"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pequenas, mas lutadoras


Aproveitando umas horas de disponibilidade à tarde, rumei a um dos nossos regatos favoritos e secretos que só tínhamos visitado sem muito sucesso nas últimas saídas de trutas.
Como chegamos à conclusão que nos rios de maior dimensão, nos limitamos a passear e avaliar o deplorável estado em que se encontram estes recursos naturais, seria talvez tempo de tentar águas mais pequenas, mais limpas e menos poluídas e supostamente menos pressionadas pela pesca.
Com estas linhas de água são de pequeno caudal, são bastante arborizadas sobretudo por amieiros, cuja copa forma um túnel impedindo ou limitando drasticamente a pesca à pluma o que me levou a recorrer ao spinning ultra ligeiro, uma vez que não embarco em fundamentalismos patéticos. Cana Precision Spin da Vega, com apenas 1,35 e um micro carreto Vega Lupo, carregado com 0.20 de nylon Megaline e está a ferramenta pronta. Depois de uma pequena incursão no local habitual, com apenas duas capturas pequenas mas endiabradas, decidi visitar o diminuto ribeiro mais à frente, onde nunca tínhamos pescado.

O dia chegava depressa ao fim, e a conversa com um senhor que ia a passar de tractor, que tinha perdido as cabras que apascentava, tinha um moinho no ribeiro já ali e fez questão de o ir mostrar, atrasou-me um bocado o inicio do novo raid. Certamente não teria muitas oportunidades de mostrar a sua obra-prima e eu, honesto apreciador da habilidade de pessoas que do nada ou quase, consegue fazer muito, não me fiz rogado e saquei de imediato da máquina dos retratos.


De facto é impressionante o engenho das pessoas, que reutilizam uma tampa de esmalte dum fogão velho e fazem um registo para regular a água para o moinho, de pneus velhos sobrepostos e espaçados fazem degraus para a serra, dum pedaço de arame retorcido fazem um actuador para fechar a água, e cumulo dos cúmulos inventam um sistema tosco mas funcional que pára individualmente as mós, quando se acaba o grão para moer no alimentador!
Mas a água chamava-me… prometi que se visse as cabras as traria de volta e lá me fui pisgando enquanto me despedia, "até um dia destes…"


Mais uma pequena truta capturada e lutadora, uma perseguição furiosa quase até fora de água, mas todas pequenas também. Foi retirada do anzol sem danos de maior, cuja barbela é sempre esmagada e libertadas para crescerem mais e se lembrarem que nunca se devem atirar furiosamente a tudo o que brilha na água.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sem eira nem beira

Os Xutos, a minha banda portuguesa preferida – desde o tempo de “Sémen” - lançou há dias um novo album.
Actual, pertinente, incómodo, mas sem dúvida necessário. Há muito que não se fazia música de intervenção.
Desde os tempos do facismo.
Será essa a explicação?


LETRA

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O renovado Planeta Pesca


O mais antigo e participado portal dedicado à pesca em todas as vertentes do nosso país, está renovado e com um novo visual, mais agradável e dinâmico. Depois de algum tempo em trabalho de bastidores, o Planeta Pesca surge novamente on-line, desta vez com um staff mais alargado.

Há inúmeras novidades, como a secção Comunidade, um novo Fórum de Pesca, Fotos e novos Classificados. A Administração promete ainda muitas outras inovações que irão ser integradas, com vantagens para os utilizadores.

As notícias sobre o tema da pesca e suas envolventes terão uma maior actualização, vão ser mais dinâmicas e mais frequentes.

Como todos os espaços de utilização gratuita, a participação e colaboração de todos é o motor que dinamiza e motiva a equipa que gere este espaço a continuar a fazer mais e melhor.

O meus votos de um bom trabalho à equipa!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

As marés e a pesca


Não há pescador de mar que se preze, que não traga sempre debaixo de olho um pequeno livrinho chamado “Tabela das Marés”. Nem que seja só para saber se vai estar a “encher” ou a “vazar” quando chegar ao pesqueiro, ou como vai ser durante a jornada de pesca...
As marés são, como é do conhecimento geral, resultado da influência gravitacional da Lua e do Sol em menor escala, no nosso planeta. Estes astros, proporcionalmente ao seu tamanho e distância a que se encontram de nós, exercem uma força de atracção sobre o lado do nosso planeta que para eles está virado. Também no extremo oposto do planeta se verifica o mesmo fenómeno, ou seja, sempre que por cá temos uma maré alta (preia-mar), no lado oposto do nosso planeta constata-se uma maré alta, também. Nas zonas intermédias verificam-se marés baixas (baixa mar). Devido à fluidez da água, formam-se como que dois “montes de água salgada” em dois pontos opostos da Terra, estando sempre um destes “montes” virado sensivelmente para a Lua. Sensivelmente, porque o Sol embora maior, está muito mais longe, sendo por isso a sua influência, menos de metade que a influencia da Lua. Vale a pena sublinhar que um dos “montes de água” está sempre apontado para a Lua e que a Terra no seu movimento de rotação é que se desloca.
A periocidade deste ciclo é de vinte e quatro horas e cinquenta minutos, o mesmo tempo da duração do dia lunar. Assim, durante este período, existem duas marés cheias e duas marés vazias. Na Lua Nova e Lua Cheia, as forças de atracção do Sol e da Lua somam-se, dando origem às marés mais altas - as Marés Vivas e mais baixas do ciclo - as Marés Mortas.

Influência na pesca
As meias-marés, são aquelas que não sobem muito, mas também não descem muito. Correspondem aos quartos da Lua, sejam crescente ou minguante. Não se formam grandes correntes de água, mais detectáveis para quem pesca nos molhes de entradas das rias ou estuários. Por outro lado, não existe grande movimentação de peixes, que acabam por se manter mais localizados e durante mais tempo. Indicia também menos facilidade de obtenção de alimento uma vez que este não é trazido pelas correntes marítimas e não existe muita erosão nos fundos marinhos que liberte esse alimento. É o período ideal para pescar à bóia e com material mais leve, quer em termos de diâmetros das linhas, quer de peso dos chumbos.
Nas marés vivas existe maior movimentação de tudo o que está na água, quer de peixes, quer de alimento. Neste caso, em situações de marés cheias, detectam-se muitas vezes algumas espécies de peixes que se encontram geralmente em águas mais profundas, e que foram arrastados pelas correntes ou que se deslocam para este novo habitat temporário. A força das correntes revolve com facilidade o leito do mar, pondo a descoberto e até libertando muito alimento que de outra forma estaria inacessível. Os peixes mais pequenos aproveitam este período de abundância e alimentam-se com frenesim. Por sua vez, os predadores aproveitam também a movimentação dos peixes-alimento para fazer o mesmo, o que desencadeia uma intensa actividade a todos os níveis da cadeia alimentar. Para além de soltar alimento, as marés vivas libertam também algas que muitas vezes nos dificultam a pesca tornando-a até impossível em determinados locais. Em termos de materiais pesca permitem-se linhas fortes (normalmente a água está também mais escura) e chumbadas mais pesadas, que não sejam arrastadas pelas correntes.
Em jeito de conclusão, é senso comum dos pescadores de mar que as últimas horas da enchente e as primeiras da vazante, qualquer que seja o tipo de maré, são as que proporcionam as melhores condições. A corrente da enchente está já a decrescer, atinge-se a maré cheia (muita água, muito peixe?) e inicia-se lentamente acorrente de vazante.
(Texto da minha autoria, publicado no Correio da Manhã de 1 de Setembro de 2002)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ANPLED na rede


A Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos, já tem um sítio oficial na internet após a realização da escritura pública em 27 de Fevereiro de 2009.
Embora em construção, tal como toda a estrutura da Associação, é já possível consultar alguns dados, como por exemplo os Estatutos ou o endereço de contacto.
Este será certamente num futuro muito próximo, o ponto de encontro de todos os pescadores de Portugal.

Aproveito para desejar uma óptima Páscoa a todos os visitantes!

domingo, 5 de abril de 2009

O "Zangão", da Damiki


A propósito da época de pesca às trutas, tivemos oportunidade de testar o modelo Hornet (zangão!) da marca Damiki, na modalidade de spinning ligeiro.
Esta pequena amostra, com um tamanho de 8 centímetros, apresenta uma pintura bastante realista e cuidada e uns anzóis triplos bastante afiados.
O sistema interno de transferência de peso, aquando do lançamento, permite atingir grandes distâncias, apresentando uma natação irrepreensível, imitando com perfeição a acção de um pequeno peixe.


A Hornet está disponível em duas versões: flutuante, de três gramas e meia de peso e suspensa, de quatro gramas. A flutuante pode mergulhar até um metro de profundidade e a suspensa até um metro e oitenta centímetros.
Por estas características, estas amostras são indicadas para os locais mais fundos das ribeiras e rios salmonídeos, barragens ou outros locais mais profundos. É aí que as grandes trutas se escondem…
A Damiki é comercializada em Portugal pela Nautifish.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Truta Arco Iris


A truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) é uma espécie originária dos rios da América do Norte que desaguam no Oceano Pacífico. Actualmente encontra-se distribuída por muitos países do mundo onde é largamente utilizada na aquacultura, devido à sua resistência, facilidade de adaptação e alimentação.
Estas trutas apresentam o corpo dourado a prateado com pintas pretas na zona do dorso e barbatanas. A sua principal característica é a faixa ligeiramente rosada que se estende das guelras à barbatana caudal. Podem atingir bons tamanhos, chegando com facilidade aos 70 centímetros de comprimento e cinco ou seis quilos de peso.
Também esta espécie apresenta uma forma anádroma, ou seja que se desenvolve no mar, regressando aos rios para desovar, tal como a truta fário europeia. Estas grandes trutas que regressam aos rios são conhecidas nos Estados Unidos por Steelhead derivado à cor prateada que adquire, perdendo algumas pintas e atenuando a faixa rosada. São particularmente combativas e por isso muito procuradas pelos pescadores desportivos.

Na Europa, estas trutas não possuem condições de reprodução em meio natural, visto que perderam essa capacidade devido às gerações sucessivas de reprodução artificial e forçada. Por outro lado, muitas vezes os repovoamentos dos lagos de montanha e rios salmonídeos são efectuados com trutas estéreis, de forma a controlar a sua população.
Na pesca, esta espécie não é particularmente selectiva, atacando uma larga variedade de iscos. À pluma podemos usar praticamente todo o género de imitações, incluindo as de corres berrantes e completamente fora do comum. A spinning ligeiro, as colheres e as amostras a imitar peixes e outros seres aquáticos são também eficazes devido à sua agressividade. Proporcionam uma luta bastante interessante, executando algumas vezes saltos acrobáticos na tentativa de se libertarem do engano do pescador.

sábado, 28 de março de 2009

Obrigado 30.000 Visitantes!


Este espaço atingiu as 30.000 visitas, em 430 dias de contabilização!
Em média, 70 páginas por dia foram visitadas, sendo 76% acessos efectuados a partir de Portugal e 18% do Brasil, seguindo-se os Estados Unidos, Espanha e Suíça. O blogue já foi visitado a partir de 68 países, que deixaram as suas bandeiras nos arquivos deste espaço.

Tem-se verificado um crescente ritmo de acesso, tendo-se atingido mais de trinta e cinco por cento de acessos este mês, relativamente ao mesmo mês do ano passado.

Lamentavelmente, estes últimos meses não tenho tido disponibilidade para colocar tantas mensagens como gostaria, devido a um compromisso assumido por mim, noutro âmbito pessoal. No entanto, esta fase terminará na próxima semana, pelo que terei novamente oportunidade de postar com mais frequência, assuntos relacionados com a pesca, a natureza e alguma fotografia…

Mais uma vez, a todos os que visitaram e visitam o nosso espaço, o meu MUITO OBRIGADO!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Naturalentejo em Beja

Clique no cartaz para ampliar

Vai decorrer em Beja de 27 a 29 de Março, com organização da Aventura Visual - Produção de Conteúdos e Eventos e da Câmara Municipal de Beja, um certame sobre Caça, Pesca e actividades de Natureza, denominada Naturalentejo.

A iniciativa pretende reunir estas actividades, não só através de uma exposição/feira com empresas e entidades representativas dos sectores, mas também e principalmente através de uma série de actividades integradas no programa deste evento.

De entre as actividades que irão decorrer são de destacar as seguintes:

- Torneio de Santo Humberto;
- Largada de caça;
- Concurso de pesca;
- Prova de tiro aos pratos;
- Corrida de galgos;
- Demonstração de tiro com arco;
- Demonstração de cães de parar;
- Demonstração de aves de rapina;
- Demonstração de tiro com ar comprimido;
- Demonstração de trabalho com podengos;
- Garraiada alentejana;
- Colóquios;
- Concurso de fotografia;
- Concurso de produção artística e literária;
- Original concurso de farnel;
- Etc.

Além das mencionadas exposição e actividades, o certame contará ainda com a animação própria de um espaço destinado a tasquinhas e com espectáculos musicais onde se destacam os bejenses "Rastolhice" e uma noite de fados com António Pinto Basto, Margarida Bessa e Silvino Sardo.
Para mais informações consulte o site da Naturalentejo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Desta vez fomos ao Zêzere...



Embora conscientes que nada estava a nosso favor, decidimos ir pela primeira vez, pescar trutas ao Zêzere, lá para os lados do Sameiro. O dia estava luminoso e quente, confirmando a chegada oficial da Primavera uns dias antes, mas pouco favorável para pescar “pintonas”.
Saímos já tarde e fomos devagar, porque só assim se pode desfrutar de tudo, sem stress e sem a vontade de estar já junto à água para pescar logo às 5 da madrugada...
Para além disso, tínhamos convencido a mãe, ainda em período de convalescença após a cirurgia, a ir connosco, argumentando que era mais uma forma de preparar o seu regresso ao trabalho...
Não fazíamos ideia onde íamos pescar, porque desconhecíamos por completo a zona. Após uma volta de reconhecimento, entramos num dos acessos à água.
Vadeadoras vestidas, cana preparada e ainda eu não tinha fechado o carro já o ZP estava a fazer os primeiros lançamentos no meio do rio.
- Perdi mesmo agora uma pequena que se soltou, diz ele nervoso…
- O quê, já? É mau sinal…
Entramos um troço bastante largo, baixo e composto por calhaus grandes, eu do lado direito e ele do lado esquerdo do rio. Aqui podemos pescar à pluma sem grandes preocupações porque as arvores estão bem afastadas das margens, ao contrário das ribeiras onde pescamos mais vezes, que são completamente fechadas.
Mas nada de novo, ao fim de uns oitocentos metros de pesca. Entretanto, são horas de uma pausa para comer a sandes que vinha na mochila que a mãe carregava… Como sempre, o ZP nem come descansado e desaparece logo para a água.
Mas logo depois surge a dizer que perdera uma truta de bom tamanho. A mãos tremem-lhe e amaldiçoa o 0.14 que não resistiu ao arranque do peixe.
-Pai, era uma truta com uns trinta e cinco centímetros, tinha-a visto a comer á superfície e lancei. Atacou logo…
Brinquei com ele, para descontrair e disse-lhe que havia mais na água…
Eu recomeço numa pequena queda de água, desta vez com uma imitação de larva de tricóptero, bichos particularmente abundantes nestas águas. Ao acompanhar a linha na corrente, sinto um leve puxão e ferrei.
-Tenho umaaaa…. avisando a minha equipa. O peixe luta contra a corrente, volta ao remanso onde estava, volta à corrente e rende-se, após mais algumas voltas. Depois deixa-se apanhar pela minha mão que o aguarda já molhada, para que o contacto não lhe retire o muco protector, permitindo uma libertação com o máximo de probabilidades de sobrevivência…


- Epá, bonito peixe! - diz o ZP. E é de facto. Pena que ninguém os proteja e lhes suje a casa com tudo o que é mau para eles.
Duas fotos, anzol retirado com cuidado e aí vai ela outra vez para a água, até que se deixe enganar outra vez, o que espero piamente mais nunca aconteça… Assim fica no rio mais um exemplar reprodutor para que tente manter a sua espécie, apesar dos maus tratos que o Homem inflige diariamente ao seu habitat.
Minutos mais tarde o ZP captura uma pequenina com uma mosca seca, em imitação de tricóptero na fase alada, sendo este o último peixe que capturamos nesse dia, apesar de termos visitados vários locais durante a jornada.


Fica-nos também neste belo rio, a sensação do desperdício de recursos naturais a que está votado o nosso país. Há manifestamente muita falta de trutas nos nossos rios salmonídeos. Infelizmente e mais uma vez, o Estado a quem pagamos as nossas licenças de pesca, está-se nas tintas para as suas responsabilidades, deixando um património natural valioso e único, desaparecer de ano para ano.

E não há AFN, nem ICNB, nem SEPNA, nem treta de organismo nenhum que ponha termo a este delapidar duma espécie autóctone. Se os senhores do ICNB se preocupassem minimamente com as nossas espécies autóctones, em vez de se preocuparem em erradicar as exóticas interessantes - como o achigã, faria um trabalho valioso e estaríamos no caminho certo.
Curiosamente, nunca vi na minha vida um rio tão próximo da nascente, com tamanha quantidade de plásticos nas suas margens.

IMPRESSIONANTE, é a única palavra que me vem à cabeça… Não há um palmo de margem, que não tenha um pedaço de plástico, nos vários locais onde pescamos nesse dia. Alguns exemplos para ilustrar...


Onde andam os responsáveis por esta TAMANHA PORCARIA? Onde estão as entidades fiscalizadoras do ambiente?
Como é possível chegar-se a este ponto, no rio que alguns quilómetros a jusante abastece Lisboa ou seja, três milhões de pessoas?
Decididamente e feita a avaliação final, nada nos motiva a regressar…

segunda-feira, 16 de março de 2009

A união da "cauda de rato" ao terminal


Quando comecei a pescar à pluma há cerca de 10 anos atrás, tive uma enorme dificuldade em perceber de que forma se poderia unir a linha principal ou cauda de rato, ao terminal de nylon onde se empata o isco artificial.
A internet não era ainda tão acessível como hoje e além disso, não existia tanta informação na própria internet, precisamente por não ser tão acessível. Felizmente as coisas mudaram…
Este método, de todos os que conheço, parece-me ser o que tem a mais discreta apresentação no contacto com a água. Utiliza uns ligadores apropriados, que podem ser adquiridos nas lojas de venda artigos de pesca à pluma. O senão é a dificuldade em encontrar destas lojas no nosso país, sendo provável que tenhamos que recorrer às lojas on-line, porque ainda assim, estes adereços não estão muitas vezes disponíveis nas lojas nacionais.
Vamos precisar de um pedaço de lixa de grão 300 mais ou menos, tesoura e cola de cianocrilato, vulgo super cola, o ligador e uns quarenta centímetros de nylon grosso.
Em primeiro lugar, passo um pouco a lixa na linha para criar alguma rugosidade e facilitar a colagem. Este aspecto é de particular importância visto que, como se percebe, estas linhas são lisas para que os lançamentos sejam longos.


Depois insiro o ligador na linha, coloco um pouco de super cola e deixo secar, limpando o excesso com um pedaço de papel absorvente.


De seguida, faço uma laçada com nylon grosso e passo pela argola do ligador. A ideia é que sirva de guia para a inserção da manga de finalização do ligador.


Coloco o pedaço de manga, puxando pelo nylon guia e levando-o até ao final de forma a rematar o final do ligador, uma vez que este tem bastante tendência para se desfiar.



Dependendo da marca do ligador, esta manga por vezes é termorectrátil o que quer dizer que não é necessário o nylon para a colocar, porque tem um diâmetro bastante maior, sendo depois aquecida no local exacto com um isqueiro. Neste caso é de silicone, daí a necessidade do nylon porque é de diâmetro menor e por isso difícil de correr no terminal. Aplico mais um pouco de cola nesta zona e limpo o excesso.
A super cola deve ser utilizada com moderação, como por exemplo aplicada em “círculos” à volta da linha. Se for usada em grandes quantidades ao longo de todo o ligador, o extremo da linha perde flexibilidade, porque adquire a forma curvilínea quando está enrolado no carreto.

Bom trabalho!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Convívio embarcado do Clube R. Calhabé

Clique no folheto para ampliar

A Secção de Pesca Embarcada ao Achigã do Clube Recreativo Calhabé, em colaboração com a Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra e a Junta de Freguesia da Portela do Fojo, vai levar a efeito no próximo dia 14 de Março, em Vilar da Amoreira, um CONVIVIO DE PESCA EMBARCADA AO ACHIGÃ para divulgação da NOVA RAMPA DE ACESSO À AGUA.

PROGRAMA
07:00 Horas - Concentração em Vilar da Amoreira
08:30 Horas - Pequeno-almoço no local da concentração
09:00 Horas - Pequena palestra
10:00 Horas - Inicio do convívio
18:00 Horas - Final do convívio
20:00 Horas - Beberete ajantarado e entrega de prémios

INSCRIÇÕES: 20 achigãs por pescador

INCLUI: Pequeno-almoço no local da concentração, lanche embarcado, beberete ajantarado de encerramento. Haverá lembranças a todos os participantes!

Quem pretender ficar para domingo e gozar a noite na Pampilhosa da Serra em ameno convívio com amigos pode fazê-lo reservando quarto.

PREÇO DOS QUARTOS Duplo – 30 € Triplo – 45 €

Serão admitidos acompanhantes e se o seu número justificar, promoveremos um passeio regional a levar a efeito durante o período de pesca. Venham conviver com o C R Calhabé!

Informações e inscrições:
ALFREDO CORREIA - Telem. 962143679
ZÉ CARVALHO - Telem. 919039008 ou Telf. 239105717

quinta-feira, 5 de março de 2009

Abertura às trutas

Uma truta fário
No domingo passado, depois de mais um grande período de expectativa, aconteceu o primeiro dia de pesca à truta desta temporada. Desta vez, escolhemos um dos melhores rios truteiros nacionais, relativamente perto de nós, o Côa.
O nosso amigo ML tinha preparado um roteiro completíssimo, com acessos e zonas de pesca.
À chegada, os carros eram já mais que muitos junto ao rio, denunciando mais pescadores do que peixe.
- Bom como vamos “plumar”, damos tempo a quem já vai à nossa frente que se afaste mais e deixe os locais um pouco mais sossegados até à nossa chegada. Pode ser que alguma se engane…. acrescentei.
O rio estava com um óptimo caudal, mas a água estava extremamente límpida, denunciando que as trutas estavam bem escondidas nas raízes dos amieiros que ladeavam as magens.
Troço terminado a meio da manhã e sem quaisquer resultados. Os pescadores que entretanto passaram por nós estavam com a mesma frustração.
- E se tentássemos outro troço, desta vez a spinning, porque se consegue lançar mais próximo das margens opostas e apesar de tudo, uma colher é mais visível que uma pluma. Pode ser que alguma mais escondida, saia da toca para atacar o engano…
- Bora a isso… ouvi já de dentro do carro…
Troço terminado e nada…outra vez! Nem vestígios delas. Mas as margens estavam bem pisadas, evidenciando que a abertura dessa época já tinha começado algum tempo antes.
- Bolas, parece temos que ir ao viveiro de Quadrazais, que por acaso, até fica em caminho…
- Acho bem, senão nem lhe vimos a cor, responde o ZP.

Aí vamos nós.
Agora sim, aqui há trutas! No acesso ao nosso local, vemos imediatamente algumas junto à margem, que têm seguramente mais de meio quilo. São bem maiores do que da última vez que cá vim. E aparecem também algumas fário, o que não acontecia também na minha última visita, já lá vão uns bons anos...
O ZP para variar, apanha uma das grandes que pesou na balança da piscicultura, 885 gramas.

Uma truta arco-iris, a maior da jornada
Enquanto lutava com ela, surgiu outra maior ainda, que tentava roubar a pluma da primeira, enquanto arrastava um pedaço de nylon com mais de meio metro, enfeitado com vários chumbos de trincar… Devia ser a Moby Dick lá do sítio… com cerca de um quilo e meio...
Valeu-nos este pedaço do dia.
Lamentavelmente, constatamos mais do mesmo. Pagamos uma licença para obter um benefício que depois não nos é facultado.
O Estado arrecada o dinheiro das nossas licenças e não faz nada para nos retribuir. Não há qualquer retorno para o pescador, do dinheiro dispendido nas licenças de pesca.
O Estado não fiscaliza, não repovoa, não faz o que é suposto fazer e que esperamos de uma entidade de bem.
- A não ser abortar leis de pesca, completamente estapafúrdias e que não servem os peixes e muito menos os pescadores…

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Manifestação da Pesca Lúdica em Odemira


MANIFESTAÇÃO EM ODEMIRA

Dia 14 de Março, contra actual lei da pesca lúdica e regras hipócritas impostas pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Concentração junto ao cais em Odemira às 16 horas.

Todo o país mobilizado em defesa da pesca lúdica!

Informações: 964227766 - Divulga por favor!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ACL disponibiliza catalógos on-line


A Amadeu Carneiro Lda, distribuidora exclusiva para Portugal do grupo Pure Fishing que inclui prestigiadas marcas como a Berkley, Abu Garcia, Fenwick, Mitchell, Penn, Stren e Spiderwire, acaba de disponibilizar no seu site em formato PDF, os catálogos de 2009 de todas as marcas.
Recorde-se que além da Pure Fishing, a ACL representa também outras marcas tais como as famosas amostras Yo-Zuri/Duel, a Fly, os anzóis Hayabusa ou os engodos e iscos La Sirene.
Relativamente à Pure Fishing e para uma informação mais rápida, estão disponíveis também dois catálogos específicos Novidades Rio e Novidades Mar com os todos os equipamentos para pesca nestas duas vertentes.
Destaque para as canas da série Fantasista Suisho da Abu Garcia, vencedoras do prémio “Melhor Produto 2008” atribuído na maior Feira Europeia de material de pesca, a EFTTEX. Trata-se de uma nova série de canas de spinning, fabricadas em IM9ExHD, passadores SIC SG, concebidas para a utilização também de linhas multifilares e que vão desde 1,90 mts a 2,80mts de tamanho.
Berkley Gulp! Alive! Crazy Legs Jerk Shad

Nestes catálogos podem também ser encontrados outros produtos premiados, como no certame Internacional ICAST 2008, que galardoou os iscos artificiais Berkley Gulp! Alive! Crazy Legs Jerk Shad e a linha multifilar Berkley FireLine Tracer Braid.

Berkley FireLine Tracer Braid.

Skeet Reese vence Clássico 2009


Depois de começar o terceiro e último dia de competição em segundo lugar, com cerca de oito onças a menos que o líder, Skeet Reese vence o Bassmasters Classic 2009.
Aqui ficam alguns momentos do vencedor em acção.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Bassmaster Classic 2009


Este fim de semana acontece no Red River - Louisiana (USA), a maior competição do mundo, de pesca embarcada ao achigã.
Os 51 pescadores envolvidos vão lutar por conseguir ganhar esta prova e arrecadar de imediato os 500.000 USD de prémio, bem como obter o impagável estatuto de ganhar esta difícil competição.
Graças à Internet podemos assistir ao vivo no site da ESPN.
A pesagem ocorre a partir das 22H00, hora portuguesa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Achigã Moçambicano


Como curiosidade, aqui fica a imagem dum achigã com 6,040Kg e 75 cm, pescado em Moçambique, no dia 25 de Janeiro deste ano, pelo sr. Francisco Eusébio. Relembro que o record desta espécie em Portugal é de 4,700Kg.
Esta foto foi-me enviada por um amigo comum que participou na pescaria e que trouxe também inúmeras histórias dos dias que passou naquele país africano, com fortes ligações a Portugal e particularmente a mim próprio.
Por isso, fiquei muito feliz por receber estas imagens e ouvir as histórias que as envolveram.
Material
Cana: Kistler Helium LTA 6,6 MH Spinning
Carreto: Shimano Navi
Linha: Berkley Whiplash 50 lb (0,17mm)
Amostra: Senko GYCB 5" - 912 (Watermelon/Greenpumpkin)
Anzol: Gamakatsu EWG 3/0
Peso: 1/8 oz Florida Rig (black)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Protesto dos pescadores lúdicos em Sagres

Rescaldo da Feira de Mora


Decorreu este fim-de-semana, tal como anunciado aqui no Instantes, a feira de Pesca de Mora.
Estiveram presentes os principais importadores e comerciantes de material de pesca do nosso país, com destaque para a Vega, Amadeu Carneiro, Sulpesca, Sodarca, Cormoura, TBF, Amorim.
Apesar dos esforços dos expositores que apresentaram os seus produtos de forma bem atractiva, verificou-se uma ausência do público, que relativamente a anos anteriores afluiu nitidamente em menor quantidade.

Nota de destaque para a indignação e revolta generalizada dos expositores e dos pescadores, sobre a recente legislação sobre a pesca de mar, bem como a específica para a Costa Vicentina.
Efectivamente, onde quer se encontrasse um grupo de pessoas em diálogo, era quase certo que era esse o tema de conversa. Um dos expositores foi ainda mais longe, dando voz a um manequim do seu stand que manifesta o seu mais profundo desagrado por tamanho disparate legislativo que evidencia a ignorância de quem o elaborou, não salvaguardado nem a protecção necessária das espécies, enquanto afasta ainda mais pessoas desta actividade.


É lamentável que se chegue a este ponto!
Hoje, em Sagres e de forma quase espontânea, mais de 3.000 pescadores desportivos manifestaram-se sobre o diploma da Costa Vicentina. Quer-me parecer que estamos em presença de um novo confronto entre mais um grupo de cidadãos e um governo autista que afronta tudo e todos, com verdadeiras aberrações legislativas, paridas por ignorantes legisladores e sem consultar as partes interessadas. Veja a noticia aqui.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Nauticampo 2009, com entradas gratuitas


Esta a decorrer de 07 a 15 de Fevereiro de 2009, na FIL no Parque das Nações a Nauticampo 2009, com o seguinte horário:

Horário: das 15h00 às 23h00 – Dias de Semana
das 10h00 às 20h00 – Fins de Semana

Este ano, a AIP disponibiliza CONVITES ELECTRÓNICOS GRATUITOS, clique aqui - para quem deseje ir visitar o certame.

Após preenchimento do formulário será enviado um email com um convite electrónico que deverá ser impresso e apresentado nos balcões da credenciação. Poderão efectuar tantos pedidos quantos necessitem, não existe limite.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

MoraPesca 2009

Clique na imagem para ampliar o folheto

Vai decorrer entre 13, 14 e 15 de Fevereiro de 2009 mais uma edição da Feira de artigos de pesca MoraPesca 2009
Com vem sendo hábito estarão representadas as mais importantes áreas ligadas ao sector da pesca desportiva, o que torna esta feira a mais importante do panorama nacional.
O programa será o seguinte:

Sexta, 13 Fevereiro
17h30 - Cerimónia de Abertura da VII MoraPesca no Auditório Municipal.
18h00 - Inauguração da IV MoraPesca no Pavilhão de Exposições
22h30 - Encerramento do recinto da Exposição
Sábado, 14 Fevereiro
09h00 - V Meeting da Juventude
Prova de ensino destinada a Jovens Pescadores na Pista de Pesca de Mora.
10h00 - Abertura da VII MoraPesca
12h00 - Demonstração de Pesca no recinto da feira
14h30 - Demonstração de Pesca no recinto da feira
15h00 - Entrega de prémios do V Meeting da Juventude no Auditório Municipal
22h00 - Festival de Tunas no Pavilhão da Casa do Povo
22h00 - Encerramento do recinto da Exposição
Domingo, 15 Fevereiro
09h00 - Início da Prova de Pesca na Concessão de Pesca do Raia (Mora e Cabeção)
10h00 - Abertura da VII MoraPesca
14h30 - Demonstração da Pesca ao Achigã (APPA) no recinto da Feira
15h00 - Festa dos Campeões da APPA / 2008 - Auditório Municipal
16h00 - Entrega de prémios da Prova de Pesca - Auditório Municipal
19h00 - Encerramento da VII MoraPesca

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Nova Legislação para a Pesca de Mar


Foi publicada hoje em Diário da República a Portaria n.º 144/2009. D.R. n.º 25, Série I de 2009-02-05 que define as áreas e condicionalismos ao exercício da pesca lúdica, incluindo a apanha lúdica, em águas oceânicas da subárea da zona económica exclusiva do continente, águas interiores marítimas e águas interiores não marítimas sob jurisdição da autonomia marítima.

O presente documento revoga a Portaria n.º 868/2006, de 29 de Agosto.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O salva-amostras


O presente apetrecho é um daqueles que até há algum tempo achei perfeitamente dispensável e mais um daqueles itens de utilidade questionável.

Aliás, só para me tranquilizar a mim próprio, eu tinha inventando um semelhante há uns anos largos, com os mesmos propósitos salvadores de amostras, mas cujo resultado deixava bastante a desejar. Mas depois da expêriencia de ontem, fiquei francamente rendido às evidências.
Talvez pelo facto de termos abusado a durante toda a curta manhã de pesca, das amostras abundantes, devido ao facto de supostamente os peixes estarem mais fundos, esta geringonça provou que funciona e funciona bem.
Em direcção ao fundo!

Trata-se de um peso (+ ou- 300gms) que neste caso até imita uma amostra, com uma larga argola dupla na parte superior. Numa das extremidades possui um conjunto de pequenas correntes metálicas e na outra, um fio resistente para a recuperação.

Aplicação no nylon

A sua utilização é bastante simples: Quando uma amostra fica presa num obstáculo, insere-se a nossa linha de pesca na argola dupla do salva-amostras e deixa-se o apetrecho correr pelo nylon até ao local onde está presa a amostra, segurando-o pelo fio que os vai resgatar posteriormente. Pela experiência constatei que o peso é um factor extremente importante para o sucesso da acção. Daí que o impacto do salva-amostras na estrutura é muitas vezes só por si, suficiente para soltar a amostra. Se tal não acontecer basta umas sacudidelas para que se solte ou pelo menos as correntes acessórias do salva-amostras se prendam nos anzóis triplos e a tragam de regresso.

Salva!


Percebi por isso que o peso e a força do impacto amostra a resgatar são factores importantes, de tal forma que seria por isso que o que eu próprio construi, não era tão eficaz quando este.
Acho por isso que é simplesmente um item imprescindível na bagagem dum pescador de amostras e vale bem o dinheiro que custa.

A não perder!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A gambusia

Macho e fêmea, esta no plano inferior

Este peixe, porventura o mais insignificante das espécies que habitam nas nossas águas, é bastante conhecido devido à sua dispersão geográfica. Muito comum em água doce e salobra, tem um papel importante que quase ninguém conhece muito bem...
A gambúsia é de facto um peixe pouco importante para a maioria dos pescadores de água doce. Quase todos o conhecem, mas ninguém sabe muito bem o seu nome e de onde vem este peixe. Excepto em estudos sobre esta espécie, provavelmente nunca ninguém perdeu muito tempo a escrever sobre este peixe, que por algum motivo se encontra espalhado por vários países e com um papel muito importante como adiante veremos.
A Gambúsia holbrooki é um pequeno peixe originário da América Central, concretamente dos rios que vão desaguar ao Golfo do México. Neste momento, encontra-se espalhado por vários países da Europa, incluindo naturalmente Portugal, África, Ásia e Austrália. No nosso país é muito vulgar nas barragens, em especial no Centro e Sul e nas pequenas represas de rega, preferencialmente com alguma vegetação aquática.
Curiosamente, esta espécie é um familiar bastante próximo dos conhecidos Guppis, o peixe mais popular nos aquários domésticos de águas tropicais, denotando-se facilmente os traços de família. As fêmeas são bastante diferentes dos machos incluindo o tamanho bem maior, que pode atingir os seis centímetros, contra os três e meio, nos machos. Estes possuem a particularidade da barbatana anal estar adaptada a aparelho reprodutor.
São ovovivíparos, o que quer dizer que os filhotes desenvolvem-se dentro da barriga da mãe, onde os ovos são fecundados, nascendo já desenvolvidos. São completamente autónomos à nascença, necessitando apenas de se refugiar de imediato, visto que são insistentemente perseguidos pelos da sua espécie.
As fêmeas são muito prolíferas podendo produzir cerca de cinquenta crias de mês a mês. Como se encontram constantemente em estado de gestação, as gambúsias são conhecidas em algumas regiões por “barrigudinhos”. Suportam grandes amplitudes térmicas, baixos níveis de oxigénio e até bastante salinidade na água, revelando-se verdadeiros “todo-o-terreno” da adaptação.

O peixe do mosquito
A particularidade mais importante deste pequeno peixe é que se alimenta sempre que pode, de larvas de mosquito. É um verdadeiro devorador, podendo ingerir por dia entre cem a duzentas larvas, segundo estudos efectuados. Em muitos países, onde foi introduzido para combate às pragas de mosquito, tem mesmo o nome de mosquitofish ou “peixe do mosquito”, nome por que também conhecido em alguns locais no nosso país. Este “insignificante” peixe fez inclusive, parte do programa da Organização Mundial de Saúde para combate à “doença do sono” em África, com a vantagem de ser um produto biológico.
Como tudo, não há bela sem senão, e a esta espécie já foram atribuídos alguns prejuízos ambientais. Na Nova Zelândia e Austrália, estudos efectuados revelaram que as gambúsias preferiam muitas vezes como alimento, os ovos de espécies nativas, dizimando rapidamente as mais sensíveis, ou por competição directa por alimento, visto que são muito vorazes. Por sua vez, também se tornaram presa fácil e abundante de outros peixes predadores e aves aquáticas.
Por cá, e uma vez que aparentemente não existem estudos sobre este possível impacto, as gambúsias são presença vulgar nos variados locais onde os pescadores de água doce as observam, sem no entanto saberem concretamente que peixe estão a ver.
(Texto da minha autoria publicado no Correio da Manhã de 18 Agosto de 2002)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Swim Baits


Os swim baits são amostras que se encontram já em utilização por uma boa parte dos pescadores portugueses, depois de este fenómeno ter acontecido também um pouco por todo o mundo. A americana AC Plug foi das primeiras marcas a produzir este género de amostras que conseguiram fabulosos resultados na captura de exemplares recorde e contribuíram para a divulgação dos swim baits. Actualmente, um grande número de marcas japonesas fabrica este género de iscos, tendo incrementado muito a variedade destas amostras no mercado.
Uma das suas características dos swim baits é a sua perfeição e o rigor na imitação da espécie que pretendem simular. A articulação do corpo é outra característica habitual que lhes permite obter o efeito porque são conhecidas e denominadas: a natação ou o “swim” – amostras nadadoras, se não nos chocasse esta tradução à letra da sua designação.
A sua utilização não tem nada que nos seja desconhecido e limita-se à recuperação, com toques e paragens, ou outra qualquer acção que nos seja produtiva em resultados.
Tratam-se normalmente de amostras de grande tamanho e de aspecto robusto, apresentando um peso bastante superior ao normal, nitidamente direccionadas para os grandes predadores, quer sejam de água doce quer de água salgada.


Os grandes fabricantes de canas como a Daiwa, Shimano ou a GLoomis adaptaram-se também a este género de iscos mais pesados e produziram equipamentos específicos. As swimbait rods são mais robustas, estão preparadas para arremessos pesados e habitualmente possuem cabos mais comprimidos que facilitam o lançamento.
Este género de amostras permitem explorar de outra forma as águas onde pescamos predadores, pelo que são mais uma ferramenta disponível ao pescador de iscos artificiais.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Licença de Pesca para Águas Interiores no Multibanco

Pela primeira vez, em trinta anos de pescador licenciado, tive a possibilidade de ter em meu poder a Licença de Pesca Desportiva para Águas Interiores, no primeiro dia de Janeiro. Ao contrário do que acontecia até aqui, já é possível pescar legalmente no primeiro dia do ano.
Como precisei de ir ao Multibanco nesse dia, aproveitei e testei eu próprio a funcionalidade desta nova fórmula mágica. Chegar ao menu da Licença de Pesca em Águas Interiores é relativamente fácil, embora com a quantidade de serviços que se podem obter no Multibanco actualmente, o monitor está cada vez mais cheio, o que nos exige mais tempo até descobrirmos a localização daquilo que nos interessa. Se tiver dúvidas sobre este assunto consulte este post que tem um link para a TV Natur sobre o tema.

Mas nem tudo são maravilhas.
* Em baixo, no talão pode ler-se “Obtenha 2º via no CA-MB durante 60 dias ou na AFN após este período”. De facto esta informação baralha as pessoas que ficam sem perceber se têm que obter um comprovativo definitivo (a tal 2º via) sendo o talão provisório para os referidos 60 dias. Em esclarecimentos com a AFN, recebi o mail que transcrevo:

"Em resposta à mensagem de V. Ex.ª, cumpre-nos informar de que o talão do Multibanco constitui a licença de pesca, a qual é válida até 31 de Dezembro de cada ano.
Para a eventualidade de perder o referido talão, ou do mesmo se danificar, pode obter 2.ªs vias do mesmo (tantas quantas desejar) através da Cx. MB, tal como de qualquer outro talão, durante os 60 dias seguintes ao da operação. Para o efeito deve utilizar o mesmo cartão bancário com que foi efectuada a operação original e;
- Seleccionar a operação "Consultas";
- No ecrã seguinte seleccionar "Consulta de Oper. do Cartão no MB";
- De seguida, seleccionar "2.ª Via de Talão MB";
- Introduzir a data da operação original (dia e mês) e confirmar;
- Seleccionar a operação em causa."
Mas, acrescento eu, o mais provavel é perder ou especialmente danificar o talão, após o prazo dos 60 dias... e depois tenho mesmo que ir à AFN, não é?
E tenho mesmo que decorar a data da operação original??? Já tenho tanta coisa para decorar, bolas...
* O tamanho do talão é francamente desproporcionado e não cabe em qualquer carteira sem ser dobrado. Isto leva a que na zona da dobra as letras desapareçam com facilidade porque este papel não foi pensado para andar um ano no bolso dum pescador. Na minha Licença, que foi dobrada ao meio, a dobra coincide com o tipo de Licença, o que me pode trazer problemas se for encontrado a pesca no Algarve.
* É mau afastarem-se as pessoas dos serviços públicos e do contacto com as entidades que gerem os nossos recursos naturais. Dá ideia da ausência da autoridade, era das poucas vezes que se via um Guarda Florestal...
* Persiste a sensação de que o objectivo é apenas sacar o dinheiro aos contribuintes e ter o menos possível de trabalhadores na Administração Florestal, para aligeirar as despesas com a Função Pública.

Às vezes quando se consegue uma coisa que nos parece fácil, coloca-se em causa várias outras que não nos lembramos, mas que de mais cedo ou mais tarde, nos será MUITO MAIS DESFAVORÁVEL.
Se não for para nós, será para os nossos filhos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Finalmente, com acesso ao mundo

Terminei hoje já e bem cedo - perto das 03H00 - a minha ligação ao mundo web, depois de receber na quarta-feira um senhor, que trabalhava para a PT/SAPO, a quem tive que emprestar um escadote, para eu ter ter uma coisa chamada "ligação à rede".
- Mas não se pense que fiquei com internet e telefone logo de seguida... Tive que esperar mais dois dias, até ontem à tarde, para receber uma mensagem no meu telemóvel informando-me que já podia "viver a assapar..."
Como se eu tivesse necessidade disso...
- Mas não se pense que já tinha internet, não senhor! Faltava a activação on-line com um complicadíssimo processo de registo em cinco passos - e com muitas alíneas- onde tive que digitar por inúmeras vezes o username e a password, o número de telefone de casa e o meu NIF, não vá eu como delinquente que sou, baldar-me aos compromissos fiscais.
Fui também literalmente obrigado a criar uma caixa de correio electrónico no quarto passo, mesmo que não estivesse interessado nisso, porque não tenho tempo para gerir diversas caixas de correio. Se não o fizesse, não poderia prosseguir na activação da conta.
O simplex passou ao lado desta empresa...
Foi extremamente complicado este processo de troca de fornecedor de internet. Gastei montes de dinheiro em telemóvel, protestei inúmeras vezes, reclamei oficialmente outras, foram-me ocultados inumeros pormenores do serviço, mentiram-me descaradamente dezenas de vezes.
Mas isso vai ficar tudo escrito no Livro de Reclamações da empresa PT/SAPO.
Doutra forma não evoluimos.
PS: Ainda hoje espero colocar um post sobre pesca e esquecer rápidamente este assunto!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Novos agradecimentos ao MEO incompetente

Aproveitando a facilidade de um acesso que não é meo nem meu, quero manter e reforçar os meus agradecimentos públicos ao MEO/PT, pelo facto de ESTAR SEM ACESSO Á INTERNET PELO 13º DIA CONSECUTIVO, apesar dos meus insistentes pedidos, quer por telefone quer pessoalmente no balcão da PT.
E eu que até tinha um serviço razoável... obrigado Clix, pelos serviços prestados...

Verificamos que esta empresa CONTINUA A DESPREZAR DE FORMA LAMENTÁVEL E VERGONHOSA OS SEUS CLIENTES, NÃO TENDO O MINIMO DE RESPONSABILIDADE E PREOCUPAÇÃO EM RESOLVER UM PROBLEMA QUE ELA PRÓPRIA CRIOU.
QUE INCOMPETÊNCIA...!!!!!

Obviamente, o meu desabafo ficou já manifestado no LIVRO DE RECLAMAÇÕES do balcão da PT em Castelo Branco e segue para a ANACOM.

Como dizem os Comandantes Gatos Fedorentos… falam, falam… mas não fazem nada.

- E se o MEO Comandante fosse para um sítio longínquo…?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

OBRIGADO, MEO COMANDANTE!

POST´S ADIADOS, AQUI NO INSTANTES…
Pelo facto de ter aderido ao MEO e ter sido informado que deveria, aquando da instalação, ter já anulado o contrato com o anterior fornecedor destes serviços, encontro-me actualmente sem internet e telefone.
É que fui informado na sexta-feira passada por uma menina muito bem disposta, que iriam proceder à ligação hoje entre as 9H00 e as 9H30.
Mas na quarta-feira ligou-me outra, que ficou logo menos bem disposta, a dizer que devido a problemas técnicos não poderiam fazer a ligação…
Conclusão, não tenho actualmente serviço de internet e telefone em casa, nem se prevê quando venha a ter.
Obviamente, segue reclamação para vários serviços, entre os quais a ANACOM bem como no Livro de Reclamações da delegação da PT.
Terei que procurar outro operador?
Só me resta agradecer publicamente ao MEO Comandante…