"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Barragem de Alvito avança


A EDP, única concorrente, venceu o concurso de construção da barragem do Alvito. Devido à alteração do local da construção do paredão, o projecto apresentava-se um investimento potencialmente pouco interessante e com retorno a longo prazo, temendo-se até a ausência de propostas para a sua concretização. Fica de fora a ribeira do Alvito devido a esta alteração.

A empresa irá investir 268 milhões de euros, para uma potência de 136 MW, bastante superior aos 48 MW inicialmente previstos. A central terá capacidade de bombagem de água para montante, durante o período nocturno através da albufeira da Pracana, operada também pela EDP.
O espelho de água terá 22 quilómetros de comprimento, armazenará 209 milhões de metros cúbicos de água e irá inundar uma área de 789 hectares, prevendo-se o início dos trabalhos para 2010 e o primeiro enchimento em 2016.


A adjudicação está sujeita à confirmação pelo INAG da conformidade da proposta e dependente das autorizações ambientais, que na eventualidade de não serem obtidas, implicam a devolução parcial do montante da oferta apresentada.


Post´s relacionados: Parece que é desta, Alvito, novamente na corda bamba

sábado, 26 de julho de 2008

Amostras Vega Akada


A Vega lançou já este ano uma nova linha de amostras para a pesca de predadores no mar. Trata-se do modelo Akada, um jerkbait de 14 centímetros e 28 gramas de peso, que apresenta um design estreito e hidrodinâmico, seguindo as tendências actuais de amostras para mar.
Em acção de pesca, verificamos que o sistema de transferência das esferas de tungsténio, aquando do lançamento (TMS - Tungsten Moving System), traduz-se numa enorme vantagem. Este sistema permite lançamentos mais longos, sempre importantes independentemente da modalidade e com maior precisão, porque a amostra não muda de direcção durante o lançamento.

A sua acção oscilante e lenta permite ser facilmente detectada pelos predadores que procuram alimento nas camadas mais superficiais da água, tornando-se muito eficaz.
A Akada está disponível em doze cores seleccionadas, que satisfazem qualquer situação de pesca. Possuiu ainda um acabamento em verniz resistente à exigência da pesca de mar e anzóis triplos de mar, da marca Mustad, que dispensam qualquer apresentação.
Mais informações disponíveis no site da Vega.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Achigã Dottie encontrado sem vida


Em Maio deste ano foi encontrado morto no lago Dixon - Estados Unidos, o maior achigã que o mundo já conheceu. Tratava-se nem mais nem menos que Dottie, uma fêmea que aparentemente morreu de causas naturais e em consequência dos esforços e desgaste da desova. Pesou então 19 libras - 8,600 kg.
Este peixe tinha já sido pescado pelo caçador de troféus californiano Mac Weakley em 2006, pesando na ocasião mais de 25 libras - 11, 340 kg, suficiente para pulverizar o actual recorde mundial. No entanto, como foi ferrada acidentalmente na barbatana dorsal (forma não aceite pela IGFA), Mac desistiu da homologação do peso e devolveu-a à água, mantendo-se assim o recorde de George Perry com 22 libras -10 kg, e já com 76 anos de idade.
Dottie, cujo nome é derivado de um ponto preto numa das suas brânquias, sendo por isso facilmente identificada, tinha já sido pescada em 2003 por Jed Dickerson, amigo de Mac Weakley, pesando na altura um pouco mais de 21 libras – 9,500 kg, ficando por isso aquém do recorde de Perry.
É notório que um peixe, neste caso o maior achigã conhecido do mundo, se torne numa personagem com um nome próprio e conhecida nos quatro cantos do planeta, onde quer que haja pescadores de achigãs.
Resta-nos a convicção que, mais tarde ou mais cedo se perceba o que esta espécie mexe com os pescadores. Curiosamente, hoje num programa de TV realizado a partir de Reguengos de Monsaraz, um dos pratos típicos apresentado por um restaurante da região, foi uma enorme travessa de “achigãzinhos fritos”, nitidamente abaixo da medida mínima legal de captura.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Os GT´s


O Giant Trevally (Caranx Ignobilis) conhecido pela abreviatura de GT, é provavelmente o peixe de água salgada mais poderoso e combativo do mundo. É possivel ser pescado com amostras de superfície, permitindo só por isso, um expectáculo de agressividade quando ataca os iscos artificiais, ganhando desta forma a alcunha de “destruidor de amostras”.
Podem com frequência ultrapassar os 50 quilos de peso, para 1,60 mts de comprimento. Encontram-se nas zonas tropicais dos oceanos Índico e Pacífico, existindo alguns paraísos referenciados pelos fanáticos da sua pesca, como as ilhas Seicheles, o Hawai, as ilhas Marianas ou a Austrália.
As técnicas usadas vão desde as amostras de superfície ao jigging, com material pesado.
Curiosamente, este peixe pertence à família dos carangídeos e por isso um parente do nosso conhecido carapau, sendo também denominado por “Carapau Gigante”.
Pena que só habite as zonas tropicais e por isso os locais onde abundam fiquem tão longe de nós, não fazendo parte da nossa fauna piscícola marítima. No entanto, pelo seu desportivismo, tem direito a estar referenciado no blog!
Aqui ficam alguns vídeos sobre a sua pesca.

Video Nomad Sport Fishing (clique no símbolo de Play, ao fundo da imagem)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Liberdade também no mar

O verdadeiro pescador desportivo não é o que captura mais peixes, nem o que os exibe em quantidade por todos os locais públicos, sejam reais ou virtuais.
O verdadeiro pescador desportivo é aquele que trata os adversários com gratidão e respeito, pelos momentos de adrenalina que estes lhe proporcionaram e não os vê apenas como mais algumas possibilidades de exercer os seus dotes culinários.
Apesar do robalo ser um peixe cobiçado no prato e por isso também de elevado valor financeiro, (tentador, para alguns apanhadores de peixe – não pescadores) e alvo de muitas prescrições gastronómicas, nós achamos que a maioria deve sobreviver às nossas capturas, porque só assim poderemos dar continuidade àquilo que gostamos de fazer.
Aqui fica um pequeno filme da libertação de um robalo, de tamanho bem acima da medida mínima legal.
A maioria dos que capturamos, foi libertada nas mesmas circunstâncias…

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Contrastes


“Com um isco de mentira, se pescam peixes de verdade”, como dizia Shakespear.

Contrastes entre dois desses “iscos de mentira”, dos que uso nas pescas que faço.

Em cima, uma amostra que utilizo para os predadores de mar, com 15 centímetros, da Vega.

Em baixo, uma de 3,5 centímetros da Strike King, que utilizo para a pesca às trutas, nas ribeiras da região.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lagostim Bayou Craw


A V&M, conhecida marca que produz iscos de vinil, lançou recentemente um novo modelo de lagostim, o Bayou Craw. Este isco apresenta pinças dianteiras bastante grandes, que produzem um enorme movimento e consequentemente vibrações, quando em acção de pesca.
Quando usado numa pesca na vertical no meio de estruturas, as pinças do Bayou Craw funcionam, atrasando a queda do isco e dando tempo ao peixe para atacar. Pescando ao fundo e em contacto directo com este, as pinças flutuam, imitando a postura defensiva dos lagostins verdadeiros.

Lateralmente, as pinças mais pequenas completam o isco e acrescentam movimento. O corpo apresenta anéis que conservam facilmente as bolhas de ar e o odor característico das amostras desta marca. Para tal, a V&M cozinha os seus iscos de vinil em gordura de porco para que os achigãs retenham durante mais tempo o isco e dando tempo ao pescador para uma ferragem mais efectiva.
A V&M é comercializada em Portugal pela NAUTIFISH, de Almofala de Baixo - Figueiró dos Vinhos. O telefone é 236 628 235 e o E-mail: info@nautifish.com

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Licença de Pesca na Internet


No sentido de facilitar a aquisição da Licença de Pesca Desportiva para águas interiores, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais disponibiliza desde há uns dias, o serviço de pedido de licença de pesca desportiva on-line.
Esta funcionalidade permite receber a licença pelo Correio, na morada indicada, mediante pedido on-line e pagamento nas Caixas Multibanco.
O comprovativo de pagamento do Multibanco juntamente com a impressão do documento de pedido de licença, substitui a licença de pesca desportiva habitual.
Para preencher os campos do formulário on-line é necessário introduzir alguns dados, pelo que o utilizador deverá estar preparado para tal:
- O nome completo, conforme o Bilhete de Identidade
- O género masculino/feminino
- O Numero de Identificação Fiscal (NIF)
- A morada completa (a licença será enviada para esta morada)
- O distrito da morada
- O concelho da morada
- A Freguesia da morada
- A indicação do Código Postal da morada
Para mais informações, deverá ser consultado o site da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, a página de instruções para obtenção da licença e a aplicação da mesma, clicando aqui.
ACTUALIZAÇÃO EM 30 JULHO DE 2008
Segundo informações recentes, o sistema de obtenção de Licença de Pesca pela Internet, não está funcional. Como é hábito no nosso país, funcionou durante uns dias, mas foi "sol de pouca dura", pelo que os candidatos a pescador licenciado, devem dirigir-se à DGRF como habitualmente.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Estruturas e coberturas



Na corriqueira conversa de pescador de achigãs, não se dá habitualmente importância à separação entre uma estrutura e uma cobertura. Generalizou-se o termo estrutura e usamo-lo para ambas as situações. Não é de todo incorrecto. Nos Estados Unidos, que estarão sempre na vanguarda no que concerne a esta modalidade, muitas vezes não se verifica esta diferenciação entre os dois tipos de elementos. Mas, importa agora definir o que cada uma destas palavras pretende descrever. De um modo geral e o mais simples possível, podemos afirmar que estrutura é qualquer modificação ou particularidade, que possa ser interessante para os achigãs, localizada abaixo do nível da água e fazendo parte integrante do fundo, mesmo que seja a baixa profundidade.
Cobertura é como o nome sugere, algo que está por cima e perfeitamente visível ao contrário das estruturas. Dito de outra forma, tratam-se de locais que pelas suas características atraem achigãs e se localizam acima da linha de água ou em toda a extensão da coluna de água. Podem até não estar ligadas ao fundo, como as jangadas de captação de água ou plataformas de cais para barcos.

Estruturas:
- Os “bicos”
Na gíria dos pescadores de achigãs, este nome pretende fazer referência a um dos mais procurados e produtivos pontos de pesca. Trata-se nem mais nem menos que um pedaço de terra que entra pela água dentro, criando na área submersa uma zona de baixa profundidade entre águas mais fundas de ambos os lados. Podemos com facilidade imaginar o relevo do fundo observando com atenção a morfologia da parte visível, que está fora de água. Olhando para a área onde o bico entra na água e com alguma imaginação e treino, conseguimos traçar o relevo da área submersa.
Os iscos para estas estruturas são por norma os crankbaits e os spinnerbaits. Trabalham depressa, mas tendo em conta que a visibilidade é boa para ambos os lados do bico, leva a que sejam facilmente detectáveis tornando-os muito produtivos nestas condições.

- Elevações submersas
Tratam-se justamente de elevações no relevo do fundo que por formarem uma variação mais ou menos brusca na topografia, fornecem um bom local de emboscada e por isso atraem os achigãs.
Estas alterações são consideradas de baixa profundidade até cerca dos três metros, em que podem ser utilizadas praticamente todas as amostras conhecidas, incluindo as de superfície se a limpidez das águas o permitir.
A mais de três metros de profundidade este tipo de estruturas exige um leque de técnicas menos alargado. Nestas condições, a forma de pescar passa mais para a vertical e os iscos mais habituais são as minhocas à Texas, os jigs, as colheres e montagens de finesse como o darter jigging, doodling, ou o drop-shot.

Coberturas:
- Vegetação aquática
Um dos locais que os achigãs mais apreciam são as zonas com plantas aquáticas. Para além de servirem de bom local de emboscada, são muito procuradas pelos pequenos peixes, e rãs devido ao alimento que proporciona, geralmente constituído por pequenos invertebrados, insectos, larvas e plâncton. Também os peixes maiores são atraídos pela abundância de peixes mais pequenos. As plantas têm a particularidade de produzir oxigénio através da fotosíntese enriquecendo assim a água neste elemento fundamental à vida, tornando o local aprazível a toda a vida incluindo os peixes. As zonas de plantas aquáticas são também usualmente procuradas pelos machos para a construção dos ninhos, sendo mais um dos motivos para a concentração de achigãs na época da reprodução.
Infelizmente, salvo algumas raras excepções, as maiores albufeiras do nosso país estão desprovidas de qualquer tipo de vegetação. No entanto, onde esta formidável cobertura está presente, os achigãs estão por perto...


As amostras para esta cobertura são naturalmente as que possuam um qualquer sistema anti-erva a menos que existam clareiras que permitam o trabalhar duma amostra sem as indesejáveis prisões.
Buzzbaits, spinners, minhocas à Texas e flutuantes, jig´s e outras concebidas para pescar nestas condições, são as que mais possibilidades terão de tentar os achigãs emboscados na vegetação.

- Árvores submersas
Este tipo de coberturas é também das que mais seduz os pescadores de achigãs. Os peixes procuram as arvores localizadas dentro de água, quer estejam na posição normal quer estejam tombadas, mais uma vez por se tratarem de bons locais de caça, quer apenas como refúgio e esconderijo em caso de inactividade.
A tendência é que os peixes mais activos que procuram estas coberturas se localizem mais próximos da superfície, sendo possível enganá-los com amostras rápidas como os spinnerbaits ou mesmo amostras de superfície, incluindo buzzbaits.
As amostras de vinil, na tradicional montagem à Texas, os jig´s ou um spinnerbaits de apenas uma pequena lâmina Colorado em queda, se a água estiver mais turva, serão as amostras escolhidas para pescar nestas formidáveis coberturas.

domingo, 15 de junho de 2008

Posso pedir-lhe 4 minutos e 43 segundos de atenção?

Será que não vale a pena deixar um mundo melhor, ou pelo menos deixá-lo o melhor possível, aos nossos filhos?
Quantas vezes pensamos que não está nas nossas mãos, reduzir o aquecimento global?
Faça a sua parte! Pense nisso.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O barbo corcunda


Numas curtas férias que incluíram uns dias de pesca aos barbos no rio Douro, na modalidade de pluma, tive oportunidade de capturar um peixe, que deverá ter fortes dores de costas e problemas de coluna, ou neste caso, de espinha.
De facto este barbo que teria cerca de um quilo, apresentava uma tal curvatura na zona posterior, que quase parece uma nova espécie.
No entanto, lutou como os demais e só quando chegou junto a mim é que me apercebi que de algo diferente naquele peixe.
Aqui fica a foto e a curiosidade.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A carpa


Dos peixes de água doce, a carpa será talvez o peixe mais conhecido pelos pescadores desportivos. Por certo, serão poucos os que ainda não conhecem os ímpetos deste combativo peixe.
A carpa foi introduzida no continente Europeu, ainda antes de Cristo ter percorrido as ruas das Galileia, trazida da distante Ásia. Aclimatou-se bem, graças ao facto de não ser muito exigente na qualidade da água, espalhou-se e por vezes até nos esquecemos que não é um peixe que efectivamente pertença à nossa fauna piscícola nativa.
Fisicamente a carpa é facilmente reconhecida pelos dois pares de barbilhos presentes no maxilar superior. A sua tonalidade geral é o amarelo dourado, sendo mais escura na região lombar e mais clara, quase branca, na região ventral. Na zona da cauda, as barbatanas na sua parte inferior, apresentam uma coloração laranja viva.
Prefere as águas paradas das albufeiras em detrimento das agitadas dos rios, visto que tolera bem os baixos níveis de oxigénio.
A sua reprodução dá-se na Primavera, logo que a temperatura da água atinja os 18 a 20º C, aproximadamente. Os reprodutores escolhem zonas baixas, preferencialmente com vegetação aquática, onde a água aqueça mais rapidamente, facilitando assim a incubação dos ovos que demora 4 a 8 dias. A quantidade de ovos, por quilo de peixe reprodutor fêmea, é impressionante: Cerca de 100.000!
A alimentação é constituída essencialmente por pequenos insectos, vermes, resíduos vegetais, larvas, plâncton, pequenas algas, etc. Geralmente os maiores exemplares tornam-se carnívoros, atacando pequenos peixes e lagostins, devido à grande necessidade de proteínas. Aspectos curiosos, a sua longevidade: 20 a 25 anos no estado selvagem e 50 em cativeiro e o peso, podendo atingir os 25 a 30 quilos se tiver boas condições de vida.

A pesca
Fundamentalmente a carpa pode pescar-se de duas formas distintas: à bóia ou ao fundo. Para a pesca à bóia pode-se utilizar uma cana de carreto (pesca “à bolonhesa”, entre os 4,5 mts. e os 6 mts.), a chamada cana “directa” (pesca “à francesa”, entre os 6,5 mts. e os 13,5 mts.), sem carreto mas com tamanho suficiente para cansar o peixe e trazê-lo até nós, desde que não seja um grande exemplar. Outra técnica de pesca é à inglesa, com canas tipicamente de 3,80 mts. e bóia de correr.
Uma vez que a carpa possui uma boca relativamente pequena, os anzóis deverão ser entre o nº 12 ao 20, empatados num terminal de fio 0.12 mm a 0,18mm, unido ao fio principal do carreto. As bóias devem ser pequenas e leves, suportando pesos entre os 0.75 a 1,50 gr.
O isco mais utilizado para pescar carpas é a larva de mosca, conhecida no meio piscatório por “asticot,” à venda em qualquer loja de pesca. No entanto, também se utiliza com bastante frequência o trigo, milho, batata, fava e feijão, cozidos e eventualmente com aromas adicionados.
- Texto da minha autoria, publicado no "Correio da Manhã" de 6 de Outubro de 2001

segunda-feira, 2 de junho de 2008

TV Natur

Apresentado na Ovibeja 2008 que decorreu de 26 Abril a 4 de Maio em Beja, o canal TV Natur é o primeiro canal gratuito de televisão on-line, produzido e realizado em Portugal, vocacionado para os temas da caça e pesca e pode ser visitado aqui.
Os responsáveis pelo espaço propõem-se “retratar, pensar e valorizar a caça, a pesca e as demais actividades ligadas ao campo. Debater, reflectir e acompanhar temas de interesse para caçadores, pescadores e apaixonados da Natureza”.
Na mira está também o carácter pedagógico deste espaço e tentar sempre trazer algo de novo para quem visita o canal TV Natur, mesmo que não seja caçador ou pescador.
O intuito é a produção de diversos tipos de conteúdos e a sua disponibilização via internet: caça maior, caça menor, veterinária, cães, pesca de mar e águas interiores, actividades relacionadas e claro está, a gastronomia, inevitavelmente ligada a estas actividades.
Se nesta fase inicial, o projecto está apenas disponível na web, os responsáveis encaram a possibilidade de a curto prazo ser possível o alargamento a outros locais, como feiras temáticas, lojas de caça e pesca, restaurantes e espaços públicos.
O canal TV Natur possui também um blog onde é possível a interacção com os visitantes, que pode ser visitado aqui.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Espécies exóticas na Natureza

Num programa com o nome Minuto Verde, que a RTP - televisão que todos nós pagamos a preços de luxo, faz questão de transmitir diáriamente e sob responsabilidade de uma associação ecologista, podemos assistir a este "episódio" francamente confuso, mesmo para quem já conhece a lenga-lenga...
De salientar a ideia final: " ...o achigã, o lagostim vermelho do Louisiana ou um Cágado da Flórida, devemos realmente ter o máximo de cuidado, se tiver algum em casa, em não o libertar na Natureza"

Aposto que há por aí muita gente com animais de estimação esquistos.

Então e a Ribeira dos Milagres, senhores, cheia de cocó das suiniculturas, não é contra a biodiversidade????? e o que é que já fizeram por isso????

Desta vez nem há direito a fotografia. Bhuuuuuuuuuuuuuuuu...

sábado, 24 de maio de 2008

Pesca para juniores


Amigo pescador, já pensou em levar uma criança à pesca?
Talvez nunca lhe tenha surgido esta ideia. No entanto, sugiro-lhe que considere esta hipótese, se tal ainda não lhe ocorreu e se tiver condições para o fazer. Este propósito pode parecer estranho, em especial para quem leva a pesca mais a sério! Pois bem, acreditem que levar uma criança a pescar, em especial se for nosso filho, além de estreitar relações, tem algo de muito especial e pode tornar-se num imenso gozo para nós, pais babosos, quando os primeiros peixes começarem a surgir. Esta experiência, que pode á primeira vista parecer inocente, tem muito de subjectivo e dá para nos fazer pensar um pouco.
Vejamos:
- Ao levarmos uma criança à pesca, estamos na perspectiva deles, a considerá-los capazes e já com idade para nos acompanhar. Sentir-se-ão mais importantes e responsáveis, porque já conseguiram atingir esse estatuto!
- Nunca se sabe se estamos a iniciar um campeão! É de pequenino que se começa, e eventualmente estamos a desperdiçar tempo!
- Levar uma criança ou um adolescente à pesca, estamos a ocupar-lhe o tempo livre e a desviá-lo de outras actividades que podem não ter nada de útil, podendo até ser prejudiciais. Dito de outra forma, é preferível este passatempo que outro pior. Para exemplo, fica a actuação do governo americano que faz publicidade nas revistas de pesca onde vem a frase: “Ferra-te na pesca e não nas drogas!” acompanhada por uma fotografia de dois adolescentes visivelmente emocionados com o salto de um achigã, que um deles está a pescar.
- Estamos a preparar mais um futuro respeitador e defensor do ambiente. Associando ao que hoje já se ensina nas escolas, com a actividade ao ar livre, encontrarão facilmente o sentido do respeito pela Natureza.
- Estamos a treinar o nosso melhor parceiro de pesca, que até mora na nossa casa! Não tem possibilidades de chegar tarde ao sítio marcado e de nos estragar logo de manhã o dia de pesca!
Como vê amigo pescador, vale a pena a experiência. No entanto, não se esqueça do seguinte: É um aprendiz! E pequeno! Evite perder a paciência, não se irrite com as “cabeleiras” no fio, não ralhe com ele. Se quiser, comece com uma pesca fácil, pouco exigente, e que de dê resultados rapidamente, como por exemplo às percas. Arranje um pretexto para lhe oferecer uma cana directa, não muito grande para não atrapalhar os movimentos, e tenha paciência …
Á medida que ele for evoluindo, comece por levá-lo aos achigãs ou outra pesca mais exigente. Tente descobrir um local onde seja fácil pescá-los, mesmo que sejam pequenos e não se preocupe que tudo está nas proporções correctas! Aproveite para o ensinar a devolver os peixes à água com respeito e delicadeza e diga-lhe o porquê desta atitude.
Se o levar à pesca de barco, não se esqueça nunca, de lhe vestir o colete salva-vidas. As crianças têm um relacionamento muito estreito com situações inesperadas.
Tenha sempre em conta que não vai pescar tanto como gostaria, vai desfazer muitos nós e vai ter que fugir de alguns lançamentos…
Afinal eles merecem todos estes pequenos sacrifícios, não é verdade? …
(Texto da minha autoria, publicado no Jornal Voz do Campo em 1999)

terça-feira, 20 de maio de 2008

1º Convívio de pesca embarcada em Montargil

Clique na imagem para ampliar

A secção de pesca do Grupo Desportivo Montargilense vai organizar o seu 1ºConvívio de Pesca embarcada ao achigã no dia 15 de Junho, precisamente na barragem de Montargil.
Para mais informações, consulte o blog do CDM ou amplie o cartaz.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O trim ou inclinação do motor do barco


Existem pequenos truques que muitas vezes nos facilitam a vida. Muitos deles, são verdadeiros “ovos de Colombo”, que depois de os conhecermos apetece dizer: - Quem me dera saber isto há mais tempo...
Todos os motores com inclinação (trim) manual, possuem cinco furos que fazem a regulação da inclinação do motor, face ao painel de popa, onde está fixo. Estes furos permitem que um pino de regulação seja retirado facilmente de um dos furos para outro, determinando assim a referida inclinação, quando o motor está em operação. Este ajuste é de extrema importância visto que estabelece a comodidade da navegação, o consumo e a velocidade máxima.
Assim, se o ângulo da inclinação for demasiado pequeno - motor mais próximo do painel de popa, o barco fica com a proa muito mergulhada na água e tem dificuldade em atingir uma boa velocidade. Na esteira, pode verificar-se um anormal “cachão” de água a surgir alguns metros à ré. A embarcação tem dificuldade ou nunca chega a “planar”. Obviamente, o consumo devido ao esforço extra é mais elevado e a velocidade deixa a desejar.
Por outro lado, se o ângulo da inclinação for excessivamente grande - motor demasiado afastado do painel de popa, a embarcação levanta muito a proa no arranque e assim se mantêm, tendo dificuldade em começar a “planar”. Pode, apesar disso, algum tempo depois ir baixando a proa, e começar a “planar”, mas é habitual iniciar então um movimento ritmado de batidas da proa na água, mesmo sem que exista ondulação que o justifique, tornando o navegar incómodo. Esta anomalia já foi certamente observada por nós e deve-se ao facto da embarcação nunca atingir a estabilidade na navegação, uma vez que a proa tende a ficar demasiado levantada. O consumo de combustível é excessivo também, porque o comportamento do barco não é o ideal.
O acerto da inclinação faz-se com carga normal ou ideal, bem distribuída e de preferência sem ondulação e começando pelo furo mais próximo da popa. Este acerto é feito por tentativas, tentando obter o melhor resultado, numa solução de compromisso dentro dos comportamentos referidos.
O pino de ajuste deverá ser colocado numa furação que permita que o barco fique com a proa ligeiramente levantada ao navegar, mas não manifeste nenhum dos sintomas atrás referidos.
Obviamente este tipo de ajuste não existe nos motores com elevação hidráulica ajustável - o Power Trim. Neste caso deverá iniciar-se a navegação com a inclinação junto à popa, (trim todo em baixo) e depois em navegação, vai-se levantando lentamente até atingir a velocidade ideal, sem no entanto deixar que a proa bata ritmadamente na água.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Flamingos da Ria Formosa




Num dos passados fins de semana tivemos oportunidade de fotografar alguns flamingos na Ria Formosa, junto a Olhão.
Segundo os cientistas, esta bonita ave encontra-se em expansão desde a década de 80, visto que a sua presença em Portugal tem sido cada vez em maior número.
Não nidifica no nosso país, sendo apenas um visitante no periodo mais quente, vindo das regiões dos grandes lagos africanos.
Aqui ficam algumas fotos dessas aves viajantes!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Novos fios GAMMA


Ainda em fase de lançamento e divulgação no nosso país, está uma marca de linhas de origem japonesa, fabricados pela Gamma Tecnologies, que promete revolucionar o conceito existente relativamente aos fios de pesca. Este processo, aparentemente simples é uma das respostas da ciência que está agora ainda a dar os primeiros passos, conhecida por nano tecnologia e que neste caso concreto é bastante fácil de entender: Durante o processo de fabrico é forçada a criação de ligações extraordinárias suplementares a nível inter molecular, o que não acontece numa linha normal, dando origem a um fio muito mais resistente.


Esta vantagem traduz-se em resultados reais a vários níveis:
- Maior resistência por diâmetro
- Mais resistência ao nó
- Maior resistência à tracção
- Maior resistência à abrasão
-Mais suavidade na utilização
Na pesca, a resistência destas linhas é de facto surpreendente, tornando-se numa grande vantagem em diversas situações mais exigentes, em que necessitamos de uma linha durável.
Além disso, a versão em fluorcarbono tem as vantagens já por nós conhecidas: É virtualmente invisível na água, por possuir o mesmo factor de refracção da luz que o meio aquático e é também menos elástica, o que permite uma melhor detecção dos toques, o que é vantajoso nas pescas de fundo, independentemente da modalidade praticada e em que pretendemos essa característica no fio que usamos.
É caso para dizer que as de linhas pesca “transgénicas” serão o futuro nos nossos carretos de pesca.
As linhas Gamma são comercializadas em Portugal pela Sulpesca.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Barragem de Alvito, novamente na corda bamba...

A vermelho, a provável localização do paredão da nova barragem
A verde, a ribeira de Alvito que ficará fora da nova albufeira

Depois de se saber que o local de construção da tão esperada barragem de Alvito já nunca poderá ser no sítio inicialmente previsto - nas Portas do Almourão, ficaram segundo se pode ler na imprensa regional, várias dúvidas por responder:
- Onde poderá ser concretamente a nova localização do paredão da albufeira?
- Qual a quota do paredão no novo projecto?
- Uma vez que a ribeira de Alvito, vai ficar de fora da barragem será que se mantém nome de Barragem de Alvito?
- Apesar do empreendimento ter ido a concurso público no passado dia 30, será que os privados estão interessados em investir num projecto rentável apenas a longo prazo?
E por fim, a pergunta mais importante:
- Será que há alguém interessado em investir nesta barragem?
Depois da euforia inicial das autarquias e das populações da região, caímos novamente no desencanto…