"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Escalo

O escalo, também conhecido por bordalo (Squalius alburnoides) é mais uma das espécies que povoam as nossas ribeiras e endémica da Península Ibérica, existindo em quase todas as bacias hidrográficas portuguesas. Como existem várias variantes deste singular peixe, adaptadas às respectivas bacias hidrográficas, verifica-se uma certa confusão mesmo para os investigadores, quanto a nomes, localizações e subespécies.
Foram no entanto identificados oficialmente, o escalo do norte (Squalius carolitertii)) o do sul (Squalius pyrenaicus), devido à localização do seu habitat natural a norte ou a sul do Mondego.
Estudos recentes referem uma nova espécie, o escalo do Arade, (Squalius aradensis), que existe nas riberias do Arade, Algibre e Bordeira, no Algarve
Apresenta um corpo esguio, cabeça grande, coloração castanha no dorso e ligeiramente dourada na lateral. A boca é relativamente grande, visto que são bastante agressivos na procura de alimento, principalmente insectos e larvas e até pequenos peixes, base da sua alimentação. Raramente ultrapassa os 25 centímetros de comprimento, para as 200 gramas de peso.
Devido ao seu carácter de pequeno predador, é bastante fácil a sua pesca, podendo esta ser efectuada com os tradicionais iscos vivos, como para os restantes ciprinideos, bem como usando imitações de insectos na modalidade de pesca à pluma.
Trata-se de um peixe que deverá ser protegido a todo o custo, visto que se encontra em situação preocupante, devido em boa parte à alteração do habitat pelo Homem: pela poluição, remoção das areias onde desova, alteração das zonas de vegetação aquática que lhe produz insectos de que se alimenta e também com a construção de obras que impedem a sua migração reprodutiva.

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