"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Petição Contra Medidas de Erradicação da Carpa e do Achigã


Promovida pela APCF (Associação Portuguesa de Carp Fishing) está a decorrer uma petição on-line, contra as medidas previstas de erradicação de espécies exóticas, concretamente as duas mais importantes do panorama de pesca em águas interiores do nosso país: a carpa e o achigã.

Apela-se a todos os simpatizantes da pesca a estas espécies, lojistas, importadores, e demais entidades ligadas à pesca, que tomem como comum esta frente de oposição a tais medidas.

Esta petição tem como destinatários o ICNB, a ANF, o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e o Sr. Presidente da República.

Para mais informações sobre este assunto e sobre a postura do ICNB sobre as espécies exóticas consulte-se a página do referido Intituto aqui.
Pode também aceder à página que o Instituto criou, com a base técnica de revisão do Decreto-Lei nº565/99, de 21 de Dezembro

domingo, 26 de abril de 2009

O Livro Vermelho dos Vertebrados


O ICNB – Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade edita periodicamente um documento das espécies de vertebrados existentes em Portugal, com estatuto considerado preocupante quanto à sua existência presente e futura: O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.
Os Livros Vermelhos são considerados documentos estruturantes de uma política de conservação da natureza, constituindo uma ferramenta da maior utilidade no contexto da conservação das espécies da flora e da fauna selvagens e respectivos habitats. Por outro lado, devem constituir obras em permanente actualização, reflectindo cada edição o melhor conhecimento científico disponível. A sua elaboração deve ser considerada como uma tarefa de interesse público e mobilizadora de todos os que disponham de informação relevante e actualizada para a avaliação do estatuto das diferentes espécies, nomeadamente entre a Comunidade Científica.
Os Livros Vermelhos existentes em Portugal datam de 1990 (Mamíferos, Aves, Répteis e Anfíbios), 1991 (Peixes Dulciaquícolas e Migradores) e 1993 (Peixes Marinhos e Estuarinos) encontrando-se a sua informação desactualizada. (Fonte ICNB)
No caso das espécies Dulciaquícolas e Migradoras, considera o referido Instituto as abaixo listadas. Falta perceber – uma vez que não é referido - quais as medidas tomadas pelo ICNB para combater o estado critico de algumas espécies. A larga maioria, como se pode constatar, não partilha os seus habitats claramente de águas correntes, com as espécies exóticas principais, que frequentemente são culpabilizadas pela sua regressão populacional.

- Clique no nome para aceder à ficha da espécie Dulciaquícola e/ou Migradora constante no Livro Vermelho -
Sável - Alosa alosa
Savelha - Alosa fallax
Enguia-europeia - Anguilla anguilla
Peixe-rei - Atherina boyeri
Barbo-de-cabeça-pequena - Barbus microcephalus
Barbo do Sul - Barbus sclateri
Barbo de Steindachner - Barbus steindachneri
Boga do Sudoeste - Chondrostoma almacai
Boga-de-boca-arqueada - Chondrostoma lemmingii
Boga-portuguesa - Chondrostoma lusitanicum
Boga do Guadiana - Chondrostoma willkommii
Verdemã do Norte - Cobitis calderoni
Esgana-gata - Gasterosteus gymnurus
Lampreia-de-rio_Lampreia-de-riacho - Lampetra fluvaitilis_Lampetra planeri
Lampreia-marinha - Petromyzon marinus
Solha-das-pedras - Platichthys flesus
Caboz-de-água-doce - Salaria fluviatilis
Salmão do Atlântico - Salmo salar
Truta-marisca - Salmo trutta
Escalo do Arade - Squalius aradensis
Escalo do Sul - Squalius pyrenaicus
Escalo do Mira - Squalius torgalensis

terça-feira, 21 de abril de 2009

Pequenas, mas lutadoras


Aproveitando umas horas de disponibilidade à tarde, rumei a um dos nossos regatos favoritos e secretos que só tínhamos visitado sem muito sucesso nas últimas saídas de trutas.
Como chegamos à conclusão que nos rios de maior dimensão, nos limitamos a passear e avaliar o deplorável estado em que se encontram estes recursos naturais, seria talvez tempo de tentar águas mais pequenas, mais limpas e menos poluídas e supostamente menos pressionadas pela pesca.
Com estas linhas de água são de pequeno caudal, são bastante arborizadas sobretudo por amieiros, cuja copa forma um túnel impedindo ou limitando drasticamente a pesca à pluma o que me levou a recorrer ao spinning ultra ligeiro, uma vez que não embarco em fundamentalismos patéticos. Cana Precision Spin da Vega, com apenas 1,35 e um micro carreto Vega Lupo, carregado com 0.20 de nylon Megaline e está a ferramenta pronta. Depois de uma pequena incursão no local habitual, com apenas duas capturas pequenas mas endiabradas, decidi visitar o diminuto ribeiro mais à frente, onde nunca tínhamos pescado.

O dia chegava depressa ao fim, e a conversa com um senhor que ia a passar de tractor, que tinha perdido as cabras que apascentava, tinha um moinho no ribeiro já ali e fez questão de o ir mostrar, atrasou-me um bocado o inicio do novo raid. Certamente não teria muitas oportunidades de mostrar a sua obra-prima e eu, honesto apreciador da habilidade de pessoas que do nada ou quase, consegue fazer muito, não me fiz rogado e saquei de imediato da máquina dos retratos.


De facto é impressionante o engenho das pessoas, que reutilizam uma tampa de esmalte dum fogão velho e fazem um registo para regular a água para o moinho, de pneus velhos sobrepostos e espaçados fazem degraus para a serra, dum pedaço de arame retorcido fazem um actuador para fechar a água, e cumulo dos cúmulos inventam um sistema tosco mas funcional que pára individualmente as mós, quando se acaba o grão para moer no alimentador!
Mas a água chamava-me… prometi que se visse as cabras as traria de volta e lá me fui pisgando enquanto me despedia, "até um dia destes…"


Mais uma pequena truta capturada e lutadora, uma perseguição furiosa quase até fora de água, mas todas pequenas também. Foi retirada do anzol sem danos de maior, cuja barbela é sempre esmagada e libertadas para crescerem mais e se lembrarem que nunca se devem atirar furiosamente a tudo o que brilha na água.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sem eira nem beira

Os Xutos, a minha banda portuguesa preferida – desde o tempo de “Sémen” - lançou há dias um novo album.
Actual, pertinente, incómodo, mas sem dúvida necessário. Há muito que não se fazia música de intervenção.
Desde os tempos do facismo.
Será essa a explicação?


LETRA

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O renovado Planeta Pesca


O mais antigo e participado portal dedicado à pesca em todas as vertentes do nosso país, está renovado e com um novo visual, mais agradável e dinâmico. Depois de algum tempo em trabalho de bastidores, o Planeta Pesca surge novamente on-line, desta vez com um staff mais alargado.

Há inúmeras novidades, como a secção Comunidade, um novo Fórum de Pesca, Fotos e novos Classificados. A Administração promete ainda muitas outras inovações que irão ser integradas, com vantagens para os utilizadores.

As notícias sobre o tema da pesca e suas envolventes terão uma maior actualização, vão ser mais dinâmicas e mais frequentes.

Como todos os espaços de utilização gratuita, a participação e colaboração de todos é o motor que dinamiza e motiva a equipa que gere este espaço a continuar a fazer mais e melhor.

O meus votos de um bom trabalho à equipa!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

As marés e a pesca


Não há pescador de mar que se preze, que não traga sempre debaixo de olho um pequeno livrinho chamado “Tabela das Marés”. Nem que seja só para saber se vai estar a “encher” ou a “vazar” quando chegar ao pesqueiro, ou como vai ser durante a jornada de pesca...
As marés são, como é do conhecimento geral, resultado da influência gravitacional da Lua e do Sol em menor escala, no nosso planeta. Estes astros, proporcionalmente ao seu tamanho e distância a que se encontram de nós, exercem uma força de atracção sobre o lado do nosso planeta que para eles está virado. Também no extremo oposto do planeta se verifica o mesmo fenómeno, ou seja, sempre que por cá temos uma maré alta (preia-mar), no lado oposto do nosso planeta constata-se uma maré alta, também. Nas zonas intermédias verificam-se marés baixas (baixa mar). Devido à fluidez da água, formam-se como que dois “montes de água salgada” em dois pontos opostos da Terra, estando sempre um destes “montes” virado sensivelmente para a Lua. Sensivelmente, porque o Sol embora maior, está muito mais longe, sendo por isso a sua influência, menos de metade que a influencia da Lua. Vale a pena sublinhar que um dos “montes de água” está sempre apontado para a Lua e que a Terra no seu movimento de rotação é que se desloca.
A periocidade deste ciclo é de vinte e quatro horas e cinquenta minutos, o mesmo tempo da duração do dia lunar. Assim, durante este período, existem duas marés cheias e duas marés vazias. Na Lua Nova e Lua Cheia, as forças de atracção do Sol e da Lua somam-se, dando origem às marés mais altas - as Marés Vivas e mais baixas do ciclo - as Marés Mortas.

Influência na pesca
As meias-marés, são aquelas que não sobem muito, mas também não descem muito. Correspondem aos quartos da Lua, sejam crescente ou minguante. Não se formam grandes correntes de água, mais detectáveis para quem pesca nos molhes de entradas das rias ou estuários. Por outro lado, não existe grande movimentação de peixes, que acabam por se manter mais localizados e durante mais tempo. Indicia também menos facilidade de obtenção de alimento uma vez que este não é trazido pelas correntes marítimas e não existe muita erosão nos fundos marinhos que liberte esse alimento. É o período ideal para pescar à bóia e com material mais leve, quer em termos de diâmetros das linhas, quer de peso dos chumbos.
Nas marés vivas existe maior movimentação de tudo o que está na água, quer de peixes, quer de alimento. Neste caso, em situações de marés cheias, detectam-se muitas vezes algumas espécies de peixes que se encontram geralmente em águas mais profundas, e que foram arrastados pelas correntes ou que se deslocam para este novo habitat temporário. A força das correntes revolve com facilidade o leito do mar, pondo a descoberto e até libertando muito alimento que de outra forma estaria inacessível. Os peixes mais pequenos aproveitam este período de abundância e alimentam-se com frenesim. Por sua vez, os predadores aproveitam também a movimentação dos peixes-alimento para fazer o mesmo, o que desencadeia uma intensa actividade a todos os níveis da cadeia alimentar. Para além de soltar alimento, as marés vivas libertam também algas que muitas vezes nos dificultam a pesca tornando-a até impossível em determinados locais. Em termos de materiais pesca permitem-se linhas fortes (normalmente a água está também mais escura) e chumbadas mais pesadas, que não sejam arrastadas pelas correntes.
Em jeito de conclusão, é senso comum dos pescadores de mar que as últimas horas da enchente e as primeiras da vazante, qualquer que seja o tipo de maré, são as que proporcionam as melhores condições. A corrente da enchente está já a decrescer, atinge-se a maré cheia (muita água, muito peixe?) e inicia-se lentamente acorrente de vazante.
(Texto da minha autoria, publicado no Correio da Manhã de 1 de Setembro de 2002)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

ANPLED na rede


A Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos, já tem um sítio oficial na internet após a realização da escritura pública em 27 de Fevereiro de 2009.
Embora em construção, tal como toda a estrutura da Associação, é já possível consultar alguns dados, como por exemplo os Estatutos ou o endereço de contacto.
Este será certamente num futuro muito próximo, o ponto de encontro de todos os pescadores de Portugal.

Aproveito para desejar uma óptima Páscoa a todos os visitantes!

domingo, 5 de abril de 2009

O "Zangão", da Damiki


A propósito da época de pesca às trutas, tivemos oportunidade de testar o modelo Hornet (zangão!) da marca Damiki, na modalidade de spinning ligeiro.
Esta pequena amostra, com um tamanho de 8 centímetros, apresenta uma pintura bastante realista e cuidada e uns anzóis triplos bastante afiados.
O sistema interno de transferência de peso, aquando do lançamento, permite atingir grandes distâncias, apresentando uma natação irrepreensível, imitando com perfeição a acção de um pequeno peixe.


A Hornet está disponível em duas versões: flutuante, de três gramas e meia de peso e suspensa, de quatro gramas. A flutuante pode mergulhar até um metro de profundidade e a suspensa até um metro e oitenta centímetros.
Por estas características, estas amostras são indicadas para os locais mais fundos das ribeiras e rios salmonídeos, barragens ou outros locais mais profundos. É aí que as grandes trutas se escondem…
A Damiki é comercializada em Portugal pela Nautifish.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Truta Arco Iris


A truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) é uma espécie originária dos rios da América do Norte que desaguam no Oceano Pacífico. Actualmente encontra-se distribuída por muitos países do mundo onde é largamente utilizada na aquacultura, devido à sua resistência, facilidade de adaptação e alimentação.
Estas trutas apresentam o corpo dourado a prateado com pintas pretas na zona do dorso e barbatanas. A sua principal característica é a faixa ligeiramente rosada que se estende das guelras à barbatana caudal. Podem atingir bons tamanhos, chegando com facilidade aos 70 centímetros de comprimento e cinco ou seis quilos de peso.
Também esta espécie apresenta uma forma anádroma, ou seja que se desenvolve no mar, regressando aos rios para desovar, tal como a truta fário europeia. Estas grandes trutas que regressam aos rios são conhecidas nos Estados Unidos por Steelhead derivado à cor prateada que adquire, perdendo algumas pintas e atenuando a faixa rosada. São particularmente combativas e por isso muito procuradas pelos pescadores desportivos.

Na Europa, estas trutas não possuem condições de reprodução em meio natural, visto que perderam essa capacidade devido às gerações sucessivas de reprodução artificial e forçada. Por outro lado, muitas vezes os repovoamentos dos lagos de montanha e rios salmonídeos são efectuados com trutas estéreis, de forma a controlar a sua população.
Na pesca, esta espécie não é particularmente selectiva, atacando uma larga variedade de iscos. À pluma podemos usar praticamente todo o género de imitações, incluindo as de corres berrantes e completamente fora do comum. A spinning ligeiro, as colheres e as amostras a imitar peixes e outros seres aquáticos são também eficazes devido à sua agressividade. Proporcionam uma luta bastante interessante, executando algumas vezes saltos acrobáticos na tentativa de se libertarem do engano do pescador.

sábado, 28 de março de 2009

Obrigado 30.000 Visitantes!


Este espaço atingiu as 30.000 visitas, em 430 dias de contabilização!
Em média, 70 páginas por dia foram visitadas, sendo 76% acessos efectuados a partir de Portugal e 18% do Brasil, seguindo-se os Estados Unidos, Espanha e Suíça. O blogue já foi visitado a partir de 68 países, que deixaram as suas bandeiras nos arquivos deste espaço.

Tem-se verificado um crescente ritmo de acesso, tendo-se atingido mais de trinta e cinco por cento de acessos este mês, relativamente ao mesmo mês do ano passado.

Lamentavelmente, estes últimos meses não tenho tido disponibilidade para colocar tantas mensagens como gostaria, devido a um compromisso assumido por mim, noutro âmbito pessoal. No entanto, esta fase terminará na próxima semana, pelo que terei novamente oportunidade de postar com mais frequência, assuntos relacionados com a pesca, a natureza e alguma fotografia…

Mais uma vez, a todos os que visitaram e visitam o nosso espaço, o meu MUITO OBRIGADO!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Naturalentejo em Beja

Clique no cartaz para ampliar

Vai decorrer em Beja de 27 a 29 de Março, com organização da Aventura Visual - Produção de Conteúdos e Eventos e da Câmara Municipal de Beja, um certame sobre Caça, Pesca e actividades de Natureza, denominada Naturalentejo.

A iniciativa pretende reunir estas actividades, não só através de uma exposição/feira com empresas e entidades representativas dos sectores, mas também e principalmente através de uma série de actividades integradas no programa deste evento.

De entre as actividades que irão decorrer são de destacar as seguintes:

- Torneio de Santo Humberto;
- Largada de caça;
- Concurso de pesca;
- Prova de tiro aos pratos;
- Corrida de galgos;
- Demonstração de tiro com arco;
- Demonstração de cães de parar;
- Demonstração de aves de rapina;
- Demonstração de tiro com ar comprimido;
- Demonstração de trabalho com podengos;
- Garraiada alentejana;
- Colóquios;
- Concurso de fotografia;
- Concurso de produção artística e literária;
- Original concurso de farnel;
- Etc.

Além das mencionadas exposição e actividades, o certame contará ainda com a animação própria de um espaço destinado a tasquinhas e com espectáculos musicais onde se destacam os bejenses "Rastolhice" e uma noite de fados com António Pinto Basto, Margarida Bessa e Silvino Sardo.
Para mais informações consulte o site da Naturalentejo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Desta vez fomos ao Zêzere...



Embora conscientes que nada estava a nosso favor, decidimos ir pela primeira vez, pescar trutas ao Zêzere, lá para os lados do Sameiro. O dia estava luminoso e quente, confirmando a chegada oficial da Primavera uns dias antes, mas pouco favorável para pescar “pintonas”.
Saímos já tarde e fomos devagar, porque só assim se pode desfrutar de tudo, sem stress e sem a vontade de estar já junto à água para pescar logo às 5 da madrugada...
Para além disso, tínhamos convencido a mãe, ainda em período de convalescença após a cirurgia, a ir connosco, argumentando que era mais uma forma de preparar o seu regresso ao trabalho...
Não fazíamos ideia onde íamos pescar, porque desconhecíamos por completo a zona. Após uma volta de reconhecimento, entramos num dos acessos à água.
Vadeadoras vestidas, cana preparada e ainda eu não tinha fechado o carro já o ZP estava a fazer os primeiros lançamentos no meio do rio.
- Perdi mesmo agora uma pequena que se soltou, diz ele nervoso…
- O quê, já? É mau sinal…
Entramos um troço bastante largo, baixo e composto por calhaus grandes, eu do lado direito e ele do lado esquerdo do rio. Aqui podemos pescar à pluma sem grandes preocupações porque as arvores estão bem afastadas das margens, ao contrário das ribeiras onde pescamos mais vezes, que são completamente fechadas.
Mas nada de novo, ao fim de uns oitocentos metros de pesca. Entretanto, são horas de uma pausa para comer a sandes que vinha na mochila que a mãe carregava… Como sempre, o ZP nem come descansado e desaparece logo para a água.
Mas logo depois surge a dizer que perdera uma truta de bom tamanho. A mãos tremem-lhe e amaldiçoa o 0.14 que não resistiu ao arranque do peixe.
-Pai, era uma truta com uns trinta e cinco centímetros, tinha-a visto a comer á superfície e lancei. Atacou logo…
Brinquei com ele, para descontrair e disse-lhe que havia mais na água…
Eu recomeço numa pequena queda de água, desta vez com uma imitação de larva de tricóptero, bichos particularmente abundantes nestas águas. Ao acompanhar a linha na corrente, sinto um leve puxão e ferrei.
-Tenho umaaaa…. avisando a minha equipa. O peixe luta contra a corrente, volta ao remanso onde estava, volta à corrente e rende-se, após mais algumas voltas. Depois deixa-se apanhar pela minha mão que o aguarda já molhada, para que o contacto não lhe retire o muco protector, permitindo uma libertação com o máximo de probabilidades de sobrevivência…


- Epá, bonito peixe! - diz o ZP. E é de facto. Pena que ninguém os proteja e lhes suje a casa com tudo o que é mau para eles.
Duas fotos, anzol retirado com cuidado e aí vai ela outra vez para a água, até que se deixe enganar outra vez, o que espero piamente mais nunca aconteça… Assim fica no rio mais um exemplar reprodutor para que tente manter a sua espécie, apesar dos maus tratos que o Homem inflige diariamente ao seu habitat.
Minutos mais tarde o ZP captura uma pequenina com uma mosca seca, em imitação de tricóptero na fase alada, sendo este o último peixe que capturamos nesse dia, apesar de termos visitados vários locais durante a jornada.


Fica-nos também neste belo rio, a sensação do desperdício de recursos naturais a que está votado o nosso país. Há manifestamente muita falta de trutas nos nossos rios salmonídeos. Infelizmente e mais uma vez, o Estado a quem pagamos as nossas licenças de pesca, está-se nas tintas para as suas responsabilidades, deixando um património natural valioso e único, desaparecer de ano para ano.

E não há AFN, nem ICNB, nem SEPNA, nem treta de organismo nenhum que ponha termo a este delapidar duma espécie autóctone. Se os senhores do ICNB se preocupassem minimamente com as nossas espécies autóctones, em vez de se preocuparem em erradicar as exóticas interessantes - como o achigã, faria um trabalho valioso e estaríamos no caminho certo.
Curiosamente, nunca vi na minha vida um rio tão próximo da nascente, com tamanha quantidade de plásticos nas suas margens.

IMPRESSIONANTE, é a única palavra que me vem à cabeça… Não há um palmo de margem, que não tenha um pedaço de plástico, nos vários locais onde pescamos nesse dia. Alguns exemplos para ilustrar...


Onde andam os responsáveis por esta TAMANHA PORCARIA? Onde estão as entidades fiscalizadoras do ambiente?
Como é possível chegar-se a este ponto, no rio que alguns quilómetros a jusante abastece Lisboa ou seja, três milhões de pessoas?
Decididamente e feita a avaliação final, nada nos motiva a regressar…

segunda-feira, 16 de março de 2009

A união da "cauda de rato" ao terminal


Quando comecei a pescar à pluma há cerca de 10 anos atrás, tive uma enorme dificuldade em perceber de que forma se poderia unir a linha principal ou cauda de rato, ao terminal de nylon onde se empata o isco artificial.
A internet não era ainda tão acessível como hoje e além disso, não existia tanta informação na própria internet, precisamente por não ser tão acessível. Felizmente as coisas mudaram…
Este método, de todos os que conheço, parece-me ser o que tem a mais discreta apresentação no contacto com a água. Utiliza uns ligadores apropriados, que podem ser adquiridos nas lojas de venda artigos de pesca à pluma. O senão é a dificuldade em encontrar destas lojas no nosso país, sendo provável que tenhamos que recorrer às lojas on-line, porque ainda assim, estes adereços não estão muitas vezes disponíveis nas lojas nacionais.
Vamos precisar de um pedaço de lixa de grão 300 mais ou menos, tesoura e cola de cianocrilato, vulgo super cola, o ligador e uns quarenta centímetros de nylon grosso.
Em primeiro lugar, passo um pouco a lixa na linha para criar alguma rugosidade e facilitar a colagem. Este aspecto é de particular importância visto que, como se percebe, estas linhas são lisas para que os lançamentos sejam longos.


Depois insiro o ligador na linha, coloco um pouco de super cola e deixo secar, limpando o excesso com um pedaço de papel absorvente.


De seguida, faço uma laçada com nylon grosso e passo pela argola do ligador. A ideia é que sirva de guia para a inserção da manga de finalização do ligador.


Coloco o pedaço de manga, puxando pelo nylon guia e levando-o até ao final de forma a rematar o final do ligador, uma vez que este tem bastante tendência para se desfiar.



Dependendo da marca do ligador, esta manga por vezes é termorectrátil o que quer dizer que não é necessário o nylon para a colocar, porque tem um diâmetro bastante maior, sendo depois aquecida no local exacto com um isqueiro. Neste caso é de silicone, daí a necessidade do nylon porque é de diâmetro menor e por isso difícil de correr no terminal. Aplico mais um pouco de cola nesta zona e limpo o excesso.
A super cola deve ser utilizada com moderação, como por exemplo aplicada em “círculos” à volta da linha. Se for usada em grandes quantidades ao longo de todo o ligador, o extremo da linha perde flexibilidade, porque adquire a forma curvilínea quando está enrolado no carreto.

Bom trabalho!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Convívio embarcado do Clube R. Calhabé

Clique no folheto para ampliar

A Secção de Pesca Embarcada ao Achigã do Clube Recreativo Calhabé, em colaboração com a Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra e a Junta de Freguesia da Portela do Fojo, vai levar a efeito no próximo dia 14 de Março, em Vilar da Amoreira, um CONVIVIO DE PESCA EMBARCADA AO ACHIGÃ para divulgação da NOVA RAMPA DE ACESSO À AGUA.

PROGRAMA
07:00 Horas - Concentração em Vilar da Amoreira
08:30 Horas - Pequeno-almoço no local da concentração
09:00 Horas - Pequena palestra
10:00 Horas - Inicio do convívio
18:00 Horas - Final do convívio
20:00 Horas - Beberete ajantarado e entrega de prémios

INSCRIÇÕES: 20 achigãs por pescador

INCLUI: Pequeno-almoço no local da concentração, lanche embarcado, beberete ajantarado de encerramento. Haverá lembranças a todos os participantes!

Quem pretender ficar para domingo e gozar a noite na Pampilhosa da Serra em ameno convívio com amigos pode fazê-lo reservando quarto.

PREÇO DOS QUARTOS Duplo – 30 € Triplo – 45 €

Serão admitidos acompanhantes e se o seu número justificar, promoveremos um passeio regional a levar a efeito durante o período de pesca. Venham conviver com o C R Calhabé!

Informações e inscrições:
ALFREDO CORREIA - Telem. 962143679
ZÉ CARVALHO - Telem. 919039008 ou Telf. 239105717

quinta-feira, 5 de março de 2009

Abertura às trutas

Uma truta fário
No domingo passado, depois de mais um grande período de expectativa, aconteceu o primeiro dia de pesca à truta desta temporada. Desta vez, escolhemos um dos melhores rios truteiros nacionais, relativamente perto de nós, o Côa.
O nosso amigo ML tinha preparado um roteiro completíssimo, com acessos e zonas de pesca.
À chegada, os carros eram já mais que muitos junto ao rio, denunciando mais pescadores do que peixe.
- Bom como vamos “plumar”, damos tempo a quem já vai à nossa frente que se afaste mais e deixe os locais um pouco mais sossegados até à nossa chegada. Pode ser que alguma se engane…. acrescentei.
O rio estava com um óptimo caudal, mas a água estava extremamente límpida, denunciando que as trutas estavam bem escondidas nas raízes dos amieiros que ladeavam as magens.
Troço terminado a meio da manhã e sem quaisquer resultados. Os pescadores que entretanto passaram por nós estavam com a mesma frustração.
- E se tentássemos outro troço, desta vez a spinning, porque se consegue lançar mais próximo das margens opostas e apesar de tudo, uma colher é mais visível que uma pluma. Pode ser que alguma mais escondida, saia da toca para atacar o engano…
- Bora a isso… ouvi já de dentro do carro…
Troço terminado e nada…outra vez! Nem vestígios delas. Mas as margens estavam bem pisadas, evidenciando que a abertura dessa época já tinha começado algum tempo antes.
- Bolas, parece temos que ir ao viveiro de Quadrazais, que por acaso, até fica em caminho…
- Acho bem, senão nem lhe vimos a cor, responde o ZP.

Aí vamos nós.
Agora sim, aqui há trutas! No acesso ao nosso local, vemos imediatamente algumas junto à margem, que têm seguramente mais de meio quilo. São bem maiores do que da última vez que cá vim. E aparecem também algumas fário, o que não acontecia também na minha última visita, já lá vão uns bons anos...
O ZP para variar, apanha uma das grandes que pesou na balança da piscicultura, 885 gramas.

Uma truta arco-iris, a maior da jornada
Enquanto lutava com ela, surgiu outra maior ainda, que tentava roubar a pluma da primeira, enquanto arrastava um pedaço de nylon com mais de meio metro, enfeitado com vários chumbos de trincar… Devia ser a Moby Dick lá do sítio… com cerca de um quilo e meio...
Valeu-nos este pedaço do dia.
Lamentavelmente, constatamos mais do mesmo. Pagamos uma licença para obter um benefício que depois não nos é facultado.
O Estado arrecada o dinheiro das nossas licenças e não faz nada para nos retribuir. Não há qualquer retorno para o pescador, do dinheiro dispendido nas licenças de pesca.
O Estado não fiscaliza, não repovoa, não faz o que é suposto fazer e que esperamos de uma entidade de bem.
- A não ser abortar leis de pesca, completamente estapafúrdias e que não servem os peixes e muito menos os pescadores…

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Manifestação da Pesca Lúdica em Odemira


MANIFESTAÇÃO EM ODEMIRA

Dia 14 de Março, contra actual lei da pesca lúdica e regras hipócritas impostas pelo Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Concentração junto ao cais em Odemira às 16 horas.

Todo o país mobilizado em defesa da pesca lúdica!

Informações: 964227766 - Divulga por favor!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ACL disponibiliza catalógos on-line


A Amadeu Carneiro Lda, distribuidora exclusiva para Portugal do grupo Pure Fishing que inclui prestigiadas marcas como a Berkley, Abu Garcia, Fenwick, Mitchell, Penn, Stren e Spiderwire, acaba de disponibilizar no seu site em formato PDF, os catálogos de 2009 de todas as marcas.
Recorde-se que além da Pure Fishing, a ACL representa também outras marcas tais como as famosas amostras Yo-Zuri/Duel, a Fly, os anzóis Hayabusa ou os engodos e iscos La Sirene.
Relativamente à Pure Fishing e para uma informação mais rápida, estão disponíveis também dois catálogos específicos Novidades Rio e Novidades Mar com os todos os equipamentos para pesca nestas duas vertentes.
Destaque para as canas da série Fantasista Suisho da Abu Garcia, vencedoras do prémio “Melhor Produto 2008” atribuído na maior Feira Europeia de material de pesca, a EFTTEX. Trata-se de uma nova série de canas de spinning, fabricadas em IM9ExHD, passadores SIC SG, concebidas para a utilização também de linhas multifilares e que vão desde 1,90 mts a 2,80mts de tamanho.
Berkley Gulp! Alive! Crazy Legs Jerk Shad

Nestes catálogos podem também ser encontrados outros produtos premiados, como no certame Internacional ICAST 2008, que galardoou os iscos artificiais Berkley Gulp! Alive! Crazy Legs Jerk Shad e a linha multifilar Berkley FireLine Tracer Braid.

Berkley FireLine Tracer Braid.

Skeet Reese vence Clássico 2009


Depois de começar o terceiro e último dia de competição em segundo lugar, com cerca de oito onças a menos que o líder, Skeet Reese vence o Bassmasters Classic 2009.
Aqui ficam alguns momentos do vencedor em acção.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Bassmaster Classic 2009


Este fim de semana acontece no Red River - Louisiana (USA), a maior competição do mundo, de pesca embarcada ao achigã.
Os 51 pescadores envolvidos vão lutar por conseguir ganhar esta prova e arrecadar de imediato os 500.000 USD de prémio, bem como obter o impagável estatuto de ganhar esta difícil competição.
Graças à Internet podemos assistir ao vivo no site da ESPN.
A pesagem ocorre a partir das 22H00, hora portuguesa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Achigã Moçambicano


Como curiosidade, aqui fica a imagem dum achigã com 6,040Kg e 75 cm, pescado em Moçambique, no dia 25 de Janeiro deste ano, pelo sr. Francisco Eusébio. Relembro que o record desta espécie em Portugal é de 4,700Kg.
Esta foto foi-me enviada por um amigo comum que participou na pescaria e que trouxe também inúmeras histórias dos dias que passou naquele país africano, com fortes ligações a Portugal e particularmente a mim próprio.
Por isso, fiquei muito feliz por receber estas imagens e ouvir as histórias que as envolveram.
Material
Cana: Kistler Helium LTA 6,6 MH Spinning
Carreto: Shimano Navi
Linha: Berkley Whiplash 50 lb (0,17mm)
Amostra: Senko GYCB 5" - 912 (Watermelon/Greenpumpkin)
Anzol: Gamakatsu EWG 3/0
Peso: 1/8 oz Florida Rig (black)