"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Barragem de Alvito, novamente na corda bamba...

A vermelho, a provável localização do paredão da nova barragem
A verde, a ribeira de Alvito que ficará fora da nova albufeira

Depois de se saber que o local de construção da tão esperada barragem de Alvito já nunca poderá ser no sítio inicialmente previsto - nas Portas do Almourão, ficaram segundo se pode ler na imprensa regional, várias dúvidas por responder:
- Onde poderá ser concretamente a nova localização do paredão da albufeira?
- Qual a quota do paredão no novo projecto?
- Uma vez que a ribeira de Alvito, vai ficar de fora da barragem será que se mantém nome de Barragem de Alvito?
- Apesar do empreendimento ter ido a concurso público no passado dia 30, será que os privados estão interessados em investir num projecto rentável apenas a longo prazo?
E por fim, a pergunta mais importante:
- Será que há alguém interessado em investir nesta barragem?
Depois da euforia inicial das autarquias e das populações da região, caímos novamente no desencanto…

5 comentários:

Osvaldo Lucas disse...

Há uma situação semelhante quanto à barragem de Almourol.
Primeiro apontam uma cota irrealista (31m). As autarquias da zona vão aos arames, o INAG pensa numa nova localização... e depois aparece o concurso público que é para toda a gente menos para o público que continua sem saber nada. Ou seja, parece (http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=343122&visual=26&tema=4) que a cota será os 24 metros... e mais nada!
O ministro da tutela há uns bons dias disse que todas as barragens do PNBEP seriam submetidas a AIA, parece que teremos de esperar...
Mas pelo menos podiam dar um enquadramento mais ou menos genérico do que se propõe e das razões justificativas (afinal fizeram-no no "estudo prévio"!!)...

José Gomes Torres disse...

Sim, de facto é verdade. Se foi feito um estudo prévio para cada uma delas, seria de prever que estas dúvidas não surgissem nesta fase, em deveria tudo estar já definido.
Afinal para que serviu o estudo prévio? Só para gastar dinheiro dos contribuintes?
Neste momento, e no caso concreto do ALvito, parece cada vez mais verdade que o projecto deixou de ter interesse a curto/médio prazo. Como o investimento é feito por privados, que têm todos os anos que prestar contas aos accionistas, isto pode estar comprometido, falando alguns autarcas de região na necessidade de apoio financeiro extraordinário à entidade que aceite fazer a barragem.
- Portucalidades...

Anónimo disse...

A criação de barragens é bom…!?
Pelo menos podemos tirar proveito dos nossos recursos naturais.
Mantendo e preservando todos os nossos recursos, naturais e autóctones, numa biodiversidade desmedida, pelos estudos prévios que efectuaram…Não é?
Pelo menos temos a vantagem de baixa de preços da energia eléctrica, que não terá que ser importada e/ou especulada no mercado desta nossa globalização. Hehehehe….

Um grande Abraço Gtorres..

NunoCao

Anónimo disse...

Afinal, parece que vai avançar e desde que respeite todos os pareceres tecnicos que recolheram das entidades competentes e que respeite, essencialmente, o património geológico ali presente, julgo que vai ser um Grande Valor Acrescentado para a Região!
Região que bem precisa de gerar oportunidades e região com um potencial enorme para o Turismo de Natureza!
Haja desenvolvimento sustentável e integrado nas populações locais, que elas próprias saberão respeitar o património histórico que herdaram dos seus antepassados e apoiar o futuro!

Anónimo disse...
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