quinta-feira, 28 de agosto de 2008
À espera...
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Peixes morrem no Zêzere
Curiosamente acaba nas torneiras de quase dois milhões de lisboetas...
Ver vídeo da RTP aqui.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Substituir um passador de ponteira
Aqui fica passo a passo, como se substitui este elemento, de forma fácil e rápida.
Aqueça com um isqueiro a zona tubular do passador durante uns 5 a 7 segundos
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
O Jig
Jig… Isso mesmo. Pronuncia-se como se lê, sem entoação nenhuma! Não são muitos os pescadores que o usam, mesmo quem pesca com mais frequência e mesmo quem pesca embarcado.
Fisicamente um jig é bastante simples. Trata-se dum anzol, relativamente forte e grande, (geralmente entre os tamanhos 3/0 e 5/0) tendo junto à argola onde se empata o fio, um pedaço de chumbo em forma cónica ou esférica, habitualmente pintado. A amostra fica completa com um conjunto de finas tiras de silicone ou borracha, a que habitualmente se dá o nome de “saia” e com um dispositivo constituído por filamentos de plástico rijo que saem da “cabeça” de chumbo em direcção ao bico do anzol, sobrepondo-se ao mesmo. Este dispositivo denomina-se “anti-erva” e tem o importantíssimo papel de reduzir ou evitar que o anzol se prenda pelos sítios por onde passa, mesmo na vegetação e arbustos mais densos que possam existir.
Recentemente muitos jigs vêem equipados com um pequeno tubo colado ao corpo do anzol, com algumas esferas metálicas, com o fim de produzirem sons de forma a que o isco seja mais atractivo e ao mesmo tempo, mais facilmente localizável em condições de água mais barrenta ou menor luminosidade.
Este isco tem no entanto a particularidade de raramente se usar por si só. Ou seja, quase nunca se utiliza para pescar tal como foi descrito anteriormente. Normalmente utiliza-se com um “atrelado” que, tal como o nome sugere (dando a ideia que é rebocado), é aplicado na zona mais direita do anzol, que o veste e compõe para que fique mais atractivo pelo movimento, cor e sabor que se lhe adiciona.
Quanto aos pesos que habitualmente se utilizam, tenhamos em conta que nesta forma de pescar todo o material é peso-pesado. Os mais utilizados são os de 10 a 15 gramas.
Atrelados ou “trailers”
Nesta parte dos atrelados ou “trailers” como dizem os americanos, não existem regras, sendo o limite a nossa imaginação.
Estes atrelados como são fabricados com uma matéria perecível, são adquiridos em pequenos frascos onde estão mergulhados num líquido que os conserva. É de evitar porém, que fiquem sujeitos a altas temperaturas de Verão e mesmo assim têm algum tempo limite de conservação. Esta combinação do jig com o atrelado de courato de porco, é conhecida geralmente na gíria dos achiganistas por “jig-and-pig”.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Shad Rap Rapala - Euro 2008
O modelo de base que serviu para este tema foi a Shad Rap RS Suspending de 7 centímetros e a decoração adoptada consta da bandeira do país participante, aplicada lateralmente.
A colecção é constituída naturalmente pelas dezasseis amostras que representam os países envolvidos nesta competição Europeia.
A Rapala é representada no nosso país pela Normark.
Exposição Fotográfica "S. Miguel d´Acha - Gentes e Locais"

Clique no folheto para ampliarA mostra é constituída por vinte trabalhos a preto e branco e cor, com imagens de diversos locais da povoação, das gentes e dos costumes, como a feitura das tradicionais filhoses de Natal ou a Procissão do Sr. dos Passos, realizada por ocasião da Páscoa.
O autor tem ainda em exibição em moldura digital, um grande número de trabalhos e diversos temas, numa perspectiva de divulgação da sua actividade fotográfica que iniciou apenas com 10 anos de idade.
Resta apenas referir que o José Pedro tem 17 anos é meu filho e companheiro de pescarias…
Força aí, rapaz!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Anzóis “sem morte” ou pesca sem morte?
Dito da primeira forma, - anzóis sem morte - ficamos com a ideia que os peixes capturados não vão morrer e vão em paz à sua vida depois de libertados, se for essa a vontade do captor.
Por oposição, fica-se com a ideia também que os peixes capturados com “anzóis com morte” estarão condenados a pagar com a vida a ousadia de atacar os nossos iscos.
Como facilmente se percebe, um anzol sem morte pode espetar-se, da mesma forma que um normal, em zonas vitais para o peixe, como sejam a articulação do maxilar, nos canais olfactivos ou orgãos da visão, provocando-lhes lesões graves para o resto da vida, mesmo depois de libertado com todos requisitos do catch&release.
Somado a estas possibilidades temos ainda para complicar mais, as fisionomias das diferentes espécies. A boca de uma carpa é completamente diferente da boca de uma truta, porque é carnuda e calejada de revolver os fundos em busca de comida. Também uma truta de 300 gramas é diferente de uma truta de um quilo, pelo que as consequências do mesmo anzol espetado, são diferentes em cada uma das situações.
Conclusão: Parece-me demasiado pretensioso, mal dito até, chamar aos anzóis sem farpa “anzóis sem morte”, porque podem matar tal como os outros, nem que seja por serem utilizados por um pescador que sacrifica as suas capturas. Por oposição novamente, acho mal chamado aos anzol com barbela, "anzol com morte", porque pode ser utilizado por um pescador que preserva as espécies, que as manuseia com o máximo de cuidado e liberta.
É obvio que, quem pratica a PESCA SEM MORTE - esta sim, é a designação correcta -deverá considerar a possibilidade de utilizar todas as formas ao seu alcance, para que os danos nos exemplares que captura, tenham o menor impacto possível na sua sobrevivência.
Mas isso, na minha opinião, definitivamente não passa pela utilização exclusiva de anzóis sem farpa, embora possa ser uma contribuição.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Boston Whaler comemora 50 anos
Estas características determinaram que se tornem os barcos por excelência de várias entidades: Guarda Costeira Americana, barcos salva-vidas, barcos patrulha de vários serviços de fiscalização, Policias Marítimas, Serviços Portuários, e sobretudo por todos os que conhecem este fabricante e preocupam com a sua segurança na água.
Para que este ano seja mesmo inesquecível para a marca, a Boston Whaler recebeu o Prémio Inovação 2008 da NMMA, a Associação americana de fabricantes de artigos Náuticos.
Em Portugal, não existe actualmente nenhum representante oficial, segundo o site da marca. Felizmente sou um dos pouquíssimos proprietários de um Boston Whaler no nosso país. Trata-se de um Dauntless de 15 pés (4,70 mts) que utilizamos quer na pesca de água doce, quer no mar, após as alterações que demoram pouco a concretizar.
Sem qualquer dúvida, é o barco que preenche todas as minhas necessidades e exigências e não vejo nenhum modelo e marca que o possa vir a substituir. Provavelmente será o barco da minha vida.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Barragem de Alvito avança

A empresa irá investir 268 milhões de euros, para uma potência de 136 MW, bastante superior aos 48 MW inicialmente previstos. A central terá capacidade de bombagem de água para montante, durante o período nocturno através da albufeira da Pracana, operada também pela EDP.
O espelho de água terá
A adjudicação está sujeita à confirmação pelo INAG da conformidade da proposta e dependente das autorizações ambientais, que na eventualidade de não serem obtidas, implicam a devolução parcial do montante da oferta apresentada.
Post´s relacionados: Parece que é desta, Alvito, novamente na corda bamba
sábado, 26 de julho de 2008
Amostras Vega Akada
Em acção de pesca, verificamos que o sistema de transferência das esferas de tungsténio, aquando do lançamento (TMS - Tungsten Moving System), traduz-se numa enorme vantagem. Este sistema permite lançamentos mais longos, sempre importantes independentemente da modalidade e com maior precisão, porque a amostra não muda de direcção durante o lançamento.
A sua acção oscilante e lenta permite ser facilmente detectada pelos predadores que procuram alimento nas camadas mais superficiais da água, tornando-se muito eficaz.
A Akada está disponível em doze cores seleccionadas, que satisfazem qualquer situação de pesca. Possuiu ainda um acabamento em verniz resistente à exigência da pesca de mar e anzóis triplos de mar, da marca Mustad, que dispensam qualquer apresentação.
Mais informações disponíveis no site da Vega.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Achigã Dottie encontrado sem vida

Este peixe tinha já sido pescado pelo caçador de troféus californiano Mac Weakley em 2006, pesando na ocasião mais de 25 libras - 11, 340 kg, suficiente para pulverizar o actual recorde mundial. No entanto, como foi ferrada acidentalmente na barbatana dorsal (forma não aceite pela IGFA), Mac desistiu da homologação do peso e devolveu-a à água, mantendo-se assim o recorde de George Perry com 22 libras -10 kg, e já com 76 anos de idade.
Dottie, cujo nome é derivado de um ponto preto numa das suas brânquias, sendo por isso facilmente identificada, tinha já sido pescada em 2003 por Jed Dickerson, amigo de Mac Weakley, pesando na altura um pouco mais de 21 libras – 9,500 kg, ficando por isso aquém do recorde de Perry.
É notório que um peixe, neste caso o maior achigã conhecido do mundo, se torne numa personagem com um nome próprio e conhecida nos quatro cantos do planeta, onde quer que haja pescadores de achigãs.
Resta-nos a convicção que, mais tarde ou mais cedo se perceba o que esta espécie mexe com os pescadores. Curiosamente, hoje num programa de TV realizado a partir de Reguengos de Monsaraz, um dos pratos típicos apresentado por um restaurante da região, foi uma enorme travessa de “achigãzinhos fritos”, nitidamente abaixo da medida mínima legal de captura.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Os GT´s

Podem com frequência ultrapassar os 50 quilos de peso, para 1,60 mts de comprimento. Encontram-se nas zonas tropicais dos oceanos Índico e Pacífico, existindo alguns paraísos referenciados pelos fanáticos da sua pesca, como as ilhas Seicheles, o Hawai, as ilhas Marianas ou a Austrália.
As técnicas usadas vão desde as amostras de superfície ao jigging, com material pesado.
Curiosamente, este peixe pertence à família dos carangídeos e por isso um parente do nosso conhecido carapau, sendo também denominado por “Carapau Gigante”.
Pena que só habite as zonas tropicais e por isso os locais onde abundam fiquem tão longe de nós, não fazendo parte da nossa fauna piscícola marítima. No entanto, pelo seu desportivismo, tem direito a estar referenciado no blog!
Video Nomad Sport Fishing (clique no símbolo de Play, ao fundo da imagem)
terça-feira, 15 de julho de 2008
Liberdade também no mar
O verdadeiro pescador desportivo é aquele que trata os adversários com gratidão e respeito, pelos momentos de adrenalina que estes lhe proporcionaram e não os vê apenas como mais algumas possibilidades de exercer os seus dotes culinários.
Apesar do robalo ser um peixe cobiçado no prato e por isso também de elevado valor financeiro, (tentador, para alguns apanhadores de peixe – não pescadores) e alvo de muitas prescrições gastronómicas, nós achamos que a maioria deve sobreviver às nossas capturas, porque só assim poderemos dar continuidade àquilo que gostamos de fazer.
Aqui fica um pequeno filme da libertação de um robalo, de tamanho bem acima da medida mínima legal.
A maioria dos que capturamos, foi libertada nas mesmas circunstâncias…
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Contrastes
Contrastes entre dois desses “iscos de mentira”, dos que uso nas pescas que faço.
Em cima, uma amostra que utilizo para os predadores de mar, com 15 centímetros, da Vega.
Em baixo, uma de 3,5 centímetros da Strike King, que utilizo para a pesca às trutas, nas ribeiras da região.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Lagostim Bayou Craw
Quando usado numa pesca na vertical no meio de estruturas, as pinças do Bayou Craw funcionam, atrasando a queda do isco e dando tempo ao peixe para atacar. Pescando ao fundo e em contacto directo com este, as pinças flutuam, imitando a postura defensiva dos lagostins verdadeiros.
Lateralmente, as pinças mais pequenas completam o isco e acrescentam movimento. O corpo apresenta anéis que conservam facilmente as bolhas de ar e o odor característico das amostras desta marca. Para tal, a V&M cozinha os seus iscos de vinil em gordura de porco para que os achigãs retenham durante mais tempo o isco e dando tempo ao pescador para uma ferragem mais efectiva.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Licença de Pesca na Internet
Esta funcionalidade permite receber a licença pelo Correio, na morada indicada, mediante pedido on-line e pagamento nas Caixas Multibanco.
O comprovativo de pagamento do Multibanco juntamente com a impressão do documento de pedido de licença, substitui a licença de pesca desportiva habitual.
Para preencher os campos do formulário on-line é necessário introduzir alguns dados, pelo que o utilizador deverá estar preparado para tal:
- O nome completo, conforme o Bilhete de Identidade
- O género masculino/feminino
- O Numero de Identificação Fiscal (NIF)
- A morada completa (a licença será enviada para esta morada)
- O distrito da morada
- O concelho da morada
- A Freguesia da morada
- A indicação do Código Postal da morada
Para mais informações, deverá ser consultado o site da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, a página de instruções para obtenção da licença e a aplicação da mesma, clicando aqui.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Estruturas e coberturas
Cobertura é como o nome sugere, algo que está por cima e perfeitamente visível ao contrário das estruturas. Dito de outra forma, tratam-se de locais que pelas suas características atraem achigãs e se localizam acima da linha de água ou em toda a extensão da coluna de água. Podem até não estar ligadas ao fundo, como as jangadas de captação de água ou plataformas de cais para barcos.
Estruturas:
- Os “bicos”
Na gíria dos pescadores de achigãs, este nome pretende fazer referência a um dos mais procurados e produtivos pontos de pesca. Trata-se nem mais nem menos que um pedaço de terra que entra pela água dentro, criando na área submersa uma zona de baixa profundidade entre águas mais fundas de ambos os lados. Podemos com facilidade imaginar o relevo do fundo observando com atenção a morfologia da parte visível, que está fora de água. Olhando para a área onde o bico entra na água e com alguma imaginação e treino, conseguimos traçar o relevo da área submersa.
Os iscos para estas estruturas são por norma os crankbaits e os spinnerbaits. Trabalham depressa, mas tendo em conta que a visibilidade é boa para ambos os lados do bico, leva a que sejam facilmente detectáveis tornando-os muito produtivos nestas condições.
- Elevações submersas
Tratam-se justamente de elevações no relevo do fundo que por formarem uma variação mais ou menos brusca na topografia, fornecem um bom local de emboscada e por isso atraem os achigãs.
Estas alterações são consideradas de baixa profundidade até cerca dos três metros, em que podem ser utilizadas praticamente todas as amostras conhecidas, incluindo as de superfície se a limpidez das águas o permitir.
A mais de três metros de profundidade este tipo de estruturas exige um leque de técnicas menos alargado. Nestas condições, a forma de pescar passa mais para a vertical e os iscos mais habituais são as minhocas à Texas, os jigs, as colheres e montagens de finesse como o darter jigging, doodling, ou o drop-shot.
Coberturas:
- Vegetação aquática
Um dos locais que os achigãs mais apreciam são as zonas com plantas aquáticas. Para além de servirem de bom local de emboscada, são muito procuradas pelos pequenos peixes, e rãs devido ao alimento que proporciona, geralmente constituído por pequenos invertebrados, insectos, larvas e plâncton. Também os peixes maiores são atraídos pela abundância de peixes mais pequenos. As plantas têm a particularidade de produzir oxigénio através da fotosíntese enriquecendo assim a água neste elemento fundamental à vida, tornando o local aprazível a toda a vida incluindo os peixes. As zonas de plantas aquáticas são também usualmente procuradas pelos machos para a construção dos ninhos, sendo mais um dos motivos para a concentração de achigãs na época da reprodução.
Infelizmente, salvo algumas raras excepções, as maiores albufeiras do nosso país estão desprovidas de qualquer tipo de vegetação. No entanto, onde esta formidável cobertura está presente, os achigãs estão por perto...
As amostras para esta cobertura são naturalmente as que possuam um qualquer sistema anti-erva a menos que existam clareiras que permitam o trabalhar duma amostra sem as indesejáveis prisões.
Buzzbaits, spinners, minhocas à Texas e flutuantes, jig´s e outras concebidas para pescar nestas condições, são as que mais possibilidades terão de tentar os achigãs emboscados na vegetação.
- Árvores submersas
Este tipo de coberturas é também das que mais seduz os pescadores de achigãs. Os peixes procuram as arvores localizadas dentro de água, quer estejam na posição normal quer estejam tombadas, mais uma vez por se tratarem de bons locais de caça, quer apenas como refúgio e esconderijo em caso de inactividade.
A tendência é que os peixes mais activos que procuram estas coberturas se localizem mais próximos da superfície, sendo possível enganá-los com amostras rápidas como os spinnerbaits ou mesmo amostras de superfície, incluindo buzzbaits.
As amostras de vinil, na tradicional montagem à Texas, os jig´s ou um spinnerbaits de apenas uma pequena lâmina Colorado em queda, se a água estiver mais turva, serão as amostras escolhidas para pescar nestas formidáveis coberturas.
domingo, 15 de junho de 2008
Posso pedir-lhe 4 minutos e 43 segundos de atenção?
Quantas vezes pensamos que não está nas nossas mãos, reduzir o aquecimento global?
Faça a sua parte! Pense nisso.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O barbo corcunda
De facto este barbo que teria cerca de um quilo, apresentava uma tal curvatura na zona posterior, que quase parece uma nova espécie.
No entanto, lutou como os demais e só quando chegou junto a mim é que me apercebi que de algo diferente naquele peixe.
Aqui fica a foto e a curiosidade.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
A carpa
A carpa foi introduzida no continente Europeu, ainda antes de Cristo ter percorrido as ruas das Galileia, trazida da distante Ásia. Aclimatou-se bem, graças ao facto de não ser muito exigente na qualidade da água, espalhou-se e por vezes até nos esquecemos que não é um peixe que efectivamente pertença à nossa fauna piscícola nativa.
Fisicamente a carpa é facilmente reconhecida pelos dois pares de barbilhos presentes no maxilar superior. A sua tonalidade geral é o amarelo dourado, sendo mais escura na região lombar e mais clara, quase branca, na região ventral. Na zona da cauda, as barbatanas na sua parte inferior, apresentam uma coloração laranja viva.
Prefere as águas paradas das albufeiras em detrimento das agitadas dos rios, visto que tolera bem os baixos níveis de oxigénio.
A sua reprodução dá-se na Primavera, logo que a temperatura da água atinja os 18 a 20º C, aproximadamente. Os reprodutores escolhem zonas baixas, preferencialmente com vegetação aquática, onde a água aqueça mais rapidamente, facilitando assim a incubação dos ovos que demora 4 a 8 dias. A quantidade de ovos, por quilo de peixe reprodutor fêmea, é impressionante: Cerca de 100.000!
A alimentação é constituída essencialmente por pequenos insectos, vermes, resíduos vegetais, larvas, plâncton, pequenas algas, etc. Geralmente os maiores exemplares tornam-se carnívoros, atacando pequenos peixes e lagostins, devido à grande necessidade de proteínas. Aspectos curiosos, a sua longevidade: 20 a 25 anos no estado selvagem e 50 em cativeiro e o peso, podendo atingir os 25 a 30 quilos se tiver boas condições de vida.
A pesca
Fundamentalmente a carpa pode pescar-se de duas formas distintas: à bóia ou ao fundo. Para a pesca à bóia pode-se utilizar uma cana de carreto (pesca “à bolonhesa”, entre os 4,5 mts. e os 6 mts.), a chamada cana “directa” (pesca “à francesa”, entre os 6,5 mts. e os 13,5 mts.), sem carreto mas com tamanho suficiente para cansar o peixe e trazê-lo até nós, desde que não seja um grande exemplar. Outra técnica de pesca é à inglesa, com canas tipicamente de 3,80 mts. e bóia de correr.
Uma vez que a carpa possui uma boca relativamente pequena, os anzóis deverão ser entre o nº 12 ao 20, empatados num terminal de fio 0.12 mm a 0,18mm, unido ao fio principal do carreto. As bóias devem ser pequenas e leves, suportando pesos entre os 0.75 a 1,50 gr.
O isco mais utilizado para pescar carpas é a larva de mosca, conhecida no meio piscatório por “asticot,” à venda em qualquer loja de pesca. No entanto, também se utiliza com bastante frequência o trigo, milho, batata, fava e feijão, cozidos e eventualmente com aromas adicionados.




