Tens um impermeável bom? - perguntou.
-Tenho e não tentes arranjar desculpas porque os peixes estão sempre molhados, mesmo que não chova – retorqui.
Chegamos e tratamos de vestir os impermeáveis rapidamente. Hoje vamos tentar percorrer uma zona completamente desconhecida, para os dois. O Tó Zé já tinha pescado e capturado algumas trutas, numa zona mais a jusante do local onde íamos começar hoje.
Após alguns lançamentos com a medalha dourada com pintas vermelhas nº2, uma truta com cerca de quinze centímetros atacou e lutou para se libertar, chegando quase até mim.
Espectaculares estes peixes!
Têm uma força incrível para o tamanho.
Mas, quando me preparava para lhe pegar, soltou-se.
Ainda bem, é porque não ficou muito picada com o anzol, pensei.
De qualquer forma ia libertá-la, porque não tinha o tamanho mínimo exigido por lei e considero que os peixes desportivos devem ser na sua maioria libertados. Ainda por cima há tão poucas...
Uns bons três quilómetros do local onde começamos e mais duas trutas iguais à primeira, surge um açude no rio. O meu companheiro faz uns lançamentos e continua subindo. Faço mais umas tentativas na queda de água, e resolvo lançar para parte de cima, ainda cá de baixo, mesmo para o meio do rio.
Fecho a asa de cesto do carreto depois da medalha entrar na água e sinto que o isco não vem.
-Bolas, isto já prendeu outra vez em qualquer coisa... digo entre dentes, sem me aperceber em quê. Cá em baixo, tenho dificuldade em ver para cima, no açude. Milésimos de segundos depois, sinto um violento puxão na cana, que me deixa à toa e sem saber o que se passa. Tento pôr-me em bicos de pés, na tentativa de perceber minimamente o que se está a passar, enquanto a cana se sacode sem descanso e o fio vai saindo do carreto aos esticões daquilo que só pode ser uma truta de respeito!!!
Quando finalmente consigo subir para a zona superior do açude enquanto lutava com uma verdadeira truta, vejo graças à limpidez das águas, a maior truta selvagem que já tinha visto, na curta minha existência de truteiro iniciado e inexperiente!
- Incrível! As minhas pernas tremem do esforço recente e da adrenalina. O peixe faz um salto fora de água, para se libertar, a uns bons oitenta centímetro de altura e a uns três metros de mim. Não vou conseguir pescá-la, pensei. Vai-se soltar ou partir o fio ou qualquer coisa do género, para aumentar ainda mais as “estórias” de pesca...
-Tóóóó Zééééé..., gritei.
Pelo menos ele vai ver a “fera” que estive quase a pescar !!!
O Tó Zé chega esbaforido e de olhos esbugalhados com o que vê, entra pela água até junto a mim, enquanto a truta se debate ainda. Se fosse um achigã deste tamanho, há muito que estava na minha mão. Já cansado, este belo peixe deixa-se capturar pelas mãos do meu companheiro de pesca.
- Formidável!!!... Onde é que ela estava, pá?
Não sei o que respondi, porque as minhas pernas não paravam de tremer tal como tudo o resto e o raciocínio estava perturbado...
Tinha atingido os meus objectivos... E tinha ficado provado que o peixe maior nem sempre foge... O Tó Zé ainda pescou nessa tarde duas trutas com mais de dezanove centímetros. Para mim tudo o resto deixou de ter importância nesse dia.
A minha primeira truta Fário a sério, pesava cerca de oitocentos gramas e media quarenta e dois centímetros. Tenho a certeza que vou demorar anos, até conseguir pescar uma maior.
Infelizmente, segundo nos informaram na povoação ribeirinha, a maioria das trutas do local são pescadas à bomba e com venenos, no período de Verão.
E nunca se viu um Guarda Florestal por ali...

Texto da minha autoria para o Correio da Manhã, publicado em Junho de 2001

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Gozando a últimas tardes de Outono


- Estava passande por aqui, quande da repente me dêu cá uma vontade de me dêtari...

Foto obtida a sul do Tejo, numa destas tardes.
Não admira, o tempo ameno que se mantém nestes últimos dias, convida à melancolia, à reflexão e pode facilmente levar-nos ao pensamento sobre quem somos, o que fazemos aqui, e que pode com facilidade ir mais para além disso... como se comprova.


quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Peixes, 1/3 em risco na Europa


Segundo refere o site da National Geographic, mais de um terço das espécies dulciaquícolas da Europa enfrentam o perigo de extinção, segundo um relatório encontrado no Handbook of European Freshwater Fishes - Guia Europeu dos Peixes de Água Doce.
Este estudo refere que 200 das 522 espécies existentes, se encontram em situção crítica, estando mesmo 12 delas já extintas.
"A tarefa de conservação é mais difícil porque sobretudo são espécies pouco carismáticas e representam pouco valor para as populações", refere William Darwall, um responsável pelo estudo, da organização internacional IUCN - World Conservation Union.
Nesta listagem está infelizmente o nosso saramugo, que já referi neste post e aqui se pode identificar na última foto em baixo.
Para ler o artigo no site da National Geographic, clique aqui.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Nove quilos de barbo!


Foi já em 2000 que o meu amigo Vasco pescou no troço internacional do rio Tejo, este barbo comizo que fez a balança chegar ao 9 quilos e cem gramas.
O peixe foi pescado com um crankbait de balsa, cor de achigã e com fio multifilamento de 0.20mm.
Além de ser o maior barbo comizo que conheço a ser pescado desportivamente, o que se traduz num recorde, revela bem a agressividade desta espécie, que não se coíbe de atacar amostras que não lhe são destinadas.
Na ordem decrescente e logo depois deste, dos que eu conheço, está o que eu pesquei mas tinha apenas 7,200 kg, do qual em breve deixarei a foto.


sábado, 3 de novembro de 2007

Ensaio sobre exposições longas





A abertura prolongada do obturador duma máquina fotográfica permite obter imagens curiosas e pouco comuns.

Neste caso, fotos obtidas durante a deslocação de um veículo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Finalmente, uma boa notícia!

(Clique na imagem para ampliar)

Sem comentários.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O que é um saramugo?


Sendo este espaço dedicado à pesca, cabe também aqui fazer referência ás espécies que mais valor têm no nosso país. Este peixe, sem interesse como espécie desportiva, possui um enorme valor como património ambiental, partilhado em parte com o país vizinho.
Este pequeno peixe tem um nome curioso e tem mais para descobrir do que à primeira vista podemos esperar de um animal tão pequeno. No entanto, trata-se uma espécie que muitos pescadores de águas interiores desconhecem por completo, sendo vários os motivos porque deve ser divulgada.
O saramugo é um pequeno peixe de água doce cujo nome científico é Anaecypris hispanica. Trata-se de uma espécie endémica da bacia hidrográfica do rio Guadiana, não existindo por isso em qualquer outro sistema fluvial. Curiosamente, apesar de só existir nesta bacia, nunca foi detectado no troço principal do rio. Actualmente encontra-se com estatuto de espécie “Em Perigo” nos Livros Vermelhos dos Vertebrados de Portugal e Espanha, desenvolvendo-se neste momento esforços conjuntos para evitar a regressão acentuada de que é alvo.
Em Portugal foi detectado em dez das ribeiras afluentes do Guadiana: Xévora, Caia (a montante da albufeira), Álamo, Degebe, Ardila, Chança (a montante da albufeira), Carreiras, Vascão, Foupana e Odeleite (a montante da albufeira).
O seu tamanho em adulto raramente ultrapassa os sete centímetros, podendo as fêmeas atingir um pouco mais. O corpo é estreito e achatado lateralmente, com a cabeça pequena e olhos relativamente grandes. A sua coloração é prateada na zona do ventre, sendo a zona dorsal castanho claro e quase amarelo lateralmente, apresentando por vezes reflexos rosados e alguns pontos negros espalhados pelos flancos. Basicamente a sua forma é semelhante a um pequeno escalo. Pertence á família dos ciprinídeos tal como os bordalos, barbos ou bogas.
Quase nunca ultrapassa os dois anos de idade, segundo estudos efectuados. Alimenta-se de pequeníssimos invertebrados, algas e detritos vários.
Existe nos pequenos cursos de água de pouca profundidade, normalmente com menos de setenta centímetros, com alguma corrente e bastante oxigenados. Os locais com vegetação aquática e fundos de cascalho ou areão grosso, são também factores preferenciais. Durante o período de Verão pode encontrar-se em pequenos pegos formados nas ribeiras, devido ao período seco anual.
As principais ameaças para a existência deste pequeno peixe são de diversa ordem:
-A construção de barragens e açudes impedem a migração para as zonas de desova e criam descontinuidades nos cursos de água, isolando cada vez mais as populações.
-As descargas de resíduos poluentes de diversa natureza.
-As extracções de areias, que alteram as características dos habitats, destroiem a vegetação aquática e eventuais posturas.
-As captações de água, durante o período mais quente, provocam a seca dos pegos de refúgio durante o estio.
-As espécies que não fazem parte do habitat original do saramugo e que eventualmente se possam adaptar e partilhar o mesmo espaço, influenciando assim a sua existência.
Conservar este pequeno peixe no seu habitat natural torna-se uma questão deveras importante. Com efeito, como espécie única a nível mundial torna muito mais motivadora a sua preservação, tal como dos espaços em que habita. Para a que a sua existência seja mantida com bons quantitativos de exemplares, torna-se importante que se anulem ou minimizem os factores que levam à sua regressão.
Só assim, será possível que este pequeno e enigmático peixe, considerado como um factor indicativo de qualidade das águas em que habita, se mantenha e se torne numa valiosa herança para as gerações vindouras.


(Texto da minha autoria, publicado no Jornal Correio da Manhã de 14 Julho de 2001)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Recompensa

video

Haverá melhor recompensa para o lutador, do que a vida?

(Filme da libertação do achigã do post anterior)

domingo, 28 de outubro de 2007

Para que não restem dúvidas!



No seguimento deste post para que não restem mais dúvidas, aqui fica mais um achigã pescado pelo tal sortudo, hoje dia 28 de Outubro às 10H54m, com 2,200 Kg...
Obviamente, foi devolvido à água para que cresça ainda mais e se multiplique.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Fim de tarde em Sta. Águeda





A albufeira de Sta. Águeda é um local priveligiado para obter imagens inesquecíveis de ocasos incríveis...
O fim de um dia é sempre diferente. Nas cores, nas nuvens, nos aromas.

Não para todos os que por lá estão, mas apenas para aqueles que sabem apreciar e agradecer aquilo que a Natureza lhes oferece de gratuitamente.

Obs. - As fotos foram obtidas sem filtros de qualquer espécie ou manipulação de cores. Apenas foram efectuados alguns cortes nas extremidades para melhor enquadrar o pretendido.

Leve os peixes...e o LIXO!


Uma das coisas mais desagradáveis que podemos encontrar quando chegamos a um local de pesca, é o lixo deixado pelos outros pescadores e picniqueiros de fim de semana.
Há muita gente que ao abandonar o local junto à água, entende que pode deixar o lixo que ele próprio levou, porque como se vai embora, já não o incomoda.
No entanto esquecem-se muita vez, quando quando chegam ao mesmo pesqueiro, reclamam porque está cheio de restos deixados pelos outros pescadores - esquecendo-se, incluindo ele próprio!!!
Em alguns casos esquecem-se também que bebem da mesma água onde vão pescar e que quando o nível de água sobe ao encher a albufeira, esse lixo fica submerso e em decomposição, na água que mais tarde vão beber.
Por fim, esquecem-se que nenhum Serviço de Abastecimento de Água, tem serviços de limpeza e manutenção de margens da albufeira!!!!
Cabe-nos a nós, parte desse trabalho.

domingo, 21 de outubro de 2007

Chave desencontrada


As soluções nem sempre são iguais para os mesmos problemas.

sábado, 20 de outubro de 2007

Al Gore, o profeta


A recente atribuição do Prémio Nobel da Paz 2007 a Al Gore, ex-vice-presidente do país mais poluidor do Mundo, foi mais um passo para aumentar a credibilidade daquele que é no fundo, o maior hipócrita dos ecologistas emergentes.

Decidido a partilhar a sua sabedoria em congressos por todo o mundo - a troco de 470€ +IVA por pessoa, permite-se fazer profecias sobre o futuro da Humanidade e do holocausto poluente a que estamos irremediavelmente condenados.

Esquece-se que se devia dirigir fundamentalmente aos seus conterrâneos e sobretudo, envergonhar-se do seu passado recente.

Este inconveniente senhor em conjunto com o seu presidente Bill Clinton, entre 1993 e 2001, foram responsáveis por uma enormidade de sinistras cruzadas, que só os mais distraídos podem esquecer.
Nesse período, os EUA interviram militarmente no Iraque, Somália, Jugoslávia - aqui várias vezes e com armas radioactivas, Bósnia, Chechénia, Haiti, Sudão, Afeganistão, Colômbia, e mais alguns locais menores.

Mas o mais curioso foi em 1996, em Cuba a 18 de Outubro. Um avião norte-americano foi visto a fumigar algo na província de Matanzas. Em poucos dias verificou-se uma praga de insectos (Thrips palmi) que nunca tinha sido encontrado em Cuba e que comeram todo o género de alimentos agrícolas da região. Este acontecimento foi denunciado perante a ONU e considerado um acto de guerra biológica. O que é que aconteceu? Nada.

Na sua estadia em Portugal, o sr. Al Gore fez questão de se fazer transportar numa viatura supostamente ecológica.
Aparente coerência.
Esta viatura possui um sistema de baterias que armazena energia eléctrica utilizada nas deslocações, a par do combustível de origem fóssil e responsável por emissões de CO2, a palavra-chave da cruzada de Al Gore. Estas baterias são formadas por células de metais pesados como o Níquel e o Cádmio, que é extraído em minas e com um processo de fabrico altamente prejudicial para o ambiente. Nada existe, junto a estas explorações para além de rochas e sem qualquer vestígio de vida nas imediações. Para cúmulo, este automóvel para ser produzido precisa dez vezes de mais energia do que um jipe Hummer americano.

Os painéis foto-voltaicos que o sr. Gore tanto fala, são até ao momento e para tristeza minha, uma farsa. Para serem produzidos é necessário mais energia do que eles próprios conseguem produzir durante toda a sua vida.

O sr. Gore nas suas campanhas, não permite perguntas aos jornalistas.
Será que tem medo que o questionem qual seria a sua postura, se tivesse ganho as eleições, quando disputou a presidência com J. Bush?

- Esta é que é "uma verdade inconveniente".

domingo, 14 de outubro de 2007

PESCAR, o regresso à Natureza



Pescar, tal como caçar, é das actividades que o Homem desenvolve à mais tempo. Porque motivo o Homem mantêm ao longo dos tempos esta actividade?
Desde os tempos mais remotos que o Homem pesca e caça. É sem sombra de dúvida, uma das actividades mais antigas e que ainda desenvolve nos dia de hoje. Nos primórdios, com outros objectivos, de certa forma diferentes dos motivos porque hoje os pescadores se acumulam nos molhes, margens, pontões, barcos e areais, espalhados por todo o lado, onde quer que exista uma massa de água.
A pesca, como desporto, teve um crescimento surpreendente nos últimos anos. Embora não se saiba ao certo quantos pescadores existam em Portugal, (nunca se fizeram estatísticas para a pesca, nem se sabe quanto representa, em termos económicos), sugerem-se valores próximos de um milhão de pescadores, integrando todas as modalidades existentes nos dois grandes grupos: mar e água doce.
Segundo a Direcção Geral de Florestas, em 1997 (último ano com informações disponíveis) foram emitidas 254.000 licenças de pesca de água interiores. Por comparação, em 1980 o número de licenças aproximou-se das 74.500. Verifica-se que, nos 17 anos que separam os dois valores, o número de pescadores mais que triplicou. No entanto, pouco ou nada se fez em termos de protecção para as espécies piscícolas quer de mar, quer de água doce, necessitando-se urgentemente de medidas que ordenem e fiscalizem de forma efectiva, esta actividade.
Com efeito a Lei da Pesca que neste momento regulamenta a Pesca Desportiva em Águas Interiores, remonta a 1962 encontrando-se desactualizada e perfeitamente desajustada do conceito “pesca desportiva” que existe actualmente. O projecto da nova Lei da Pesca em Águas Interiores, aguarda já há alguns anos, debate na Assembleia da República, não se vislumbrando quando tal ocorra, apesar dos protestos dos pescadores e respectivas Associações e Clubes. Mesmo a fiscalização nas Águas Interiores é insuficiente e salvo raríssimas excepções, inoperante e com manifesta falta de meios de intervenção. Para se ter uma ideia concreta desta carência, basta referir os oito barcos existentes em todo o território nacional, pertencentes ao Corpo da Guarda Florestal, ou os 727 elementos que constituem este efectivo.
Por outro lado, é desperdiçada a possibilidade de desenvolvimento para algumas regiões do Interior de Portugal, algumas delas bastante carenciadas, considerando a perspectiva de crescimento deste tipo de actividades, ligadas ao chamado Turismo da Natureza.
Apesar destas contrariedades, motivadas pelas desatenções de quem tutela estas matérias, cada vez há mais gente apaixonada pela pesca, indiferente aos resultados das pescarias.
A grande maioria destas pessoas não tem porventura, como principal objectivo obter produtos para lhes servir de alimento, como acontecia na infância da Humanidade. Provavelmente, se fossem questionadas porque pescam, qual o objectivo de estarem ali, ficariam momentaneamente sem palavras e acabaríamos por não obter uma resposta concisa e concreta.
No entanto, sem o saberem na ponta da língua, os pescadores sabem porque pescam. Sabem que precisam de pescar.
Não de apanhar peixe, mas de pescar. Sabem que precisam de sentir aquele ar puro que não respiram durante a atarefada semana de trabalho. Sabem que precisam de ouvir as gaivotas e os rouxinóis nos canaviais, ver os quadros que a Natureza pintou só para eles, sentir os cheiros que produziu só para eles.
A captura do peixe é sempre um desafio acrescido, claro. Será esta a fase mais primitiva de todo o processo. A captura. O conseguir enganar e dominar um ser que não vive no mesmo meio que o nosso. Vive para lá daquela fronteira limite que é aquela massa líquida, tornada cortina que não permite a permanência e entendimento a estranhos, que não sejam daquele reino.
Cada vez mais, mais pessoas procuram esta actividade. Cada vez mais, o Homem sente necessidade de se identificar com a Natureza, cada vez mais longínqua do nosso dia a dia.
Este é um dos passatempos que não escolhe classes sociais, idades ou sexos. Este é sem dúvida um desporto-passatempo de massas, colocando todos no mesmo patamar, obrigando aos mesmos desafios e dando os mesmos benefícios.
Pouca diferença faz o local onde pescamos e os peixes que tentamos capturar. Cada um terá os seus motivos que o levaram a escolher este ou aquele tipo de pesca. O que é realmente importante é que cada um de nós pesque o tipo de peixe que mais gosta e que o faça nos locais onde mais gosta. O que é importante é que cada um de nós pescadores, se sinta integrado naquele pedacinho de Natureza que está à nossa volta e se sinta feliz, quer consiga ou não pescar o peixe da sua vida…

Texto da minha autoria (actualizado), para o Correio da Manhã de Junho 2001

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Liberdade



Não há coisa que faça mais confusão dizer à mais simples das almas:
- Eu pesco, mas liberto depois os peixes para a água..."
- Mas vivos?
- Sim!
- Mas deita-os fora, é?
- Não, não deito fora. Deitar fora é por no lixo e não é isso que faço. O que faço é libertá-los na água, o mais vivos possível para sobreviveram sem problemas!
- Então e porquê, não gosta de peixe é?... ou o que pesca não presta para comer??
- Nem uma coisa nem outra. Liberto, porque acho que têm mais valor vivos, do que no prato e porque posso depois apanhá-los mais tarde e ainda maiores...
- Ha... sim... tá bem... Mas se não os quiser traga-mos, que eu gosto muito de peixe do rio...
- Não, não percebeu, eles escapam-se-me sempre das mãos, porque são muito escorregadios e caem na água, percebe?
- Héee...
Acaba invariavelmente assim.
Não percebe.
Não percebe porque é que temos que ser nós a preservar, quando deveria ser o Estado, que nos cobra as licenças e dá-nos NADA em troca. Nem fiscalização, já para não falar de repovoamentos.
Não percebe, que se numa brincadeira de crianças um deles rebentar sucessivamente os balões que apanha, rápidamente se acaba a brincadeira.
É o que fazemos... brincamos com os peixes!
E não queremos nada que a brincadeira acabe por nossa culpa...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Parece que é desta!


O projecto de construir mais uma barragem de grandes dimensões no rio Ocrêsa, a cerca de um quilómetro a montante de Foz do Cobrão, data já de umas dezenas de anos, assim como de umas dezenas de avanços e recuos.
No entanto, o Primeiro Ministro anunciou que Portugal tenciona aproveitar as potencialidades ainda disponíveis para a produção de electricidade e diminuir a sua dependência energética do exterior.

Nesta sequência, o ministro da Economia apresentou dia 4 deste mês as localizações para 10 novas barragens, para cumprir o objectivo de aumentar a produção de electricidade em Portugal até 7.000 Megawatts e elevar o aproveitamento hidrológico para 70% da capacidade do país.
O plano nacional de barragens com elevado potencial hidroeléctrico aponta como localizações Padroselos, Vidago, Daivões, Gouvães, Fridão, Foz-Tua, Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol.

Na selecção e análise que se fez dos 25 locais com potencial de implantação, o ministro do Ambiente frisou que a questão ambiental foi «decisiva para a escolha», tendo constituído «o cerne do processo de decisão». «Isso é inovador neste processo. O nosso guia de acção resume-se em três palavras: minimização e mitigação [dos impactos] e compensação [dos recursos naturais destruídos]», sustentou.

É possivel observar alguns pormenores deste estudo aqui

Perca-sol


Este bonito e pequeno peixe é vulgarmente conhecido por Perca-sol, com o nome científico Lepomis gibbosus.


Mais a sul, no Baixo Alentejo é vulgarmente conhecido por Chixito e é como o seu primo achigã, um representante americano da familia Centrarquidae.


Não se sabe muito bem de onde surgiu e quem o trouxe para as nossas águas, mas tudo leva a crer que chegou vindo de Espanha, tal como nosso conhecido lagostim do Louisiana.

É o que dá ter só um vizinho e estar rodeado por mar. O que não pode vir do mar, só pode vir de Espanha!


A par do achigã, possiu um paladar apreciado, muito melhor do que os ciprinídeos. Não fosse o seu pequeno tamanho e consequente morosidade na sua preparação e confecção, seria provavelmente preferido para muitas iguarias e Festivais Gastronómicos.


Foi inicialmente considerado uma praga, mas onde em dia a sua existência é bastante discreta e encontra-se já estabilizada em quse todas as massas de água.


Pesca-se de quase todas as formas, inclusivé à pluma, com anzóis entre o nº 12 e 16.


sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Este é que é o tal!


Este freguês é que é o tal, o rapaz mais cagão da pesca - o do lado esquerdo, claro!

Também não admira... tem a sorte de ter um pai que gosta de pesca e que deixa que ele goste de pesca!

Ainda por cima tem a sorte que muitas vezes sorri, apenas a quem conhece bem a pesca e o comportamento dos peixes.
Aqui, com um achigã de 2,300 quilos, pescado numa barragem pública.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Grifolândia


As escarpas do nosso Tejo são um dos locais onde é possivel observar a partir da água, uma curiosa ave conhecida por grifo.

Traduzido para SIMPLEX, com é moda nos últimos tempos, trata-se de um passarão, tipo abutre do Far West, com mais de dois metros de envergadura de asa, pescoço careca como convém e que se alimenta de animais mortos e carne passada da validade...

É possivel encontrá-los no troço internacional do rio, logo acima do cais fluvial de Malpica do Tejo e em muitos locais a montante deste, bem como já no troço nacional nas Portas de Ródão, junto a Vila Velha de Ródão.


Estes pássaros, embora determinados grupos fundamentoecologistas (cuja credibilidade anda pelas ruas da amargura) queiram considerar em vias de extinção, encontram-se felizmente em consistente expansão, sendo possível encontrá-los já instalados noutros locais do país.


Durante os primeiros voos dos filhotes, os pais acompanham-os de perto, ensinando-os a aproveitar as correntes de ar ascendente, incutindo-lhes assim a nobre arte de voar sem dispêndio de energia.


Fica aqui a grandeza destas aves, que manifestamente embelezam os nossos céus e poderiam ser um bom motivo para atrair turistas, não fosse a mediocridade desta espécie de ecologistas da treta, que se fazem transportar em jipes, passeando pela cidade!


Um ganda Buuuhhhh pra eles!

domingo, 30 de setembro de 2007

PROIBIDO peixe contaminado PESCAR




Placa avisadora colocada pela Câmara de Municipal de Torre de Moncorvo, junto à Praia Fluvial de Foz do Sabor. E bem comentada por alguém com sentido de humor e coragem...


Infelizmente, em muitos locais nem sequer existem placas avisadoras. Melhor seria se em vez de gastar dinheiro em placas, tratassemos dos esgotos.
E é mesmo verdade, está um esgoto para o rio a três metros do local!

Pampo ou Peixe-Porco





Pampos, cada vez mais. Será devido ao aquecimento global?


Estes curiosos peixes apareceram nas nossas águas à menos de duas décadas. Até então não havia noticias deles, uma vez que se trata de uma espécie de águas mais quentes.


Conhecido por pampo, peixe-porco ou menos vulgar, peixe-mola, devem os dois últimos nomes às caracteristicas que apresentam. Peixe-porco porque rangem os dentes cujo som faz lembrar um porco, tentatando morder, num instinto de autodefesa.

O nome de peixe-mola deve-se ao facto de o primeiro raio da barbatada dorsal possuir um dispositivo natural que depois de se levantar, só se consegue baixar depois de se baixar à mão o segundo. Considerando que os raios dorsais são de origem óssea...


Têm um apetite voraz e são muito curiosos sendo por isso muito fáceis de pescar. Por estes motivos correm o risco de serem distinguidos com o prémio "O peixe mais idiota do mundo", porque muitas vezes veêm o pescador mas ficam indiferentes.

Depois de presos revelam uma enorme força, sendo por isso muito lutadores e desportivos. Frequentemente conseguem roer a linha do anzol com os poderosos dentes, que é muito mais macio do que o coral de que é a sua alimentação base.



quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Porta do Tejo



O monumento geológico conhecido por Portas de Ródão não é mais que um estragulamento rochoso provocado pela erosão do rio na montanha.


Perecebe-se que aqui o rio tem que se acanhar, para conseguir passar apertado, pela força bruta da rocha.


É uma luta constante entre os dois elementos, cujo resultado ninguém vai conhecer.


Candidato a Patromónio Mundial.