"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

sábado, 26 de abril de 2008

Grande Prémio de Pesca à Truta

- Clique no cartaz para aumentar -

Realiza-se pelo segundo ano consecutivo, o "Grande Prémio de Pesca à Truta da Serra da Estrela 2008", nos concelhos de Gouveia, Manteigas e Seia, durante 2 fins-de-semana (dias 3/4 de Maio e 31 de Maio /1 de Junho).
Os participantes realizam 4 provas de pesca à pluma sem morte, 2 em água corrente e 2 em albufeira.
Cada participante, em cada fim-de-semana, concorre em 2 mangas: Uma de manhã e outra à tarde, em dias alternados.
Os pescadores inscritos podem efectuar treinos livres na Lagoa do Lagoacho de 1 a 30 de Maio de 2008.
Inscrições:
Núcleo Florestal da Beira Interior Norte
Bairro Sr.ª dos Remédios
6300 - 599 Guarda
Tel. 271 208 400
Fax. 271 208 408
Para mais informações sobre a Organização e o Regulamento visite o blog deste Festival

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Máquina de fazer tempestades




- Perspectivas sobre um "Pivot de Rega" em pleno funcionamento, em dia de vento forte.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Manutenção a carretos de tambor móvel

No seguimento do texto sobre manutenção aos carretos de tambor fixo, iremos verificar pontualmente quais os locais onde podemos de forma fácil, executar a manutenção e lubrificação nos carretos de tambor móvel ou casting, vulgarmente utilizados na pesca ao achigã e também no mar.
Neste tipo de carretos, os pontos mais críticos quanto a lubrificação, são sempre os eixos da bobina ou tambor que enrola a linha, originados pelo movimento de recuperar o fio, mas fundamentalmente pelo de lançar, em que a bobina atinge uma elevada velocidade de rotação. Se esta não estiver bem solta e lubrificada, a distância de lançamento fica naturalmente comprometida, como se compreende.
Nestes modelos há necessidade de desmontar alguma coisa - embora esta operação não se revele nada complicada, uma vez que é apenas necessário retirar a tampa lateral - a oposta ao lado da manivela - que permite extrair a bobina do interior do carreto.
Em determinados modelos é necessário uma pequena chave de fendas para desapertar os parafusos que fixam essa tampa (oposta à da manivela) mas normalmente colocados no mesmo lado da manivela.
Noutros modelos, existem parafusos preparados para serem retirados à mão e na maioria das versões mais recentes, consegue-se apenas com uma ligeira pressão num botão existente na própria tampa, enquanto esta se roda.


1º Ponto - Retirada a dita tampa lateral, remova a bobina, inclinando o carreto para facilitar a sua saída. Com um pedaço de papel absorvente, limpe cuidadosamente ambos os eixos que suportam a bobina, retirando o lubrificante antigo e eventualmente seco. Verá que o papel apresenta sujidade, que são os restos do lubrificante antigo e gasto.
Faça um pequeno e fino “palito de papel absorvente” e tente chegar aos apoios do eixo no chassis do carreto, tendo como objectivo a sua limpeza de lubrificante antigo.


Esta operação deverá ser efectuada nos dois apoios da bobina, onde se encontram os rolamentos: quer na parte interna, quer na tampa lateral que retiramos.


Lubrifique depois estes apoios e o eixo da bobina com óleo fino - aqui é fundamental que seja mesmo fino e monte com cuidado, todo o conjunto.



2º Ponto - As pegas da manivela dupla, são também locais de lubrificação periódica e obrigatória, pelo que deveremos deixar cair duas gotas de óleo em cada uma delas enquanto rodamos e limpamos o excesso.


3º Ponto - Outro local a não esquecer é o sem-fim do guia fios. Este componente está muito exposto e sujeito às gotículas de água provenientes da linha molhada que vai sendo recolhida, estando frequentemente a sua lubrificação bastante comprometida.
Neste caso, o óleo é suficiente porque liquefaz novamente a massa já aplicada e tudo volta quase ao normal. Dê uma maniveladas para espalhar o lubrificante e limpe os restos, como de costume.

4º Ponto - Nos extremos de cada lado da patilha de libertação da bobina, deixe cair uma gota de óleo, posicionado o carreto para que o óleo se espalhe entre a patilha e as abas internas do carreto. Simule vários movimentos de trabalho e limpe o excesso.

A desmontagem da tampa lateral, no lado da manivela requer já cuidados especiais, pelo que não recomendo intervenção nesta operação mais simples, a quem não esteja habilitado para o fazer. De qualquer forma, pretendo avançar para cada um dos modelos de carretos, com textos sobre intervenções mais avançadas, mas de forma separada destas mais simples. Ou seja, estas manutenções mais simples, são acessíveis a qualquer pessoa sem ter que desmontar nada de importante, na próxima iremos desmontar tampas e proceder a outras acções.
Tal como nos carretos de tambor fixo, nos primeiros lançamentos e maniveladas é provável que saiam restos de óleo resultantes dos movimentos. Faça estas operações num local adequado…
Tenha em conta que ao lubrificar os apoios da bobina contribuiu para conseguir lançamentos mais longos e consequentemente, dependendo do modelo de carreto, poderão surgir "cabeleiras". Por isso, faça os primeiros lançamento com cuidado, enquanto ajusta os freios magnéticos ou centrífugos.
- Bom trabalho!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Escalo

O escalo, também conhecido por bordalo (Squalius alburnoides) é mais uma das espécies que povoam as nossas ribeiras e endémica da Península Ibérica, existindo em quase todas as bacias hidrográficas portuguesas. Como existem várias variantes deste singular peixe, adaptadas às respectivas bacias hidrográficas, verifica-se uma certa confusão mesmo para os investigadores, quanto a nomes, localizações e subespécies.
Foram no entanto identificados oficialmente, o escalo do norte (Squalius carolitertii)) o do sul (Squalius pyrenaicus), devido à localização do seu habitat natural a norte ou a sul do Mondego.
Estudos recentes referem uma nova espécie, o escalo do Arade, (Squalius aradensis), que existe nas riberias do Arade, Algibre e Bordeira, no Algarve
Apresenta um corpo esguio, cabeça grande, coloração castanha no dorso e ligeiramente dourada na lateral. A boca é relativamente grande, visto que são bastante agressivos na procura de alimento, principalmente insectos e larvas e até pequenos peixes, base da sua alimentação. Raramente ultrapassa os 25 centímetros de comprimento, para as 200 gramas de peso.
Devido ao seu carácter de pequeno predador, é bastante fácil a sua pesca, podendo esta ser efectuada com os tradicionais iscos vivos, como para os restantes ciprinideos, bem como usando imitações de insectos na modalidade de pesca à pluma.
Trata-se de um peixe que deverá ser protegido a todo o custo, visto que se encontra em situação preocupante, devido em boa parte à alteração do habitat pelo Homem: pela poluição, remoção das areias onde desova, alteração das zonas de vegetação aquática que lhe produz insectos de que se alimenta e também com a construção de obras que impedem a sua migração reprodutiva.

sábado, 12 de abril de 2008

Manutenção de carretos de tambor fixo

Qualquer equipamento mecânico em movimento está sujeito a desgaste por contacto de esforço entre os seus componentes. Os nossos carretos de pesca, independente do modelo ou estilo, não são excepção, visto que são constituídos por um conjunto de peças metálicas e plásticas, concebidas para trabalhar em conjunto e em contacto umas com as outras. Por isso, precisam indiscutivelmente de uma ligeira manutenção periódica, para prevenir ou diminuir ao máximo o desgaste de funcionamento. Foram por isso estabelecidos quatro pontos-chave, para uma pequena mas importante manutenção a um carreto clássico. Estas tarefas poderão ser realizadas por qualquer um, visto que são bastante simples mas suficientemente importantes, mesmo sem ter que desmontar alguma coisa.
- Adquira uma embalagem ou almotolia de óleo fino ou outro semelhante do género utilizado nas máquinas de costura, na sua loja de pesca ou num hipermercado. Este género de lubrificantes apresenta habitualmente a designação de “ÓLEO FINO” na embalagem, independentemente da marca.
- Antes de iniciar a sua tarefa, prepare umas folhas de jornal velho aberto em cima da sua mesa de trabalho, para evitar que esta se suje com pingos de óleo, sendo depois também mais fácil para si arrumar tudo. Tenha também à mão uns pedaços de papel absorvente de cozinha ou guardanapo, para as limpezas necessárias.

1º - Rolete do guia-fio. Aplique uma ou duas gotas nos lados do rolete que guia a entrada do fio na bobina, para que se infiltre no eixo do mesmo, enquanto o faz rodar para que o óleo penetre com mais eficácia, espalhando-se também com mais facilidade.
Após algumas voltas, lubrifique novamente e se necessário limpe todo o eventual excesso com um pedaço de papel absorvente.

2º - Manivela. Outro ponto crítico num carreto de pesca é o eixo da manivela. O carreto deve ser posicionado para que a pega da manivela fique virada para cima, na vertical.

Neste local, até pode ser utilizado óleo mais espesso, do género do utilizado nos motores de automóvel, embora o nosso óleo fino sirva também para o efeito.
A aplicação de duas gotas, enquanto se faz rodar a pega, são suficientes para que o sistema fique lubrificado. O excesso deve novamente ser limpo com papel absorvente.

3º - Suportes da asa de cesto. Colocar uma gota de óleo em cada uma das articulações/suportes laterais da asa de cesto, enquanto se abre e fecha a mesma manualmente, facilitando a dispersão do óleo e limpando de seguida.

Após várias manobras de abrir e fechar, poderemos limpar o restos de óleo que não entrou no eixo.

4º - Eixo do rotor. Este é um dos pontos de todo o mecanismo em que existe maior esforço, devido quer à velocidade, quer ao esforço lateral provocado pelo fio ao ser enrrolado na bobina. Daí que, seja extremamente importante que se mantenha sempre lubrificado.

Neste caso iremos colocar o eixo na vertical, deixar cair duas ou três gotas de óleo, enquanto rodamos lentamente a manivela para permitir que este penetre na engrenagem até ao rolamento que suporta o rotor. Após algumas maniveladas lentas, limpamos o excesso de lubrificante.
Para finalizar, tenha em conta que quando der as primeiras manivelas rápidas após esta manutenção, vai sair algum óleo expelido pela força centrífuga da rotação. Por isso, faça estas maniveladas rápidas num local onde não suje nada de importante!

Bom trabalho! Alguma questão pode ser colocada na zona dos comentários que terá resposta por certo!

Clique aqui, para manutenção a carretos de tambor móvel, ou casting!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O livro Achigã - Reflexos


Nunca é demais recordar o livro ACHIGÃ - REFLEXOS, escrito por um homem que há muito tempo se dedica de corpo e alma a este peixe.
Como pescador, com vários resultados de topo na Competição Embarcada ao Achigã, como dirigente desportivo, colaborador em diversa imprensa especializada e como defensor da espécie e da modalidade de pesca.
Este segundo livro de Hermínio Rodrigues é o Reflexo de uma larga experiência de vida, bem documentada e com inúmeras fotografias, quer entre nós, quer nas participações como jornalista, em diversas provas nos EUA.
Este livro pode ser comprado em várias lojas de pesca espalhadas pelo país ou solicitado via e-mail directamente ao autor, para portbass@gmail.com.
O preço é de 15€ e será enviado pelo Correio, com portes incluídos.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

- Achigã... praga? Onde...?


- Clique nas imagens para aumentar o tamanho -
- A propósito de um texto publicado na revista Nova Gente, sobre Ambiente e espécies invasoras, enviei ao Sr. Director da revista em causa, o seguinte e- mail " aberto":
Exmo. Sr. Director da Revista Nova Gente,
Encontrava-me a desfolhar a vossa revista nº1647 de 07 a 13 de Abril, quando deparo na secção intitulada “Ambiente – Há invasores em Portugal”, considerações sobre algumas espécies denominadas por “invasoras” e onde é referido um peixe, designado por “achigã”.
Se por um lado não surpreende, porque não se espera rigor científico no género de texto e revista, já a imensidade de disparates, especificamente sobre este “invasor de Portugal” em tão pequeno espaço, é de salientar. Não fosse o caso, nem estaria incomodar V. Excelência…
Efectivamente quem lê a peça, fica com a ideia que este peixe foi trazido ilegalmente, dentro de uma garrafa de litro e meio de água, para depois ser libertado à noite e sem que ninguém veja, “trazido pelo comércio e criadores, à boleia em barcos e aviões”.
Para que conste, o achigã foi estudado previamente, trazido, aclimatado e repovoado pelo Instituto Florestal, organismo da Direcção Geral de Florestas, no início dos anos 50 do século passado – há mais de 50 anos, portanto. Foi, porque a construção de grandes barragens ocorridas em Portugal na ocasião, provocou as consequentes alterações de habitat nos meios onde ocorreram.
De um rio de água correntes surgiu um novo ecossistema, completamente diferente, facto que só por si criou novas condições para, por um lado potenciar o desenvolvimento de umas espécies e ao mesmo tempo, minimizar a presença de outras.
Mas foi o Homem que provocou essa alteração, não o achigã, que fique bem claro!
Esta espécie nunca pode ser uma praga - como aliás se verifica na realidade, porque é canibal ou seja, pode controlar-se a ela própria. Além disso e ao contrário do referido, o achigã tem um predador e o pior de todos: O Homem que o persegue, captura ilegalmente nos períodos de defeso devido à insípida fiscalização e o comercializa nos restaurantes, algumas vezes de forma ilegal.
Adianto-lhe ainda que este peixe foi introduzido em mais de quarenta países do mundo, devido justamente à sua mais valia a todos os níveis: Limita o crescimento anormal de populações doutras espécies – algumas sem qualquer tipo de interesse, (estas sim, são pragas), origina aquilo que passou a chamar-se “Actividades de Natureza” e é mais recurso alimentar para as populações do interior. Além disso, auxilia o desenvolvimento regional, como por exemplo no sector de serviços e alojamento para os pescadores desportivos e familiares, comércio de artigos de pesca, ajudando a conter a fuga para os grandes centros urbanos, de onde normalmente vêm este género de textos e opiniões completamente alienadas da realidade.
É aliás recorrente, a origem desta desinformação: Os grupos pseudo-ecologistas, no seu puro fundamentalismo exacerbado, mais preocupados com os mitos que eles próprios criam para sua auto-promoção nos média, enquanto ignoram e fazem ”vista grossa” à realidade das gentes do interior, que lidam directamente com a Natureza.
No entanto, esquecem-se ou omitem a importância de outras espécies “invasoras” no seu próprio bem-estar, como a batata e o milho, só para dar dois rápidos exemplos. Aliás, é a incoerência o principal motivo porque já ninguém os leva a sério e são frequentemente alvo de chacota da população…
Catalogar o mosquito de transmissão do dengue da mesma maneira que o achigã, tal como tal se observa no texto, não tem qualquer comentário que me pareça “escrevível” num nível de linguagem que quero manter…
Para terminar, gostaria de acrescentar que a espécie referida no texto, bem como a imagem apresentada – o Micropterus dolomieu, nem sequer existe em Portugal. A espécie que existe entre nós, bem como nos restantes países onde se entendeu a importância deste peixe, é o Micropterus salmoides, bastante diferente do apresentado.
Aceite o meu e-mail como um desabafo e não como um direito de resposta:
- É que começa a ser preocupante a constante intoxicação da opinião pública sempre pelos mesmos grupos de pessoas, com disparates inclassificáveis…
Atentamente,
José Gomes Torres

sábado, 5 de abril de 2008

A lucioperca


A lucioperca, com o nome científico Stizostedion lucioperca, é uma espécie relativamente recente nas nossas águas. Fisicamente é bastante esguia e acastanha escura na zona lombar, e esbranquiçada na ventral. Possuir uma boca grande, dois grandes dentes caninos em cada maxilar e uma cauda proporcionalmente grande, bem como as barbatanas dorsais, o que indicia grande facilidade em desferir ataques às suas potencias presas.
É originária da Europa de Leste: regiões dos mares Negro, Báltico e Aral, zona dos Urais e rio Volga. Prefere zonas de águas frias, limpas e oxigenadas, embora se mostre uma verdadeira adaptada a todas as que não reúnem estas exigentes condições, como são a generalidade as albufeiras portuguesas onde tem surgido.
Desova na Primavera, ou logo que a temperatura atinja valores entre os 7 e os 12 ºC. Os ovos com cerca de 1,5mm são colocados na vegetação ou directamente no substrato do fundo.
O crescimento da lucioperca é bastante rápido, segundo estudos efectuados no rio Volga. No primeiro ano de vida podem atingir mais de 500 gramas para um tamanho de 34 centímetros e após os sete de idade, ultrapassar 4,800 Kg para o tamanho de 68 centímetros. Noutras regiões da Europa onde foi introduzida, são frequentemente capturados exemplares que ultrapassam os 10 quilos de peso, dependendo das condições de disponibilidade de alimento.
Em Portugal existe já nos rios Douro, Tejo e Guadiana e em algumas albufeiras dos seus afluentes, mas encontra-se em franca expansão por outras mais afastadas destes rios internacionais.
Não sendo um peixe com particular interesse desportivo é um predador voraz para as nossas espécies autóctones – maioritariamente peixes de pequeno porte: bogas, barbos, e escalos, - pelo que seria desejável sempre tentar conter a todo o custo, toda e qualquer introdução desta espécie, em toda e qualquer massa de água.
Infelizmente, quando se pescam os primeiros exemplares, já toda a massa de água está repovoada. Isto porque apenas procuram alimento nas camadas mais superficiais onde vulgarmente circulam as nossas amostras, quando de todo não se consegue alimentar em profundidade ou quando sobe para zonas mais baixas para a reprodução. Desportivamente, pesca-se com todo o tipo iscos que trabalhem em camadas mais profundas e imitem as suas presas habituais.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Não destruas as tuas PlayStation´s...

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Mais um pequeno filme sobre a libertação das nossas espécies mais desportivas, mais perseguidas e sobretudo, mais necessitadas de protecção.
Aqui fica o meu contributo, com a colaboração do meu filho Zé Pedro e claro está, desta preciosa truta.
Protejam, para que se possa continuar a brincadeira da pesca durante muito tempo!