"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ao fim do dia

Embora o S. Pedro nos possa ainda prendar com uns dias de pesca aceitáveis, aproveito para deixar aqui uma colectânea de fotografias de finais de tarde, obtidas no seguimento das nossas jornadas de pesca deste ano.

São poucas, mas feitas com gosto e boa vontade.

São puras, porque não sofreram qualquer tratamento digital, tendo por isso o mérito da oportunidade das cores, dos locais, da visão do fotógrafo e até das imperfeições, naturais em tudo o que existe e é natural.

Pena que os cheiros, para mim associados a cada uma, não se possam deixar aqui.
Haverá quem, ao vê-las, lhes consiga subtrair esse cheiro, porque lhe é familiar.
Esses são os privilegiados que entendem a Natureza e por isso a amam, dependendo dessa dependência para viver tranquilamente.

Haverá outros para quem estas palavras são têm sentido. Esses, provavelmente, terão algum outro tipo de anti-depressivo...













Máquina Fotográfica - Pentax K100 Super

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A delicadeza contra a força

Por vezes, o gozo da pesca obtém-se pescando de forma muito diferente da habitual. Por vezes, mais vale apanhar um peixe, do que muitos...

O dia de Março estava soalheiro, quente até para época e convidativo para um passeio no rio. Preparei o material de pesca ao achigã, embora o meu objectivo nesse dia fosse realmente outro. Se as condições o permitissem iria tentar capturar um barbo ou uma carpa, com o equipamento de pesca à pluma.
Quando o tempo está calmo, com pouco vento e os dias começam a aquecer é frequente ver nos nossos rios, carpas e barbos de respeito, passeando calmamente junto à superfície em busca de algum insecto caído na água.
Assim, é teoricamente possível pescar estes peixes quase da mesma forma que se pescam as trutas, ou seja com imitações de insectos confeccionados por nós, quer flutuem à superfície ou afundem lentamente.
Comecei por procurar nos pequenos recantos abrigados da ligeira brisa desse dia, sinais das movimentações dos ciprinídeos. Com efeito, num deles havia várias carpas mais pequenas em cardume e uma ou outra solitária de tamanho apreciável, patrulhando a superfície.

Embora tivesse no barco uma cana de pluma de linha #8 que uso para os achigãs e é mais poderosa, optei pela das trutas, de linha #5 e por isso mais ligeira, pela maior discrição na apresentação do isco ao peixe. Assim era possível a queda da pluma na água, sem assustar as carpas que vagueavam a dez centímetros da superfície
Empatei no terminal de 0.14mm, uma ninfa de cabeça dourada em anzol nº 16. Trata-se da imitação de um insecto que passa uma parte da sua vida na água e que depois sobe à superfície para passar à fase alada.
A carpa à qual dirigi o primeiro lançamento passou ao lado do isco sem sequer lhe dispensar atenção. Algumas das seguintes, não reagiam ou mudavam de direcção. Outras ainda, dirigiam-se ao isco mas no último instante recusavam-no, desviando-se.
Estas que se dirigiam ao isco e se desviavam no último instante, tinham a particularidade de me acelerar descontroladamente o ritmo do coração, tornando esta pesca pouco recomendável a cardíacos. E se elas eram grandes...
Apesar de tentar manter alguma esperança, uma vez que algumas se interessavam pelo isco, confesso que estava já com alguma falta de fé...
Nisto, detecto mais uma potencial captura que vinha na minha direcção, nadando paralelamente à margem. Faço o lançamento e puxo ligeiramente o fio para que a imitação se posicione quase à sua frente, caindo lentamente para não a assustar. O peixe direcciona-se para o isco e suga-o de imediato. Ferro instantaneamente. O peixe dispara numa corrida quase à tona e uma dezena de metros depois, efectua um enorme salto fora de água como se fosse um achigã!!!
Eiaaaa…incrível, uma carpa a saltar durante o combate... E é enorme!... digo atabalhoadamente enquanto tento dominar minimamente a situação.
Nisto, o peixe inicia uma corrida fortíssima em direcção ao meio do rio, afundando sempre e levando quase toda a “cauda de rato” que tenho no rudimentar carreto. Volta e mais volta, dá linha, recupera linha...
Quarenta minutos depois de ferrada, o Zé Pedro consegue finalmente içá-la no camaroeiro para dentro do barco. É bem grande, e uma pequena proeza para mim que sempre quis pescar desta forma muito especial, mas que dá um enorme prazer pelo que exige de nós. E uma carpa deste tamanho é um digno adversário para um equipamento tão frágil.

O nylon onde atei a pluma tinha segundo o fabricante uma resistência de 2.300Kg, sem nós, o que não era obviamente o caso. A carpa pesou na minha balança digital 3.400 kg, sendo após a sessão de fotografias, devolvida de imediato à água pelo Zé Pedro.

O que é que mais eu podia oferecer a este peixe, que me proporcionou quarenta minutos de adrenalina, senão a vida?

Texto da minha autoria, publicado no jornal "Correio da Manhã" de 26 de Maio de 2002
P.S. - Lamento a qualidade das fotos mas são "AD" -Antes do Digital!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

II Festival Gastronómico do Achigã

Clique na imagem para ampliar

À semelhança do ocorrido no ano transacto, Vila de Rei volta a organizar o Festival Gastronómico do Achigã, que segundo consta, terá sido um enorme sucesso.
Com efeito e a par de outro tipo de organizações, como por exemplo de cariz desportivo, em que se pretende chamar a atenção das entidades responsáveis para a preservação do achigã, este evento será certamente mais um óptimo contributo para esse objectivo.
Poderão assim os órgãos tutelares deste recurso, incrementem a ténue fiscalização na pesca desportiva, com o objectivo de evitar que nunca falte o ingrediente principal a este já famoso Festival Gastronómico.
Oxalá por isso que o Chefe Silva que até “provou achigã noutro local, mas que não tinha o tempêro daqui”, nunca saia de Vila de Rei, sem ir saciado com esta exótica iguaria. Sim, porque o achigã é uma espécie exótica…
Espero também que a famosíssima Filipa Vacondeus tenha já idealizado uns pastéis que lhe permitam aproveitar as espinhas e peles que sobraram dos diversos pratos de achigã, e no fundo concretizar mais uma iguaria, na linha daquilo a tornou eminente.
Faço votos ainda que a ASAE, tão zelosa da qualidade alimentar dos produtos que nos servem nos restaurantes, se certifique da origem, das condições de transporte, da embalagem e da higiene em geral dos achigãs a confeccionar, bem como das facturas emitidas pelos pescadores, supostamente profissionais que fornecem os restaurantes, que amavelmente aderiram a este festival.

Bom apetite!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Kit Pluma: Hiro e Daiwa, linha #5/6

Graças ao actual desenvolvimento da pesca à pluma no nosso país, a Fário Desporto decidiu criar um conjunto cana/carreto para quem pretende iniciar-se nesta modalidade.
Este kit é constituído por uma cana Hiro Clasic Fly de 8 pés para linha #5/6 e um carreto Daiwa Lochmore-S 300, para linha #5/6 também.

A cana, construída em carbono possuiu uma excelente acção de ponta, sendo indicada para trutas, mas também muito adequada para a pesca de ciprinídeos de tamanho médio.
Uma capa em pano macio acomoda a cana, que por sua vez é inserida num tubo rígido de transporte, que lhe proporciona uma protecção completa e evita danos no equipamento.

O carreto é construído em metal de liga leve e possui um excelente acabamento em pintura cinza metalizada e prima pela simplicidade, robustez e fiabilidade.

O preço de venda deste conjunto é de 50€ e está disponível na loja Fário Desporto, na cidade da Covilhã.
Mais informações pelo telefone 275 341 455.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Alburno


O alburno (Alburnus alburnus), ou ablete como o designam os franceses, é mais uma das espécies introduzidas recentemente em Portugal. A albufeira do Caia, próximo de Campo Maior, foi a primeira massa de água portuguesa onde se verificou a sua presença, há cerca de sete anos, indiciando a sua chegada de águas espanholas e trazido, segundo se crê, por pescadores desportivos. De facto esta espécie já existe na bacia do Ebro há quase duas dezenas de anos, aparentemente trazia de Itália, mas já disseminada um pouco por toda a Europa.
Trata-se de um pequeno ciprinídeo, bastante parecido com o escalo. É no entanto mais espalmado e de cor prateada, com o dorso esverdeado escuro, por oposição ao dourado do escalo. É bastante activo e encontra-se sempre em busca de comida, normalmente em pequenos cardumes desorganizados e junto à superfície da água. Alimenta-se de plâncton e pequenos insectos, crustáceos, larvas e tudo o que possa servir de alimento para refrear a sua voracidade. Os ovos são postos na areia, cascalho ou rocha, a baixa profundidade. Cresce até cerca dos vinte centímetros e por isso não tem particular interesse desportivo. No entanto e uma vez que procura insectos próximo da superfície, pode ser pescado à pluma, com imitações de insectos em anzóis 16 a 20.
Em alguns locais onde foi introduzido é já considerado uma praga e compete directamente com as espécies instaladas, saindo normalmente vencedor devido ao seu insaciável apetite.
É um adversário sem escrúpulos, para os pequenos ciprinídeos autóctones, como as bogas, escalos e ruivacos e barbos, recomendando-se por isso que não se proceda à sua introdução noutras massas de água, uma vez que irá contribuir de forma activa para a diminuição drástica das referidas espécies.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sopa de Plástico


Cientistas alertam para a enorme quantidade de lixo plástico despejado nos oceanos de todo o mundo. Referem as duas enormes ilhas de plástico flutuante do Oceano Pacifico, que são já consideradas as maiores concentrações de lixo do mundo, com cerca de mais de 1000 km de extensão. Esta dupla concentração de lixo extende-se a partir da costa da Califórnia, atravessa o Havai e chega a meio caminho do Japão, atingindo uma profundidade de cerca de 10 metros e 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes de pesca, garrafas, tampas, bolas, bonecos, sapatos, isqueiros, sacos de plásticos, pequenos pedaços impossíveis de identificar e muito de tudo o que é possível ser fabricado em plástico. Segundo os mesmos cientistas, a mancha de lixo, ou sopa de plástico tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
Esta mancha encontra-se actualmente dividida em duas grandes áreas, ligadas por uma parte estreita, junto ao atol de Midway. Um marinheiro que navegou pela área disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. “Como foi possível fazermos isso?Naveguei mais de uma semana sobre todo aquele lixo...”.
Refira-se ainda que todas as peças plásticas fabricadas desde que se inventou este material e que de alguma forma não foram recicladas, ainda estão em algum lugar do planeta. Simplesmente porque a generalidades dos plásticos demoram entre os 300 e os 500 anos a decompor.
Tamanha quantidade de lixo plástico é grave para a vida marinha. Segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas, o plástico constitui 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos e é a causa da morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos, bem como de mais de cem mil mamíferos marinhos.
Rolhas, isqueiros e escovas de dentes já foram encontrados nos estômagos de aves mortas, principalmente albatrozes, que os engolem pensando tratar-se de comida.
Com quero que fique a pensar nisto, sugiro que veja um vídeo do YouTube sobre a autópsia dum albatroz. Se tiver estômago para isso...
Estima-se ainda que cada metro quadrado de oceano contenha cerca de 46 mil pedaços de plástico. Cerca de cem milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos e 10% acabam invariavelmente no mar. Cerca de um quinto do lixo vem de navios e plataformas petrolíferas, o restante vem de terra.
Está também nas nossas mãos evitar a utilização abusiva de produtos de plástico. Evite os produtos com embalagens sofisticadas e recorra aos sacos reutilizáveis.
Aliás, vai ter que se habituar a isso, porque em breve terá que os pagar um a um, em todos os lugares onde for às compras…

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Formiga Alada de 2 componentes


Aos primeiros raios de sol e após estas primeiras chuvadas de Outono que já ocorrem por todo o país, várias espécies de formigas aladas surgem a esvoaçar pelo campo. Vão proporcionar alimento a muitos animais que aproveitam o banquete há muito esperado, antes do difícil período do Inverno, em que quase não há insectos. Os peixes, nomeadamente os ciprinideos, não fogem à regra e tal como répteis, pássaros e até mamíferos, aproveitam tanto quanto podem esta breve fonte de proteínas.
É por isso a altura ideal para a pesca dos ciprinideos à pluma, com as imitações da conhecida formiga de asa ou agúdia, mas sem asas...
Aqui fica a minha versão de formiga, que como sou adepto da simplicidade, usa apenas além do anzol, dois componentes: Fio de montagem multifilar 3/0 de cor preta para corpos e uma pena de hackle, também preta.
O anzol pode ser de qualquer marca, desde que seja fino, entre os nºs 14 e 16 para mosca seca.

Depois de o prender o anzol no torno, preenche-se o corpo com fio de montagem desde o olhal até à curvatura, aproveitando a ponta do fio para fazer várias dobragens junto a esta e assim começar a dar mais volume ao futuro corpo.

Fazem-se várias voltas sobrepostas para construir o abdómen, com o objectivo de imitar o da formiga.

Coloca-se o hackle, dando uma volta com fio de montagem para segurar a ponta e aplica-se um pouco de cola de cianocrilato, para dar resistência à união.



Fazem-se quatro voltas com o hackle e prende-se novamente o extremo com o fio de montagem.



Dobram-se os pêlos do hackle para trás com os dedos para facilitar a construção da cabeça, conseguida também com várias voltas do fio.
Depois, ata-se com o nó e fixa-se com mais um pouco de cola de cianocrilato, para rematar.
Está feita a nossa formiga de asa, mas sem asas.

É exactamente por isso que as formigas caem na água, visto que perdem as asas naturalmente após algum tempo de voo…
Os barbos e as carpas e são os peixes mais gulosos por formigas e também mais interessantes para a pesca à pluma. No entanto as bogas, as percas, os escalos e bordalos e outros ainda, são também potenciais presas para a nossa simples formiga sem asas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Walking the dog ou passear o cão...


Pescar qualquer peixe seja de água doce ou salgada com amostras de superfície, tem sempre qualquer coisa de mágico. A imagem que de imediato associo a esta pesca é a de um teatro de marionetas, em que as amostras são as marionetas inanimadas. Com mestria e inspiração, tornam-se verdadeiros seres vivos que nadam, chapinham, saltam e cospem água. Ou seja, rapidamente passam de seres inanimados a bichos irrequietos e endiabrados de um momento para o outro, desde que o mestre animador tenha talento para isso...
Na categoria das amostras “passeantes” encontramos os iscos que trabalham à superfície, descrevendo um percurso de curtos ziguezagues. É o chamado “walking the dog” como dizem os americanos que se pode traduzir por “passear o cão”. Esta parábola surgiu porque quando passeamos o cão ele vai de um ao outro lado da rua, cheirando todos os obstáculos ao seu alcance.
Para conseguir esta acção deve imprimir-se na cana ao recolher, uma sequência de curtos e rápidos toques de ponteira, para que a amostra venha a até nós em constante mudança de direcção, enquanto se recolhe o fio. Nesta categoria de amostras, encontra-se aquela que conseguiu enganar o “nosso” recorde nacional e europeu. Não é de estranhar, visto que este tipo de iscos produz habitualmente peixes grandes.
São amostras que lançam bastante longe devido ao tamanho e consequentemente ao seu peso. A desvantagem disto surge aquando do contacto com a água, sendo habitualmente ruidoso. Por isso há necessidade de lançar para além do local onde pretendemos pescar, para que abordagem da amostra ao local pretendido seja mais natural. Ou ainda, pouco antes da queda na água, com o dedo indicador, trava-se a saída do fio, baixando ao mesmo tempo a ponteira da cana, conseguindo-se desta forma amortecer o impacto na água.
Como locais de eleição para a sua utilização encontram-se as árvores caídas, docas, plataformas de captações de água ou pilares de pontes, ou qualquer ouro tipo de estrutura que possa dar abrigo e local de emboscada a um achigã.
Quando utilizadas no mar os pontos ter em conta são os mesmos, ou seja a discrição ao contacto com a água e a sua utilização aplicada aos locais onde possam circular os predadores.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O GPS - como funciona?


Uma das tecnologias cada vez mais utilizadas pelos pescadores, principalmente os que pescam embarcados, é a do GPS. A variedade e proliferação de modelos, a par do abaixamento dos preços, também vulgarizou a sua utilização nos restantes transportes, particularmente nas viaturas, sendo um precioso auxiliar nas viagens por estradas e caminhos desconhecidos.
Este sistema, criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e com fins militares, foi posteriormente disponibilizado para a população civil de todo o planeta, embora o seu controlo e manutenção continue sob jurisdição do referido Departamento.
Existem actualmente dois sistemas de Navegação Global por Satélite em operação: O sistema GPS (Global Position System) Americano e o mais utilizado pela sociedade civil e o sistema GLONASS (Global Navigation Satellite System) Russo.
Um terceiro sistema denominado Galileu está em desenvolvimento na Europa com o objectivo de aumentar os níveis de precisão, importante para a segurança em todo o género de transportes, sem ser necessário expandir os sistemas existentes. Ainda assim, os sistemas GPS e GLONASS estão a ser desenvolvidos para conseguir uma maior precisão, utilizando estações terrestres e satélites geostacionários em regiões específicas.

Como funciona
Qualquer sistema de navegação e posicionamento global é constituído por uma constelação de satélites que circundam o planeta e transmitem sinais de rádio de alta-frequência. Estes sinais contêm dados de tempo e posição, que são recebidos num receptor - o nosso receptor GPS, e permitem obter a localização precisa, em qualquer ponto do globo em que nos encontremos.
Os satélites dedicados ao posicionamento global transmitem ininterruptamente informações sobre períodos de tempo e posições, à medida que giram numa órbita geoestacionária. O receptor de GPS recebe essas informações e utiliza estes dados para calcular a sua posição exacta a partir da triangulação de satélites. Ao receber informações da posição de cada satélite, o receptor compara a hora a que os sinais foram transmitidos e a hora a que eles foram recebidos, calculando assim a distância a que cada satélite está, bem como a sua própria posição.
Como se percebe, a medição do tempo torna-se um factor extremamente importante, pelo que a sua precisão dos relógios de todo o sistema deverá ser máxima. No caso dos satélites, utilizam-se relógios atómicos que recorrem à excitação do átomo de Césio 133, que vibra com uma frequência de 9.192.631.770 por segundo e cuja precisão não foi ainda ultrapassada por nenhuma tecnologia de medição do tempo.
Para o mínimo de precisão, o receptor necessita de informação recebida de pelo menos três satélites, que depois é apresentada como coordenadas no display do aparelho. Como sabemos, todos os locais do planeta são identificados por dois conjuntos de números denominados coordenadas. A coordenada de um local é o ponto exacto onde uma linha horizontal designada latitude, se cruza uma linha vertical designada longitude.
Desta forma e conhecendo a sua posição instantânea, além das coordenadas, o receptor de GPS facilmente calcula com precisão a velocidade - se estiver em deslocação, bem como tempos de viagem, distância percorrida, azimute, altitude, etc.. Pode inclusive fazer gráficos de altitude, traçar percursos, memorizar rotas percorridas, distâncias até ao destino, dependendo do grau de sofisticação de cada receptor.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A Snap Kick


A Snap Kick é uma amostra articulada de duas peças, da conhecida marca Lucky Craft. Com acabamentos perfeitos e uma pintura super realista, este modelo pertence ao género das amostras swimbaits afundantes e sem paleta.
Tem a particularidade de produzir uma natação irregular em zig-zag, mergulhando quando em pausa. Esta pausa e caída em direcção ao fundo torna-a extremamente provocante para os predadores, produzindo ataques frequentes nesta fase, uma vez que sugere um peixe pequeno em dificuldades para se manter a flutuar.
O seu trabalho não exige nenhuma técnica especial, bastando uns ligeiros e espaçados toques com a ponteira da cana mais baixa, enquanto se recupera a linha. Sendo afundante, quanto mais espaçados os toques ou o início do recolher de linha, maior será a profundidade de trabalho da Snap Kick.
O seu tamanho de 11,5 centímetros e o peso de 16,5 gramas tornam-na bastante polivalente, uma vez que tanto pode ser utilizada nas modalidades de spinning de mar, como para os predadores de água doce.
Desta feita os robalos, cavalas, achigãs, lúciopercas, trutas e outros comedores de peixe de todas as águas, terão que ter em conta que poderão ser facilmente enganados com um isco de plástico duro, que matreiramente lhes surgiu à frente.
É sem dúvida uma amostra indispensável na caixa de qualquer pescador de predadores!
A Lucky Craft é representada em Portugal pela Sulpesca.

domingo, 14 de setembro de 2008

Licença de Pesca no Multibanco - Parte II


Depois do falso arranque na obtenção da Licença de Pesca Desportiva para águas interiores na Internet e aqui atempadamente referida no Instantes, a tutela faz um novo brilharete, com mais esta re-invenção originada pelo SIMPLEX.
Assim, foi formalmente e novamente anunciado que desde o dia 1 de Setembro é possível a obtenção deste documento nos ATM´s, ou vulgarmente designados Multibancos.
Para quem tiver necessidade e oportunidade de usufruir desta nova modalidade, a TVNatur produziu uma reportagem muito elucidativa sobre este assunto cujo link aqui fica.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Use o Ecoogler!


O Ecoogler é um novo motor de busca, diferente dos restantes, pelo facto de ter objectivos ambientais. Utiliza o software do já conhecido Yahoo e pretende ajudar a reflorestar a floresta Amazónica, bem como preservar os recursos naturais de água doce e os ecossistemas vegetais mais ameaçados. A utilização deste motor de busca permite obter os mesmos resultados que utilizando o Yahoo, enquanto ajuda a Associação Aquaverde. Assim, cada busca realizada pelo Ecoogler, esta contribui para a reflorestação com uma folha de árvore. Por cada 10.000 buscas, consegue-se a quantidade de folhas duma árvore e o Ecoogler fornece os meios necessários para plantar uma árvore no Amazonas.
A Aquaverde é uma Organização Não Governamental e sem fins lucrativos (ONG), fundada em Genebra, Suíça, em 2002. Tem o objectivo de promover e contribuir com todas as iniciativas que promovam a interacção entre a sociedade e o meio envolvente, na perspectiva do desenvolvimento sustentável e da dignidade do ser Humano.
A Organização concentra os seus esforços especialmente na protecção dos recursos naturais da Amazónia. Este tesouro da biodiversidade é a peça central da regulação climática mundial, que transforma a maior parte do CO2 em oxigénio.
Para além disso, o rio Amazonas juntamente com as suas centenas de rios secundários de menor dimensão, constitui a quarta parte da água potável do planeta.
A Aquaverde apoia ainda projectos que combinam a reflorestação com o desenvolvimento de uma economia sustentável das populações locais, propondo uma alternativa económica para a desflorestação.
Utilize o Ecoogler para ajudar a inverter as tendências e minimizar a pesada herança que vamos deixar aos nossos filhos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O FishBase


O FishBase é um site que disponibiliza um sistema de informação completo sobre a larga maioria de espécies de peixes. Semelhante em tudo a uma enciclopédia, neste site podemos encontrar assuntos diferentes para pessoas diferentes. Por exemplo, os gestores das pescas mergulharão na maior compilação existente sobre a dinâmica de populações; os taxionomistas adorarão a versão electrónica do catálogo dos géneros de peixes actuais, os conservacionistas usarão as listas de peixes ameaçados em cada país. Também os pescadores desportivos terão disponível uma listagem de todos os peixes que ocorrem num determinado país e as suas características principais.
O site pode ser consultado na língua portuguesa o que certamente facilita quem não domina as outras línguas estrangeiras usadas no site.
Um reparo apenas para a lentidão no acesso às páginas, talvez motivado pelo tráfego de visitantes de todo o mundo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Feira Nacional de Caça e Pesca – Évora


É já este fim de semana, de 5 a 7 de Setembro, que vai decorrer a Feira Nacional de Caça e Pesca – Évora 08, numa organização da Federação Portuguesa de Caçadores (FPC) e a Associação Nacional de Preservação da Fauna da Caça e Pesca (ANPFCP), em parceria com a Câmara Municipal de Évora.
A Organização espera receber entre 30 a 50 mil visitantes, bem como potenciais investidores nacionais e estrangeiros, para o sector e para a região. Estarão presentes cerca de setenta expositores com ligações a este sector, entre nacionais e estrangeiros, o que poderá classificar esta mostra como a maior a nível nacional, tendo a Caça a Pesca e a Natureza como pano de fundo. Paralelamente irá decorrer um vasto conjunto de actividades com o intuito de aproximar o caçador e pescador a este certame.
Uma novidade é a I Taça Portuguesa de Santo Humberto, que irá decorrer nos dias 16 e 17 de Setembro, na Herdade de Vale de Moura.
A Feira irá decorrer no Rossio de S. Brás e na Arena de Évora, com a entrada a custar 1,5€ por pessoa, preço meramente simbólico para a diversidade de actividades e temas disponibilizados.

PROGRAMA - Actividades da Feira Nacional de Caça e Pesca Évora 2008

Sexta-feira, 5 de Setembr0
17H00 - Tiro aos Pratos Virtual, no Rossio de S .Brás
21H00 - Demonstração de Pesca ao Corrido, no Rossio de S. Brás
22H30- Animação de Palco, no Rossio de S. Brás

Sábado, 6 de Setembro
7H30- Taça Portuguesa de Sto. Humberto, Herdade de Vale de Moura, Évora
8H30- Largada de Caça, Herdade da Capelinha e Outras, Montemor-o-Novo
11H00 às 18H00 - Feira de Cães de Caça, Horta das Laranjeiras
11H30- Demonstração de Tiro com Arco e Besta, Rossio de S. Brás
11H30- Tiro com Pratos Virtual, no Rossio de S. Brás
16H30- Demonstração de Pesca ao Corrico, no Rossio de S. Brás
16H30- Passagem de Modelos, Arena de Évora
17H00 - Falcoaria, na Herdade de Vale de Moura, Évora
18H00 - Demonstração de Cães de Parar, Herdade de Vale de Moura, Évora
22H00 - Animação de Palco: José Mendes e as suas bailarinas
23h30 - Vanessa Graça,

Domingo, 7 de Setembro
8H00 - Concurso de Pesca do SL Évora, Prova de Pesca ao Achigã de Margem, Barragem do Monte Novo, S. Manços, (concentração junto ao paredão)
8H00 - Prova de Pesca organizada pela Secção de Caça e Pesca do Grupo Cultural e Desportivo Bairros de Sta. Maria e Fontanas, na Barragem do Divor, (concentração junto ao paredão)
9H00 - Corrida de Galgos, Herdade de Vale de Moura, Évora
11H30- Demonstração de Tiro com Arco e Besta, Rossio de S .Brás
11H30- Tiro aos Pratos Virtual, Rossio de S. Brás
15H30- Entrega de Prémios da Prova de Pesca ao Achigã de Margem, organizada pelo SL Évora, Rossio de S .Brás
16H30- Demonstração de Pesca ao Corrico, Rossio de S. Brás
16H30- Passagem de Modelos, Arena de Évora
17H00 - Falcoaria na Herdade de Vale de Moura, Évora

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Carpa em liberdade!

Na sequência dos pequenos filmes de Preservação e Catch and Release, sobre as libertações que fazemos, aqui fica mais este, duma carpa com cerca de cinco quilos.
Foi pescada com uma amostra artificial destinada aos achigãs, mas que lhe terá parecido um bom petisco também.
Depois do combate, liberdade para o lutador.
Um agradecimento especial aos Deep Purple, pela banda sonora e ao Zé Pedro pela realização!

Campeonato Mundial, no Sabugal


A cidade de Sabugal, no distrito da Guarda vai, receber o 16º Campeonato do Mundo de Pesca à Truta com Isco Natural. A competição terá lugar no rio Côa de 18 a 22 de Setembro e estão já asseguradas participações de vários países, nomeadamente da Europa. As equipas de cada país são constituídas por cinco elementos, sendo um capitão. Fazem parte também um elemento de reserva e um treinador/dirigente/seleccionador, que orienta e equipa e fará cumprir o regulamento da competição.Durante os cinco dias do Campeonato, o rio Côa será percorrido na zona definida para a prova pelos pescadores, que irão tentar capturar o máximo de trutas, respeitando o regulamento.
Do programa fazem parte a recepção oficial, cerimónias de abertura e encerramento, bem como outras actividades durante o tempo em que decorre a prova.
Não sendo uma das muitas modalidades de pesca que pratico, não deixa de ter lugar aqui, pela sua importância para a espécie e para a região. Poderá ser que, na sequência deste evento, as autoridades regionais olhem para a pesca na sua generalidade, para os rios e para os peixes que têm à porta de casa, como factores de desenvolvimento que devem ser preservados. Como aliás, se faz nos países evoluídos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O peixe-aranha


O Peixe-aranha comum (Trachinus draco), é bem conhecido dos pescadores de mar e de alguns banhistas, após encontros acidentais entre ambos.
Mede entre 15 e os 20 centímetros de comprimento, tem uma cor amarelo-acastanhada no dorso e esbranquiçada no ventre, apresentando um formato alongado. Os olhos estão posicionados na zona superior da cabeça, indiciando que vê melhor para o nível superior. Vivem normalmente enterrados na areia onde esperam a próxima presa, visto que são predadores bastante agressivos, alimentando-se de pequenos peixes e organismos.

Vive normalmente algo afastado das praias, mas aparece de vez em quando, enterrado na areia a poucos centímetros de profundidade. Ao contrário do que muita gente pensa não ataca os banhistas por iniciativa própria, limitando-se à autodefesa quando é pisado inadvertidamente.

Os três raios espinhosos da barbatana dorsal bem identificada pela sua cor mais escura, quase preta, são venenosos bem como os espinhos dos opérculos. A picada originada por estes espinhos provoca dores muito intensas e insuportáveis, necessitando de cuidados médicos.

Primeiros Socorros

Os primeiros socorros a aplicar ao banhista ou pescador azarado é apenas tentar aliviar a dor, necessitando sempre de intervenção médica num Posto de Socorros ou Urgências. Muitas vezes os nadadores salvadores, se a praia for concessionada, possuem um spray analgésico que poderá aliviar a dor. Num Posto Médico poderá depois receber uma injecção com o antídoto adequado para esta picadura.
Muitas vezes, refere-se como solução de emergência e à falta de cuidados médicos próximos, aquecer o mais possível – até ao suportável, a zona da picada com um cigarro acesso. Por incrível que possa parecer está provado que o calor decompõe algumas substâncias activas do veneno, neutralizando-o em parte. Outra solução possível é mergulhar a zona afectada em água quente – o mais possível, afim de conseguir o mesmo objectivo.
No entanto, devem ser referidos os cuidados óbvios de evitar uma queimadura no local, porque certamente seria pior o remédio que a doença.
Nota posterior: Existem em Portugal mais duas espécies para além desta: O Trachinus vipera e o Trachinus araneus, qualquer um deles relativamente semelhantes ao Trachinus draco em termos morfológicos e apresentando a mesma barbatana dorsal muito escura.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

À espera...


Esta carpa, pescada à pluma um destes dias, limitou-se a esperar que o meu filho Zé Pedro lhe tirasse uma sequência de fotos, para ir livre à sua vida...

Aqui fica, publicada com a devida autorização do fotógrafo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Peixes morrem no Zêzere


Milhares de peixes estão a aparecer mortos no Rio Zêzere, perto da Covilhã desde sábado passado.
As descargas poluentes estão a ser investigadas pela brigada do SEPNA da GNR que suspeita de uma indústria de transformação de fruta, embora ainda “… não se possa debruçar sobre o assunto em mais profundidade…”.
Segundo um membro da Associação de Caça e Pesca do Tortozendo, "o rio pode e vai morrer", se é que não está já morto, acrescento eu.
Como efeito, logo em Manteigas recebe os primeiros maus-tratos da sua ainda curta existência, levando depois com esgotos de tudo o que é povoação próxima.
Acrescenta-se ainda os efluentes das Minas da Panasqueira, para ultimar o preparado final, bem como mais uns esgotos domésticos e efluentes industriais para manter o nível.
Curiosamente acaba nas torneiras de quase dois milhões de lisboetas...
Ver vídeo da RTP aqui.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Substituir um passador de ponteira

De todos os que possui uma cana, o passador de ponteira é o que mais se danifica.
Aqui fica passo a passo, como se substitui este elemento, de forma fácil e rápida.
Nestas coisas de "bricolage", uma imagem vale mais que mil palavras.

Aqueça com um isqueiro a zona tubular do passador durante uns 5 a 7 segundos


Agarre no passador com um pano dobrado, de forma a não se queimar
Puxe enquanto roda. Se não se soltar, aqueça mais uns segundos


Limpe os restos de cola com uma lima fina ou lixa


Aplique um pouco de Super Cola 3 (cianoacrilato)


Aplique o novo passador alinhado com os restantes


Limpe o excesso de cola com um pano ou papel

BOM TRABALHO !

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O Jig


Um quê ? …
Jig… Isso mesmo. Pronuncia-se como se lê, sem entoação nenhuma! Não são muitos os pescadores que o usam, mesmo quem pesca com mais frequência e mesmo quem pesca embarcado.
Fisicamente um jig é bastante simples. Trata-se dum anzol, relativamente forte e grande, (geralmente entre os tamanhos 3/0 e 5/0) tendo junto à argola onde se empata o fio, um pedaço de chumbo em forma cónica ou esférica, habitualmente pintado. A amostra fica completa com um conjunto de finas tiras de silicone ou borracha, a que habitualmente se dá o nome de “saia” e com um dispositivo constituído por filamentos de plástico rijo que saem da “cabeça” de chumbo em direcção ao bico do anzol, sobrepondo-se ao mesmo. Este dispositivo denomina-se “anti-erva” e tem o importantíssimo papel de reduzir ou evitar que o anzol se prenda pelos sítios por onde passa, mesmo na vegetação e arbustos mais densos que possam existir.
Recentemente muitos jigs vêem equipados com um pequeno tubo colado ao corpo do anzol, com algumas esferas metálicas, com o fim de produzirem sons de forma a que o isco seja mais atractivo e ao mesmo tempo, mais facilmente localizável em condições de água mais barrenta ou menor luminosidade.
Este isco tem no entanto a particularidade de raramente se usar por si só. Ou seja, quase nunca se utiliza para pescar tal como foi descrito anteriormente. Normalmente utiliza-se com um “atrelado” que, tal como o nome sugere (dando a ideia que é rebocado), é aplicado na zona mais direita do anzol, que o veste e compõe para que fique mais atractivo pelo movimento, cor e sabor que se lhe adiciona.
Quanto aos pesos que habitualmente se utilizam, tenhamos em conta que nesta forma de pescar todo o material é peso-pesado. Os mais utilizados são os de 10 a 15 gramas.

Atrelados ou “trailers”
Nesta parte dos atrelados ou “trailers” como dizem os americanos, não existem regras, sendo o limite a nossa imaginação.
No entanto, o atrelado mais utilizado com o jig, é o courato de porco. Trata-se de um pedaço de pele de porco e alguma gordura, que pode ter vários formatos e cores. Os mais comuns têm a forma de pernas de rã - “pork frog” ou de lagostim - “pork craw”.
Estes atrelados como são fabricados com uma matéria perecível, são adquiridos em pequenos frascos onde estão mergulhados num líquido que os conserva. É de evitar porém, que fiquem sujeitos a altas temperaturas de Verão e mesmo assim têm algum tempo limite de conservação. Esta combinação do jig com o atrelado de courato de porco, é conhecida geralmente na gíria dos achiganistas por “jig-and-pig”.
Actualmente os atrelados em plástico mole são mais utilizados, tendo como base os lagostins e minhocas. Para além destes, nada nos impede de utilizarmos outros atrelados, como seja uma minhoca com a cauda mais comprida e ondulante ou até uma salamandra de plástico.
Nos últimos anos surgiu no mercado a combinação do courato de porco com um isco plástico. O resultado é um isco com a forma de um courato de porco - geralmente na versão “frog”, mas fabricado em plástico mole, que por questões de durabilidade têm vindo a ganhar adeptos entre os pescadores, também em boa parte devido à comodidade de utilização.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Shad Rap Rapala - Euro 2008


A propósito do Euro 2008, a Rapala, conhecido fabricante de iscos artificiais e equipamento para a pesca desportiva, lançou recentemente no mercado uma colecção de amostras dedicadas a este evento.
O modelo de base que serviu para este tema foi a Shad Rap RS Suspending de 7 centímetros e a decoração adoptada consta da bandeira do país participante, aplicada lateralmente.
A colecção é constituída naturalmente pelas dezasseis amostras que representam os países envolvidos nesta competição Europeia.
A Rapala é representada no nosso país pela Normark.

Exposição Fotográfica "S. Miguel d´Acha - Gentes e Locais"


Clique no folheto para ampliar

Está patente desde dia 9 e até dia 17 em S. Miguel D´Acha - Idanha-a-Nova, a Iª Exposição Fotográfica de José Pedro Carvalho Torres, sob o tema “S. Miguel D´Acha - Gentes e Locais”.

A mostra é constituída por vinte trabalhos a preto e branco e cor, com imagens de diversos locais da povoação, das gentes e dos costumes, como a feitura das tradicionais filhoses de Natal ou a Procissão do Sr. dos Passos, realizada por ocasião da Páscoa.

O autor tem ainda em exibição em moldura digital, um grande número de trabalhos e diversos temas, numa perspectiva de divulgação da sua actividade fotográfica que iniciou apenas com 10 anos de idade.

Resta apenas referir que o José Pedro tem 17 anos é meu filho e companheiro de pescarias…
Força aí, rapaz!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Anzóis “sem morte” ou pesca sem morte?



Recentemente num espaço de discussão onde participava, gerou-se alguma polémica, entre outras coisas, sobre os “anzóis sem morte” e “anzóis com morte”, leia-se “anzóis sem farpa” e “anzóis com farpa”, respectivamente. Ou seja, a palavra “farpa” pode ser substituída por “morte”. Ou seja, há quem defenda que apenas pela farpa ou barbela, assume-se a vida ou morte das capturas.
Dito da primeira forma, - anzóis sem morte - ficamos com a ideia que os peixes capturados não vão morrer e vão em paz à sua vida depois de libertados, se for essa a vontade do captor.
Por oposição, fica-se com a ideia também que os peixes capturados com “anzóis com morte” estarão condenados a pagar com a vida a ousadia de atacar os nossos iscos.
Como facilmente se percebe, um anzol sem morte pode espetar-se, da mesma forma que um normal, em zonas vitais para o peixe, como sejam a articulação do maxilar, nos canais olfactivos ou orgãos da visão, provocando-lhes lesões graves para o resto da vida, mesmo depois de libertado com todos requisitos do catch&release.
Somado a estas possibilidades temos ainda para complicar mais, as fisionomias das diferentes espécies. A boca de uma carpa é completamente diferente da boca de uma truta, porque é carnuda e calejada de revolver os fundos em busca de comida. Também uma truta de 300 gramas é diferente de uma truta de um quilo, pelo que as consequências do mesmo anzol espetado, são diferentes em cada uma das situações.
Conclusão: Parece-me demasiado pretensioso, mal dito até, chamar aos anzóis sem farpa “anzóis sem morte”, porque podem matar tal como os outros, nem que seja por serem utilizados por um pescador que sacrifica as suas capturas. Por oposição novamente, acho mal chamado aos anzol com barbela, "anzol com morte", porque pode ser utilizado por um pescador que preserva as espécies, que as manuseia com o máximo de cuidado e liberta.
É obvio que, quem pratica a PESCA SEM MORTE - esta sim, é a designação correcta -deverá considerar a possibilidade de utilizar todas as formas ao seu alcance, para que os danos nos exemplares que captura, tenham o menor impacto possível na sua sobrevivência.
Mas isso, na minha opinião, definitivamente não passa pela utilização exclusiva de anzóis sem farpa, embora possa ser uma contribuição.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Boston Whaler comemora 50 anos

O nosso Boston Whaler, aqui com a configuração de pesca de mar

A lendária marca de embarcações Boston Whaler está a comemorar os 50 anos de existência. Em 1958, Richard T. Fisher surpreendeu o mundo ao apresentar um barco de 13 pés, que ostentava uma característica nova: era completamente inafundável. Nascia assim o primeiro Boston Whaler. Hoje a marca continua a abrir caminho, utilizando tecnologia inovadora no campo da segurança, fiabilidade e baixa manutenção.
Em relação à segurança, refira-se a particularidade do duplo casco se encontrar completamente cheio de espuma que não absorve água. Essa espuma garante mais do dobro da flutuabilidade exigida pelos apertados controlos de homologação da Guarda Costeira Norte Americana. A espuma além de proporcionar flutuabilidade, absorve as pancadas da ondulação mais forte e fornece rigidez estrutural ao casco, permitindo uma menor espessura de fibra e por isso redução de peso. Permite também algumas brincadeiras!
Todos os restantes pormenores são pensados para dar mais tempo ao nosso passatempo e menos na manutenção do barco: os estofos possuem inibidores de raios UV, resistindo ao sol, as peças metálicas são em aço inox cromado de extrema qualidade. As superfícies são lisas para permitir uma fácil limpeza e melhorar a ausência de odores.
Estas características determinaram que se tornem os barcos por excelência de várias entidades: Guarda Costeira Americana, barcos salva-vidas, barcos patrulha de vários serviços de fiscalização, Policias Marítimas, Serviços Portuários, e sobretudo por todos os que conhecem este fabricante e preocupam com a sua segurança na água.
Para que este ano seja mesmo inesquecível para a marca, a Boston Whaler recebeu o Prémio Inovação 2008 da NMMA, a Associação americana de fabricantes de artigos Náuticos.
Em Portugal, não existe actualmente nenhum representante oficial, segundo o site da marca. Felizmente sou um dos pouquíssimos proprietários de um Boston Whaler no nosso país. Trata-se de um Dauntless de 15 pés (4,70 mts) que utilizamos quer na pesca de água doce, quer no mar, após as alterações que demoram pouco a concretizar.
Sem qualquer dúvida, é o barco que preenche todas as minhas necessidades e exigências e não vejo nenhum modelo e marca que o possa vir a substituir. Provavelmente será o barco da minha vida.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Barragem de Alvito avança


A EDP, única concorrente, venceu o concurso de construção da barragem do Alvito. Devido à alteração do local da construção do paredão, o projecto apresentava-se um investimento potencialmente pouco interessante e com retorno a longo prazo, temendo-se até a ausência de propostas para a sua concretização. Fica de fora a ribeira do Alvito devido a esta alteração.

A empresa irá investir 268 milhões de euros, para uma potência de 136 MW, bastante superior aos 48 MW inicialmente previstos. A central terá capacidade de bombagem de água para montante, durante o período nocturno através da albufeira da Pracana, operada também pela EDP.
O espelho de água terá 22 quilómetros de comprimento, armazenará 209 milhões de metros cúbicos de água e irá inundar uma área de 789 hectares, prevendo-se o início dos trabalhos para 2010 e o primeiro enchimento em 2016.


A adjudicação está sujeita à confirmação pelo INAG da conformidade da proposta e dependente das autorizações ambientais, que na eventualidade de não serem obtidas, implicam a devolução parcial do montante da oferta apresentada.


Post´s relacionados: Parece que é desta, Alvito, novamente na corda bamba

sábado, 26 de julho de 2008

Amostras Vega Akada


A Vega lançou já este ano uma nova linha de amostras para a pesca de predadores no mar. Trata-se do modelo Akada, um jerkbait de 14 centímetros e 28 gramas de peso, que apresenta um design estreito e hidrodinâmico, seguindo as tendências actuais de amostras para mar.
Em acção de pesca, verificamos que o sistema de transferência das esferas de tungsténio, aquando do lançamento (TMS - Tungsten Moving System), traduz-se numa enorme vantagem. Este sistema permite lançamentos mais longos, sempre importantes independentemente da modalidade e com maior precisão, porque a amostra não muda de direcção durante o lançamento.

A sua acção oscilante e lenta permite ser facilmente detectada pelos predadores que procuram alimento nas camadas mais superficiais da água, tornando-se muito eficaz.
A Akada está disponível em doze cores seleccionadas, que satisfazem qualquer situação de pesca. Possuiu ainda um acabamento em verniz resistente à exigência da pesca de mar e anzóis triplos de mar, da marca Mustad, que dispensam qualquer apresentação.
Mais informações disponíveis no site da Vega.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Achigã Dottie encontrado sem vida


Em Maio deste ano foi encontrado morto no lago Dixon - Estados Unidos, o maior achigã que o mundo já conheceu. Tratava-se nem mais nem menos que Dottie, uma fêmea que aparentemente morreu de causas naturais e em consequência dos esforços e desgaste da desova. Pesou então 19 libras - 8,600 kg.
Este peixe tinha já sido pescado pelo caçador de troféus californiano Mac Weakley em 2006, pesando na ocasião mais de 25 libras - 11, 340 kg, suficiente para pulverizar o actual recorde mundial. No entanto, como foi ferrada acidentalmente na barbatana dorsal (forma não aceite pela IGFA), Mac desistiu da homologação do peso e devolveu-a à água, mantendo-se assim o recorde de George Perry com 22 libras -10 kg, e já com 76 anos de idade.
Dottie, cujo nome é derivado de um ponto preto numa das suas brânquias, sendo por isso facilmente identificada, tinha já sido pescada em 2003 por Jed Dickerson, amigo de Mac Weakley, pesando na altura um pouco mais de 21 libras – 9,500 kg, ficando por isso aquém do recorde de Perry.
É notório que um peixe, neste caso o maior achigã conhecido do mundo, se torne numa personagem com um nome próprio e conhecida nos quatro cantos do planeta, onde quer que haja pescadores de achigãs.
Resta-nos a convicção que, mais tarde ou mais cedo se perceba o que esta espécie mexe com os pescadores. Curiosamente, hoje num programa de TV realizado a partir de Reguengos de Monsaraz, um dos pratos típicos apresentado por um restaurante da região, foi uma enorme travessa de “achigãzinhos fritos”, nitidamente abaixo da medida mínima legal de captura.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Os GT´s


O Giant Trevally (Caranx Ignobilis) conhecido pela abreviatura de GT, é provavelmente o peixe de água salgada mais poderoso e combativo do mundo. É possivel ser pescado com amostras de superfície, permitindo só por isso, um expectáculo de agressividade quando ataca os iscos artificiais, ganhando desta forma a alcunha de “destruidor de amostras”.
Podem com frequência ultrapassar os 50 quilos de peso, para 1,60 mts de comprimento. Encontram-se nas zonas tropicais dos oceanos Índico e Pacífico, existindo alguns paraísos referenciados pelos fanáticos da sua pesca, como as ilhas Seicheles, o Hawai, as ilhas Marianas ou a Austrália.
As técnicas usadas vão desde as amostras de superfície ao jigging, com material pesado.
Curiosamente, este peixe pertence à família dos carangídeos e por isso um parente do nosso conhecido carapau, sendo também denominado por “Carapau Gigante”.
Pena que só habite as zonas tropicais e por isso os locais onde abundam fiquem tão longe de nós, não fazendo parte da nossa fauna piscícola marítima. No entanto, pelo seu desportivismo, tem direito a estar referenciado no blog!
Aqui ficam alguns vídeos sobre a sua pesca.

Video Nomad Sport Fishing (clique no símbolo de Play, ao fundo da imagem)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Liberdade também no mar

O verdadeiro pescador desportivo não é o que captura mais peixes, nem o que os exibe em quantidade por todos os locais públicos, sejam reais ou virtuais.
O verdadeiro pescador desportivo é aquele que trata os adversários com gratidão e respeito, pelos momentos de adrenalina que estes lhe proporcionaram e não os vê apenas como mais algumas possibilidades de exercer os seus dotes culinários.
Apesar do robalo ser um peixe cobiçado no prato e por isso também de elevado valor financeiro, (tentador, para alguns apanhadores de peixe – não pescadores) e alvo de muitas prescrições gastronómicas, nós achamos que a maioria deve sobreviver às nossas capturas, porque só assim poderemos dar continuidade àquilo que gostamos de fazer.
Aqui fica um pequeno filme da libertação de um robalo, de tamanho bem acima da medida mínima legal.
A maioria dos que capturamos, foi libertada nas mesmas circunstâncias…

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Contrastes


“Com um isco de mentira, se pescam peixes de verdade”, como dizia Shakespear.

Contrastes entre dois desses “iscos de mentira”, dos que uso nas pescas que faço.

Em cima, uma amostra que utilizo para os predadores de mar, com 15 centímetros, da Vega.

Em baixo, uma de 3,5 centímetros da Strike King, que utilizo para a pesca às trutas, nas ribeiras da região.