"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O Tejo está doente




O sangue do nosso maior rio, está manifestamente contaminado.

Este sangue não é vermelho mas verde, dos blooms de algas resultantes da sua eutrofização.

Estas pequenas algas (provavelmente a Salvinia cuculatta e a Anabaena azollae) surgem devido ao excesso de nutrientes na água, provenientes dos esgotos domésticos, industriais, pecuários e adubagens desrreguladas e anárquicas, numa vontade louca dos homens enriquecerem, esquecendo o futuro.

Estes fenómenos impedem a passagem da luz solar e impedem por isso a fotosíntese das plantas localizadas a um nível inferior, pondendo por em causa a sobrevivência dos peixes devido à falta de oxigénio na água. Obrigado vizinhos, donde vem o rio...

É pouco dignificante para o nosso Tejo Internacional, candidato a Património Mundial, estar assim moribundo. As entidades responsáveis pelo ambiente, pela água e os ambientalistas, fazem vista grossa e "enterram a cabeça na água", quanto a este drama.

Pessoalmente, considero isto um caso de Saúde Pública, visto que as pessoas continuam a comer peixe do rio...

- As melhoras.

1 comentário:

Sérgio Carvalho disse...

Ola Gomes Torres. td bem? Belo blog!

Infelismente não é so o tejo, o Sado está gual, a barragem de Vale de Gaio em pleno Alentejo encontra-se em condições semelhantes....os adubos e materias organicas fazem os seus estragos...