"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

sábado, 22 de setembro de 2007

Águia de Asa Redonda




Numa das nossas idas à pesca, encontramos uma ave de rapina empoleirada num fio de telefone, mas com grandes dificuldades em se manter equilibrada.

Algum tempo depois, voou até ao chão perto de nós. Nitidamente era uma águia em apuros porque desxou que nos aproximassemos sem voar.

Enfiei as "luvas de mudar pneu" e mão à obra. Aproximei-me lentamente e com um movimento rápido, apanhei-a segurando-lhe o pescoço para evitar um bicada dolorosa.


Foi levada para o SEPNA onde deixei o meu contacto e pedi que me dessem notícias. Disse também que se fosse possível a sua devolução à Natureza, gostaria que fosse eu ou o meu filho a fazê-lo.


Posteriormente e pelo jornal soubemos que se tratava de uma águia de ása redonda, com uma entorse numa pata, aparentemente sem grandes complicações.

Soube também que foi entregue no Centro de Recuperação de Aves em Castelo Branco, de onde nunca recebi notícias, já lá vão quase cinco meses.

Lamentávelmente parece que não há consideração por quem tem interesse em preservar a Natureza.

Fica aqui publicamente o meu voto negativo por esta postura, nem importa de que entidade.


quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Achigã, o peixe mais desportivo do mundo!


Este peixe, conhecido no nosso país por achigã, (Micropterus salmoides) é considerado como o peixe mais desportivo do mundo.

Em Portugal existe desde há cerca de cinquenta anos, importado pelo Instituto Florestal que tratou depois de o estudar, aclimatar e espalhar.

Hoje em dia encontra-se pelos quatro cantos de Portugal e do Mundo, visto que existe actualmente em cerca de cinquenta países, incluindo alguns da antiga URSS.

Os norte-americanos consideraram que tinham um peixe que podiam exportar e fizeram-no. Atrás do peixe vieram os iscos, as linhas, as canas, os barcos e os apaixonados por esta pesca.

A pesca ao achigã é considerada o motor de desenvolvimento de movos materias para a pesca, como a utilização de carbono nas canas e os fios multifilares, só para dar alguns exemplos.

Pessoalmente, gosto de todos os tipos de pesca, mas pescar achigãs com iscos artificiais é sem dúvida a minha pesca. Não há melhor momento para nos deixar sem pinga de sangue e com o coração a bombar a sério, do que um ataque de um achigã grande a uma amostra de superfície. Indescritivel!

Pena é que muitos achem que fica bem de qualquer maneira (gastronomicamente falando) e outros façam negócio com os seus cadáveres, para comprar um carreto novo.

Em vez de se proteger um potencial, come-se!

Assim não vamos lá...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O Tejo está doente




O sangue do nosso maior rio, está manifestamente contaminado.

Este sangue não é vermelho mas verde, dos blooms de algas resultantes da sua eutrofização.

Estas pequenas algas (provavelmente a Salvinia cuculatta e a Anabaena azollae) surgem devido ao excesso de nutrientes na água, provenientes dos esgotos domésticos, industriais, pecuários e adubagens desrreguladas e anárquicas, numa vontade louca dos homens enriquecerem, esquecendo o futuro.

Estes fenómenos impedem a passagem da luz solar e impedem por isso a fotosíntese das plantas localizadas a um nível inferior, pondendo por em causa a sobrevivência dos peixes devido à falta de oxigénio na água. Obrigado vizinhos, donde vem o rio...

É pouco dignificante para o nosso Tejo Internacional, candidato a Património Mundial, estar assim moribundo. As entidades responsáveis pelo ambiente, pela água e os ambientalistas, fazem vista grossa e "enterram a cabeça na água", quanto a este drama.

Pessoalmente, considero isto um caso de Saúde Pública, visto que as pessoas continuam a comer peixe do rio...

- As melhoras.

Évora Air Show 2007


Outra paixão.

Voar é como caminhar sem peso.

É não sentir o corpo e subir até ao infinito. Sempre a subir...

Nem todos podem voar, mas todos podem ver voar e por isso, sentir como se voassem.

É sentir o ar, o espaço e lá em cima, o Céu.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Entardecer no Alqueva


Bem, para começar queria ilustrar o blog com uma das imagens que me fazem gostar de pesca. Um entadecer no Grande Lago- Alqueva, no meio da plenitude daquele espelho...

Fica para me recordar desse dia, cada vez que a observar!

Sim, os achigãs estiveram difíceis. Pudera, com aquela caloraça, não admira. Eu próprio se fosse peixe, estava bem lá para o fundo e bem perto do ar condicionado. Valeu um ataque bruto dum bicho grande - ele fez questão de se mostrar, logo de manhãzinha, para deixar o pescador sem pinga de sangue... Querida, passas-me os comprimidos da tensão, se fachavor?