"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pesca à mosca, mas radical…



Já há algum tempo que andávamos a pensar no assunto…
Uma deslocação a uma barragem no pais vizinho, aqui perto da fronteira, com uns barbos daqueles agressivos e doidos por lutar para não se deixarem apanhar.
A questão que mais me incomodava era a inclinação das margens, o terreno agreste e cheio de pedras afiadas, que numa queda, rapidamente traria consequências aborrecidas, em particular se estivéssemos longe do carro.


Mas como a ideia já fermentava há muito tempo, lá fomos, apesar do prometido vento da previsão meteorológica e eventualmente alguma chuva, até.
Uma primeira saída para a direita do local onde deixamos o carro, mais fácil de margens, não resultou em nenhuma captura, apesar de vermos alguns peixes de tamanho que só por isso nos faziam ficar nervosos.
Uma sandocha junto ao carro e nova saída, desta vez para o lado oposto, mais íngreme e de pedras soltas.
A determinado passo, o meu parceiro ferra um barbo que após uns segundos de luta, parte o terminal de 0.18 fluorcarbono, particularmente resistente que utilizamos.
-Devia ter uns três quilos… ouvi à distância, porque a minha caminhada é lenta e cautelosa, porque não tenho 18 anos…
Entretanto, vou tentando aproximar-me do meu jovem mosqueiro, que entretanto grita e diz que tem outro na linha.
-Bolas… importas-te de esperar por mim, ou não?
Este é mais pequeno, mas passa do quilo e meio. Não consigo, de onde estou, tirar-lhe fotografia nenhuma. Mas continuo a andar…
-Olha outro!… desta vez estou mais perto e conseguirei tirar umas fotos…Já que não pesco nada, pelo menos tiro fotografias…
-Epah… isso é tudo peixe ou está preso no fundo? Digo eu a brincar, enquanto vejo a frágil cana de linha #5 levada aos limites, com o peixe a não querer dar tréguas na luta.


A pouco e pouco, vem aproximando-se da margem, aparece finalmente ao cimo de água e exibe o seu tamanho totalmente. Deve ter uns dois quilos e meio seguramente…
É finalmente apanhado pelas mãos do meu filho, que o retira da água, com calma e com segurança, porque naturalmente vai regressar à barragem. Esgotado da guerreia, mas vivo.
Uma sessão de fotos e água com ele, onde desaparece para sempre. Ficamos-lhe grato por este pedaço de gozo que nos deu e devolvemos-lhe a vida, embora saia daqui cansado, mas vivo.


Nós também. Saímos cansados, com bolhas nos pés, exaustos e aborrecidos por o tempo não nos permitir enganar mais uns barbos. Daqueles… grandes e “garganeiros”… que não resistem a um monte de penas dispostas num anzol, de forma a imitar um lagostim de água doce que fazemos durante a semana, já pela noite dentro e cansados, também…

domingo, 24 de maio de 2009

Duel Aile MAGNET Neo F

A reconhecida marca japonesa Duel/Yo-Zuri renovou este ano a colecção Aile Magnet Floating, passando a designar-se por Neo F, facilmente reconhecida pelos olhos reflectivos e avermelhados e novas cores mais atractivas.
Esta amostra está disponível nos tamanhos 7cm/5,5grms; 9cm/10grms; 10,5cms/18grms e 12,5cms/26grms, sendo esta última a versão mais indicada para os predadores de água salgada e que tivemos oportunidade de utilizar.
O patenteado Sistema Magnético de Transferência de Pesos permite lançamentos mais longos e evita que a amostra rodopie, enquanto oferece uma maior precisão para atingir o ponto pretendido.

Sistema Magnético de Transferência de Pesos
Este princípio funciona com base na deslocação das esferas internas para a cauda da amostra, alterando assim o centro de gravidade durante o lançamento o que permite conseguir as vantagens atrás referidas.
A construção apresenta-se robusta nos elementos de fixação dos anzóis triplos e a pintura preparada para resistir aos ataques dos predadores e ao roçar dos anzóis durante a utilização. Este último factor é só por si, muitas vezes suficiente para destruir a pintura dum isco artificial mesmo sem os inevitáveis toques nas rochas ou ataques dos peixes com dentição mais destruidora, considerando que é possível a utilização do tamanho maior em peixes de água doce, como na pesca aos lúcios.
Em acção de pesca no mar, a Neo F de 125mm /26grms que afunda até 1,30 mts, convenceu-nos e confirmou a sua conhecida performance, visto que atingiu as expectativas que tínhamos quanto ao seu desempenho. Mesmo contra o vento, os lançamentos conseguiram-se longos e precisos. Os contactos com as rochas foram também inevitáveis, precisamente devido ao vento que atirava a amostra contra as rochas logo que saía da água, apesar do nosso cuidado.
Apesar disso, foi para a caixa de pesca, quase como quando lá entrou pela primeira vez, a não ser com a subtil diferença de já ter sido baptizada!
A Duel/Yo-Zuri é importada para Portugal, exclusivamente pela Amadeu Carneiro, Lda.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Abertura da temporada

Como manda a tradição, dia 16 de Maio ao calhar num fim-de-semana, para nós é dia de pesca pela certa. Este ano, a desova da maioria dos achigãs estava francamente atrasada, devido às condições climatéricas adversas que originaram atrasos no aumento da temperatura da água, evidenciados pelos 17 graus que indicava o termómetro da sonda.


Rapidamente confirmamos isso. O sortudo do costume, logo nos primeiros lançamentos, engana um achigã que depois de ter testado o fio de 0.25mm com uma série de desconcertantes corridas, rendeu-se e foi recolhido a bordo. Pesou 2,300Kg. Foi libertado com carinho, porque estes grandes exemplares são extremamente preciosos numa massa de água. São importantes devido ao seu potencial genético, coisa que muitos pseudo-pescadores ainda não entenderam quando sacrificam os grandes exemplares, sejam de que espécie for, e neste caso em particular se estiverem a proteger a geração desse ano. A quem é que lembra matar uma galinha, enquanto choca os ovos?
Como tal, abandonamos o local e procuramos zonas mais íngremes, onde dificilmente haveria peixes nesta condição fragilizada.
Entretanto, deparamos com uma alimentação frenética de carpas e barbos à superfície que devoravam pequenos escaravelhos caídos na água, numa quantidade nunca vista. Não me lembro de alguma vez ter presenciado tal fenómeno!
Encostamos o barco na margem e numa de pesca à pluma, aproveitamos a oportunidade.
Os escaravelhos eram tantos, bem como as carpas e barbos, que num dos meus lançamentos e enquanto olhava para o meu escaravelho, sinto um violento puxão na cana, sem perceber muito bem porque razão.

Quando olho na direcção da linha, abandonando o “meu escaravelho” fabricado em espuma preta de chinelo a 1€ o par, constato que aquele que eu estava a “guardar”, não era o meu escaravelho, mas sim um verdadeiro, porque o meu estaria umas dezenas de centímetros ao lado, levando a que uma carpa o atacasse sem que eu me apercebesse.


Mais uma das cenas insólitas da pesca, das que acontecem só a mim. Fiquei também com a convicção que deveria consultar um oftalmologista…

O sortudo, deu uma valente tareia nos barbos e carpas o resto da tarde enquanto eu descansava a vista e conversava com amigos.
Não incomodamos mais as “galinhas” que tomavam conta dos ovos…

Nova legislação para as albufeiras

A nova legislação define 500 metros de protecção à albufeira e não se poderão ver imagens idênticas a esta, obtida no sábado passado

Foram publicados no Diário da República, 1.ª série — N.º 94 — 15 de Maio de 2009, dois novos diplomas relacionados com a regulamentação da água das albufeiras públicas.

Assim, o Decreto Lei nº 107/2009 define o tipo de protecção das albufeiras, lagoas ou lagos de águas públicas e a Portaria 522/2009 reclassifica as 167 albufeiras de águas públicas de serviço público e revoga os Decretos Regulamentares nºs 2/88, de 20 de Janeiro, 28/93, de 6 de Setembro, 10/98, de 12 de Maio, 16/98, de 25 de Julho, 25/99, de 27 de Outubro, 3/2002, de 4 de Fevereiro, 9/2005, de 12 de Setembro e 85/2007, de 11 de Dezembro.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Teste de campo à Olympus 790SW

Resolvi há dias fazer um teste definitivo à minha mais recente máquina fotográfica, a Olympus 790SW. Foi presa pela pulseira lateral à linha da cana de pesca e atirada em modo de filme, para a cascata de uma ribeira de águas límpidas.
Peço-lhe que incline a cabeça em direcção ao ombro direito, porque obviamente a filmagem ficou inclinada, uma vez que a pulseira de segurança se encontra do lado direito.

A outra característica que me levou a comprá-lá "Suporta quedas até 1,5 m" fica para outra ocasião.

Resultado: Continua operacional!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A última sardinha

Estas filmagens decorreram em finais de 2008 e foram realizadas no Golfo do México sobre o comportamento dos marlins, na hora de se alimentarem de um cardume de sardinhas.



A oportunidade é aproveitada por uma enorme variedade de outras espécies, desde outros peixes, a gaivotas, focas e baleias, que rapidamente dizimam o cardume.
As imagens foram obtidas por uma equipa da Ocean Footage que dispõe um enorme património de filmagens de alta definição, sobre a vida e o comportamento de uma grande variedade de animais marinhos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Alteradas as Portarias 143 e 144


Foi publicada a Portaria nº 458-A/2009 que altera o disposto nas Portaria n.º 143/2009, de 5 de Fevereiro, que define os condicionalismos específicos ao exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), e à Portaria n.º 144/2009, de 5 de Fevereiro, que define as áreas e condicionalismos ao exercício da pesca lúdica, incluindo a apanha lúdica, em águas oceânicas da subárea da zona económica exclusiva do continente, águas interiores marítimas e águas interiores não marítimas sob jurisdição da autonomia marítima, e revoga a Portaria n.º 868/2006, de 29 de Agosto.
Na ocasião em que tentei aceder ao lugar do Diário da Républica para me inteirar do conteúdo deste documento, verificava-se um erro na página.

No entanto, aqui fica em versão simples

2524-(2) Diário da República, 1.ª série — N.º 85 — 4 de Maio de 2009

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS E MINISTÉRIOS DA DEFESA NACIONAL, DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO
REGIONAL, DA ECONOMIA E DA INOVAÇÃO E DA AGRICULTURA, DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS.

Portaria n.º 458-A/2009 de 4 de Maio
A Portaria n.º 144/2009, de 5 de Fevereiro, definiu áreas e condicionalismos ao exercício da pesca lúdica, incluindo a apanha lúdica, em águas oceânicas da subárea da zona económica exclusiva do continente, águas interiores marítimas e águas interiores não marítimas sob jurisdição da autoridade marítima.
Nos termos do artigo 5.º, o regime instituído excluiu a utilização de engodos na pesca apeada, restringindo-a à utilização apenas de iscos, diferenciando-se assim do regime instituído para a pesca a partir de embarcação, para a qual se permite a utilização tanto de iscos como de engodos. Tal diferenciação carece, todavia, de um fundamento justificativo, no pressuposto de os engodos
cuja utilização se permite respeitem, escrupulosamente, em qualquer caso, as condições indicadas no n.º 1 do artigo 5.º, designadamente a insusceptibilidade de provocar danos ambientais. Por essa razão, procede -se à alteração dos correspondentes números do artigo 5.º no sentido de uniformização, quanto a este ponto, do regime da pesca apeada e a partir de embarcação.
Por outro lado, a expressão «organismos distintos dos referidos no número anterior» utilizada no número n.º 2 do artigo 11.º da Portaria n.º 144/2009, de 5 de Fevereiro, suscitou dúvidas quanto ao tipo de organismos a que se refere, designadamente de saber se se reporta apenas a
outros organismos animais ou a quaisquer organismos, animais ou não. Aproveita -se assim para remover quaisquer dúvidas, estabelecendo -se claramente que os limites diários se referem apenas aos animais. Atendendo a que a actividade de pesca submarina é praticada de forma individual e não a partir de embarcação, importa clarificar que a esta actividade não se aplica o limite previsto no n.º 3 do artigo 11.º, no que respeita aos limites máximos de captura diária, quando a bordo estejam três ou mais pescadores, ficando os praticantes apenas sujeitos, individualmente, aos limites fixados no n.º 1 desse artigo.
Por fim, no que respeita ainda à Portaria n.º 144/2009, de 5 de Fevereiro, será necessário dispor, transitoriamente, sobre a validade das licenças emitidas ao abrigo da Portaria n.º 1399/2006, de 15 de Dezembro, esclarecendo a sua correspondência com as novas denominações.

A Portaria n.º 143/2009, de 5 de Fevereiro, definiu os condicionalismos específicos ao exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa
Vicentina (PNSACV), tendo por objectivo a preservação dos valores naturais e dos recursos haliêuticos existentes na extensa faixa de litoral e meio marinho daquela área protegida. Assim, entre outros aspectos, a referida portaria introduziu áreas de interdição à pesca lúdica, correspondentes a zonas importantes do ponto de vista ecológico, por constituírem locais privilegiados de desova e crescimento de juvenis, de refúgio, protecção a predadores e alimentação de inúmeras espécies marinhas. Introduziu a limitação da pesca lúdica a quatro dias semanais, a limitação temporal da apanha e captura, períodos de defeso, a lista de espécies passíveis de apanha e o princípio da discriminação positiva dos naturais e residentes na apanha.
Sem prejuízo da necessidade dos condicionalismos definidos pela portaria em apreço, verifica -se que a limitação da pesca lúdica a quatro dias semanais não teve suficientemente em consideração as condições adversas frequentes do estado do mar específicas da zona que constituem, por
si só, um factor limitativo ao exercício da pesca lúdica. Neste sentido, procede -se à alteração do limite temporal do exercício da pesca lúdica que passa de quatro para seis dias semanais, mantendo a inibição de um dia por semana como princípio apropriado numa actividade lúdica, e como factor de limitação independente das condições do estado do mar. No que se refere à limitação do exercício da pesca lúdicaentre o pôr e o nascer do Sol, procede -se ao alargamento
das áreas onde a mesma é permitida, garantindo que se mantêm as restrições por motivos de segurança dos praticantes que a fundamentam, mas compatibilizando o regime com o previsto na alínea d) do n.º 1 do artigo 7.º da Portaria n.º 144/2009, de 5 de Fevereiro. Procede -se ainda a um ajuste do período fixado para a interdição da captura dos sargos, que passa a ser entre 15
de Janeiro e 15 de Março. Por outro lado, efectua -se um acerto no limite de captura diário de peixes e cefalópodes no sentido de não contabilizar o peso do exemplar maior, à semelhança do previsto na Portaria n.º 144/2009, de 5 de Fevereiro, relativa ao exercício da pesca lúdica geral.
São ainda corrigidas as tabelas n.os 1 e 2 do anexo I, apresentando -se as coordenadas dos pontos de referência relativos aos limites das áreas de interdição e dos pontoscentrais das áreas de protecção a ilhéus e pedras ilhadas no sistema de coordenadas WGS 84, o qual apresenta maior
facilidade de utilização. Procede -se, assim, à alteração das Portarias n.os 143/2009 e 144/2009, ambas de 5 de Fevereiro, nos termos acima expostos.
Assim:
Manda o Governo, pelos Ministros da Presidência, da Defesa Nacional, do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, da Economia e da Inovação e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, ao abrigo do disposto no artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 246/2000, de 29 de Setembro, com as alterações introduzidas pelos Decretos -Leis n.os 112/2005, de 8 de Julho, e 56/2007, de 13 de Março, o seguinte:

Artigo 1.º
Alteração à Portaria n.º 144/2009, de 5 de Fevereiro
Os artigos 5.º, 11.º, 12.º e 14.º da Portaria n.º 144/2009,
de 5 de Fevereiro, que define o regime geral da pesca
lúdica, passam a ter a seguinte redacção:
«Artigo 5.º
[…]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 — Na pesca apeada e na pesca a partir de embarcação
podem ser utilizados iscos e engodos.
3 — (Revogado.)
4 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Diário da República, 1.ª série — N.º 85 — 4 de Maio de 2009 2524-(3)
Artigo 11.º
[…]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 — O peso de capturas diárias de crustáceos e outros
animais distintos dos referidos no número anterior
não pode, no seu conjunto, exceder os 2 kg, não sendo
contabilizado para o efeito o exemplar de maior peso,
com excepção dos percebes, cujo peso máximo é de
0,5 kg.
3 — Sem prejuízo do disposto nos números anteriores,
quando a bordo de uma embarcação existam três
ou mais praticantes, o limite máximo de capturas não
pode exceder 25 kg, com excepção da pesca submarina
e das embarcações registadas na actividade marítimo-
-turística.
4 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Artigo 12.º
[…]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5 — As licenças emitidas para a pesca submarina
equivalem, para todos os efeitos legais, a licenças de
pesca lúdica geral, mantendo -se válidas nos respectivos
termos, até à entrada em vigor da portaria que vier a
fixar novas taxas.
6 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
8 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Artigo 14.º
[…]
1 — Os operadores marítimo -turísticos, bem como
qualquer praticante de pesca lúdica, devem proceder ao
registo de actividade quando realizem capturas de espécies
constantes do anexo IV, no formulário, fornecido
pela DGPA, constante do anexo VI do presente diploma,
que dele faz parte integrante.
2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . »
Artigo 2.º
Alteração à Portaria n.º 143/2009, de 5 de Fevereiro
1 — Os artigos 4.º e 7.º da Portaria n.º 143/2009, de 5 de
Fevereiro, que define os condicionalismos específicos ao
exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste
Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), passam a ter a
seguinte redacção:
«Artigo 4.º
[…]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) Todos os dias da semana, com excepção da quarta-
-feira, e aos dias feriados;
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 — Exceptua -se do disposto na alínea b) do número
anterior a pesca à linha nos molhes, para lá do limite
de 300 m da linha da costa em frente a áreas de praia
concessionadas durante a época balnear, nas áreas de
praia concessionadas fora da época balnear, nas áreas
de praia não concessionadas, e nos pesqueiros autorizados
pelo Instituto da Conservação da Natureza e da
Biodiversidade (ICNB, I. P.), sem prejuízo do disposto
na regulamentação da pesca lúdica.
3 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) Sargos, Diplodus sargus e Diplodus vulgaris, entre
15 de Janeiro e 15 de Março;
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Artigo 7.º
[…]
1 — Para as espécies de peixes e cefalópodes, o peso
máximo total permitido de pesca diária é de 7,5 kg, não
sendo contabilizado para o efeito o peso do exemplar
maior.
2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . »
2 — As tabelas n.os 1 e 2 do anexo I da Portaria
n.º 143/2009, de 5 de Fevereiro, passam a ter a seguinte
redacção:


TABELA N.º 1
Coordenadas geográficas (WGS 84) de pontos de referência relativos aos limites das áreas de interdição à pesca lúdica referidas no n.º 1 do artigo 2.º


Área de interdição

Designação

Longitude Latitude
Ilha do Pessegueiro . . . . . . . . . . . .

1 Foz do Barranco da Caniceira . . . . . . . 008º 47' 35,023''W. 37º 50' 40,901''N.
2 Foz do Barranco do Queimado . . . . . . 008º 47' 35,644''W. 37º 49' 10,116''N.
Cabo Sardão. . . . . . . . . . . . . . . . . .

3 Foz do Barranco do Cavaleiro . . . . . . . 008º 48' 54,633''W. 37º 36' 11,698''N.
4 Ponta da Perceveira . . . . . . . . . . . . . . . 008º 48' 17,741''W. 37º 34' 27,794''N.
Arrifana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

5 Foz do Barranco da Palmeirinha . . . . . 008º 52' 20,815''W. 37º 18' 37,468''N.
6 Extremo sul da Praia da Arrifana . . . . . 008º 51' 54,916''W. 37º 17' 19,036''N.
Ilhotes do Martinhal. . . . . . . . . . . .

7 Ponta da Baleeira . . . . . . . . . . . . . . . . . 008º 55' 29,649''W. 37º 00' 31,551''N.
8 Foz do Benaçoitão . . . . . . . . . . . . . . . . 008º 53' 30,671''W. 37º 02' 27,160''N.


2524-(4) Diário da República, 1.ª série — N.º 85 — 4 de Maio de 2009


TABELA N.º 2
Coordenadas geográficas (WGS 84) de pontos centrais das áreas de protecção a ilhéus
e pedras ilhadas referidas no n.º 2 do artigo 2.º
Referência

Designação Longitude Latitude
A Pedra da Agulha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 008º 52' 08,876'' 37º 16' 40,999''N.
B Pedra da Galé . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 008º 55' 30,437'' 37º 11' 22,109''N.
C Pedra das Gaivotas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 008º 59' 31,577'' 37º 01' 48,009''N.
D Pedra do Gigante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 008º 59' 50,398'' 37º 01' 20,203''N.


Artigo 3.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Em 28 de Abril de 2009.
Pelo Ministro da Presidência, Laurentino José Monteiro
Castro Dias, Secretário de Estado da Juventude e
do Desporto. — Pelo Ministro da Defesa Nacional, João
António da Costa Mira Gomes, Secretário de Estado da
Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar. — Pelo Ministro
do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento
Regional, Humberto Delgado Ubach Chaves
Rosa, Secretário de Estado do Ambiente. — Pelo Ministro
da Economia e da Inovação, Bernardo Luís Amador Trindade,
Secretário de Estado do Turismo. — Pelo Ministro
da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas,
Luís Medeiros Vieira, Secretário de Estado Adjunto, da Agricultura e das Pescas.

A truta fário


A truta fário, cuja pesca já aqui foi abordada diversas vezes, é sobejamente conhecida dos pescadores de águas interiores do centro e norte do país. É a nossa truta autóctone que evoluiu ao longo de milhões de anos em cada um dos rios e ribeiras, adaptando-se às condições físico-químicas de cada curso de água, bem como ao alimento disponível em cada um deles. Por isso mesmo pode ser bastante diferente no aspecto físico, às trutas de ribeiras relativamente próximas.

Umas são mais esguias, outras mais escuras, outras ainda com as três manchas laterais mais pronunciadas, ou com as pintas mais escuras e menos pronunciadas. De um modo geral, o dorso é castanho a esverdeado, os flancos esverdeados/amarelados e ventre claro. O corpo é salpicado de manchas negras e vermelhas, apresentando três manchas escuras grandes, mais ou menos perceptíveis. Possui como todos os salmonideos, uma barbatana adiposa acastanhada.
Só vive em águas correntes, bem oxigenadas, despoluídas e frias. Alimenta-se principalmente de invertebrados, larvas de insectos aquáticos e pequenos peixes, gafanhotos e anfíbios.

Alguns exemplares destas trutas, tornam-se migradoras sem que ainda os cientistas consigam muito bem entender este acontecimento. Depois de atingirem algum tamanho – dois a três anos, descem os rios e chegam ao mar e mantendo-se na água salgada até atingirem a maturidade sexual. Regressam aos rios para desovar, dando continuidade ao seu ciclo natural, apresentando-se fisicamente bastante diferentes da vulgar truta que desceu o rio, anos antes.
A sua tonalidade geral apresenta-se agora mais clara e prateada, confundindo-se por vezes com o primo salmão, contribuindo em muito o novo aspecto do maxilar inferior, ligeiramente curvo para cima. Também o paladar e a tonalidade da sua carne se modificou, adquirindo uma cor “salmão”, fruto por certo do novo regime alimentar à base de marisco, sobretudo camarões.

Infelizmente esta viagem para as nossas trutas autóctones é cada vez mais difícil para não dizer impossível. Actualmente apenas nos rios Minho e Lima (Antunes & Weber 1990, Valente & Alexandrino 1990), apresentam formas migradoras da truta fário. Mas ao tempo a que foram efectuados estes estudos, provavelmente já nem nestes rios existem trutas mariscas...
Espécie desportiva por excelência, pode ser pescada a spinning ultra ligeiro, com colheres rotativas ou pequenas amostras duras, ou ainda à pluma nas pequenas ribeiras. Nas albufeiras onde se encontra, em particular nas construídas em rios salmonídeos, podem ser utilizadas as habituais técnicas de spinning.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Petição Contra Medidas de Erradicação da Carpa e do Achigã


Promovida pela APCF (Associação Portuguesa de Carp Fishing) está a decorrer uma petição on-line, contra as medidas previstas de erradicação de espécies exóticas, concretamente as duas mais importantes do panorama de pesca em águas interiores do nosso país: a carpa e o achigã.

Apela-se a todos os simpatizantes da pesca a estas espécies, lojistas, importadores, e demais entidades ligadas à pesca, que tomem como comum esta frente de oposição a tais medidas.

Esta petição tem como destinatários o ICNB, a ANF, o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e o Sr. Presidente da República.

Para mais informações sobre este assunto e sobre a postura do ICNB sobre as espécies exóticas consulte-se a página do referido Intituto aqui.
Pode também aceder à página que o Instituto criou, com a base técnica de revisão do Decreto-Lei nº565/99, de 21 de Dezembro

domingo, 26 de abril de 2009

O Livro Vermelho dos Vertebrados


O ICNB – Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade edita periodicamente um documento das espécies de vertebrados existentes em Portugal, com estatuto considerado preocupante quanto à sua existência presente e futura: O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.
Os Livros Vermelhos são considerados documentos estruturantes de uma política de conservação da natureza, constituindo uma ferramenta da maior utilidade no contexto da conservação das espécies da flora e da fauna selvagens e respectivos habitats. Por outro lado, devem constituir obras em permanente actualização, reflectindo cada edição o melhor conhecimento científico disponível. A sua elaboração deve ser considerada como uma tarefa de interesse público e mobilizadora de todos os que disponham de informação relevante e actualizada para a avaliação do estatuto das diferentes espécies, nomeadamente entre a Comunidade Científica.
Os Livros Vermelhos existentes em Portugal datam de 1990 (Mamíferos, Aves, Répteis e Anfíbios), 1991 (Peixes Dulciaquícolas e Migradores) e 1993 (Peixes Marinhos e Estuarinos) encontrando-se a sua informação desactualizada. (Fonte ICNB)
No caso das espécies Dulciaquícolas e Migradoras, considera o referido Instituto as abaixo listadas. Falta perceber – uma vez que não é referido - quais as medidas tomadas pelo ICNB para combater o estado critico de algumas espécies. A larga maioria, como se pode constatar, não partilha os seus habitats claramente de águas correntes, com as espécies exóticas principais, que frequentemente são culpabilizadas pela sua regressão populacional.

- Clique no nome para aceder à ficha da espécie Dulciaquícola e/ou Migradora constante no Livro Vermelho -
Sável - Alosa alosa
Savelha - Alosa fallax
Enguia-europeia - Anguilla anguilla
Peixe-rei - Atherina boyeri
Barbo-de-cabeça-pequena - Barbus microcephalus
Barbo do Sul - Barbus sclateri
Barbo de Steindachner - Barbus steindachneri
Boga do Sudoeste - Chondrostoma almacai
Boga-de-boca-arqueada - Chondrostoma lemmingii
Boga-portuguesa - Chondrostoma lusitanicum
Boga do Guadiana - Chondrostoma willkommii
Verdemã do Norte - Cobitis calderoni
Esgana-gata - Gasterosteus gymnurus
Lampreia-de-rio_Lampreia-de-riacho - Lampetra fluvaitilis_Lampetra planeri
Lampreia-marinha - Petromyzon marinus
Solha-das-pedras - Platichthys flesus
Caboz-de-água-doce - Salaria fluviatilis
Salmão do Atlântico - Salmo salar
Truta-marisca - Salmo trutta
Escalo do Arade - Squalius aradensis
Escalo do Sul - Squalius pyrenaicus
Escalo do Mira - Squalius torgalensis

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pequenas, mas lutadoras


Aproveitando umas horas de disponibilidade à tarde, rumei a um dos nossos regatos favoritos e secretos que só tínhamos visitado sem muito sucesso nas últimas saídas de trutas.
Como chegamos à conclusão que nos rios de maior dimensão, nos limitamos a passear e avaliar o deplorável estado em que se encontram estes recursos naturais, seria talvez tempo de tentar águas mais pequenas, mais limpas e menos poluídas e supostamente menos pressionadas pela pesca.
Com estas linhas de água são de pequeno caudal, são bastante arborizadas sobretudo por amieiros, cuja copa forma um túnel impedindo ou limitando drasticamente a pesca à pluma o que me levou a recorrer ao spinning ultra ligeiro, uma vez que não embarco em fundamentalismos patéticos. Cana Precision Spin da Vega, com apenas 1,35 e um micro carreto Vega Lupo, carregado com 0.20 de nylon Megaline e está a ferramenta pronta. Depois de uma pequena incursão no local habitual, com apenas duas capturas pequenas mas endiabradas, decidi visitar o diminuto ribeiro mais à frente, onde nunca tínhamos pescado.

O dia chegava depressa ao fim, e a conversa com um senhor que ia a passar de tractor, que tinha perdido as cabras que apascentava, tinha um moinho no ribeiro já ali e fez questão de o ir mostrar, atrasou-me um bocado o inicio do novo raid. Certamente não teria muitas oportunidades de mostrar a sua obra-prima e eu, honesto apreciador da habilidade de pessoas que do nada ou quase, consegue fazer muito, não me fiz rogado e saquei de imediato da máquina dos retratos.


De facto é impressionante o engenho das pessoas, que reutilizam uma tampa de esmalte dum fogão velho e fazem um registo para regular a água para o moinho, de pneus velhos sobrepostos e espaçados fazem degraus para a serra, dum pedaço de arame retorcido fazem um actuador para fechar a água, e cumulo dos cúmulos inventam um sistema tosco mas funcional que pára individualmente as mós, quando se acaba o grão para moer no alimentador!
Mas a água chamava-me… prometi que se visse as cabras as traria de volta e lá me fui pisgando enquanto me despedia, "até um dia destes…"


Mais uma pequena truta capturada e lutadora, uma perseguição furiosa quase até fora de água, mas todas pequenas também. Foi retirada do anzol sem danos de maior, cuja barbela é sempre esmagada e libertadas para crescerem mais e se lembrarem que nunca se devem atirar furiosamente a tudo o que brilha na água.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sem eira nem beira

Os Xutos, a minha banda portuguesa preferida – desde o tempo de “Sémen” - lançou há dias um novo album.
Actual, pertinente, incómodo, mas sem dúvida necessário. Há muito que não se fazia música de intervenção.
Desde os tempos do facismo.
Será essa a explicação?


LETRA

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O renovado Planeta Pesca


O mais antigo e participado portal dedicado à pesca em todas as vertentes do nosso país, está renovado e com um novo visual, mais agradável e dinâmico. Depois de algum tempo em trabalho de bastidores, o Planeta Pesca surge novamente on-line, desta vez com um staff mais alargado.

Há inúmeras novidades, como a secção Comunidade, um novo Fórum de Pesca, Fotos e novos Classificados. A Administração promete ainda muitas outras inovações que irão ser integradas, com vantagens para os utilizadores.

As notícias sobre o tema da pesca e suas envolventes terão uma maior actualização, vão ser mais dinâmicas e mais frequentes.

Como todos os espaços de utilização gratuita, a participação e colaboração de todos é o motor que dinamiza e motiva a equipa que gere este espaço a continuar a fazer mais e melhor.

O meus votos de um bom trabalho à equipa!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

As marés e a pesca


Não há pescador de mar que se preze, que não traga sempre debaixo de olho um pequeno livrinho chamado “Tabela das Marés”. Nem que seja só para saber se vai estar a “encher” ou a “vazar” quando chegar ao pesqueiro, ou como vai ser durante a jornada de pesca...
As marés são, como é do conhecimento geral, resultado da influência gravitacional da Lua e do Sol em menor escala, no nosso planeta. Estes astros, proporcionalmente ao seu tamanho e distância a que se encontram de nós, exercem uma força de atracção sobre o lado do nosso planeta que para eles está virado. Também no extremo oposto do planeta se verifica o mesmo fenómeno, ou seja, sempre que por cá temos uma maré alta (preia-mar), no lado oposto do nosso planeta constata-se uma maré alta, também. Nas zonas intermédias verificam-se marés baixas (baixa mar). Devido à fluidez da água, formam-se como que dois “montes de água salgada” em dois pontos opostos da Terra, estando sempre um destes “montes” virado sensivelmente para a Lua. Sensivelmente, porque o Sol embora maior, está muito mais longe, sendo por isso a sua influência, menos de metade que a influencia da Lua. Vale a pena sublinhar que um dos “montes de água” está sempre apontado para a Lua e que a Terra no seu movimento de rotação é que se desloca.
A periocidade deste ciclo é de vinte e quatro horas e cinquenta minutos, o mesmo tempo da duração do dia lunar. Assim, durante este período, existem duas marés cheias e duas marés vazias. Na Lua Nova e Lua Cheia, as forças de atracção do Sol e da Lua somam-se, dando origem às marés mais altas - as Marés Vivas e mais baixas do ciclo - as Marés Mortas.

Influência na pesca
As meias-marés, são aquelas que não sobem muito, mas também não descem muito. Correspondem aos quartos da Lua, sejam crescente ou minguante. Não se formam grandes correntes de água, mais detectáveis para quem pesca nos molhes de entradas das rias ou estuários. Por outro lado, não existe grande movimentação de peixes, que acabam por se manter mais localizados e durante mais tempo. Indicia também menos facilidade de obtenção de alimento uma vez que este não é trazido pelas correntes marítimas e não existe muita erosão nos fundos marinhos que liberte esse alimento. É o período ideal para pescar à bóia e com material mais leve, quer em termos de diâmetros das linhas, quer de peso dos chumbos.
Nas marés vivas existe maior movimentação de tudo o que está na água, quer de peixes, quer de alimento. Neste caso, em situações de marés cheias, detectam-se muitas vezes algumas espécies de peixes que se encontram geralmente em águas mais profundas, e que foram arrastados pelas correntes ou que se deslocam para este novo habitat temporário. A força das correntes revolve com facilidade o leito do mar, pondo a descoberto e até libertando muito alimento que de outra forma estaria inacessível. Os peixes mais pequenos aproveitam este período de abundância e alimentam-se com frenesim. Por sua vez, os predadores aproveitam também a movimentação dos peixes-alimento para fazer o mesmo, o que desencadeia uma intensa actividade a todos os níveis da cadeia alimentar. Para além de soltar alimento, as marés vivas libertam também algas que muitas vezes nos dificultam a pesca tornando-a até impossível em determinados locais. Em termos de materiais pesca permitem-se linhas fortes (normalmente a água está também mais escura) e chumbadas mais pesadas, que não sejam arrastadas pelas correntes.
Em jeito de conclusão, é senso comum dos pescadores de mar que as últimas horas da enchente e as primeiras da vazante, qualquer que seja o tipo de maré, são as que proporcionam as melhores condições. A corrente da enchente está já a decrescer, atinge-se a maré cheia (muita água, muito peixe?) e inicia-se lentamente acorrente de vazante.
(Texto da minha autoria, publicado no Correio da Manhã de 1 de Setembro de 2002)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ANPLED na rede


A Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos, já tem um sítio oficial na internet após a realização da escritura pública em 27 de Fevereiro de 2009.
Embora em construção, tal como toda a estrutura da Associação, é já possível consultar alguns dados, como por exemplo os Estatutos ou o endereço de contacto.
Este será certamente num futuro muito próximo, o ponto de encontro de todos os pescadores de Portugal.

Aproveito para desejar uma óptima Páscoa a todos os visitantes!

domingo, 5 de abril de 2009

O "Zangão", da Damiki


A propósito da época de pesca às trutas, tivemos oportunidade de testar o modelo Hornet (zangão!) da marca Damiki, na modalidade de spinning ligeiro.
Esta pequena amostra, com um tamanho de 8 centímetros, apresenta uma pintura bastante realista e cuidada e uns anzóis triplos bastante afiados.
O sistema interno de transferência de peso, aquando do lançamento, permite atingir grandes distâncias, apresentando uma natação irrepreensível, imitando com perfeição a acção de um pequeno peixe.


A Hornet está disponível em duas versões: flutuante, de três gramas e meia de peso e suspensa, de quatro gramas. A flutuante pode mergulhar até um metro de profundidade e a suspensa até um metro e oitenta centímetros.
Por estas características, estas amostras são indicadas para os locais mais fundos das ribeiras e rios salmonídeos, barragens ou outros locais mais profundos. É aí que as grandes trutas se escondem…
A Damiki é comercializada em Portugal pela Nautifish.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Truta Arco Iris


A truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) é uma espécie originária dos rios da América do Norte que desaguam no Oceano Pacífico. Actualmente encontra-se distribuída por muitos países do mundo onde é largamente utilizada na aquacultura, devido à sua resistência, facilidade de adaptação e alimentação.
Estas trutas apresentam o corpo dourado a prateado com pintas pretas na zona do dorso e barbatanas. A sua principal característica é a faixa ligeiramente rosada que se estende das guelras à barbatana caudal. Podem atingir bons tamanhos, chegando com facilidade aos 70 centímetros de comprimento e cinco ou seis quilos de peso.
Também esta espécie apresenta uma forma anádroma, ou seja que se desenvolve no mar, regressando aos rios para desovar, tal como a truta fário europeia. Estas grandes trutas que regressam aos rios são conhecidas nos Estados Unidos por Steelhead derivado à cor prateada que adquire, perdendo algumas pintas e atenuando a faixa rosada. São particularmente combativas e por isso muito procuradas pelos pescadores desportivos.

Na Europa, estas trutas não possuem condições de reprodução em meio natural, visto que perderam essa capacidade devido às gerações sucessivas de reprodução artificial e forçada. Por outro lado, muitas vezes os repovoamentos dos lagos de montanha e rios salmonídeos são efectuados com trutas estéreis, de forma a controlar a sua população.
Na pesca, esta espécie não é particularmente selectiva, atacando uma larga variedade de iscos. À pluma podemos usar praticamente todo o género de imitações, incluindo as de corres berrantes e completamente fora do comum. A spinning ligeiro, as colheres e as amostras a imitar peixes e outros seres aquáticos são também eficazes devido à sua agressividade. Proporcionam uma luta bastante interessante, executando algumas vezes saltos acrobáticos na tentativa de se libertarem do engano do pescador.

sábado, 28 de março de 2009

Obrigado 30.000 Visitantes!


Este espaço atingiu as 30.000 visitas, em 430 dias de contabilização!
Em média, 70 páginas por dia foram visitadas, sendo 76% acessos efectuados a partir de Portugal e 18% do Brasil, seguindo-se os Estados Unidos, Espanha e Suíça. O blogue já foi visitado a partir de 68 países, que deixaram as suas bandeiras nos arquivos deste espaço.

Tem-se verificado um crescente ritmo de acesso, tendo-se atingido mais de trinta e cinco por cento de acessos este mês, relativamente ao mesmo mês do ano passado.

Lamentavelmente, estes últimos meses não tenho tido disponibilidade para colocar tantas mensagens como gostaria, devido a um compromisso assumido por mim, noutro âmbito pessoal. No entanto, esta fase terminará na próxima semana, pelo que terei novamente oportunidade de postar com mais frequência, assuntos relacionados com a pesca, a natureza e alguma fotografia…

Mais uma vez, a todos os que visitaram e visitam o nosso espaço, o meu MUITO OBRIGADO!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Naturalentejo em Beja

Clique no cartaz para ampliar

Vai decorrer em Beja de 27 a 29 de Março, com organização da Aventura Visual - Produção de Conteúdos e Eventos e da Câmara Municipal de Beja, um certame sobre Caça, Pesca e actividades de Natureza, denominada Naturalentejo.

A iniciativa pretende reunir estas actividades, não só através de uma exposição/feira com empresas e entidades representativas dos sectores, mas também e principalmente através de uma série de actividades integradas no programa deste evento.

De entre as actividades que irão decorrer são de destacar as seguintes:

- Torneio de Santo Humberto;
- Largada de caça;
- Concurso de pesca;
- Prova de tiro aos pratos;
- Corrida de galgos;
- Demonstração de tiro com arco;
- Demonstração de cães de parar;
- Demonstração de aves de rapina;
- Demonstração de tiro com ar comprimido;
- Demonstração de trabalho com podengos;
- Garraiada alentejana;
- Colóquios;
- Concurso de fotografia;
- Concurso de produção artística e literária;
- Original concurso de farnel;
- Etc.

Além das mencionadas exposição e actividades, o certame contará ainda com a animação própria de um espaço destinado a tasquinhas e com espectáculos musicais onde se destacam os bejenses "Rastolhice" e uma noite de fados com António Pinto Basto, Margarida Bessa e Silvino Sardo.
Para mais informações consulte o site da Naturalentejo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Desta vez fomos ao Zêzere...



Embora conscientes que nada estava a nosso favor, decidimos ir pela primeira vez, pescar trutas ao Zêzere, lá para os lados do Sameiro. O dia estava luminoso e quente, confirmando a chegada oficial da Primavera uns dias antes, mas pouco favorável para pescar “pintonas”.
Saímos já tarde e fomos devagar, porque só assim se pode desfrutar de tudo, sem stress e sem a vontade de estar já junto à água para pescar logo às 5 da madrugada...
Para além disso, tínhamos convencido a mãe, ainda em período de convalescença após a cirurgia, a ir connosco, argumentando que era mais uma forma de preparar o seu regresso ao trabalho...
Não fazíamos ideia onde íamos pescar, porque desconhecíamos por completo a zona. Após uma volta de reconhecimento, entramos num dos acessos à água.
Vadeadoras vestidas, cana preparada e ainda eu não tinha fechado o carro já o ZP estava a fazer os primeiros lançamentos no meio do rio.
- Perdi mesmo agora uma pequena que se soltou, diz ele nervoso…
- O quê, já? É mau sinal…
Entramos um troço bastante largo, baixo e composto por calhaus grandes, eu do lado direito e ele do lado esquerdo do rio. Aqui podemos pescar à pluma sem grandes preocupações porque as arvores estão bem afastadas das margens, ao contrário das ribeiras onde pescamos mais vezes, que são completamente fechadas.
Mas nada de novo, ao fim de uns oitocentos metros de pesca. Entretanto, são horas de uma pausa para comer a sandes que vinha na mochila que a mãe carregava… Como sempre, o ZP nem come descansado e desaparece logo para a água.
Mas logo depois surge a dizer que perdera uma truta de bom tamanho. A mãos tremem-lhe e amaldiçoa o 0.14 que não resistiu ao arranque do peixe.
-Pai, era uma truta com uns trinta e cinco centímetros, tinha-a visto a comer á superfície e lancei. Atacou logo…
Brinquei com ele, para descontrair e disse-lhe que havia mais na água…
Eu recomeço numa pequena queda de água, desta vez com uma imitação de larva de tricóptero, bichos particularmente abundantes nestas águas. Ao acompanhar a linha na corrente, sinto um leve puxão e ferrei.
-Tenho umaaaa…. avisando a minha equipa. O peixe luta contra a corrente, volta ao remanso onde estava, volta à corrente e rende-se, após mais algumas voltas. Depois deixa-se apanhar pela minha mão que o aguarda já molhada, para que o contacto não lhe retire o muco protector, permitindo uma libertação com o máximo de probabilidades de sobrevivência…


- Epá, bonito peixe! - diz o ZP. E é de facto. Pena que ninguém os proteja e lhes suje a casa com tudo o que é mau para eles.
Duas fotos, anzol retirado com cuidado e aí vai ela outra vez para a água, até que se deixe enganar outra vez, o que espero piamente mais nunca aconteça… Assim fica no rio mais um exemplar reprodutor para que tente manter a sua espécie, apesar dos maus tratos que o Homem inflige diariamente ao seu habitat.
Minutos mais tarde o ZP captura uma pequenina com uma mosca seca, em imitação de tricóptero na fase alada, sendo este o último peixe que capturamos nesse dia, apesar de termos visitados vários locais durante a jornada.


Fica-nos também neste belo rio, a sensação do desperdício de recursos naturais a que está votado o nosso país. Há manifestamente muita falta de trutas nos nossos rios salmonídeos. Infelizmente e mais uma vez, o Estado a quem pagamos as nossas licenças de pesca, está-se nas tintas para as suas responsabilidades, deixando um património natural valioso e único, desaparecer de ano para ano.

E não há AFN, nem ICNB, nem SEPNA, nem treta de organismo nenhum que ponha termo a este delapidar duma espécie autóctone. Se os senhores do ICNB se preocupassem minimamente com as nossas espécies autóctones, em vez de se preocuparem em erradicar as exóticas interessantes - como o achigã, faria um trabalho valioso e estaríamos no caminho certo.
Curiosamente, nunca vi na minha vida um rio tão próximo da nascente, com tamanha quantidade de plásticos nas suas margens.

IMPRESSIONANTE, é a única palavra que me vem à cabeça… Não há um palmo de margem, que não tenha um pedaço de plástico, nos vários locais onde pescamos nesse dia. Alguns exemplos para ilustrar...


Onde andam os responsáveis por esta TAMANHA PORCARIA? Onde estão as entidades fiscalizadoras do ambiente?
Como é possível chegar-se a este ponto, no rio que alguns quilómetros a jusante abastece Lisboa ou seja, três milhões de pessoas?
Decididamente e feita a avaliação final, nada nos motiva a regressar…