"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lagostim Bayou Craw


A V&M, conhecida marca que produz iscos de vinil, lançou recentemente um novo modelo de lagostim, o Bayou Craw. Este isco apresenta pinças dianteiras bastante grandes, que produzem um enorme movimento e consequentemente vibrações, quando em acção de pesca.
Quando usado numa pesca na vertical no meio de estruturas, as pinças do Bayou Craw funcionam, atrasando a queda do isco e dando tempo ao peixe para atacar. Pescando ao fundo e em contacto directo com este, as pinças flutuam, imitando a postura defensiva dos lagostins verdadeiros.

Lateralmente, as pinças mais pequenas completam o isco e acrescentam movimento. O corpo apresenta anéis que conservam facilmente as bolhas de ar e o odor característico das amostras desta marca. Para tal, a V&M cozinha os seus iscos de vinil em gordura de porco para que os achigãs retenham durante mais tempo o isco e dando tempo ao pescador para uma ferragem mais efectiva.
A V&M é comercializada em Portugal pela NAUTIFISH, de Almofala de Baixo - Figueiró dos Vinhos. O telefone é 236 628 235 e o E-mail: info@nautifish.com

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Licença de Pesca na Internet


No sentido de facilitar a aquisição da Licença de Pesca Desportiva para águas interiores, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais disponibiliza desde há uns dias, o serviço de pedido de licença de pesca desportiva on-line.
Esta funcionalidade permite receber a licença pelo Correio, na morada indicada, mediante pedido on-line e pagamento nas Caixas Multibanco.
O comprovativo de pagamento do Multibanco juntamente com a impressão do documento de pedido de licença, substitui a licença de pesca desportiva habitual.
Para preencher os campos do formulário on-line é necessário introduzir alguns dados, pelo que o utilizador deverá estar preparado para tal:
- O nome completo, conforme o Bilhete de Identidade
- O género masculino/feminino
- O Numero de Identificação Fiscal (NIF)
- A morada completa (a licença será enviada para esta morada)
- O distrito da morada
- O concelho da morada
- A Freguesia da morada
- A indicação do Código Postal da morada
Para mais informações, deverá ser consultado o site da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, a página de instruções para obtenção da licença e a aplicação da mesma, clicando aqui.
ACTUALIZAÇÃO EM 30 JULHO DE 2008
Segundo informações recentes, o sistema de obtenção de Licença de Pesca pela Internet, não está funcional. Como é hábito no nosso país, funcionou durante uns dias, mas foi "sol de pouca dura", pelo que os candidatos a pescador licenciado, devem dirigir-se à DGRF como habitualmente.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Estruturas e coberturas



Na corriqueira conversa de pescador de achigãs, não se dá habitualmente importância à separação entre uma estrutura e uma cobertura. Generalizou-se o termo estrutura e usamo-lo para ambas as situações. Não é de todo incorrecto. Nos Estados Unidos, que estarão sempre na vanguarda no que concerne a esta modalidade, muitas vezes não se verifica esta diferenciação entre os dois tipos de elementos. Mas, importa agora definir o que cada uma destas palavras pretende descrever. De um modo geral e o mais simples possível, podemos afirmar que estrutura é qualquer modificação ou particularidade, que possa ser interessante para os achigãs, localizada abaixo do nível da água e fazendo parte integrante do fundo, mesmo que seja a baixa profundidade.
Cobertura é como o nome sugere, algo que está por cima e perfeitamente visível ao contrário das estruturas. Dito de outra forma, tratam-se de locais que pelas suas características atraem achigãs e se localizam acima da linha de água ou em toda a extensão da coluna de água. Podem até não estar ligadas ao fundo, como as jangadas de captação de água ou plataformas de cais para barcos.

Estruturas:
- Os “bicos”
Na gíria dos pescadores de achigãs, este nome pretende fazer referência a um dos mais procurados e produtivos pontos de pesca. Trata-se nem mais nem menos que um pedaço de terra que entra pela água dentro, criando na área submersa uma zona de baixa profundidade entre águas mais fundas de ambos os lados. Podemos com facilidade imaginar o relevo do fundo observando com atenção a morfologia da parte visível, que está fora de água. Olhando para a área onde o bico entra na água e com alguma imaginação e treino, conseguimos traçar o relevo da área submersa.
Os iscos para estas estruturas são por norma os crankbaits e os spinnerbaits. Trabalham depressa, mas tendo em conta que a visibilidade é boa para ambos os lados do bico, leva a que sejam facilmente detectáveis tornando-os muito produtivos nestas condições.

- Elevações submersas
Tratam-se justamente de elevações no relevo do fundo que por formarem uma variação mais ou menos brusca na topografia, fornecem um bom local de emboscada e por isso atraem os achigãs.
Estas alterações são consideradas de baixa profundidade até cerca dos três metros, em que podem ser utilizadas praticamente todas as amostras conhecidas, incluindo as de superfície se a limpidez das águas o permitir.
A mais de três metros de profundidade este tipo de estruturas exige um leque de técnicas menos alargado. Nestas condições, a forma de pescar passa mais para a vertical e os iscos mais habituais são as minhocas à Texas, os jigs, as colheres e montagens de finesse como o darter jigging, doodling, ou o drop-shot.

Coberturas:
- Vegetação aquática
Um dos locais que os achigãs mais apreciam são as zonas com plantas aquáticas. Para além de servirem de bom local de emboscada, são muito procuradas pelos pequenos peixes, e rãs devido ao alimento que proporciona, geralmente constituído por pequenos invertebrados, insectos, larvas e plâncton. Também os peixes maiores são atraídos pela abundância de peixes mais pequenos. As plantas têm a particularidade de produzir oxigénio através da fotosíntese enriquecendo assim a água neste elemento fundamental à vida, tornando o local aprazível a toda a vida incluindo os peixes. As zonas de plantas aquáticas são também usualmente procuradas pelos machos para a construção dos ninhos, sendo mais um dos motivos para a concentração de achigãs na época da reprodução.
Infelizmente, salvo algumas raras excepções, as maiores albufeiras do nosso país estão desprovidas de qualquer tipo de vegetação. No entanto, onde esta formidável cobertura está presente, os achigãs estão por perto...


As amostras para esta cobertura são naturalmente as que possuam um qualquer sistema anti-erva a menos que existam clareiras que permitam o trabalhar duma amostra sem as indesejáveis prisões.
Buzzbaits, spinners, minhocas à Texas e flutuantes, jig´s e outras concebidas para pescar nestas condições, são as que mais possibilidades terão de tentar os achigãs emboscados na vegetação.

- Árvores submersas
Este tipo de coberturas é também das que mais seduz os pescadores de achigãs. Os peixes procuram as arvores localizadas dentro de água, quer estejam na posição normal quer estejam tombadas, mais uma vez por se tratarem de bons locais de caça, quer apenas como refúgio e esconderijo em caso de inactividade.
A tendência é que os peixes mais activos que procuram estas coberturas se localizem mais próximos da superfície, sendo possível enganá-los com amostras rápidas como os spinnerbaits ou mesmo amostras de superfície, incluindo buzzbaits.
As amostras de vinil, na tradicional montagem à Texas, os jig´s ou um spinnerbaits de apenas uma pequena lâmina Colorado em queda, se a água estiver mais turva, serão as amostras escolhidas para pescar nestas formidáveis coberturas.

domingo, 15 de junho de 2008

Posso pedir-lhe 4 minutos e 43 segundos de atenção?

Será que não vale a pena deixar um mundo melhor, ou pelo menos deixá-lo o melhor possível, aos nossos filhos?
Quantas vezes pensamos que não está nas nossas mãos, reduzir o aquecimento global?
Faça a sua parte! Pense nisso.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O barbo corcunda


Numas curtas férias que incluíram uns dias de pesca aos barbos no rio Douro, na modalidade de pluma, tive oportunidade de capturar um peixe, que deverá ter fortes dores de costas e problemas de coluna, ou neste caso, de espinha.
De facto este barbo que teria cerca de um quilo, apresentava uma tal curvatura na zona posterior, que quase parece uma nova espécie.
No entanto, lutou como os demais e só quando chegou junto a mim é que me apercebi que de algo diferente naquele peixe.
Aqui fica a foto e a curiosidade.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A carpa


Dos peixes de água doce, a carpa será talvez o peixe mais conhecido pelos pescadores desportivos. Por certo, serão poucos os que ainda não conhecem os ímpetos deste combativo peixe.
A carpa foi introduzida no continente Europeu, ainda antes de Cristo ter percorrido as ruas das Galileia, trazida da distante Ásia. Aclimatou-se bem, graças ao facto de não ser muito exigente na qualidade da água, espalhou-se e por vezes até nos esquecemos que não é um peixe que efectivamente pertença à nossa fauna piscícola nativa.
Fisicamente a carpa é facilmente reconhecida pelos dois pares de barbilhos presentes no maxilar superior. A sua tonalidade geral é o amarelo dourado, sendo mais escura na região lombar e mais clara, quase branca, na região ventral. Na zona da cauda, as barbatanas na sua parte inferior, apresentam uma coloração laranja viva.
Prefere as águas paradas das albufeiras em detrimento das agitadas dos rios, visto que tolera bem os baixos níveis de oxigénio.
A sua reprodução dá-se na Primavera, logo que a temperatura da água atinja os 18 a 20º C, aproximadamente. Os reprodutores escolhem zonas baixas, preferencialmente com vegetação aquática, onde a água aqueça mais rapidamente, facilitando assim a incubação dos ovos que demora 4 a 8 dias. A quantidade de ovos, por quilo de peixe reprodutor fêmea, é impressionante: Cerca de 100.000!
A alimentação é constituída essencialmente por pequenos insectos, vermes, resíduos vegetais, larvas, plâncton, pequenas algas, etc. Geralmente os maiores exemplares tornam-se carnívoros, atacando pequenos peixes e lagostins, devido à grande necessidade de proteínas. Aspectos curiosos, a sua longevidade: 20 a 25 anos no estado selvagem e 50 em cativeiro e o peso, podendo atingir os 25 a 30 quilos se tiver boas condições de vida.

A pesca
Fundamentalmente a carpa pode pescar-se de duas formas distintas: à bóia ou ao fundo. Para a pesca à bóia pode-se utilizar uma cana de carreto (pesca “à bolonhesa”, entre os 4,5 mts. e os 6 mts.), a chamada cana “directa” (pesca “à francesa”, entre os 6,5 mts. e os 13,5 mts.), sem carreto mas com tamanho suficiente para cansar o peixe e trazê-lo até nós, desde que não seja um grande exemplar. Outra técnica de pesca é à inglesa, com canas tipicamente de 3,80 mts. e bóia de correr.
Uma vez que a carpa possui uma boca relativamente pequena, os anzóis deverão ser entre o nº 12 ao 20, empatados num terminal de fio 0.12 mm a 0,18mm, unido ao fio principal do carreto. As bóias devem ser pequenas e leves, suportando pesos entre os 0.75 a 1,50 gr.
O isco mais utilizado para pescar carpas é a larva de mosca, conhecida no meio piscatório por “asticot,” à venda em qualquer loja de pesca. No entanto, também se utiliza com bastante frequência o trigo, milho, batata, fava e feijão, cozidos e eventualmente com aromas adicionados.
- Texto da minha autoria, publicado no "Correio da Manhã" de 6 de Outubro de 2001

segunda-feira, 2 de junho de 2008

TV Natur

Apresentado na Ovibeja 2008 que decorreu de 26 Abril a 4 de Maio em Beja, o canal TV Natur é o primeiro canal gratuito de televisão on-line, produzido e realizado em Portugal, vocacionado para os temas da caça e pesca e pode ser visitado aqui.
Os responsáveis pelo espaço propõem-se “retratar, pensar e valorizar a caça, a pesca e as demais actividades ligadas ao campo. Debater, reflectir e acompanhar temas de interesse para caçadores, pescadores e apaixonados da Natureza”.
Na mira está também o carácter pedagógico deste espaço e tentar sempre trazer algo de novo para quem visita o canal TV Natur, mesmo que não seja caçador ou pescador.
O intuito é a produção de diversos tipos de conteúdos e a sua disponibilização via internet: caça maior, caça menor, veterinária, cães, pesca de mar e águas interiores, actividades relacionadas e claro está, a gastronomia, inevitavelmente ligada a estas actividades.
Se nesta fase inicial, o projecto está apenas disponível na web, os responsáveis encaram a possibilidade de a curto prazo ser possível o alargamento a outros locais, como feiras temáticas, lojas de caça e pesca, restaurantes e espaços públicos.
O canal TV Natur possui também um blog onde é possível a interacção com os visitantes, que pode ser visitado aqui.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Espécies exóticas na Natureza

Num programa com o nome Minuto Verde, que a RTP - televisão que todos nós pagamos a preços de luxo, faz questão de transmitir diáriamente e sob responsabilidade de uma associação ecologista, podemos assistir a este "episódio" francamente confuso, mesmo para quem já conhece a lenga-lenga...
De salientar a ideia final: " ...o achigã, o lagostim vermelho do Louisiana ou um Cágado da Flórida, devemos realmente ter o máximo de cuidado, se tiver algum em casa, em não o libertar na Natureza"

Aposto que há por aí muita gente com animais de estimação esquistos.

Então e a Ribeira dos Milagres, senhores, cheia de cocó das suiniculturas, não é contra a biodiversidade????? e o que é que já fizeram por isso????

Desta vez nem há direito a fotografia. Bhuuuuuuuuuuuuuuuu...

sábado, 24 de maio de 2008

Pesca para juniores


Amigo pescador, já pensou em levar uma criança à pesca?
Talvez nunca lhe tenha surgido esta ideia. No entanto, sugiro-lhe que considere esta hipótese, se tal ainda não lhe ocorreu e se tiver condições para o fazer. Este propósito pode parecer estranho, em especial para quem leva a pesca mais a sério! Pois bem, acreditem que levar uma criança a pescar, em especial se for nosso filho, além de estreitar relações, tem algo de muito especial e pode tornar-se num imenso gozo para nós, pais babosos, quando os primeiros peixes começarem a surgir. Esta experiência, que pode á primeira vista parecer inocente, tem muito de subjectivo e dá para nos fazer pensar um pouco.
Vejamos:
- Ao levarmos uma criança à pesca, estamos na perspectiva deles, a considerá-los capazes e já com idade para nos acompanhar. Sentir-se-ão mais importantes e responsáveis, porque já conseguiram atingir esse estatuto!
- Nunca se sabe se estamos a iniciar um campeão! É de pequenino que se começa, e eventualmente estamos a desperdiçar tempo!
- Levar uma criança ou um adolescente à pesca, estamos a ocupar-lhe o tempo livre e a desviá-lo de outras actividades que podem não ter nada de útil, podendo até ser prejudiciais. Dito de outra forma, é preferível este passatempo que outro pior. Para exemplo, fica a actuação do governo americano que faz publicidade nas revistas de pesca onde vem a frase: “Ferra-te na pesca e não nas drogas!” acompanhada por uma fotografia de dois adolescentes visivelmente emocionados com o salto de um achigã, que um deles está a pescar.
- Estamos a preparar mais um futuro respeitador e defensor do ambiente. Associando ao que hoje já se ensina nas escolas, com a actividade ao ar livre, encontrarão facilmente o sentido do respeito pela Natureza.
- Estamos a treinar o nosso melhor parceiro de pesca, que até mora na nossa casa! Não tem possibilidades de chegar tarde ao sítio marcado e de nos estragar logo de manhã o dia de pesca!
Como vê amigo pescador, vale a pena a experiência. No entanto, não se esqueça do seguinte: É um aprendiz! E pequeno! Evite perder a paciência, não se irrite com as “cabeleiras” no fio, não ralhe com ele. Se quiser, comece com uma pesca fácil, pouco exigente, e que de dê resultados rapidamente, como por exemplo às percas. Arranje um pretexto para lhe oferecer uma cana directa, não muito grande para não atrapalhar os movimentos, e tenha paciência …
Á medida que ele for evoluindo, comece por levá-lo aos achigãs ou outra pesca mais exigente. Tente descobrir um local onde seja fácil pescá-los, mesmo que sejam pequenos e não se preocupe que tudo está nas proporções correctas! Aproveite para o ensinar a devolver os peixes à água com respeito e delicadeza e diga-lhe o porquê desta atitude.
Se o levar à pesca de barco, não se esqueça nunca, de lhe vestir o colete salva-vidas. As crianças têm um relacionamento muito estreito com situações inesperadas.
Tenha sempre em conta que não vai pescar tanto como gostaria, vai desfazer muitos nós e vai ter que fugir de alguns lançamentos…
Afinal eles merecem todos estes pequenos sacrifícios, não é verdade? …
(Texto da minha autoria, publicado no Jornal Voz do Campo em 1999)

terça-feira, 20 de maio de 2008

1º Convívio de pesca embarcada em Montargil

Clique na imagem para ampliar

A secção de pesca do Grupo Desportivo Montargilense vai organizar o seu 1ºConvívio de Pesca embarcada ao achigã no dia 15 de Junho, precisamente na barragem de Montargil.
Para mais informações, consulte o blog do CDM ou amplie o cartaz.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O trim ou inclinação do motor do barco


Existem pequenos truques que muitas vezes nos facilitam a vida. Muitos deles, são verdadeiros “ovos de Colombo”, que depois de os conhecermos apetece dizer: - Quem me dera saber isto há mais tempo...
Todos os motores com inclinação (trim) manual, possuem cinco furos que fazem a regulação da inclinação do motor, face ao painel de popa, onde está fixo. Estes furos permitem que um pino de regulação seja retirado facilmente de um dos furos para outro, determinando assim a referida inclinação, quando o motor está em operação. Este ajuste é de extrema importância visto que estabelece a comodidade da navegação, o consumo e a velocidade máxima.
Assim, se o ângulo da inclinação for demasiado pequeno - motor mais próximo do painel de popa, o barco fica com a proa muito mergulhada na água e tem dificuldade em atingir uma boa velocidade. Na esteira, pode verificar-se um anormal “cachão” de água a surgir alguns metros à ré. A embarcação tem dificuldade ou nunca chega a “planar”. Obviamente, o consumo devido ao esforço extra é mais elevado e a velocidade deixa a desejar.
Por outro lado, se o ângulo da inclinação for excessivamente grande - motor demasiado afastado do painel de popa, a embarcação levanta muito a proa no arranque e assim se mantêm, tendo dificuldade em começar a “planar”. Pode, apesar disso, algum tempo depois ir baixando a proa, e começar a “planar”, mas é habitual iniciar então um movimento ritmado de batidas da proa na água, mesmo sem que exista ondulação que o justifique, tornando o navegar incómodo. Esta anomalia já foi certamente observada por nós e deve-se ao facto da embarcação nunca atingir a estabilidade na navegação, uma vez que a proa tende a ficar demasiado levantada. O consumo de combustível é excessivo também, porque o comportamento do barco não é o ideal.
O acerto da inclinação faz-se com carga normal ou ideal, bem distribuída e de preferência sem ondulação e começando pelo furo mais próximo da popa. Este acerto é feito por tentativas, tentando obter o melhor resultado, numa solução de compromisso dentro dos comportamentos referidos.
O pino de ajuste deverá ser colocado numa furação que permita que o barco fique com a proa ligeiramente levantada ao navegar, mas não manifeste nenhum dos sintomas atrás referidos.
Obviamente este tipo de ajuste não existe nos motores com elevação hidráulica ajustável - o Power Trim. Neste caso deverá iniciar-se a navegação com a inclinação junto à popa, (trim todo em baixo) e depois em navegação, vai-se levantando lentamente até atingir a velocidade ideal, sem no entanto deixar que a proa bata ritmadamente na água.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Flamingos da Ria Formosa




Num dos passados fins de semana tivemos oportunidade de fotografar alguns flamingos na Ria Formosa, junto a Olhão.
Segundo os cientistas, esta bonita ave encontra-se em expansão desde a década de 80, visto que a sua presença em Portugal tem sido cada vez em maior número.
Não nidifica no nosso país, sendo apenas um visitante no periodo mais quente, vindo das regiões dos grandes lagos africanos.
Aqui ficam algumas fotos dessas aves viajantes!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Novos fios GAMMA


Ainda em fase de lançamento e divulgação no nosso país, está uma marca de linhas de origem japonesa, fabricados pela Gamma Tecnologies, que promete revolucionar o conceito existente relativamente aos fios de pesca. Este processo, aparentemente simples é uma das respostas da ciência que está agora ainda a dar os primeiros passos, conhecida por nano tecnologia e que neste caso concreto é bastante fácil de entender: Durante o processo de fabrico é forçada a criação de ligações extraordinárias suplementares a nível inter molecular, o que não acontece numa linha normal, dando origem a um fio muito mais resistente.


Esta vantagem traduz-se em resultados reais a vários níveis:
- Maior resistência por diâmetro
- Mais resistência ao nó
- Maior resistência à tracção
- Maior resistência à abrasão
-Mais suavidade na utilização
Na pesca, a resistência destas linhas é de facto surpreendente, tornando-se numa grande vantagem em diversas situações mais exigentes, em que necessitamos de uma linha durável.
Além disso, a versão em fluorcarbono tem as vantagens já por nós conhecidas: É virtualmente invisível na água, por possuir o mesmo factor de refracção da luz que o meio aquático e é também menos elástica, o que permite uma melhor detecção dos toques, o que é vantajoso nas pescas de fundo, independentemente da modalidade praticada e em que pretendemos essa característica no fio que usamos.
É caso para dizer que as de linhas pesca “transgénicas” serão o futuro nos nossos carretos de pesca.
As linhas Gamma são comercializadas em Portugal pela Sulpesca.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Barragem de Alvito, novamente na corda bamba...

A vermelho, a provável localização do paredão da nova barragem
A verde, a ribeira de Alvito que ficará fora da nova albufeira

Depois de se saber que o local de construção da tão esperada barragem de Alvito já nunca poderá ser no sítio inicialmente previsto - nas Portas do Almourão, ficaram segundo se pode ler na imprensa regional, várias dúvidas por responder:
- Onde poderá ser concretamente a nova localização do paredão da albufeira?
- Qual a quota do paredão no novo projecto?
- Uma vez que a ribeira de Alvito, vai ficar de fora da barragem será que se mantém nome de Barragem de Alvito?
- Apesar do empreendimento ter ido a concurso público no passado dia 30, será que os privados estão interessados em investir num projecto rentável apenas a longo prazo?
E por fim, a pergunta mais importante:
- Será que há alguém interessado em investir nesta barragem?
Depois da euforia inicial das autarquias e das populações da região, caímos novamente no desencanto…

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O carapau


O nosso conhecido carapau pertence à famosa família do Carangideos, conhecidos na pesca desportiva como peixes muito agressivos e lutadores. O carapau, apesar do seu pequeno tamanho, é efectivamente agressivo e lutador, pois ataca uma enorme variedade de iscos naturais e muitos artificiais. Embora possam ser encontradas duas espécies nas nossas águas, a mais habitual junto à costa é o carapau do Atlântico (Trachurus trachurus).
Apresenta o corpo em forma fusiforme, bastante hidrodinâmico, boca grande e espinhos dorsais. Lateralmente, apresenta uma sequência de placas ósseas características da espécie. Coloração: azul esverdeado na região lombar e branco prateado na lateral e ventre.
Pode atingir 70 cm e 2 Kg de peso. Habita predominantemente zonas tropicais e as costas da Europa, no tempo mais quente. É um peixe gregário, que nada em grandes cardumes em constante procura de alimento, em mar aberto e muitas vezes perto da superfície. Podem no entanto ser encontrados junto à costa, nos portos e molhes, em especial à noite, onde procuram pequenos peixes, crustáceos e invertebrados para alimento.
Podem ser pescados à bóia a partir de terra onde a utilização de engodo de sardinha pisada pode fazer a diferença com mais alguns aditivos que vão da areia da praia ao granulado para galinhas. A partir de terra ou de barco e com o mar calmo, podem muitas vezes ver-se cardumes a alimentar-se à superfície, frequentemente em conjunto com as cavalas, o permite pescá-los à pluma com pequenos streamers, numa modalidade extremamente desportiva, pela luta que proporcionam com material light.
Outra forma de pesca, embarcada e em locais mais fundos é com os conhecidos “radares” ou “metralhadoras”. São montagens de cinco ou seis anzóis, com pequenos iscos artificiais que são largados e abanados de forma a produzir movimento. É habitual a captura de vários exemplares em simultâneo nesta modalidade.
No entanto, cabe referir o que estipula a Portaria nº 868/2006 de 29 de Agosto relativamente à Pesca Lúdica no seu artigo 2º, alínea c) ” Corripo ou corrico: o aparelho de anzol constituído por uma linha simples com até três anzóis ou amostras que podem ter acoplados anzóis triplos tipo fateixa, que é rebocado à superfície ou sub-superfície por uma embarcação ou a partir da costa”.
Por isso será recomendavel que sejam retirados dos iscos que ultrapassam este número, estipulado pela lei.

sábado, 26 de abril de 2008

Grande Prémio de Pesca à Truta

- Clique no cartaz para aumentar -

Realiza-se pelo segundo ano consecutivo, o "Grande Prémio de Pesca à Truta da Serra da Estrela 2008", nos concelhos de Gouveia, Manteigas e Seia, durante 2 fins-de-semana (dias 3/4 de Maio e 31 de Maio /1 de Junho).
Os participantes realizam 4 provas de pesca à pluma sem morte, 2 em água corrente e 2 em albufeira.
Cada participante, em cada fim-de-semana, concorre em 2 mangas: Uma de manhã e outra à tarde, em dias alternados.
Os pescadores inscritos podem efectuar treinos livres na Lagoa do Lagoacho de 1 a 30 de Maio de 2008.
Inscrições:
Núcleo Florestal da Beira Interior Norte
Bairro Sr.ª dos Remédios
6300 - 599 Guarda
Tel. 271 208 400
Fax. 271 208 408
Para mais informações sobre a Organização e o Regulamento visite o blog deste Festival

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Máquina de fazer tempestades




- Perspectivas sobre um "Pivot de Rega" em pleno funcionamento, em dia de vento forte.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Manutenção a carretos de tambor móvel

No seguimento do texto sobre manutenção aos carretos de tambor fixo, iremos verificar pontualmente quais os locais onde podemos de forma fácil, executar a manutenção e lubrificação nos carretos de tambor móvel ou casting, vulgarmente utilizados na pesca ao achigã e também no mar.
Neste tipo de carretos, os pontos mais críticos quanto a lubrificação, são sempre os eixos da bobina ou tambor que enrola a linha, originados pelo movimento de recuperar o fio, mas fundamentalmente pelo de lançar, em que a bobina atinge uma elevada velocidade de rotação. Se esta não estiver bem solta e lubrificada, a distância de lançamento fica naturalmente comprometida, como se compreende.
Nestes modelos há necessidade de desmontar alguma coisa - embora esta operação não se revele nada complicada, uma vez que é apenas necessário retirar a tampa lateral - a oposta ao lado da manivela - que permite extrair a bobina do interior do carreto.
Em determinados modelos é necessário uma pequena chave de fendas para desapertar os parafusos que fixam essa tampa (oposta à da manivela) mas normalmente colocados no mesmo lado da manivela.
Noutros modelos, existem parafusos preparados para serem retirados à mão e na maioria das versões mais recentes, consegue-se apenas com uma ligeira pressão num botão existente na própria tampa, enquanto esta se roda.


1º Ponto - Retirada a dita tampa lateral, remova a bobina, inclinando o carreto para facilitar a sua saída. Com um pedaço de papel absorvente, limpe cuidadosamente ambos os eixos que suportam a bobina, retirando o lubrificante antigo e eventualmente seco. Verá que o papel apresenta sujidade, que são os restos do lubrificante antigo e gasto.
Faça um pequeno e fino “palito de papel absorvente” e tente chegar aos apoios do eixo no chassis do carreto, tendo como objectivo a sua limpeza de lubrificante antigo.


Esta operação deverá ser efectuada nos dois apoios da bobina, onde se encontram os rolamentos: quer na parte interna, quer na tampa lateral que retiramos.


Lubrifique depois estes apoios e o eixo da bobina com óleo fino - aqui é fundamental que seja mesmo fino e monte com cuidado, todo o conjunto.



2º Ponto - As pegas da manivela dupla, são também locais de lubrificação periódica e obrigatória, pelo que deveremos deixar cair duas gotas de óleo em cada uma delas enquanto rodamos e limpamos o excesso.


3º Ponto - Outro local a não esquecer é o sem-fim do guia fios. Este componente está muito exposto e sujeito às gotículas de água provenientes da linha molhada que vai sendo recolhida, estando frequentemente a sua lubrificação bastante comprometida.
Neste caso, o óleo é suficiente porque liquefaz novamente a massa já aplicada e tudo volta quase ao normal. Dê uma maniveladas para espalhar o lubrificante e limpe os restos, como de costume.

4º Ponto - Nos extremos de cada lado da patilha de libertação da bobina, deixe cair uma gota de óleo, posicionado o carreto para que o óleo se espalhe entre a patilha e as abas internas do carreto. Simule vários movimentos de trabalho e limpe o excesso.

A desmontagem da tampa lateral, no lado da manivela requer já cuidados especiais, pelo que não recomendo intervenção nesta operação mais simples, a quem não esteja habilitado para o fazer. De qualquer forma, pretendo avançar para cada um dos modelos de carretos, com textos sobre intervenções mais avançadas, mas de forma separada destas mais simples. Ou seja, estas manutenções mais simples, são acessíveis a qualquer pessoa sem ter que desmontar nada de importante, na próxima iremos desmontar tampas e proceder a outras acções.
Tal como nos carretos de tambor fixo, nos primeiros lançamentos e maniveladas é provável que saiam restos de óleo resultantes dos movimentos. Faça estas operações num local adequado…
Tenha em conta que ao lubrificar os apoios da bobina contribuiu para conseguir lançamentos mais longos e consequentemente, dependendo do modelo de carreto, poderão surgir "cabeleiras". Por isso, faça os primeiros lançamento com cuidado, enquanto ajusta os freios magnéticos ou centrífugos.
- Bom trabalho!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Escalo

O escalo, também conhecido por bordalo (Squalius alburnoides) é mais uma das espécies que povoam as nossas ribeiras e endémica da Península Ibérica, existindo em quase todas as bacias hidrográficas portuguesas. Como existem várias variantes deste singular peixe, adaptadas às respectivas bacias hidrográficas, verifica-se uma certa confusão mesmo para os investigadores, quanto a nomes, localizações e subespécies.
Foram no entanto identificados oficialmente, o escalo do norte (Squalius carolitertii)) o do sul (Squalius pyrenaicus), devido à localização do seu habitat natural a norte ou a sul do Mondego.
Estudos recentes referem uma nova espécie, o escalo do Arade, (Squalius aradensis), que existe nas riberias do Arade, Algibre e Bordeira, no Algarve
Apresenta um corpo esguio, cabeça grande, coloração castanha no dorso e ligeiramente dourada na lateral. A boca é relativamente grande, visto que são bastante agressivos na procura de alimento, principalmente insectos e larvas e até pequenos peixes, base da sua alimentação. Raramente ultrapassa os 25 centímetros de comprimento, para as 200 gramas de peso.
Devido ao seu carácter de pequeno predador, é bastante fácil a sua pesca, podendo esta ser efectuada com os tradicionais iscos vivos, como para os restantes ciprinideos, bem como usando imitações de insectos na modalidade de pesca à pluma.
Trata-se de um peixe que deverá ser protegido a todo o custo, visto que se encontra em situação preocupante, devido em boa parte à alteração do habitat pelo Homem: pela poluição, remoção das areias onde desova, alteração das zonas de vegetação aquática que lhe produz insectos de que se alimenta e também com a construção de obras que impedem a sua migração reprodutiva.

sábado, 12 de abril de 2008

Manutenção de carretos de tambor fixo

Qualquer equipamento mecânico em movimento está sujeito a desgaste por contacto de esforço entre os seus componentes. Os nossos carretos de pesca, independente do modelo ou estilo, não são excepção, visto que são constituídos por um conjunto de peças metálicas e plásticas, concebidas para trabalhar em conjunto e em contacto umas com as outras. Por isso, precisam indiscutivelmente de uma ligeira manutenção periódica, para prevenir ou diminuir ao máximo o desgaste de funcionamento. Foram por isso estabelecidos quatro pontos-chave, para uma pequena mas importante manutenção a um carreto clássico. Estas tarefas poderão ser realizadas por qualquer um, visto que são bastante simples mas suficientemente importantes, mesmo sem ter que desmontar alguma coisa.
- Adquira uma embalagem ou almotolia de óleo fino ou outro semelhante do género utilizado nas máquinas de costura, na sua loja de pesca ou num hipermercado. Este género de lubrificantes apresenta habitualmente a designação de “ÓLEO FINO” na embalagem, independentemente da marca.
- Antes de iniciar a sua tarefa, prepare umas folhas de jornal velho aberto em cima da sua mesa de trabalho, para evitar que esta se suje com pingos de óleo, sendo depois também mais fácil para si arrumar tudo. Tenha também à mão uns pedaços de papel absorvente de cozinha ou guardanapo, para as limpezas necessárias.

1º - Rolete do guia-fio. Aplique uma ou duas gotas nos lados do rolete que guia a entrada do fio na bobina, para que se infiltre no eixo do mesmo, enquanto o faz rodar para que o óleo penetre com mais eficácia, espalhando-se também com mais facilidade.
Após algumas voltas, lubrifique novamente e se necessário limpe todo o eventual excesso com um pedaço de papel absorvente.

2º - Manivela. Outro ponto crítico num carreto de pesca é o eixo da manivela. O carreto deve ser posicionado para que a pega da manivela fique virada para cima, na vertical.

Neste local, até pode ser utilizado óleo mais espesso, do género do utilizado nos motores de automóvel, embora o nosso óleo fino sirva também para o efeito.
A aplicação de duas gotas, enquanto se faz rodar a pega, são suficientes para que o sistema fique lubrificado. O excesso deve novamente ser limpo com papel absorvente.

3º - Suportes da asa de cesto. Colocar uma gota de óleo em cada uma das articulações/suportes laterais da asa de cesto, enquanto se abre e fecha a mesma manualmente, facilitando a dispersão do óleo e limpando de seguida.

Após várias manobras de abrir e fechar, poderemos limpar o restos de óleo que não entrou no eixo.

4º - Eixo do rotor. Este é um dos pontos de todo o mecanismo em que existe maior esforço, devido quer à velocidade, quer ao esforço lateral provocado pelo fio ao ser enrrolado na bobina. Daí que, seja extremamente importante que se mantenha sempre lubrificado.

Neste caso iremos colocar o eixo na vertical, deixar cair duas ou três gotas de óleo, enquanto rodamos lentamente a manivela para permitir que este penetre na engrenagem até ao rolamento que suporta o rotor. Após algumas maniveladas lentas, limpamos o excesso de lubrificante.
Para finalizar, tenha em conta que quando der as primeiras manivelas rápidas após esta manutenção, vai sair algum óleo expelido pela força centrífuga da rotação. Por isso, faça estas maniveladas rápidas num local onde não suje nada de importante!

Bom trabalho! Alguma questão pode ser colocada na zona dos comentários que terá resposta por certo!

Clique aqui, para manutenção a carretos de tambor móvel, ou casting!