"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MoraPesca 2011


De 18 a 20 de Fevereiro, a Vila de Mora vai novamente acolher o maior certame dedicado à pesca desportiva, que acontece no nosso país.
Esta edição da feira que se realiza já pelo nono ano consecutivo, espera receber entre 25 a 30 mil visitantes e cerca de três dezenas de expositores que irão mostrar aos pescadores as suas mais recentes novidades.
O programa oficial propõe demonstrações de pesca no recinto da Feira, um Concurso de Pesca Desportiva na Pista do Cabeção, captação de jovens pescadores, bem como outras competições desportivas durante todo o fim-de-semana.
O concelho Mora é um dos locais em Portugal fortemente vocacionado para a prática da pesca desportiva em águas interiores, com destaque para a pista do Cabeção, integrada no rio Raia que atravessa a região, considerada também uma das melhores do país e com condições para as grandes competições mundiais.
Outro ponto de interesse é o Fluviário de Mora, o primeiro da Europa, que recria em diferentes aquários os ecossistemas e as espécies dos rios portugueses, desde a nascente do rio até à sua foz.
Embora os horários não tenham sido publicamente divulgados, deverão ser semelhantes aos do ano transacto:
Sexta-feira, 18: Abertura 17H30 - Encerramento 22H00
Sábado, 19: Abertura 10H00 - Encerramento 22H00
Domingo, 20: Abertura 10H00 - Encerramento 19H00
As entradas são gratuitas, como vem sendo hábito.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sagarra 46/2, pata S - cor azul


Marca e Modelo
Carreto Sagarra – Modelo 46/2

Categoria
Carreto de spinning, bobina fixa

Anos de construção
Entre 1946 e 1953

Origem e História
Estamos em presença de um carreto espanhol, fabricado na localidade de Sitges, Barcelona. Trata-se dos primeiros modelos fabricado por esta marca, sendo que a primeira versão não possuía qualquer tipo de pintura ou anodizado. Uma vez que o primeiro carreto deste modelo foi fabricado no ano de 1946, foi-lhe atribuído o nome correspondente aos dois últimos dígitos. Posteriormente, entre 1946 e 1951 foram fabricados os modelos 46 anodizados em duas cores distintas: o vermelho (denominada “Burdeos”) e o azul.

O modelo 46/2, não tinha anti-retrocesso, ou seja, era possível manivelar em sentido contrário ao de enrolar a linha. Apesar disso, a bobina só permitia a saída de linha, não se movimentando em sentido contrário.
A bobina é constituída por duas partes, sendo a superior para a linha e a inferior destinada a armazenar o sistema anti-retrocesso da bobina.

A fábrica Sagarra que fazia também outros engenhos, como moedores de carne, laborou entre os anos de 1946 e 1995, terminando a produção devido à concorrência dos carretos asiáticos, mais baratos e estéticamente mais apelativos.

Conservação
Como é normal, este carreto chegou-me às mãos em mau estado geral, apresentando bastante corrosão, denunciando a sua utilização em água salgada. No entanto, como é habitual nos Sagarras, sem qualquer folga no rotor ou na manivela, que não fosse perfeitamente aceitável.
Hoje temos carretos novos à venda com 10 rolamentos e com folgas bem superiores.
No interior, toda a mecânica se encontrava intacta e sem desgaste, embora o lubrificante fosse certamente contemporâneo da restante mecânica, a fazer fé no cheiro característico das massas lubrificantes antigas.

Este modelo é relativamente raro. Existem muitos coleccionadores exclusivos de carretos Sagarra, inclusive em Espanha, que não possuem este modelo que quis o destino, me veio parar ao espólio.

Referencias na internet
http://sagarracarretes.blogspot.com/2008/04/historia-fbrica-sagarra.html

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vega lança Catálogo 2011


A VEGA conhecida marca portuguesa de material de pesca, acaba de lançar on-line o seu catálogo de produtos para este ano. Neste catálogo está já incluída a nova gama de materiais para todos os géneros de pesca que a marca nos habituou e reúne todas as categorias num só formato.
Este documento pode ser descarregado para o computador através dum ficheiro em PDF ou visitado on-line, num prático catálogo virtual. O objectivo do formato PDF é estar sempre disponível no computador de qualquer utilizador, pronto a ser consultado sempre que se queira. Na modalidade virtual é possível entre outras funcionalidades, desfolhar as páginas, aumentar o tamanho do texto, ou ir directamente para o tipo de produto que procuramos, através da barra inferior que nos apresenta todos os produtos em miniatura.

Para descarregar o Catálogo VEGA 2011, clique aqui

Para visualizar o Catálogo Virtual VEGA 2011, clique aqui

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Peixe-Gato do Mekong


O maior peixe de água doce e sem escamas do mundo, está em risco de desaparecer das águas barrentas do rio Mekong, situado no Sudeste Asiático. Este peixe com o nome científico de Pangasianodon gigas, pode atingir 3 metros de comprimento, pesar 300 quilos, além de viver 60 anos, é conhecido vulgarmente por Peixe-Gato Gigante do Mekong.

O seu habitat principal é na metade inferior do sistema fluvial do rio Mekong, que atravessa o Cambodja, Laos, Tailândia e o Vietname. Exclusivamente vegetariano, foi em tempos muito abundante em toda a bacia do Mekong, mas hoje crê-se que a sua população esteja reduzida a cerca de 5% relativamente ao século passado, estando muito perto do limiar da extinção. O excesso de pesca comercial sem eficaz fiscalização, a construção de barragens nos tributários do Mekong e a destruição das zonas de desova, são as principais causas do declínio deste gigante.

Estes peixes migratórios, que sobrem centenas de quilómetros na direcção da nascente, necessitam de grandes espaços no rio para as suas deslocações sazonais, bem como condições ambientais específicas nas zonas de reprodução.

Actualmente concertam-se esforços internacionais para protecção da espécie. A pesca do Peixe-Gato do Mekong está actualmente interdita na Tailândia, Laos e Cambodja. Apesar disso, nas vilas isoladas junto ao rio e localizadas no interior do continente, a fiscalização não actua e a sua captura continua como se nada se passasse…

Fonte: National Geographic

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal para todos...


Apesar da pouca disponibilidade que tenho tido nos últimos meses, não quero deixar passar esta quadra sem desejar a todos os visitantes e amigos deste humilde espaço, votos de um Bom Natal, alargado a quem mais desejarem.
Se por ventura isso de pedir coisas ao Pai Natal funcionar, pedia de um modo geral que nos desse a todos, saúde, sorte e trabalho.
Tudo o resto viria por acréscimo…

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo na pesca


A Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo iniciou um projecto audacioso e pioneiro no panorama da pesca desportiva nacional:
- Construir uma equipa de Pesca Desportiva (na modalidade de pesca de Achigã, sem morte e com amostras artificiais) com jovens dentro da escolaridade obrigatória.
Segundo a DGIDC, o Desporto Escolar deve ser entendido como factor de cultura, estimulando sentimentos de solidariedade, cooperação, autonomia e criatividade, devendo ser fomentada a sua gestão pelos estudantes praticantes.
Apesar disso, a pesca, e o seu valor como actividade que vai muito para além do aspecto desportivo, tem sido sistematicamente ignorada pelas entidade que decidem estas questões.
Assim, um dos objectivos propostos para este projecto será o de conseguir que esta modalidade passe a ser considerada no quadro normativo do Desporto Escolar.
Parabéns por isso aos docentes da Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo, pela iniciativa e pela determinação com que conseguiram este feito!
Que a modalidade seja considerada bem depressa no Quadro Normativo do Desporto Escolar!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PORTUGAL CAMPEÃO MUNDIAL DE PESCA AO ACHIGÃ


A Selecção Portuguesa de Pesca Embarcada ao Achigã sagrou-se Campeã Mundial da disciplina neste fim-de-semana, ao vencer a 6ª edição do Campeonato do Mundo, disputado no Alqueva.

A formação portuguesa foi a única das doze Selecções presentes a passar a marca dos 30 kg de peixe capturado, numa prova discutida até ao último momento com a poderosa Selecção italiana, que conseguiu mesmo igualar o número de capturas dos portugueses (43, dos 45 possíveis, uma vez que cada equipa pode trazer à pesagem apenas cinco exemplares por dia de pesca). Mas nas pesagens somou pouco mais de 26 kg, garantindo o 2º lugar final.

O 3º lugar em Selecções foi para a Alemanha, com 25.56 kg pescados, que terá de se contentar com a medalha de bronze e com o facto de ter ficado a apenas um peixe do campeão Portugal e da vice Itália.

Classificação individual
Nesta disciplina de pesca embarcada em águas interiores, cada barco leva uma dupla de pescadores (do mesmo país) e é o somatório dos resultados de cada dupla que perfaz a classificação de cada Selecção.

As duplas da Selecção Nacional, liderada por Hermínio Rodrigues, tiveram resultados positivos: Joaquim Moio e João Grosso conseguiram o 3º lugar final, com quinze peixes a marcar 12.37 kg, conquistando assim a medalha de bronze. Sérgio Sequeira e Silvestre Pinto ficaram em 4º lugar, com 9.35 kg, ao passo que a dupla Pedro Félix / Paulo Ramos ficou em 8º, com 8.52 kg. A medalha de ouro, nesta tabela, foi para uma dupla mexicana e a de prata, surpreendentemente, para uma croata.

Declarações

JORGE ALMEIRIM, PRESIDENTE DA FPPD:
A Pesca Desportiva Nacional está de parabéns por mais um titulo alcançado. Com este titulo, a somar aos já conquistados esta época (Mundial de Sub-18 em Rio, Europeu em Rio, Europeu de Pesca à Bóia em Mar e Mundial de Clubes em Mar), estamos perante uma das melhores, senão mesmo a melhor época de sempre da nossa Federação.
Numa competição muito disputada, os nossos pescadores souberam resistir à pressão de pescar em casa, e com um enorme espírito de grupo souberam partilhar as vivências dos treinos e da competição, delineando uma estratégia que se revelou vencedora. Fruto dessa boa estratégia, naturalmente também no plano individual os resultados foram muito bons, pois 3º, 4º e 8º entre 36 duplas só assim pode ser considerado.
Em termos organizativos, estivemos bem, como me foi reconhecido pelas várias delegações presentes; o nosso nível de exigência neste campo é muito alto. Recebemos os parabéns das várias delegações, que reconheceram que em face dos imponderáveis ocorridos, não seria fácil fazer melhor.
Para terminar, quero deixar uma palavra de apreço à nossa Selecção, que criou um grupo muito forte.

VIRGÍLIO MACHADO, PRESIDENTE DA ÁREA DE PESCA AO ACHIGÃ DA FPPD:
«A vitória de Portugal foi a vitória do crer e da vontade de um grupo muito unido, que se preparou de forma empenhada para esta competição! Por isso estão de parabéns todos os atletas e dirigentes, bem como todos aqueles que de forma voluntaria tornaram este Mundial possível».

HERMÍNIO RODRIGUES, SELECCIONADOR NACIONAL:
«A estratégia montada funcionou, porque houve partilha de informação por parte de todos os envolvidos. O objectivo de todos era a vitória; houve empenho e autoconfiança, o que tornou mais fácil ultrapassar as dificuldades. Tivemos sempre controlo sobre o que poderia correr bem e mal e, quando foi necessário recorrer ao plano B, tínhamos um preparado, e bom!».

Notas de interesse:

• Esta foi a edição mais disputada de sempre, com setenta e dois atletas de doze países, que treinaram na barragem de Alqueva nos dois dias anteriores ao início da competição
• Portugal passa a ter três títulos mundiais nesta categoria — dois em equipas, um individual
• Todos os peixes capturados em prova são mantidos em perfeita saúde nos barcos, em viveiros propositadamente construídos para esse fim, e devolvidos à água após a pesagem — uma equipa que apresente peixes mortos é penalizada
• Este Campeonato do Mundo foi organizado pela Federação Portuguesa de Pesca Desportiva, sob a égide da Federação Internacional de Pesca Desportiva em Água Doce (FIPS-ed)
• Reuniu apoios do Instituto do Desporto de Portugal, da Câmara Municipal de Moura e da Associação Regional do Baixo Alentejo de Pesca Desportiva
• E contou com os patrocínios da TMN, da Marietel, de duas importantes marcas de produtos de pesca, a Sensas e a Illex, e da Yamaha
• A pesca desportiva é um dos desportos que mais títulos internacionais têm dado a Portugal, tanto nos escalões de seniores e veteranos, como nos de formação; e tanto nas categorias masculinas como femininas.
Parabéns aos Campeões Mundiais!

domingo, 17 de outubro de 2010

Carreto ARPES Mº H


Marca e Modelo
- Carreto ARPES - MºH (Modelo H)

Categoria
– Carreto de pesca à mosca

Ano de construção
- 1960 ou seguintes

Origem
- Os carretos ARPES são de origem espanhola, embora aparentemente existam diversas opiniões quanto ao local onde eram fabricados. São referidos dois nomes: Bilbao ou Vitória, no País Basco.
Na internet existe muito pouca informação relativamente a esta marca ou aos seus modelos.
Aparentemente seriam fabricados de forma muito artesanal, devido à pouca quantidade de exemplares e de modelos.


Conservação
- Este modelo chegou-me às mãos em péssimo estado. Completamente coberto de ferrugem, sem que perceber qual a marca ou o modelo.
Entretanto foi completamente desmontado, desoxidado dentro do possível e envernizado de forma a evitar que a ferrugem regresse. O modelo na apresentação original seria cromado, revelando este exemplar ainda alguns pontos em que a cromagem resistiu.
Curiosamente este modelo apresenta as letras em posição invertida, relativamente à posição normal do carreto.



Referencias na internet
- Não existe como já referido, muita informação na internet.
No entanto aqui ficam dois lugares com referência à marca Arpes.
Obrigado Carlos T!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Quercus autuada por infracções ambientais!


Segundo o Jornal de Noticias de 23 do corrente, a Quercus foi multada por falta de separação de resíduos, mau uso dos mesmo e abertura de poço sem licença, numa obra que está a realizar no Monte Barata, em pleno Parque Natural do Tejo Internacional.

Mais uma vez, verifica-se a incoerência: Tal como defendem que a presença humana perturba as aves do PNTI e depois surgem em reportagens de TV a manusear as crias dessas mesmas aves, verifica-se agora que são maus exemplos no cumprimento das leis relativas ao ambiente que supostamente deveriam preservar.

Até me vou abster de fazer mais comentários, excepto em dar os meus sinceros parabéns à equipa da EPNAZE de Castelo Branco…

A noticia completa na página do Jornal de Noticias

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sim ou Não às Barragens do Tua e do Sabor?

Clique na imagem para ampliar

O Blog Nortadas com a colaboração do Museu do Douro promove no dia 17 de Julho - este sábado - a partir das 10 Horas, um debate sobre o futuro destes dois rios. No Museu do Douro, cidade da Régua.

terça-feira, 6 de julho de 2010

- Por Amor à Água...

Um documentário sobre a Água, o elemento mais precioso que temos no Mundo e ao qual, pouca importância atribuímos quase sempre.

Apesar de ser um trabalho longo, é de visionamento obrigatório para quem tem o mínimo de preocupação com aquilo que deixamos aos nossos descendentes.

A não perder, mesmo que tenha que ser visto em capítulos diários.

















domingo, 4 de julho de 2010

Libertação de uma truta fário

Aqui fica mais um pequeno filme da libertação de uma truta fário pescada à pluma pelo meu filho, um destes dias.
São tão poucas e tão perseguidas, que todas são importantes na água.


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Convívio de Pesca Embarcada de Figueiró dos Vinhos

Clique na imagem para ampliar o Cartaz

A Secção de Pesca da Associação Desportiva de Figueiró dos Vinhos vai levar a cabo no próximo sábado dia 3 de Julho, o II Convívio de Pesca Embarcada ao Achigã na Barragem de Castelo do Bode.
A concentração está marcada para as 7 horas e o inicio da prova de pesca para as 10 horas. O final da prova está previsto para as 18H00, seguindo-se a pesagem e o jantar com entrega de prémios às 20H30.

As inscrições estão abertas até sexta-feira dia 2 e têm um custo de 25 achigãs por pescador e de 10 por participante no jantar.
Podem ser feitas para o Jorge Humberto através do telemovel 964087273 ou o João Almeida com o telemóvel 968034648.

À semelhança do ano transacto, há inúmeros e valiosos prémios e lembranças para todos os participantes, além dos troféus que serão entregues até ao 20 º Classificado.
Vale a pena salientar o mérito desta Associação na realização de um convívio de pesca em que o mais importante é a confraternização e a sã camaradagem entre os participantes, enquanto demonstra uma grande capacidade de bem receber!

Os meus sinceros Parabéns à ADFV, e mais uma vez, tenho muita pena de não poder estar convosco neste dia. Bom trabalho!

domingo, 27 de junho de 2010

Faunasport com loja on-line


A empresa Faunasport sedeada em Elvas inaugurou recentemente a sua loja on-line, possibilitando agora a aquisição de produtos de caça, pesca e náutica, sem que os seus clientes saiam do seu domicílio.

A grande aposta da casa é a politica de preços, em que a vantagem é sempre do comprador, procurando também ir ao encontro daquilo que o visitante procura.

Detentora de uma grande tradição familiar neste género de bens e serviços, vem com este balcão virtual, mostrar uma capacidade inovadora de se manter perfeitamente actual, sem descurar o atendimento atencioso e personalizado, que sempre fez parte desta casa.

A morada virtual da loja é http://www.faunasport.pt/ e o endereço de e-mail é geral@faunasport.pt

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mexilhões detêm barragem de Padroselos

O Governo, por intermédio do Ministério do Ambiente, chumbou a construção de uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega, concessionadas à Iberdrola, por causa de doze exemplares de Mexilhão-de-Rio do Norte, (Margaritifera margaritifera, Linnaeus, 1758).
Estes mexilhões foram descobertos aquando do estudo de impacte ambiental, elaborado justamente devido à construção da barragem. Este empreendimento deveria ter um total de 1.135 megawatts (MW) de potência e uma produção eléctrica anual de 1.900 gigawatts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas, e representa um investimento de 1700 milhões de euros.
Acrescente-se que a Iberdrola já pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.
Importa saber também que quando as Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico estiverem concluídas, Portugal irá poupar cerca de 205,2 milhões de euros por ano com a importação de petróleo.

Por outro lado, e porque aqui no INSTANTES, a balança tem dois pratos é necessário também saber algo mais sobre o Mexilhão-de-rio do Norte, num breve resumo obtido no site do ICNB:

O mexilhão-de-rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.
DistribuiçãoNacional: Em Portugal ocorre a Norte, incluindo a Bacia do Douro - Rios Cávado, Mente, Neiva, Paiva, Tuela e Rabaçal.

Tendência Populacional
Esta espécie terá sido o animal aquático mais abundante dos rios da região holártica, tendo sofrido uma regressão notável no último século (cerca de 90% na Europa) devido à acção do Homem (Quesada1999, Araújo & Ramos 2001, Reis 2004).
Após ter sido dada como extinta em Portugal (Bauer 1986, Young et al. 2001b in Reis 2004), a redescoberta da M. margaritifera é sem dúvida um acontecimento marcante a nível europeu. A importância desta nova descoberta é acentuada pelas boas condições em que parecem subsistir as populações dos rios Rabaçal, Mente e Tuela. Curioso é também encontrá-la ainda num rio tão regularizado como o Cávado, mas neste caso todos os indicadores biológicos e ecológicos apontam para que se extinga a curto prazo se nada for feito. A extinção em Portugal pode ocorrer a um ritmo mais acelerado que no resto da Europa, devido à menor longevidade dos animais (Young et al. 2000 in Reis 2002). A conservação das populações dos rios Rabaçal, Mente e Tuela e a recuperação das populações dos rios Cávado, Neiva e Paiva é absolutamente indispensável no contexto do cumprimento das obrigações portuguesas perante a União Europeia no âmbito da Directiva Habitats.

Habitat
Os bivalves de água doce têm, na sua maioria, tolerância muito reduzida à salinidade. Habitam toda uma variedade de habitats de água doce, desde lagos e charcas até rios e valas, enterrando-se total ou parcialmente no substrato arenoso ou de cascalho. Ocorre geralmente a temperaturas inferiores a 20ºC e em águas com pH próximo de 7 e evita águas com baixo grau de oxigénio. É extremamente intolerante a qualquer tipo de poluição (Reis 2004).

Alimentação
Todos os bivalves de água doce se alimentam filtrando a água por um sistema de cílios, sendo a sua dieta constituída por detritos e plâncton (Reis 2004). Em condições óptimas, os bivalves atingem densidades elevadas e são então eles próprios determinantes da qualidade de água, devido ao volume que filtram (Reis 2002 e 2004), sendo um indicador da boa qualidade da água. As larvas (gloquídio) de M.margaritifera parasitam obrigatoriamente membros da família Salmonidae, nomeadamente Salmo salar (salmão) e Salmo trutta fario (truta fário) (Wells & Chatfield 1992, Araújo & Ramos 2001, Reis 2002 e 2004).
Reprodução: Atingem a maturidade sexual entre os 7-20 anos (Meyers & Milleman 1977 e Young & Williams 1984 in Araujo & Ramos 2001, Wells & Chatfield 1992, Woodward 1995). Espécie dióica, mas existem vários relatos de hermafroditismo, em situações em que a densidade populacional cai abaixo de um valor crítico (Wells & Chatfield 1992, Woodward 1995, Araujo & Ramos 2001). A gravidez dura 2-3 meses, desde Junho, e a fase larvar inicia-se em Agosto, tendo uma duração que vai de várias semanas até 10 meses (Woodward 1995, Ziuganov et al. 1994 in Araújo & Ramos 2001), dependendo da temperatura. As larvas permanecem fixas às guelras dos peixes, sofrendo várias metamorfoses, até que se soltam do peixe, estando a sua sobrevivência dependente do local onde caem. A vida parasitária constitui, assim, uma fase do desenvolvimento larvar e simultaneamente de disseminação da espécie, devido às deslocações do hospedeiro. Bauer (1988 in Quesada 1999) considera como populações saudáveis aquelas que apresentam uma elevada proporção de juvenis, com uma percentagem de indivíduos com menos de 20 anos superior a 30%.
Espécie de grande longevidade, cujos indivíduos podem atingir 140 anos ou mais (Woodward 1995).

Ameaças
A poluição, construção de barragens e açudes, regularização de sistemas hídricos, o desaparecimento dos hospedeiros das larvas, a extracção de materiais inertes, e a introdução de espécies exóticas de peixes, são os principais factores de risco.

Orientações para a gestão
Importa salientar que, dada a dependência da espécie, na sua fase larvar, de hospedeiros piscícolas, qualquer intervenção sobre estes salmões e trutas autóctones, tem grande influência sobre as populações de M. margaritifera. Outras medidas: Melhorar a eficiência de transposição de barragens e açudes já construídos, através da colocação de passagens adequadas para os salmonídeos, hospedeiros da M. margaritifera. Assegurar o caudal dos cursos de água, e restaurar as condições originais dos rios onde a espécie já existiu. Manter ou melhorar a qualidade da água a um nível favorável à conservação da espécie. Mas também restringir o uso de agro-químicos, monitorizar a qualidade da água e implementar um programa de reforço das populações samonídeas, interditar a extracção de inertes, em qualquer época do ano, em toda a área de ocorrência da espécie.

À consideração dos leitores...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Abertura a quê?


Mais um final de defeso, mais uma abertura à pesca geral, por assim dizer.
No passado domingo, os ciprinideos e os achigãs tiveram que se haver com os pescadores.
Eu, nós, fanáticos da pesca ao achigã como somos, lá fomos de manhã bem cedo, não para apanhar muitos, porque não pescamos por obrigação mas porque gostamos mesmo, só porque nos apetecia cheirar aqueles cheiros que só se conseguem muito de manhã.
Pouca gente. Nenhum barco. O que se passa? Viemos um dia antes?
Afinal havia motivo, nós é que não sabíamos…
Os achigãs, os tais peixes predadores/invasores e que comem tudo e acabam com as espécies autóctones, devem estar em vias de extinção, só que não sabíamos…
Resultado de um dia de pesca: seis ou sete achigãs, entre os dois pescadores, todos com menos de meio quilo. Que raio de invasor este, que não se encontra em lado nenhum, mesmo por quem lhe conhece os hábitos há muitos anos…

No regresso a casa, faz-se o ponto de situação:
- A água está um nojo, como é possivel que os peixes estejam bem?


- Pesca-se no defeso, com a passividade daqueles a quem pagamos o ordenado para fazerem o que não fazem. Há pescadores de competição embarcada ao achigã que se gabam nos fóruns de pescar no defeso... Se isto não fosse o país que é… mas os bons exemplos chegam-nos de cima. Cada um faz a lei à sua maneira e a fiscalização é inexistente.
- Há quem faça negócios com a venda de achigãs descaradamente em pleno defeso, vendidos ao desbarato de oito euros o quilo, nas margens do Cabril. Apetece dizer: - Oh da Guarda…!


Porque tem que ser assim? O nosso país está a saque? É o salve-se quem puder, mesmo destruindo um património que é de todos? Faz lembrar uma empresa falida que deve ordenados, e onde cada um rouba por onde pode.
Em conversa de loja de pesca, parece que o problema é generalizado, Alqueva incluído.
O mar alentejano que parecia de recursos infinitos, está arrasado. Nada que eu não tivesse adivinhado, escrevi-o várias vezes. Que raio de vida...


Valeu o almoço de grelhada mista com a familia e o facto de a grelha propriamente dita ter ficado em casa, que originou grandes doses de improviso e não nos impediu de almoçar e partilhar o momento. Apesar de tudo, vale sempre a pena ir à pesca...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Barbo Comum

O barbo é um peixe bem conhecido de todos os pescadores de águas interiores. Apresenta o perfil da cabeça ligeiramente convexo, com boca inferior com dois pares de barbilhos. A barbatana dorsal apresenta o raio ossificado a 2/3 da altura da dorsal sendo o perfil posterior da barbatana quase linear e oblíquo relativamente ao perfil dorsal do corpo. O lábio superior é grande e espesso estando o lábio inferior ligeiramente retraído.
Região dorsal é castanha-esverdeada, região ventral branca. Os juvenis apresentam manchas escuras na zona dorsal que desaparecem nos adultos. Durante a época de reprodução os machos apresentam uns curiosos tubérculos nupciais na extremidade do focinho.

Este peixe tem preferência pelos troços médios e inferiores dos rios e vive quase sempre junto ao fundo (bentónico) embora seja usual capturar insectos à superfície. Prefere zonas com pouca ou moderada velocidade de corrente, excepto na época de reprodução em que sobem os cursos de água transpondo os obstáculos com saltos espectaculares.

O barbo comum tem preferência por troços mais profundos, com mais oxigénio e substrato fino. Os juvenis ocorrem em zonas com alguma profundidade, próximas da margem e sem corrente, evitando habitats com muita cobertura arbórea.

Alimentação:
O barbo comum apresenta uma alimentação generalista e oportunista. Alimenta-se principalmente de material vegetal (plantas e algas filamentosas) e larvas de insectos aquáticos. Dentro os insectos aquáticos incluem-se as larvas de dípteros, plecópteros, coleópteros, hemípteros, moluscos e tricópteros. Ocasionalmente ingere areia, cladóceros, insectos terrestres e sementes. Os peixes de maiores dimensões alimentam-se mais alimentos vivos, incluindo lagostins e outros peixes, acabando por se tornar predadores de topo.
Porque é bastante exigente com a qualidade da água, encontra-se em declínio em algumas bacias. A construção de barragens tem levado à destruição de zonas de postura e perda de habitat. Aumento da regularização e extracção de água durante o verão. A extracção de inertes leva ao aumento da turbidez e consequente destruição das zonas de postura. A descarga de efluentes e o aumento da poluição têm sido apontados também como causas do declínio.

A pesca
O barbo pode pescar-se de quase todas as formas: à bóia, ao fundo e até com as amostras dedicadas aos achigãs, em algumas albufeiras em que se tornam particularmente agressivos e, boa parte devido à competição pelo alimento.
Na modalidade de pesca à pluma, com imitações de insectos e pequenos lagostins, torna-se um peixe especialmente interessante sob o ponto de vista desportivo, devido aos seus arranques poderosos e luta interminável, testando os limites do material e da astúcia do pescador.

Por algum motivo é considerado o bonefish português pelos pescadores de pluma…

Fonte: Carta Piscícola Nacional e adaptado.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Destino final da nossa águia de asa redonda, 3 anos depois...


A propósito de um post que coloquei neste espaço no dia 22 de Setembro de 2007, sobre a entrega ao SEPNA de uma ave que recolhemos numa das nossas saídas de pesca, recebi no dia 19 de Abril de 2010 um comentário do sr. Samuel Infante da Quercus, com o seguinte conteúdo:

Caro Sr. Jose Gomes Torres,

Tomamos conhecimento da sua indignação referente a uma águia de asa redonda recolhida por si no dia 7 Setembro de 07 e que fazia alusão à sua entrada no CERAS ( Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo) centro esse gerido pela Quercus.
Fomos verificar nos arquivos a situação, a qual muito estranhamos, pois a prática comum no CERAS comunicar com as entidades ou pessoas que entram animais ao CERAS a informar do estado da ave e caso ocorra o momento da sua devolução ao meio natural.
Neste caso em particular a ave deu entrada no CERAS no dia 7 de Setembro de 2007 através do SEPNA, foi estabilizado e entregue ao ICNB (PNTI) no dia 12 Setembro. Pois neste período o CERAS estava com a actividade suspensa, devido ao cancelamento do apoio anual que o ICNB dava ao CERAS, tendo sido retomada a actividade apenas alguns meses depois, após ter sido obtido o apoio do CONTINENTE.

Sugerimos que entre em contacto com o PNTI no sentido de averiguar o desfecho deste caso.
Com os melhores cumprimentos,

Pela Quercus
Samuel Infante
Quercus A.N.C.N.- Núcleo Regional de Castelo Branco
R. Dr. João Frade Correia Lote 7, loja direita, fracção B
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19 de Abril de 2010 11:15

Respondi no mesmo dia o seguinte:
José Gomes Torres disse...
Caro Sr. Samuel,
Suponho que teve conhecimento de um pequeno texto que saiu no Jornal Reconquista na ocasião e sobre este tema. O objectivo desse texto foi só e apenas chamar a atenção dos leitores em primeiro lugar para a necessidade de preservação das rapinas e por outro servir de exemplo de como proceder quando encontram uma ave ferida.
Foi também através do mesmo texto que tive conhecimento de que a ave tinha sido entregue ao CERAS, era uma águia de asa redonda, e tinha uma entorse numa pata. De outra forma, nunca saberia mais nada sobre ela desde a hora em que a deixei na GNR… O jornal, tentou saber mais, para produzir a noticia. Eu resolvi apenas ficar á espera daquilo que me parecia legítimo, pelo facto de a ter entregue….
Não é o primeiro animal que encontro ferido ou fragilizado. Há uns anos encontrei um corvo, por indicação de umas crianças que brincavam na rua e entreguei ao Parque Natural da Costa Vicentina, depois de gastar muitos telefonemas para a GNR (não existia o SEPNA à altura), SPEA, etc, etc… Ao fim de uns bons 10 dias, lá foi um guarda do PNCV recolher o bicho e nem uma caixa de cartão levou…
Infelizmente, raramente o sistema funciona ao contrário do que afirma. O facto de me dizer que a ave foi entregue ao PNTI, e o CERAS não me ter informado disso, dá-me razão ao afirmar que o sistema não funciona ou pelo menos, às vezes funciona mal.
O facto de ter perdido o rasto desta águia de asa redonda, e uma vez que a prática comum no CERAS é comunicar com as entidades ou pessoas que entregam animais e informar do estado da ave e caso ocorra o momento da sua devolução ao meio natural - como refere no seu comentário –, é uma realidade incontornável. No mínimo poderiam ter-me enviado uma mensagem, pelo menos, (deixei o meu contacto, que deve constar do processo que refere) informando da sua transferência para o PNTI. Teria então sido feito o que deve ser feito e eu não tinha perdido o rasto do animal e saberia – como soube agora – que teria sido entregue ao PNTI.
Receio agora que, ao reencaminhar o seu mail para o PNTI, indagando o destino da ave, não obtenha resposta, como aliás já estou habituado.
Mas já que o tema foi abordado e considerando a sua informação, fá-lo-ei e irei aguardar pelos resultados, que certamente irei publicar no blog.
Mais curioso e só para reforçar que há várias coisas não batem certo, a águia foi encontrada e entregue em Maio/Junho de 2007, faltando agora saber onde esteve até ao dia 7 de Setembro que refere como ter sido recebida no CERAS. Basta-me ver o registo do dia em que as fotos foram tiradas para me certificar da data exacta. Onde esteve no intervalo de tempo entre Maio/Junho e 7 de Setembro?
Com os melhores cumprimentos,
Gomes Torres


Seguindo o conselho do sr. Samuel, enviei no dia 21 de Abril de 2010 um mail ao PNTI com o seguinte conteúdo:

Exmos Srs.

Por sugestão da Quercus de Castelo Branco, conforme mail anexo datado de 19 do corrente, gostaria saber qual o destino da águia de asa redonda recolhida por mim e pelo meu filho em 2007 e entregue na ocasião no SEPNA de Castelo Branco.

Referi nesse dia que gostaria de ser informado do destino da ave, tendo deixado os meus contactos (obrigatórios para a entrega) e se esta viesse a ser devolvida à Natureza, gostaria que fosse libertada pelo meu filho.Recordo que esta recolha foi na altura alvo de uma reportagem no Jornal Reconquista, com o intuito de sensibilizar as populações para a protecção das espécies, nomeadamente das rapinas.

Uma vez que o assunto foi retomado - e com legitimidade, pelo Sr. Samuel, agradeço as informações solicitadas.

Com os melhores cumprimentos,
Gomes Torres

No dia 3 de Maio recebo um mail do CERVAS de Gouveia, com o seguinte assunto:

Caro Sr. José Gomes Torres,

Bom tarde

De acordo com os nossos registos, a ave que o Sr. José Manuel Gomes Torres refere deu entrada no CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens. Este animal foi recolhido a 07 de Junho de 2007 e entregue no CERAS no mesmo dia, por intermédio da equipa do SEPNA de Castelo Branco. Posteriormente, foi entregue aos cuidados do PNTI e transferida para o CERVAS, local onde ingressou a 13 de Junho.
Na altura do seu ingresso apresentava uma fractura na pata direita, em inicio de processo de ossificação. Este animal acabou por morrer (cerca de um mês depois do seu ingresso) durante o processo de recuperação.

Aproveitamos para indicar que, em toda a documentação que acompanhou a entrega desta ave no CERVAS, não é mencionado o pedido do Sr. José Manuel Gomes Torres em ser informado do destino da mesma. Informamos também que sempre que um animal é devolvido à Natureza, o CERVAS contacta todos os intervenientes no seu processo de recuperação, desde a recolha até ao final do mesmo, informando-os do mesmo, e convidando a estarem presentes no momento de devolução ao seu habitat natural. Para além disso, o CERVAS disponibiliza informação sobre a evolução do processo de recuperação sempre que a mesma é solicitada.

Convidamo-lo a visitar o blog do CERVAS (em http://cervas-aldeia.blogspot.com), bem como do RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Aves Selvagens (em http://rias-aldeia.blogspot.com), outro centro de recuperação, que tal como o CERVAS se encontra sob gestão da Associação ALDEIA. Desmo modo, convidamo-lo também a visitar as instalações do CERVAS, em Gouveia, fazendo-se acompanhar do seu filho, bastando para isso que nos comunique essa intenção de modo a que seja possível combinar uma data conveniente a ambas as partes.

Com os melhores cumprimentos

Pela Equipa do CERVAS
José Póvoa
--
CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens
Apartado 126
6290-909 - Gouveia
Telm: 962714492 / E-mail: cervas.pnse@gmail.com
http://cervas-aldeia.blogspot.com

O CERVAS é uma estrutura que pertence ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) / Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA (www.aldeia.org) com o apoio da ANA – Aeroportos de Portugal e outros parceiros. O centro tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal www.antidoto-portugal.org, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.

Donde se conclui que:
- A águia de asa redonda que recuperamos só foi recebida no CERVAS no dia 13 de Junho, seis dias depois de ser recolhida.

- O CERAS de Castelo Branco recebeu a ave no dia 7 de Setembro, tendo esta morrido sensivelmente a 13 de Julho, suponho que já em adiantado estado de putrefacção.

- Nunca fui informado, apesar de ter deixado o contacto (obrigatório) e solicitado várias vezes, do destino da ave. A não ser agora, 3 anos volvidos, quando recebi o primeiro mail referido neste post.

- Se há quem faça um bom trabalho neste campo e mereça o reconhecimento público por ele, também há quem não o faça. Não perdi a oportunidade de dar os meus sinceros parabéns ao CERVAS e felicitá-los pelo trabalho realizado com os mais novos.

Deixo ao critério dos leitores, as conclusões sobre este tema.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Desenquadrado...


Há coisas despropositadas e insólitas.

Uma delas é encontrar pedaços de plástico numa ribeira de trutas.

É tão desenquadrado do meio, como encontrar um urso polar em África.

Nunca irei perceber o que leva as pessoas a atirar lixo para as linhas de água, quando têm contentores do lixo, (já para não falar em ecopontos) certamente bem mais perto!

domingo, 11 de abril de 2010

Vogar Contra a Indiferença

Clique no cartaz para ampliar
Realiza-se no dia 9 de Maio de 2010, um conjunto de acções de mobilização dos cidadãos em defesa do Tejo e do património natural e cultural associado, manifestando igualmente os protestos contra a sobre exploração a que o Tejo se encontra submetido em resultado do aumento dos transvases.

A iniciativa consiste numa descida em canoa que terá o seu início na Barragem de Cedillo, com paragem na margem do Tejo junto da Aldeia de Salavessa, no Concelho de Nisa, e cuja expedição tem como destino as Portas de Ródão, realçando a beleza deste património natural e cultural associado ao rio no domínio da geologia e da biodiversidade, onde culminará num almoço convívio.

Neste momento de convívio irá proceder-se à leitura da Carta Contra a Indiferença onde se evidencia a necessidade de defender o rio Tejo da sobre exploração da água devido aos transvases da água do Tejo para o sul de Espanha, da agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear, como sejam, os riscos de contaminação e poluição do rio Tejo face à eventual extracção de urânio em Nisa, à localização de cemitérios nucleares e à produção de energia nuclear na central nuclear de Almaraz.

Esta actividade é organizada pelo proTEJO – Movimento Pelo Tejo, Associação Salavessa Viva (ASA), Ambiente nas Zonas Uraníferas (AZU), ADENEX - Asociación para la Defensa de la Naturaleza y los Recursos de Extremadura, CerciZimbra - Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Sesimbra, Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN) e QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Conta ainda com o apoio institucional da Associação de Estudos do Alto Tejo, da Naturtejo Geopark, da Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo, da United Photo Press/ 2010 – Ano Internacional da Biodiversidade e dos Municípios de Nisa e de Vila Velha de Ródão e de Nisa.

Está prevista uma mobilização significativa de grupos de cidadãos de ambos os lados da fronteira, provando-se que a defesa dos rios ibéricos ultrapassa as fronteiras administrativas e une os cidadãos com os mesmos problemas, independentemente da sua nacionalidade.

Mais pormenores poderão ser encontrados no sítio do Movimento ProTejo.