"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Se pensa que a poluição não o afecta, pense melhor…

video

Para os que consideram que a poluição é um problema dos outros, deveriam considerar que tudo o que fazem à Natureza os afectará inevitavelmente.

Ou pior, irá afectar os seus filhos, netos e bisnetos.

O lixo e a poluição vão ser uma pesadíssima herança que os nossos descendentes irão receber de nós, descuidados utilizadores do Mundo. Pense melhor no assunto.

- Reduza o consumo de bens não essenciais.

- Reutilize as coisas que pensava deitar fora.

- Recicle aquilo que não pode reutilizar.

domingo, 26 de outubro de 2008

O Flappin Hog II para achigãs


A Gary Yamamoto lançou recentemente uma nova versão do isco Flappin Hog passando a designar-se por Flappin Hog II, disponível exclusivamente com o tamanho de 4 polegadas.
Este isco pode considerar-se posicionado entre os géneros de lagostim e criatura, permitindo uma enorme diversidade de utilizações. Apresenta uma consistência compacta e está provido de vários apêndices que simulam patas. Este desenho cria uma acção irresistível para os predadores, enquanto o vinil composto com sal, aumenta o tempo que o peixe retém o isco na boca.
Pode ser utilizado na montagem tradicional ao estilo do Texas ou Carolina. Aplicado num jig ou numa simples montagem Texas, é também particularmente indicado para as técnicas de pitching e flipping, produzindo nestas condições uma queda lenta por acção dos apêndices, o que dá tempo ao peixe a detectar o isco e a atacá-lo.
Pode ainda ser utilizado sem peso, como se de um senko se tratasse, quando pretendemos pescar zonas baixas ou os peixes estão mais próximo da superfície e assim evitar o ruído da queda na água.
Por oposição, instalado num cabeçote permite pescar zonas mais fundas e explorar localizações de peixes que doutra forma estariam acessíveis apenas às técnicas de finesse fishing.
Como se verifica, este isco é um extremamente polivalente e francamente indispensável na caixa dum pescador de achigãs.
O representante em Portugal da Gary Yamamoto Custum Baits é a Sulpesca.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A cavala


A cavala do Atlântico (Scomber scombrus) é um peixe bem conhecido dos pescadores de água salgada. Pertence à família dos escombrideos, tal como os atuns. São ferozes predadores e pouco selectivos, aproveitando tudo o que é comestível para saciar o apetite, motivado pelo seu movimento constante e por isso exigente, em termos energéticos. São extremamente velozes, o que quer dizer endiabrados lutadores, quando presos numa linha de pesca. Alguns peixes desta família têm a possibilidade de recolher parte das barbatanas no interior do corpo para diminuir o atrito na água, quando nadam a grande velocidade.
O corpo é fusiforme e hidrodinâmico, denotado aptidão para a velocidade. O dorso é esverdeado/azulado, com riscas em azul escuro, sendo a zona ventral quase branca. A cauda é francamente bifurcada. Podem atingir os 60 centímetros e quase três quilos e meio de peso. No entanto, uma cavala comum pesa entre as duzentas e as seiscentas gramas.
Formam grandes cardumes, constituídos por milhares de indivíduos, alimentando-se muitas vezes junto à costa, no período mais quente do ano.
Pesca
A cavala é dos peixes mais fáceis de pescar, quando se encontra próximo da costa, sendo uma boa espécie para os iniciados que rapidamente se contagiam com a sua espectacular luta. Como são pouco selectivas, atacam qualquer género de isco, incluindo os artificiais, como zagaias pequenas, colheres e amostras duras que imitam peixes.
Pescada à pluma com streamers e outras imitações de peixes é simplesmente uma das espécies mais acessíveis e lutadores que um mosqueiro pode encontrar nas nossas águas costeiras.
Como são fáceis de pescar e se movimentam em grandes cardumes, facilmente se cometem exageros por parte dos pescadores. Pode parecer que existem em grande quantidade, mas o que é certo é que se não se verificar uma consciência preservadora da nossa parte, em breve lhes acharemos a falta, como aconteceu com o seu parente atum, nas águas do Algarve.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dois quilos de carpa à pluma.

Este sábado, o sortudo da pesca voltou a fazer estragos nas carpas, enganadas com um monte de penas enroladas num anzol dos pequenos.

A maior ficou registada em fotos e pesou dois quilos na nossa balança.

- Epáh… parecia uma locomotiva sem vagões… dizia ele.

Foi libertada, como não podia deixar de ser.






sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Feira Norcaça e Norpesca


Decorre este fim-de-semana de 16 a 19 em Bragança, a VII Feira Internacional Norcaça e Norpesca. O certame propõe ao visitante várias actividades, como uma montaria ao Javali, Provas de Sto. Humberto, Tiro, Técnicas e Segredos da Pesca, Exposições, Concurso de Pesca, demonstrações de Pesca, debates dobre Caça & Pesca e ainda Passagem de Modelos.
As actividades estendem-se por vários locais embora o Centro Empresarial de Bragança - NERBA, receba os visitantes da Feira e das acções indoor.

O horário é o seguinte:
Dia 16: 17.00h às 23.45h
Dia 17: 12.00h às 23.45Dia 18: 08.00h às 23.45h
Dia 19: 08.00h às 19.00h

A Organização propõe-se atingir vários objectivos tais como:
- Um projecto de valorização do património cinegético, piscícola, gastronómico e turístico do Norte.
- Um desafio a todos os caçadores, pescadores, agentes económicos e amantes da natureza.
- Um chamamento à melhor gestão dos nossos recursos hídricos e piscícolas.
- Uma evidência de que os nossos muitos rios necessitam de urgente protecção da sua variada, mas já escassa, fauna ictiológica.
- Uma resposta aos que crêem, e sempre acreditaram, no futuro da sua terra.
- Um espaço de reflexão e convívio sobre novas tecnologias, novas estratégias de protecção da caça, da pesca e do ambiente e sobre a identificação das agressões ilícitas à fauna cinegética e piscícola.
- Um encontro de todos com a natureza, a arte e a cultura de um povo.
- Um compromisso com a juventude, determinada a defender o seu património natural.
- A consciencialização de que a utilização racional dos nossos ricos recursos naturais é geradora de riqueza para todos.
- A determinação em apresentar estratégias técnicas para o aproveitamento da riqueza cinegética e piscícola do Norte de Portugal.

Para mais informações consulte o site da feira ou faça o download do cartaz

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ao fim do dia

Embora o S. Pedro nos possa ainda prendar com uns dias de pesca aceitáveis, aproveito para deixar aqui uma colectânea de fotografias de finais de tarde, obtidas no seguimento das nossas jornadas de pesca deste ano.

São poucas, mas feitas com gosto e boa vontade.

São puras, porque não sofreram qualquer tratamento digital, tendo por isso o mérito da oportunidade das cores, dos locais, da visão do fotógrafo e até das imperfeições, naturais em tudo o que existe e é natural.

Pena que os cheiros, para mim associados a cada uma, não se possam deixar aqui.
Haverá quem, ao vê-las, lhes consiga subtrair esse cheiro, porque lhe é familiar.
Esses são os privilegiados que entendem a Natureza e por isso a amam, dependendo dessa dependência para viver tranquilamente.

Haverá outros para quem estas palavras são têm sentido. Esses, provavelmente, terão algum outro tipo de anti-depressivo...













Máquina Fotográfica - Pentax K100 Super

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A delicadeza contra a força

Por vezes, o gozo da pesca obtém-se pescando de forma muito diferente da habitual. Por vezes, mais vale apanhar um peixe, do que muitos...

O dia de Março estava soalheiro, quente até para época e convidativo para um passeio no rio. Preparei o material de pesca ao achigã, embora o meu objectivo nesse dia fosse realmente outro. Se as condições o permitissem iria tentar capturar um barbo ou uma carpa, com o equipamento de pesca à pluma.
Quando o tempo está calmo, com pouco vento e os dias começam a aquecer é frequente ver nos nossos rios, carpas e barbos de respeito, passeando calmamente junto à superfície em busca de algum insecto caído na água.
Assim, é teoricamente possível pescar estes peixes quase da mesma forma que se pescam as trutas, ou seja com imitações de insectos confeccionados por nós, quer flutuem à superfície ou afundem lentamente.
Comecei por procurar nos pequenos recantos abrigados da ligeira brisa desse dia, sinais das movimentações dos ciprinídeos. Com efeito, num deles havia várias carpas mais pequenas em cardume e uma ou outra solitária de tamanho apreciável, patrulhando a superfície.

Embora tivesse no barco uma cana de pluma de linha #8 que uso para os achigãs e é mais poderosa, optei pela das trutas, de linha #5 e por isso mais ligeira, pela maior discrição na apresentação do isco ao peixe. Assim era possível a queda da pluma na água, sem assustar as carpas que vagueavam a dez centímetros da superfície
Empatei no terminal de 0.14mm, uma ninfa de cabeça dourada em anzol nº 16. Trata-se da imitação de um insecto que passa uma parte da sua vida na água e que depois sobe à superfície para passar à fase alada.
A carpa à qual dirigi o primeiro lançamento passou ao lado do isco sem sequer lhe dispensar atenção. Algumas das seguintes, não reagiam ou mudavam de direcção. Outras ainda, dirigiam-se ao isco mas no último instante recusavam-no, desviando-se.
Estas que se dirigiam ao isco e se desviavam no último instante, tinham a particularidade de me acelerar descontroladamente o ritmo do coração, tornando esta pesca pouco recomendável a cardíacos. E se elas eram grandes...
Apesar de tentar manter alguma esperança, uma vez que algumas se interessavam pelo isco, confesso que estava já com alguma falta de fé...
Nisto, detecto mais uma potencial captura que vinha na minha direcção, nadando paralelamente à margem. Faço o lançamento e puxo ligeiramente o fio para que a imitação se posicione quase à sua frente, caindo lentamente para não a assustar. O peixe direcciona-se para o isco e suga-o de imediato. Ferro instantaneamente. O peixe dispara numa corrida quase à tona e uma dezena de metros depois, efectua um enorme salto fora de água como se fosse um achigã!!!
Eiaaaa…incrível, uma carpa a saltar durante o combate... E é enorme!... digo atabalhoadamente enquanto tento dominar minimamente a situação.
Nisto, o peixe inicia uma corrida fortíssima em direcção ao meio do rio, afundando sempre e levando quase toda a “cauda de rato” que tenho no rudimentar carreto. Volta e mais volta, dá linha, recupera linha...
Quarenta minutos depois de ferrada, o Zé Pedro consegue finalmente içá-la no camaroeiro para dentro do barco. É bem grande, e uma pequena proeza para mim que sempre quis pescar desta forma muito especial, mas que dá um enorme prazer pelo que exige de nós. E uma carpa deste tamanho é um digno adversário para um equipamento tão frágil.

O nylon onde atei a pluma tinha segundo o fabricante uma resistência de 2.300Kg, sem nós, o que não era obviamente o caso. A carpa pesou na minha balança digital 3.400 kg, sendo após a sessão de fotografias, devolvida de imediato à água pelo Zé Pedro.

O que é que mais eu podia oferecer a este peixe, que me proporcionou quarenta minutos de adrenalina, senão a vida?

Texto da minha autoria, publicado no jornal "Correio da Manhã" de 26 de Maio de 2002
P.S. - Lamento a qualidade das fotos mas são "AD" -Antes do Digital!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

II Festival Gastronómico do Achigã

Clique na imagem para ampliar

À semelhança do ocorrido no ano transacto, Vila de Rei volta a organizar o Festival Gastronómico do Achigã, que segundo consta, terá sido um enorme sucesso.
Com efeito e a par de outro tipo de organizações, como por exemplo de cariz desportivo, em que se pretende chamar a atenção das entidades responsáveis para a preservação do achigã, este evento será certamente mais um óptimo contributo para esse objectivo.
Poderão assim os órgãos tutelares deste recurso, incrementem a ténue fiscalização na pesca desportiva, com o objectivo de evitar que nunca falte o ingrediente principal a este já famoso Festival Gastronómico.
Oxalá por isso que o Chefe Silva que até “provou achigã noutro local, mas que não tinha o tempêro daqui”, nunca saia de Vila de Rei, sem ir saciado com esta exótica iguaria. Sim, porque o achigã é uma espécie exótica…
Espero também que a famosíssima Filipa Vacondeus tenha já idealizado uns pastéis que lhe permitam aproveitar as espinhas e peles que sobraram dos diversos pratos de achigã, e no fundo concretizar mais uma iguaria, na linha daquilo a tornou eminente.
Faço votos ainda que a ASAE, tão zelosa da qualidade alimentar dos produtos que nos servem nos restaurantes, se certifique da origem, das condições de transporte, da embalagem e da higiene em geral dos achigãs a confeccionar, bem como das facturas emitidas pelos pescadores, supostamente profissionais que fornecem os restaurantes, que amavelmente aderiram a este festival.

Bom apetite!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Kit Pluma: Hiro e Daiwa, linha #5/6

Graças ao actual desenvolvimento da pesca à pluma no nosso país, a Fário Desporto decidiu criar um conjunto cana/carreto para quem pretende iniciar-se nesta modalidade.
Este kit é constituído por uma cana Hiro Clasic Fly de 8 pés para linha #5/6 e um carreto Daiwa Lochmore-S 300, para linha #5/6 também.

A cana, construída em carbono possuiu uma excelente acção de ponta, sendo indicada para trutas, mas também muito adequada para a pesca de ciprinídeos de tamanho médio.
Uma capa em pano macio acomoda a cana, que por sua vez é inserida num tubo rígido de transporte, que lhe proporciona uma protecção completa e evita danos no equipamento.

O carreto é construído em metal de liga leve e possui um excelente acabamento em pintura cinza metalizada e prima pela simplicidade, robustez e fiabilidade.

O preço de venda deste conjunto é de 50€ e está disponível na loja Fário Desporto, na cidade da Covilhã.
Mais informações pelo telefone 275 341 455.