"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O GPS - como funciona?


Uma das tecnologias cada vez mais utilizadas pelos pescadores, principalmente os que pescam embarcados, é a do GPS. A variedade e proliferação de modelos, a par do abaixamento dos preços, também vulgarizou a sua utilização nos restantes transportes, particularmente nas viaturas, sendo um precioso auxiliar nas viagens por estradas e caminhos desconhecidos.
Este sistema, criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e com fins militares, foi posteriormente disponibilizado para a população civil de todo o planeta, embora o seu controlo e manutenção continue sob jurisdição do referido Departamento.
Existem actualmente dois sistemas de Navegação Global por Satélite em operação: O sistema GPS (Global Position System) Americano e o mais utilizado pela sociedade civil e o sistema GLONASS (Global Navigation Satellite System) Russo.
Um terceiro sistema denominado Galileu está em desenvolvimento na Europa com o objectivo de aumentar os níveis de precisão, importante para a segurança em todo o género de transportes, sem ser necessário expandir os sistemas existentes. Ainda assim, os sistemas GPS e GLONASS estão a ser desenvolvidos para conseguir uma maior precisão, utilizando estações terrestres e satélites geostacionários em regiões específicas.

Como funciona
Qualquer sistema de navegação e posicionamento global é constituído por uma constelação de satélites que circundam o planeta e transmitem sinais de rádio de alta-frequência. Estes sinais contêm dados de tempo e posição, que são recebidos num receptor - o nosso receptor GPS, e permitem obter a localização precisa, em qualquer ponto do globo em que nos encontremos.
Os satélites dedicados ao posicionamento global transmitem ininterruptamente informações sobre períodos de tempo e posições, à medida que giram numa órbita geoestacionária. O receptor de GPS recebe essas informações e utiliza estes dados para calcular a sua posição exacta a partir da triangulação de satélites. Ao receber informações da posição de cada satélite, o receptor compara a hora a que os sinais foram transmitidos e a hora a que eles foram recebidos, calculando assim a distância a que cada satélite está, bem como a sua própria posição.
Como se percebe, a medição do tempo torna-se um factor extremamente importante, pelo que a sua precisão dos relógios de todo o sistema deverá ser máxima. No caso dos satélites, utilizam-se relógios atómicos que recorrem à excitação do átomo de Césio 133, que vibra com uma frequência de 9.192.631.770 por segundo e cuja precisão não foi ainda ultrapassada por nenhuma tecnologia de medição do tempo.
Para o mínimo de precisão, o receptor necessita de informação recebida de pelo menos três satélites, que depois é apresentada como coordenadas no display do aparelho. Como sabemos, todos os locais do planeta são identificados por dois conjuntos de números denominados coordenadas. A coordenada de um local é o ponto exacto onde uma linha horizontal designada latitude, se cruza uma linha vertical designada longitude.
Desta forma e conhecendo a sua posição instantânea, além das coordenadas, o receptor de GPS facilmente calcula com precisão a velocidade - se estiver em deslocação, bem como tempos de viagem, distância percorrida, azimute, altitude, etc.. Pode inclusive fazer gráficos de altitude, traçar percursos, memorizar rotas percorridas, distâncias até ao destino, dependendo do grau de sofisticação de cada receptor.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A Snap Kick


A Snap Kick é uma amostra articulada de duas peças, da conhecida marca Lucky Craft. Com acabamentos perfeitos e uma pintura super realista, este modelo pertence ao género das amostras swimbaits afundantes e sem paleta.
Tem a particularidade de produzir uma natação irregular em zig-zag, mergulhando quando em pausa. Esta pausa e caída em direcção ao fundo torna-a extremamente provocante para os predadores, produzindo ataques frequentes nesta fase, uma vez que sugere um peixe pequeno em dificuldades para se manter a flutuar.
O seu trabalho não exige nenhuma técnica especial, bastando uns ligeiros e espaçados toques com a ponteira da cana mais baixa, enquanto se recupera a linha. Sendo afundante, quanto mais espaçados os toques ou o início do recolher de linha, maior será a profundidade de trabalho da Snap Kick.
O seu tamanho de 11,5 centímetros e o peso de 16,5 gramas tornam-na bastante polivalente, uma vez que tanto pode ser utilizada nas modalidades de spinning de mar, como para os predadores de água doce.
Desta feita os robalos, cavalas, achigãs, lúciopercas, trutas e outros comedores de peixe de todas as águas, terão que ter em conta que poderão ser facilmente enganados com um isco de plástico duro, que matreiramente lhes surgiu à frente.
É sem dúvida uma amostra indispensável na caixa de qualquer pescador de predadores!
A Lucky Craft é representada em Portugal pela Sulpesca.

domingo, 14 de setembro de 2008

Licença de Pesca no Multibanco - Parte II


Depois do falso arranque na obtenção da Licença de Pesca Desportiva para águas interiores na Internet e aqui atempadamente referida no Instantes, a tutela faz um novo brilharete, com mais esta re-invenção originada pelo SIMPLEX.
Assim, foi formalmente e novamente anunciado que desde o dia 1 de Setembro é possível a obtenção deste documento nos ATM´s, ou vulgarmente designados Multibancos.
Para quem tiver necessidade e oportunidade de usufruir desta nova modalidade, a TVNatur produziu uma reportagem muito elucidativa sobre este assunto cujo link aqui fica.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Use o Ecoogler!


O Ecoogler é um novo motor de busca, diferente dos restantes, pelo facto de ter objectivos ambientais. Utiliza o software do já conhecido Yahoo e pretende ajudar a reflorestar a floresta Amazónica, bem como preservar os recursos naturais de água doce e os ecossistemas vegetais mais ameaçados. A utilização deste motor de busca permite obter os mesmos resultados que utilizando o Yahoo, enquanto ajuda a Associação Aquaverde. Assim, cada busca realizada pelo Ecoogler, esta contribui para a reflorestação com uma folha de árvore. Por cada 10.000 buscas, consegue-se a quantidade de folhas duma árvore e o Ecoogler fornece os meios necessários para plantar uma árvore no Amazonas.
A Aquaverde é uma Organização Não Governamental e sem fins lucrativos (ONG), fundada em Genebra, Suíça, em 2002. Tem o objectivo de promover e contribuir com todas as iniciativas que promovam a interacção entre a sociedade e o meio envolvente, na perspectiva do desenvolvimento sustentável e da dignidade do ser Humano.
A Organização concentra os seus esforços especialmente na protecção dos recursos naturais da Amazónia. Este tesouro da biodiversidade é a peça central da regulação climática mundial, que transforma a maior parte do CO2 em oxigénio.
Para além disso, o rio Amazonas juntamente com as suas centenas de rios secundários de menor dimensão, constitui a quarta parte da água potável do planeta.
A Aquaverde apoia ainda projectos que combinam a reflorestação com o desenvolvimento de uma economia sustentável das populações locais, propondo uma alternativa económica para a desflorestação.
Utilize o Ecoogler para ajudar a inverter as tendências e minimizar a pesada herança que vamos deixar aos nossos filhos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O FishBase


O FishBase é um site que disponibiliza um sistema de informação completo sobre a larga maioria de espécies de peixes. Semelhante em tudo a uma enciclopédia, neste site podemos encontrar assuntos diferentes para pessoas diferentes. Por exemplo, os gestores das pescas mergulharão na maior compilação existente sobre a dinâmica de populações; os taxionomistas adorarão a versão electrónica do catálogo dos géneros de peixes actuais, os conservacionistas usarão as listas de peixes ameaçados em cada país. Também os pescadores desportivos terão disponível uma listagem de todos os peixes que ocorrem num determinado país e as suas características principais.
O site pode ser consultado na língua portuguesa o que certamente facilita quem não domina as outras línguas estrangeiras usadas no site.
Um reparo apenas para a lentidão no acesso às páginas, talvez motivado pelo tráfego de visitantes de todo o mundo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Feira Nacional de Caça e Pesca – Évora


É já este fim de semana, de 5 a 7 de Setembro, que vai decorrer a Feira Nacional de Caça e Pesca – Évora 08, numa organização da Federação Portuguesa de Caçadores (FPC) e a Associação Nacional de Preservação da Fauna da Caça e Pesca (ANPFCP), em parceria com a Câmara Municipal de Évora.
A Organização espera receber entre 30 a 50 mil visitantes, bem como potenciais investidores nacionais e estrangeiros, para o sector e para a região. Estarão presentes cerca de setenta expositores com ligações a este sector, entre nacionais e estrangeiros, o que poderá classificar esta mostra como a maior a nível nacional, tendo a Caça a Pesca e a Natureza como pano de fundo. Paralelamente irá decorrer um vasto conjunto de actividades com o intuito de aproximar o caçador e pescador a este certame.
Uma novidade é a I Taça Portuguesa de Santo Humberto, que irá decorrer nos dias 16 e 17 de Setembro, na Herdade de Vale de Moura.
A Feira irá decorrer no Rossio de S. Brás e na Arena de Évora, com a entrada a custar 1,5€ por pessoa, preço meramente simbólico para a diversidade de actividades e temas disponibilizados.

PROGRAMA - Actividades da Feira Nacional de Caça e Pesca Évora 2008

Sexta-feira, 5 de Setembr0
17H00 - Tiro aos Pratos Virtual, no Rossio de S .Brás
21H00 - Demonstração de Pesca ao Corrido, no Rossio de S. Brás
22H30- Animação de Palco, no Rossio de S. Brás

Sábado, 6 de Setembro
7H30- Taça Portuguesa de Sto. Humberto, Herdade de Vale de Moura, Évora
8H30- Largada de Caça, Herdade da Capelinha e Outras, Montemor-o-Novo
11H00 às 18H00 - Feira de Cães de Caça, Horta das Laranjeiras
11H30- Demonstração de Tiro com Arco e Besta, Rossio de S. Brás
11H30- Tiro com Pratos Virtual, no Rossio de S. Brás
16H30- Demonstração de Pesca ao Corrico, no Rossio de S. Brás
16H30- Passagem de Modelos, Arena de Évora
17H00 - Falcoaria, na Herdade de Vale de Moura, Évora
18H00 - Demonstração de Cães de Parar, Herdade de Vale de Moura, Évora
22H00 - Animação de Palco: José Mendes e as suas bailarinas
23h30 - Vanessa Graça,

Domingo, 7 de Setembro
8H00 - Concurso de Pesca do SL Évora, Prova de Pesca ao Achigã de Margem, Barragem do Monte Novo, S. Manços, (concentração junto ao paredão)
8H00 - Prova de Pesca organizada pela Secção de Caça e Pesca do Grupo Cultural e Desportivo Bairros de Sta. Maria e Fontanas, na Barragem do Divor, (concentração junto ao paredão)
9H00 - Corrida de Galgos, Herdade de Vale de Moura, Évora
11H30- Demonstração de Tiro com Arco e Besta, Rossio de S .Brás
11H30- Tiro aos Pratos Virtual, Rossio de S. Brás
15H30- Entrega de Prémios da Prova de Pesca ao Achigã de Margem, organizada pelo SL Évora, Rossio de S .Brás
16H30- Demonstração de Pesca ao Corrico, Rossio de S. Brás
16H30- Passagem de Modelos, Arena de Évora
17H00 - Falcoaria na Herdade de Vale de Moura, Évora

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Carpa em liberdade!

Na sequência dos pequenos filmes de Preservação e Catch and Release, sobre as libertações que fazemos, aqui fica mais este, duma carpa com cerca de cinco quilos.
Foi pescada com uma amostra artificial destinada aos achigãs, mas que lhe terá parecido um bom petisco também.
Depois do combate, liberdade para o lutador.
Um agradecimento especial aos Deep Purple, pela banda sonora e ao Zé Pedro pela realização!

Campeonato Mundial, no Sabugal


A cidade de Sabugal, no distrito da Guarda vai, receber o 16º Campeonato do Mundo de Pesca à Truta com Isco Natural. A competição terá lugar no rio Côa de 18 a 22 de Setembro e estão já asseguradas participações de vários países, nomeadamente da Europa. As equipas de cada país são constituídas por cinco elementos, sendo um capitão. Fazem parte também um elemento de reserva e um treinador/dirigente/seleccionador, que orienta e equipa e fará cumprir o regulamento da competição.Durante os cinco dias do Campeonato, o rio Côa será percorrido na zona definida para a prova pelos pescadores, que irão tentar capturar o máximo de trutas, respeitando o regulamento.
Do programa fazem parte a recepção oficial, cerimónias de abertura e encerramento, bem como outras actividades durante o tempo em que decorre a prova.
Não sendo uma das muitas modalidades de pesca que pratico, não deixa de ter lugar aqui, pela sua importância para a espécie e para a região. Poderá ser que, na sequência deste evento, as autoridades regionais olhem para a pesca na sua generalidade, para os rios e para os peixes que têm à porta de casa, como factores de desenvolvimento que devem ser preservados. Como aliás, se faz nos países evoluídos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O peixe-aranha


O Peixe-aranha comum (Trachinus draco), é bem conhecido dos pescadores de mar e de alguns banhistas, após encontros acidentais entre ambos.
Mede entre 15 e os 20 centímetros de comprimento, tem uma cor amarelo-acastanhada no dorso e esbranquiçada no ventre, apresentando um formato alongado. Os olhos estão posicionados na zona superior da cabeça, indiciando que vê melhor para o nível superior. Vivem normalmente enterrados na areia onde esperam a próxima presa, visto que são predadores bastante agressivos, alimentando-se de pequenos peixes e organismos.

Vive normalmente algo afastado das praias, mas aparece de vez em quando, enterrado na areia a poucos centímetros de profundidade. Ao contrário do que muita gente pensa não ataca os banhistas por iniciativa própria, limitando-se à autodefesa quando é pisado inadvertidamente.

Os três raios espinhosos da barbatana dorsal bem identificada pela sua cor mais escura, quase preta, são venenosos bem como os espinhos dos opérculos. A picada originada por estes espinhos provoca dores muito intensas e insuportáveis, necessitando de cuidados médicos.

Primeiros Socorros

Os primeiros socorros a aplicar ao banhista ou pescador azarado é apenas tentar aliviar a dor, necessitando sempre de intervenção médica num Posto de Socorros ou Urgências. Muitas vezes os nadadores salvadores, se a praia for concessionada, possuem um spray analgésico que poderá aliviar a dor. Num Posto Médico poderá depois receber uma injecção com o antídoto adequado para esta picadura.
Muitas vezes, refere-se como solução de emergência e à falta de cuidados médicos próximos, aquecer o mais possível – até ao suportável, a zona da picada com um cigarro acesso. Por incrível que possa parecer está provado que o calor decompõe algumas substâncias activas do veneno, neutralizando-o em parte. Outra solução possível é mergulhar a zona afectada em água quente – o mais possível, afim de conseguir o mesmo objectivo.
No entanto, devem ser referidos os cuidados óbvios de evitar uma queimadura no local, porque certamente seria pior o remédio que a doença.
Nota posterior: Existem em Portugal mais duas espécies para além desta: O Trachinus vipera e o Trachinus araneus, qualquer um deles relativamente semelhantes ao Trachinus draco em termos morfológicos e apresentando a mesma barbatana dorsal muito escura.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

À espera...


Esta carpa, pescada à pluma um destes dias, limitou-se a esperar que o meu filho Zé Pedro lhe tirasse uma sequência de fotos, para ir livre à sua vida...

Aqui fica, publicada com a devida autorização do fotógrafo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Peixes morrem no Zêzere


Milhares de peixes estão a aparecer mortos no Rio Zêzere, perto da Covilhã desde sábado passado.
As descargas poluentes estão a ser investigadas pela brigada do SEPNA da GNR que suspeita de uma indústria de transformação de fruta, embora ainda “… não se possa debruçar sobre o assunto em mais profundidade…”.
Segundo um membro da Associação de Caça e Pesca do Tortozendo, "o rio pode e vai morrer", se é que não está já morto, acrescento eu.
Como efeito, logo em Manteigas recebe os primeiros maus-tratos da sua ainda curta existência, levando depois com esgotos de tudo o que é povoação próxima.
Acrescenta-se ainda os efluentes das Minas da Panasqueira, para ultimar o preparado final, bem como mais uns esgotos domésticos e efluentes industriais para manter o nível.
Curiosamente acaba nas torneiras de quase dois milhões de lisboetas...
Ver vídeo da RTP aqui.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Substituir um passador de ponteira

De todos os que possui uma cana, o passador de ponteira é o que mais se danifica.
Aqui fica passo a passo, como se substitui este elemento, de forma fácil e rápida.
Nestas coisas de "bricolage", uma imagem vale mais que mil palavras.

Aqueça com um isqueiro a zona tubular do passador durante uns 5 a 7 segundos


Agarre no passador com um pano dobrado, de forma a não se queimar
Puxe enquanto roda. Se não se soltar, aqueça mais uns segundos


Limpe os restos de cola com uma lima fina ou lixa


Aplique um pouco de Super Cola 3 (cianoacrilato)


Aplique o novo passador alinhado com os restantes


Limpe o excesso de cola com um pano ou papel

BOM TRABALHO !

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O Jig


Um quê ? …
Jig… Isso mesmo. Pronuncia-se como se lê, sem entoação nenhuma! Não são muitos os pescadores que o usam, mesmo quem pesca com mais frequência e mesmo quem pesca embarcado.
Fisicamente um jig é bastante simples. Trata-se dum anzol, relativamente forte e grande, (geralmente entre os tamanhos 3/0 e 5/0) tendo junto à argola onde se empata o fio, um pedaço de chumbo em forma cónica ou esférica, habitualmente pintado. A amostra fica completa com um conjunto de finas tiras de silicone ou borracha, a que habitualmente se dá o nome de “saia” e com um dispositivo constituído por filamentos de plástico rijo que saem da “cabeça” de chumbo em direcção ao bico do anzol, sobrepondo-se ao mesmo. Este dispositivo denomina-se “anti-erva” e tem o importantíssimo papel de reduzir ou evitar que o anzol se prenda pelos sítios por onde passa, mesmo na vegetação e arbustos mais densos que possam existir.
Recentemente muitos jigs vêem equipados com um pequeno tubo colado ao corpo do anzol, com algumas esferas metálicas, com o fim de produzirem sons de forma a que o isco seja mais atractivo e ao mesmo tempo, mais facilmente localizável em condições de água mais barrenta ou menor luminosidade.
Este isco tem no entanto a particularidade de raramente se usar por si só. Ou seja, quase nunca se utiliza para pescar tal como foi descrito anteriormente. Normalmente utiliza-se com um “atrelado” que, tal como o nome sugere (dando a ideia que é rebocado), é aplicado na zona mais direita do anzol, que o veste e compõe para que fique mais atractivo pelo movimento, cor e sabor que se lhe adiciona.
Quanto aos pesos que habitualmente se utilizam, tenhamos em conta que nesta forma de pescar todo o material é peso-pesado. Os mais utilizados são os de 10 a 15 gramas.

Atrelados ou “trailers”
Nesta parte dos atrelados ou “trailers” como dizem os americanos, não existem regras, sendo o limite a nossa imaginação.
No entanto, o atrelado mais utilizado com o jig, é o courato de porco. Trata-se de um pedaço de pele de porco e alguma gordura, que pode ter vários formatos e cores. Os mais comuns têm a forma de pernas de rã - “pork frog” ou de lagostim - “pork craw”.
Estes atrelados como são fabricados com uma matéria perecível, são adquiridos em pequenos frascos onde estão mergulhados num líquido que os conserva. É de evitar porém, que fiquem sujeitos a altas temperaturas de Verão e mesmo assim têm algum tempo limite de conservação. Esta combinação do jig com o atrelado de courato de porco, é conhecida geralmente na gíria dos achiganistas por “jig-and-pig”.
Actualmente os atrelados em plástico mole são mais utilizados, tendo como base os lagostins e minhocas. Para além destes, nada nos impede de utilizarmos outros atrelados, como seja uma minhoca com a cauda mais comprida e ondulante ou até uma salamandra de plástico.
Nos últimos anos surgiu no mercado a combinação do courato de porco com um isco plástico. O resultado é um isco com a forma de um courato de porco - geralmente na versão “frog”, mas fabricado em plástico mole, que por questões de durabilidade têm vindo a ganhar adeptos entre os pescadores, também em boa parte devido à comodidade de utilização.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Shad Rap Rapala - Euro 2008


A propósito do Euro 2008, a Rapala, conhecido fabricante de iscos artificiais e equipamento para a pesca desportiva, lançou recentemente no mercado uma colecção de amostras dedicadas a este evento.
O modelo de base que serviu para este tema foi a Shad Rap RS Suspending de 7 centímetros e a decoração adoptada consta da bandeira do país participante, aplicada lateralmente.
A colecção é constituída naturalmente pelas dezasseis amostras que representam os países envolvidos nesta competição Europeia.
A Rapala é representada no nosso país pela Normark.

Exposição Fotográfica "S. Miguel d´Acha - Gentes e Locais"


Clique no folheto para ampliar

Está patente desde dia 9 e até dia 17 em S. Miguel D´Acha - Idanha-a-Nova, a Iª Exposição Fotográfica de José Pedro Carvalho Torres, sob o tema “S. Miguel D´Acha - Gentes e Locais”.

A mostra é constituída por vinte trabalhos a preto e branco e cor, com imagens de diversos locais da povoação, das gentes e dos costumes, como a feitura das tradicionais filhoses de Natal ou a Procissão do Sr. dos Passos, realizada por ocasião da Páscoa.

O autor tem ainda em exibição em moldura digital, um grande número de trabalhos e diversos temas, numa perspectiva de divulgação da sua actividade fotográfica que iniciou apenas com 10 anos de idade.

Resta apenas referir que o José Pedro tem 17 anos é meu filho e companheiro de pescarias…
Força aí, rapaz!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Anzóis “sem morte” ou pesca sem morte?



Recentemente num espaço de discussão onde participava, gerou-se alguma polémica, entre outras coisas, sobre os “anzóis sem morte” e “anzóis com morte”, leia-se “anzóis sem farpa” e “anzóis com farpa”, respectivamente. Ou seja, a palavra “farpa” pode ser substituída por “morte”. Ou seja, há quem defenda que apenas pela farpa ou barbela, assume-se a vida ou morte das capturas.
Dito da primeira forma, - anzóis sem morte - ficamos com a ideia que os peixes capturados não vão morrer e vão em paz à sua vida depois de libertados, se for essa a vontade do captor.
Por oposição, fica-se com a ideia também que os peixes capturados com “anzóis com morte” estarão condenados a pagar com a vida a ousadia de atacar os nossos iscos.
Como facilmente se percebe, um anzol sem morte pode espetar-se, da mesma forma que um normal, em zonas vitais para o peixe, como sejam a articulação do maxilar, nos canais olfactivos ou orgãos da visão, provocando-lhes lesões graves para o resto da vida, mesmo depois de libertado com todos requisitos do catch&release.
Somado a estas possibilidades temos ainda para complicar mais, as fisionomias das diferentes espécies. A boca de uma carpa é completamente diferente da boca de uma truta, porque é carnuda e calejada de revolver os fundos em busca de comida. Também uma truta de 300 gramas é diferente de uma truta de um quilo, pelo que as consequências do mesmo anzol espetado, são diferentes em cada uma das situações.
Conclusão: Parece-me demasiado pretensioso, mal dito até, chamar aos anzóis sem farpa “anzóis sem morte”, porque podem matar tal como os outros, nem que seja por serem utilizados por um pescador que sacrifica as suas capturas. Por oposição novamente, acho mal chamado aos anzol com barbela, "anzol com morte", porque pode ser utilizado por um pescador que preserva as espécies, que as manuseia com o máximo de cuidado e liberta.
É obvio que, quem pratica a PESCA SEM MORTE - esta sim, é a designação correcta -deverá considerar a possibilidade de utilizar todas as formas ao seu alcance, para que os danos nos exemplares que captura, tenham o menor impacto possível na sua sobrevivência.
Mas isso, na minha opinião, definitivamente não passa pela utilização exclusiva de anzóis sem farpa, embora possa ser uma contribuição.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Boston Whaler comemora 50 anos

O nosso Boston Whaler, aqui com a configuração de pesca de mar

A lendária marca de embarcações Boston Whaler está a comemorar os 50 anos de existência. Em 1958, Richard T. Fisher surpreendeu o mundo ao apresentar um barco de 13 pés, que ostentava uma característica nova: era completamente inafundável. Nascia assim o primeiro Boston Whaler. Hoje a marca continua a abrir caminho, utilizando tecnologia inovadora no campo da segurança, fiabilidade e baixa manutenção.
Em relação à segurança, refira-se a particularidade do duplo casco se encontrar completamente cheio de espuma que não absorve água. Essa espuma garante mais do dobro da flutuabilidade exigida pelos apertados controlos de homologação da Guarda Costeira Norte Americana. A espuma além de proporcionar flutuabilidade, absorve as pancadas da ondulação mais forte e fornece rigidez estrutural ao casco, permitindo uma menor espessura de fibra e por isso redução de peso. Permite também algumas brincadeiras!
Todos os restantes pormenores são pensados para dar mais tempo ao nosso passatempo e menos na manutenção do barco: os estofos possuem inibidores de raios UV, resistindo ao sol, as peças metálicas são em aço inox cromado de extrema qualidade. As superfícies são lisas para permitir uma fácil limpeza e melhorar a ausência de odores.
Estas características determinaram que se tornem os barcos por excelência de várias entidades: Guarda Costeira Americana, barcos salva-vidas, barcos patrulha de vários serviços de fiscalização, Policias Marítimas, Serviços Portuários, e sobretudo por todos os que conhecem este fabricante e preocupam com a sua segurança na água.
Para que este ano seja mesmo inesquecível para a marca, a Boston Whaler recebeu o Prémio Inovação 2008 da NMMA, a Associação americana de fabricantes de artigos Náuticos.
Em Portugal, não existe actualmente nenhum representante oficial, segundo o site da marca. Felizmente sou um dos pouquíssimos proprietários de um Boston Whaler no nosso país. Trata-se de um Dauntless de 15 pés (4,70 mts) que utilizamos quer na pesca de água doce, quer no mar, após as alterações que demoram pouco a concretizar.
Sem qualquer dúvida, é o barco que preenche todas as minhas necessidades e exigências e não vejo nenhum modelo e marca que o possa vir a substituir. Provavelmente será o barco da minha vida.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Barragem de Alvito avança


A EDP, única concorrente, venceu o concurso de construção da barragem do Alvito. Devido à alteração do local da construção do paredão, o projecto apresentava-se um investimento potencialmente pouco interessante e com retorno a longo prazo, temendo-se até a ausência de propostas para a sua concretização. Fica de fora a ribeira do Alvito devido a esta alteração.

A empresa irá investir 268 milhões de euros, para uma potência de 136 MW, bastante superior aos 48 MW inicialmente previstos. A central terá capacidade de bombagem de água para montante, durante o período nocturno através da albufeira da Pracana, operada também pela EDP.
O espelho de água terá 22 quilómetros de comprimento, armazenará 209 milhões de metros cúbicos de água e irá inundar uma área de 789 hectares, prevendo-se o início dos trabalhos para 2010 e o primeiro enchimento em 2016.


A adjudicação está sujeita à confirmação pelo INAG da conformidade da proposta e dependente das autorizações ambientais, que na eventualidade de não serem obtidas, implicam a devolução parcial do montante da oferta apresentada.


Post´s relacionados: Parece que é desta, Alvito, novamente na corda bamba

sábado, 26 de julho de 2008

Amostras Vega Akada


A Vega lançou já este ano uma nova linha de amostras para a pesca de predadores no mar. Trata-se do modelo Akada, um jerkbait de 14 centímetros e 28 gramas de peso, que apresenta um design estreito e hidrodinâmico, seguindo as tendências actuais de amostras para mar.
Em acção de pesca, verificamos que o sistema de transferência das esferas de tungsténio, aquando do lançamento (TMS - Tungsten Moving System), traduz-se numa enorme vantagem. Este sistema permite lançamentos mais longos, sempre importantes independentemente da modalidade e com maior precisão, porque a amostra não muda de direcção durante o lançamento.

A sua acção oscilante e lenta permite ser facilmente detectada pelos predadores que procuram alimento nas camadas mais superficiais da água, tornando-se muito eficaz.
A Akada está disponível em doze cores seleccionadas, que satisfazem qualquer situação de pesca. Possuiu ainda um acabamento em verniz resistente à exigência da pesca de mar e anzóis triplos de mar, da marca Mustad, que dispensam qualquer apresentação.
Mais informações disponíveis no site da Vega.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Achigã Dottie encontrado sem vida


Em Maio deste ano foi encontrado morto no lago Dixon - Estados Unidos, o maior achigã que o mundo já conheceu. Tratava-se nem mais nem menos que Dottie, uma fêmea que aparentemente morreu de causas naturais e em consequência dos esforços e desgaste da desova. Pesou então 19 libras - 8,600 kg.
Este peixe tinha já sido pescado pelo caçador de troféus californiano Mac Weakley em 2006, pesando na ocasião mais de 25 libras - 11, 340 kg, suficiente para pulverizar o actual recorde mundial. No entanto, como foi ferrada acidentalmente na barbatana dorsal (forma não aceite pela IGFA), Mac desistiu da homologação do peso e devolveu-a à água, mantendo-se assim o recorde de George Perry com 22 libras -10 kg, e já com 76 anos de idade.
Dottie, cujo nome é derivado de um ponto preto numa das suas brânquias, sendo por isso facilmente identificada, tinha já sido pescada em 2003 por Jed Dickerson, amigo de Mac Weakley, pesando na altura um pouco mais de 21 libras – 9,500 kg, ficando por isso aquém do recorde de Perry.
É notório que um peixe, neste caso o maior achigã conhecido do mundo, se torne numa personagem com um nome próprio e conhecida nos quatro cantos do planeta, onde quer que haja pescadores de achigãs.
Resta-nos a convicção que, mais tarde ou mais cedo se perceba o que esta espécie mexe com os pescadores. Curiosamente, hoje num programa de TV realizado a partir de Reguengos de Monsaraz, um dos pratos típicos apresentado por um restaurante da região, foi uma enorme travessa de “achigãzinhos fritos”, nitidamente abaixo da medida mínima legal de captura.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Os GT´s


O Giant Trevally (Caranx Ignobilis) conhecido pela abreviatura de GT, é provavelmente o peixe de água salgada mais poderoso e combativo do mundo. É possivel ser pescado com amostras de superfície, permitindo só por isso, um expectáculo de agressividade quando ataca os iscos artificiais, ganhando desta forma a alcunha de “destruidor de amostras”.
Podem com frequência ultrapassar os 50 quilos de peso, para 1,60 mts de comprimento. Encontram-se nas zonas tropicais dos oceanos Índico e Pacífico, existindo alguns paraísos referenciados pelos fanáticos da sua pesca, como as ilhas Seicheles, o Hawai, as ilhas Marianas ou a Austrália.
As técnicas usadas vão desde as amostras de superfície ao jigging, com material pesado.
Curiosamente, este peixe pertence à família dos carangídeos e por isso um parente do nosso conhecido carapau, sendo também denominado por “Carapau Gigante”.
Pena que só habite as zonas tropicais e por isso os locais onde abundam fiquem tão longe de nós, não fazendo parte da nossa fauna piscícola marítima. No entanto, pelo seu desportivismo, tem direito a estar referenciado no blog!
Aqui ficam alguns vídeos sobre a sua pesca.

Video Nomad Sport Fishing (clique no símbolo de Play, ao fundo da imagem)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Liberdade também no mar

O verdadeiro pescador desportivo não é o que captura mais peixes, nem o que os exibe em quantidade por todos os locais públicos, sejam reais ou virtuais.
O verdadeiro pescador desportivo é aquele que trata os adversários com gratidão e respeito, pelos momentos de adrenalina que estes lhe proporcionaram e não os vê apenas como mais algumas possibilidades de exercer os seus dotes culinários.
Apesar do robalo ser um peixe cobiçado no prato e por isso também de elevado valor financeiro, (tentador, para alguns apanhadores de peixe – não pescadores) e alvo de muitas prescrições gastronómicas, nós achamos que a maioria deve sobreviver às nossas capturas, porque só assim poderemos dar continuidade àquilo que gostamos de fazer.
Aqui fica um pequeno filme da libertação de um robalo, de tamanho bem acima da medida mínima legal.
A maioria dos que capturamos, foi libertada nas mesmas circunstâncias…

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Contrastes


“Com um isco de mentira, se pescam peixes de verdade”, como dizia Shakespear.

Contrastes entre dois desses “iscos de mentira”, dos que uso nas pescas que faço.

Em cima, uma amostra que utilizo para os predadores de mar, com 15 centímetros, da Vega.

Em baixo, uma de 3,5 centímetros da Strike King, que utilizo para a pesca às trutas, nas ribeiras da região.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lagostim Bayou Craw


A V&M, conhecida marca que produz iscos de vinil, lançou recentemente um novo modelo de lagostim, o Bayou Craw. Este isco apresenta pinças dianteiras bastante grandes, que produzem um enorme movimento e consequentemente vibrações, quando em acção de pesca.
Quando usado numa pesca na vertical no meio de estruturas, as pinças do Bayou Craw funcionam, atrasando a queda do isco e dando tempo ao peixe para atacar. Pescando ao fundo e em contacto directo com este, as pinças flutuam, imitando a postura defensiva dos lagostins verdadeiros.

Lateralmente, as pinças mais pequenas completam o isco e acrescentam movimento. O corpo apresenta anéis que conservam facilmente as bolhas de ar e o odor característico das amostras desta marca. Para tal, a V&M cozinha os seus iscos de vinil em gordura de porco para que os achigãs retenham durante mais tempo o isco e dando tempo ao pescador para uma ferragem mais efectiva.
A V&M é comercializada em Portugal pela NAUTIFISH, de Almofala de Baixo - Figueiró dos Vinhos. O telefone é 236 628 235 e o E-mail: info@nautifish.com

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Licença de Pesca na Internet


No sentido de facilitar a aquisição da Licença de Pesca Desportiva para águas interiores, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais disponibiliza desde há uns dias, o serviço de pedido de licença de pesca desportiva on-line.
Esta funcionalidade permite receber a licença pelo Correio, na morada indicada, mediante pedido on-line e pagamento nas Caixas Multibanco.
O comprovativo de pagamento do Multibanco juntamente com a impressão do documento de pedido de licença, substitui a licença de pesca desportiva habitual.
Para preencher os campos do formulário on-line é necessário introduzir alguns dados, pelo que o utilizador deverá estar preparado para tal:
- O nome completo, conforme o Bilhete de Identidade
- O género masculino/feminino
- O Numero de Identificação Fiscal (NIF)
- A morada completa (a licença será enviada para esta morada)
- O distrito da morada
- O concelho da morada
- A Freguesia da morada
- A indicação do Código Postal da morada
Para mais informações, deverá ser consultado o site da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, a página de instruções para obtenção da licença e a aplicação da mesma, clicando aqui.
ACTUALIZAÇÃO EM 30 JULHO DE 2008
Segundo informações recentes, o sistema de obtenção de Licença de Pesca pela Internet, não está funcional. Como é hábito no nosso país, funcionou durante uns dias, mas foi "sol de pouca dura", pelo que os candidatos a pescador licenciado, devem dirigir-se à DGRF como habitualmente.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Estruturas e coberturas



Na corriqueira conversa de pescador de achigãs, não se dá habitualmente importância à separação entre uma estrutura e uma cobertura. Generalizou-se o termo estrutura e usamo-lo para ambas as situações. Não é de todo incorrecto. Nos Estados Unidos, que estarão sempre na vanguarda no que concerne a esta modalidade, muitas vezes não se verifica esta diferenciação entre os dois tipos de elementos. Mas, importa agora definir o que cada uma destas palavras pretende descrever. De um modo geral e o mais simples possível, podemos afirmar que estrutura é qualquer modificação ou particularidade, que possa ser interessante para os achigãs, localizada abaixo do nível da água e fazendo parte integrante do fundo, mesmo que seja a baixa profundidade.
Cobertura é como o nome sugere, algo que está por cima e perfeitamente visível ao contrário das estruturas. Dito de outra forma, tratam-se de locais que pelas suas características atraem achigãs e se localizam acima da linha de água ou em toda a extensão da coluna de água. Podem até não estar ligadas ao fundo, como as jangadas de captação de água ou plataformas de cais para barcos.

Estruturas:
- Os “bicos”
Na gíria dos pescadores de achigãs, este nome pretende fazer referência a um dos mais procurados e produtivos pontos de pesca. Trata-se nem mais nem menos que um pedaço de terra que entra pela água dentro, criando na área submersa uma zona de baixa profundidade entre águas mais fundas de ambos os lados. Podemos com facilidade imaginar o relevo do fundo observando com atenção a morfologia da parte visível, que está fora de água. Olhando para a área onde o bico entra na água e com alguma imaginação e treino, conseguimos traçar o relevo da área submersa.
Os iscos para estas estruturas são por norma os crankbaits e os spinnerbaits. Trabalham depressa, mas tendo em conta que a visibilidade é boa para ambos os lados do bico, leva a que sejam facilmente detectáveis tornando-os muito produtivos nestas condições.

- Elevações submersas
Tratam-se justamente de elevações no relevo do fundo que por formarem uma variação mais ou menos brusca na topografia, fornecem um bom local de emboscada e por isso atraem os achigãs.
Estas alterações são consideradas de baixa profundidade até cerca dos três metros, em que podem ser utilizadas praticamente todas as amostras conhecidas, incluindo as de superfície se a limpidez das águas o permitir.
A mais de três metros de profundidade este tipo de estruturas exige um leque de técnicas menos alargado. Nestas condições, a forma de pescar passa mais para a vertical e os iscos mais habituais são as minhocas à Texas, os jigs, as colheres e montagens de finesse como o darter jigging, doodling, ou o drop-shot.

Coberturas:
- Vegetação aquática
Um dos locais que os achigãs mais apreciam são as zonas com plantas aquáticas. Para além de servirem de bom local de emboscada, são muito procuradas pelos pequenos peixes, e rãs devido ao alimento que proporciona, geralmente constituído por pequenos invertebrados, insectos, larvas e plâncton. Também os peixes maiores são atraídos pela abundância de peixes mais pequenos. As plantas têm a particularidade de produzir oxigénio através da fotosíntese enriquecendo assim a água neste elemento fundamental à vida, tornando o local aprazível a toda a vida incluindo os peixes. As zonas de plantas aquáticas são também usualmente procuradas pelos machos para a construção dos ninhos, sendo mais um dos motivos para a concentração de achigãs na época da reprodução.
Infelizmente, salvo algumas raras excepções, as maiores albufeiras do nosso país estão desprovidas de qualquer tipo de vegetação. No entanto, onde esta formidável cobertura está presente, os achigãs estão por perto...


As amostras para esta cobertura são naturalmente as que possuam um qualquer sistema anti-erva a menos que existam clareiras que permitam o trabalhar duma amostra sem as indesejáveis prisões.
Buzzbaits, spinners, minhocas à Texas e flutuantes, jig´s e outras concebidas para pescar nestas condições, são as que mais possibilidades terão de tentar os achigãs emboscados na vegetação.

- Árvores submersas
Este tipo de coberturas é também das que mais seduz os pescadores de achigãs. Os peixes procuram as arvores localizadas dentro de água, quer estejam na posição normal quer estejam tombadas, mais uma vez por se tratarem de bons locais de caça, quer apenas como refúgio e esconderijo em caso de inactividade.
A tendência é que os peixes mais activos que procuram estas coberturas se localizem mais próximos da superfície, sendo possível enganá-los com amostras rápidas como os spinnerbaits ou mesmo amostras de superfície, incluindo buzzbaits.
As amostras de vinil, na tradicional montagem à Texas, os jig´s ou um spinnerbaits de apenas uma pequena lâmina Colorado em queda, se a água estiver mais turva, serão as amostras escolhidas para pescar nestas formidáveis coberturas.

domingo, 15 de junho de 2008

Posso pedir-lhe 4 minutos e 43 segundos de atenção?

Será que não vale a pena deixar um mundo melhor, ou pelo menos deixá-lo o melhor possível, aos nossos filhos?
Quantas vezes pensamos que não está nas nossas mãos, reduzir o aquecimento global?
Faça a sua parte! Pense nisso.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O barbo corcunda


Numas curtas férias que incluíram uns dias de pesca aos barbos no rio Douro, na modalidade de pluma, tive oportunidade de capturar um peixe, que deverá ter fortes dores de costas e problemas de coluna, ou neste caso, de espinha.
De facto este barbo que teria cerca de um quilo, apresentava uma tal curvatura na zona posterior, que quase parece uma nova espécie.
No entanto, lutou como os demais e só quando chegou junto a mim é que me apercebi que de algo diferente naquele peixe.
Aqui fica a foto e a curiosidade.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A carpa


Dos peixes de água doce, a carpa será talvez o peixe mais conhecido pelos pescadores desportivos. Por certo, serão poucos os que ainda não conhecem os ímpetos deste combativo peixe.
A carpa foi introduzida no continente Europeu, ainda antes de Cristo ter percorrido as ruas das Galileia, trazida da distante Ásia. Aclimatou-se bem, graças ao facto de não ser muito exigente na qualidade da água, espalhou-se e por vezes até nos esquecemos que não é um peixe que efectivamente pertença à nossa fauna piscícola nativa.
Fisicamente a carpa é facilmente reconhecida pelos dois pares de barbilhos presentes no maxilar superior. A sua tonalidade geral é o amarelo dourado, sendo mais escura na região lombar e mais clara, quase branca, na região ventral. Na zona da cauda, as barbatanas na sua parte inferior, apresentam uma coloração laranja viva.
Prefere as águas paradas das albufeiras em detrimento das agitadas dos rios, visto que tolera bem os baixos níveis de oxigénio.
A sua reprodução dá-se na Primavera, logo que a temperatura da água atinja os 18 a 20º C, aproximadamente. Os reprodutores escolhem zonas baixas, preferencialmente com vegetação aquática, onde a água aqueça mais rapidamente, facilitando assim a incubação dos ovos que demora 4 a 8 dias. A quantidade de ovos, por quilo de peixe reprodutor fêmea, é impressionante: Cerca de 100.000!
A alimentação é constituída essencialmente por pequenos insectos, vermes, resíduos vegetais, larvas, plâncton, pequenas algas, etc. Geralmente os maiores exemplares tornam-se carnívoros, atacando pequenos peixes e lagostins, devido à grande necessidade de proteínas. Aspectos curiosos, a sua longevidade: 20 a 25 anos no estado selvagem e 50 em cativeiro e o peso, podendo atingir os 25 a 30 quilos se tiver boas condições de vida.

A pesca
Fundamentalmente a carpa pode pescar-se de duas formas distintas: à bóia ou ao fundo. Para a pesca à bóia pode-se utilizar uma cana de carreto (pesca “à bolonhesa”, entre os 4,5 mts. e os 6 mts.), a chamada cana “directa” (pesca “à francesa”, entre os 6,5 mts. e os 13,5 mts.), sem carreto mas com tamanho suficiente para cansar o peixe e trazê-lo até nós, desde que não seja um grande exemplar. Outra técnica de pesca é à inglesa, com canas tipicamente de 3,80 mts. e bóia de correr.
Uma vez que a carpa possui uma boca relativamente pequena, os anzóis deverão ser entre o nº 12 ao 20, empatados num terminal de fio 0.12 mm a 0,18mm, unido ao fio principal do carreto. As bóias devem ser pequenas e leves, suportando pesos entre os 0.75 a 1,50 gr.
O isco mais utilizado para pescar carpas é a larva de mosca, conhecida no meio piscatório por “asticot,” à venda em qualquer loja de pesca. No entanto, também se utiliza com bastante frequência o trigo, milho, batata, fava e feijão, cozidos e eventualmente com aromas adicionados.
- Texto da minha autoria, publicado no "Correio da Manhã" de 6 de Outubro de 2001

segunda-feira, 2 de junho de 2008

TV Natur

Apresentado na Ovibeja 2008 que decorreu de 26 Abril a 4 de Maio em Beja, o canal TV Natur é o primeiro canal gratuito de televisão on-line, produzido e realizado em Portugal, vocacionado para os temas da caça e pesca e pode ser visitado aqui.
Os responsáveis pelo espaço propõem-se “retratar, pensar e valorizar a caça, a pesca e as demais actividades ligadas ao campo. Debater, reflectir e acompanhar temas de interesse para caçadores, pescadores e apaixonados da Natureza”.
Na mira está também o carácter pedagógico deste espaço e tentar sempre trazer algo de novo para quem visita o canal TV Natur, mesmo que não seja caçador ou pescador.
O intuito é a produção de diversos tipos de conteúdos e a sua disponibilização via internet: caça maior, caça menor, veterinária, cães, pesca de mar e águas interiores, actividades relacionadas e claro está, a gastronomia, inevitavelmente ligada a estas actividades.
Se nesta fase inicial, o projecto está apenas disponível na web, os responsáveis encaram a possibilidade de a curto prazo ser possível o alargamento a outros locais, como feiras temáticas, lojas de caça e pesca, restaurantes e espaços públicos.
O canal TV Natur possui também um blog onde é possível a interacção com os visitantes, que pode ser visitado aqui.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Espécies exóticas na Natureza

Num programa com o nome Minuto Verde, que a RTP - televisão que todos nós pagamos a preços de luxo, faz questão de transmitir diáriamente e sob responsabilidade de uma associação ecologista, podemos assistir a este "episódio" francamente confuso, mesmo para quem já conhece a lenga-lenga...
De salientar a ideia final: " ...o achigã, o lagostim vermelho do Louisiana ou um Cágado da Flórida, devemos realmente ter o máximo de cuidado, se tiver algum em casa, em não o libertar na Natureza"

Aposto que há por aí muita gente com animais de estimação esquistos.

Então e a Ribeira dos Milagres, senhores, cheia de cocó das suiniculturas, não é contra a biodiversidade????? e o que é que já fizeram por isso????

Desta vez nem há direito a fotografia. Bhuuuuuuuuuuuuuuuu...

sábado, 24 de maio de 2008

Pesca para juniores


Amigo pescador, já pensou em levar uma criança à pesca?
Talvez nunca lhe tenha surgido esta ideia. No entanto, sugiro-lhe que considere esta hipótese, se tal ainda não lhe ocorreu e se tiver condições para o fazer. Este propósito pode parecer estranho, em especial para quem leva a pesca mais a sério! Pois bem, acreditem que levar uma criança a pescar, em especial se for nosso filho, além de estreitar relações, tem algo de muito especial e pode tornar-se num imenso gozo para nós, pais babosos, quando os primeiros peixes começarem a surgir. Esta experiência, que pode á primeira vista parecer inocente, tem muito de subjectivo e dá para nos fazer pensar um pouco.
Vejamos:
- Ao levarmos uma criança à pesca, estamos na perspectiva deles, a considerá-los capazes e já com idade para nos acompanhar. Sentir-se-ão mais importantes e responsáveis, porque já conseguiram atingir esse estatuto!
- Nunca se sabe se estamos a iniciar um campeão! É de pequenino que se começa, e eventualmente estamos a desperdiçar tempo!
- Levar uma criança ou um adolescente à pesca, estamos a ocupar-lhe o tempo livre e a desviá-lo de outras actividades que podem não ter nada de útil, podendo até ser prejudiciais. Dito de outra forma, é preferível este passatempo que outro pior. Para exemplo, fica a actuação do governo americano que faz publicidade nas revistas de pesca onde vem a frase: “Ferra-te na pesca e não nas drogas!” acompanhada por uma fotografia de dois adolescentes visivelmente emocionados com o salto de um achigã, que um deles está a pescar.
- Estamos a preparar mais um futuro respeitador e defensor do ambiente. Associando ao que hoje já se ensina nas escolas, com a actividade ao ar livre, encontrarão facilmente o sentido do respeito pela Natureza.
- Estamos a treinar o nosso melhor parceiro de pesca, que até mora na nossa casa! Não tem possibilidades de chegar tarde ao sítio marcado e de nos estragar logo de manhã o dia de pesca!
Como vê amigo pescador, vale a pena a experiência. No entanto, não se esqueça do seguinte: É um aprendiz! E pequeno! Evite perder a paciência, não se irrite com as “cabeleiras” no fio, não ralhe com ele. Se quiser, comece com uma pesca fácil, pouco exigente, e que de dê resultados rapidamente, como por exemplo às percas. Arranje um pretexto para lhe oferecer uma cana directa, não muito grande para não atrapalhar os movimentos, e tenha paciência …
Á medida que ele for evoluindo, comece por levá-lo aos achigãs ou outra pesca mais exigente. Tente descobrir um local onde seja fácil pescá-los, mesmo que sejam pequenos e não se preocupe que tudo está nas proporções correctas! Aproveite para o ensinar a devolver os peixes à água com respeito e delicadeza e diga-lhe o porquê desta atitude.
Se o levar à pesca de barco, não se esqueça nunca, de lhe vestir o colete salva-vidas. As crianças têm um relacionamento muito estreito com situações inesperadas.
Tenha sempre em conta que não vai pescar tanto como gostaria, vai desfazer muitos nós e vai ter que fugir de alguns lançamentos…
Afinal eles merecem todos estes pequenos sacrifícios, não é verdade? …
(Texto da minha autoria, publicado no Jornal Voz do Campo em 1999)

terça-feira, 20 de maio de 2008

1º Convívio de pesca embarcada em Montargil

Clique na imagem para ampliar

A secção de pesca do Grupo Desportivo Montargilense vai organizar o seu 1ºConvívio de Pesca embarcada ao achigã no dia 15 de Junho, precisamente na barragem de Montargil.
Para mais informações, consulte o blog do CDM ou amplie o cartaz.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O trim ou inclinação do motor do barco


Existem pequenos truques que muitas vezes nos facilitam a vida. Muitos deles, são verdadeiros “ovos de Colombo”, que depois de os conhecermos apetece dizer: - Quem me dera saber isto há mais tempo...
Todos os motores com inclinação (trim) manual, possuem cinco furos que fazem a regulação da inclinação do motor, face ao painel de popa, onde está fixo. Estes furos permitem que um pino de regulação seja retirado facilmente de um dos furos para outro, determinando assim a referida inclinação, quando o motor está em operação. Este ajuste é de extrema importância visto que estabelece a comodidade da navegação, o consumo e a velocidade máxima.
Assim, se o ângulo da inclinação for demasiado pequeno - motor mais próximo do painel de popa, o barco fica com a proa muito mergulhada na água e tem dificuldade em atingir uma boa velocidade. Na esteira, pode verificar-se um anormal “cachão” de água a surgir alguns metros à ré. A embarcação tem dificuldade ou nunca chega a “planar”. Obviamente, o consumo devido ao esforço extra é mais elevado e a velocidade deixa a desejar.
Por outro lado, se o ângulo da inclinação for excessivamente grande - motor demasiado afastado do painel de popa, a embarcação levanta muito a proa no arranque e assim se mantêm, tendo dificuldade em começar a “planar”. Pode, apesar disso, algum tempo depois ir baixando a proa, e começar a “planar”, mas é habitual iniciar então um movimento ritmado de batidas da proa na água, mesmo sem que exista ondulação que o justifique, tornando o navegar incómodo. Esta anomalia já foi certamente observada por nós e deve-se ao facto da embarcação nunca atingir a estabilidade na navegação, uma vez que a proa tende a ficar demasiado levantada. O consumo de combustível é excessivo também, porque o comportamento do barco não é o ideal.
O acerto da inclinação faz-se com carga normal ou ideal, bem distribuída e de preferência sem ondulação e começando pelo furo mais próximo da popa. Este acerto é feito por tentativas, tentando obter o melhor resultado, numa solução de compromisso dentro dos comportamentos referidos.
O pino de ajuste deverá ser colocado numa furação que permita que o barco fique com a proa ligeiramente levantada ao navegar, mas não manifeste nenhum dos sintomas atrás referidos.
Obviamente este tipo de ajuste não existe nos motores com elevação hidráulica ajustável - o Power Trim. Neste caso deverá iniciar-se a navegação com a inclinação junto à popa, (trim todo em baixo) e depois em navegação, vai-se levantando lentamente até atingir a velocidade ideal, sem no entanto deixar que a proa bata ritmadamente na água.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Flamingos da Ria Formosa




Num dos passados fins de semana tivemos oportunidade de fotografar alguns flamingos na Ria Formosa, junto a Olhão.
Segundo os cientistas, esta bonita ave encontra-se em expansão desde a década de 80, visto que a sua presença em Portugal tem sido cada vez em maior número.
Não nidifica no nosso país, sendo apenas um visitante no periodo mais quente, vindo das regiões dos grandes lagos africanos.
Aqui ficam algumas fotos dessas aves viajantes!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Novos fios GAMMA


Ainda em fase de lançamento e divulgação no nosso país, está uma marca de linhas de origem japonesa, fabricados pela Gamma Tecnologies, que promete revolucionar o conceito existente relativamente aos fios de pesca. Este processo, aparentemente simples é uma das respostas da ciência que está agora ainda a dar os primeiros passos, conhecida por nano tecnologia e que neste caso concreto é bastante fácil de entender: Durante o processo de fabrico é forçada a criação de ligações extraordinárias suplementares a nível inter molecular, o que não acontece numa linha normal, dando origem a um fio muito mais resistente.


Esta vantagem traduz-se em resultados reais a vários níveis:
- Maior resistência por diâmetro
- Mais resistência ao nó
- Maior resistência à tracção
- Maior resistência à abrasão
-Mais suavidade na utilização
Na pesca, a resistência destas linhas é de facto surpreendente, tornando-se numa grande vantagem em diversas situações mais exigentes, em que necessitamos de uma linha durável.
Além disso, a versão em fluorcarbono tem as vantagens já por nós conhecidas: É virtualmente invisível na água, por possuir o mesmo factor de refracção da luz que o meio aquático e é também menos elástica, o que permite uma melhor detecção dos toques, o que é vantajoso nas pescas de fundo, independentemente da modalidade praticada e em que pretendemos essa característica no fio que usamos.
É caso para dizer que as de linhas pesca “transgénicas” serão o futuro nos nossos carretos de pesca.
As linhas Gamma são comercializadas em Portugal pela Sulpesca.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Barragem de Alvito, novamente na corda bamba...

A vermelho, a provável localização do paredão da nova barragem
A verde, a ribeira de Alvito que ficará fora da nova albufeira

Depois de se saber que o local de construção da tão esperada barragem de Alvito já nunca poderá ser no sítio inicialmente previsto - nas Portas do Almourão, ficaram segundo se pode ler na imprensa regional, várias dúvidas por responder:
- Onde poderá ser concretamente a nova localização do paredão da albufeira?
- Qual a quota do paredão no novo projecto?
- Uma vez que a ribeira de Alvito, vai ficar de fora da barragem será que se mantém nome de Barragem de Alvito?
- Apesar do empreendimento ter ido a concurso público no passado dia 30, será que os privados estão interessados em investir num projecto rentável apenas a longo prazo?
E por fim, a pergunta mais importante:
- Será que há alguém interessado em investir nesta barragem?
Depois da euforia inicial das autarquias e das populações da região, caímos novamente no desencanto…

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O carapau


O nosso conhecido carapau pertence à famosa família do Carangideos, conhecidos na pesca desportiva como peixes muito agressivos e lutadores. O carapau, apesar do seu pequeno tamanho, é efectivamente agressivo e lutador, pois ataca uma enorme variedade de iscos naturais e muitos artificiais. Embora possam ser encontradas duas espécies nas nossas águas, a mais habitual junto à costa é o carapau do Atlântico (Trachurus trachurus).
Apresenta o corpo em forma fusiforme, bastante hidrodinâmico, boca grande e espinhos dorsais. Lateralmente, apresenta uma sequência de placas ósseas características da espécie. Coloração: azul esverdeado na região lombar e branco prateado na lateral e ventre.
Pode atingir 70 cm e 2 Kg de peso. Habita predominantemente zonas tropicais e as costas da Europa, no tempo mais quente. É um peixe gregário, que nada em grandes cardumes em constante procura de alimento, em mar aberto e muitas vezes perto da superfície. Podem no entanto ser encontrados junto à costa, nos portos e molhes, em especial à noite, onde procuram pequenos peixes, crustáceos e invertebrados para alimento.
Podem ser pescados à bóia a partir de terra onde a utilização de engodo de sardinha pisada pode fazer a diferença com mais alguns aditivos que vão da areia da praia ao granulado para galinhas. A partir de terra ou de barco e com o mar calmo, podem muitas vezes ver-se cardumes a alimentar-se à superfície, frequentemente em conjunto com as cavalas, o permite pescá-los à pluma com pequenos streamers, numa modalidade extremamente desportiva, pela luta que proporcionam com material light.
Outra forma de pesca, embarcada e em locais mais fundos é com os conhecidos “radares” ou “metralhadoras”. São montagens de cinco ou seis anzóis, com pequenos iscos artificiais que são largados e abanados de forma a produzir movimento. É habitual a captura de vários exemplares em simultâneo nesta modalidade.
No entanto, cabe referir o que estipula a Portaria nº 868/2006 de 29 de Agosto relativamente à Pesca Lúdica no seu artigo 2º, alínea c) ” Corripo ou corrico: o aparelho de anzol constituído por uma linha simples com até três anzóis ou amostras que podem ter acoplados anzóis triplos tipo fateixa, que é rebocado à superfície ou sub-superfície por uma embarcação ou a partir da costa”.
Por isso será recomendavel que sejam retirados dos iscos que ultrapassam este número, estipulado pela lei.