quinta-feira, 29 de maio de 2008
Espécies exóticas na Natureza
De salientar a ideia final: " ...o achigã, o lagostim vermelho do Louisiana ou um Cágado da Flórida, devemos realmente ter o máximo de cuidado, se tiver algum em casa, em não o libertar na Natureza"
Aposto que há por aí muita gente com animais de estimação esquistos.
Então e a Ribeira dos Milagres, senhores, cheia de cocó das suiniculturas, não é contra a biodiversidade????? e o que é que já fizeram por isso????
Desta vez nem há direito a fotografia. Bhuuuuuuuuuuuuuuuu...
sábado, 24 de maio de 2008
Pesca para juniores

Talvez nunca lhe tenha surgido esta ideia. No entanto, sugiro-lhe que considere esta hipótese, se tal ainda não lhe ocorreu e se tiver condições para o fazer. Este propósito pode parecer estranho, em especial para quem leva a pesca mais a sério! Pois bem, acreditem que levar uma criança a pescar, em especial se for nosso filho, além de estreitar relações, tem algo de muito especial e pode tornar-se num imenso gozo para nós, pais babosos, quando os primeiros peixes começarem a surgir. Esta experiência, que pode á primeira vista parecer inocente, tem muito de subjectivo e dá para nos fazer pensar um pouco.
Vejamos:
- Ao levarmos uma criança à pesca, estamos na perspectiva deles, a considerá-los capazes e já com idade para nos acompanhar. Sentir-se-ão mais importantes e responsáveis, porque já conseguiram atingir esse estatuto!
- Nunca se sabe se estamos a iniciar um campeão! É de pequenino que se começa, e eventualmente estamos a desperdiçar tempo!
- Levar uma criança ou um adolescente à pesca, estamos a ocupar-lhe o tempo livre e a desviá-lo de outras actividades que podem não ter nada de útil, podendo até ser prejudiciais. Dito de outra forma, é preferível este passatempo que outro pior. Para exemplo, fica a actuação do governo americano que faz publicidade nas revistas de pesca onde vem a frase: “Ferra-te na pesca e não nas drogas!” acompanhada por uma fotografia de dois adolescentes visivelmente emocionados com o salto de um achigã, que um deles está a pescar.
- Estamos a preparar mais um futuro respeitador e defensor do ambiente. Associando ao que hoje já se ensina nas escolas, com a actividade ao ar livre, encontrarão facilmente o sentido do respeito pela Natureza.
- Estamos a treinar o nosso melhor parceiro de pesca, que até mora na nossa casa! Não tem possibilidades de chegar tarde ao sítio marcado e de nos estragar logo de manhã o dia de pesca!
Como vê amigo pescador, vale a pena a experiência. No entanto, não se esqueça do seguinte: É um aprendiz! E pequeno! Evite perder a paciência, não se irrite com as “cabeleiras” no fio, não ralhe com ele. Se quiser, comece com uma pesca fácil, pouco exigente, e que de dê resultados rapidamente, como por exemplo às percas. Arranje um pretexto para lhe oferecer uma cana directa, não muito grande para não atrapalhar os movimentos, e tenha paciência …
Á medida que ele for evoluindo, comece por levá-lo aos achigãs ou outra pesca mais exigente. Tente descobrir um local onde seja fácil pescá-los, mesmo que sejam pequenos e não se preocupe que tudo está nas proporções correctas! Aproveite para o ensinar a devolver os peixes à água com respeito e delicadeza e diga-lhe o porquê desta atitude.
Se o levar à pesca de barco, não se esqueça nunca, de lhe vestir o colete salva-vidas. As crianças têm um relacionamento muito estreito com situações inesperadas.
Tenha sempre em conta que não vai pescar tanto como gostaria, vai desfazer muitos nós e vai ter que fugir de alguns lançamentos…
Afinal eles merecem todos estes pequenos sacrifícios, não é verdade? …
terça-feira, 20 de maio de 2008
1º Convívio de pesca embarcada em Montargil
Para mais informações, consulte o blog do CDM ou amplie o cartaz.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
O trim ou inclinação do motor do barco
Todos os motores com inclinação (trim) manual, possuem cinco furos que fazem a regulação da inclinação do motor, face ao painel de popa, onde está fixo. Estes furos permitem que um pino de regulação seja retirado facilmente de um dos furos para outro, determinando assim a referida inclinação, quando o motor está em operação. Este ajuste é de extrema importância visto que estabelece a comodidade da navegação, o consumo e a velocidade máxima.
Assim, se o ângulo da inclinação for demasiado pequeno - motor mais próximo do painel de popa, o barco fica com a proa muito mergulhada na água e tem dificuldade em atingir uma boa velocidade. Na esteira, pode verificar-se um anormal “cachão” de água a surgir alguns metros à ré. A embarcação tem dificuldade ou nunca chega a “planar”. Obviamente, o consumo devido ao esforço extra é mais elevado e a velocidade deixa a desejar.
Por outro lado, se o ângulo da inclinação for excessivamente grande - motor demasiado afastado do painel de popa, a embarcação levanta muito a proa no arranque e assim se mantêm, tendo dificuldade em começar a “planar”. Pode, apesar disso, algum tempo depois ir baixando a proa, e começar a “planar”, mas é habitual iniciar então um movimento ritmado de batidas da proa na água, mesmo sem que exista ondulação que o justifique, tornando o navegar incómodo. Esta anomalia já foi certamente observada por nós e deve-se ao facto da embarcação nunca atingir a estabilidade na navegação, uma vez que a proa tende a ficar demasiado levantada. O consumo de combustível é excessivo também, porque o comportamento do barco não é o ideal.
O acerto da inclinação faz-se com carga normal ou ideal, bem distribuída e de preferência sem ondulação e começando pelo furo mais próximo da popa. Este acerto é feito por tentativas, tentando obter o melhor resultado, numa solução de compromisso dentro dos comportamentos referidos.
O pino de ajuste deverá ser colocado numa furação que permita que o barco fique com a proa ligeiramente levantada ao navegar, mas não manifeste nenhum dos sintomas atrás referidos.
Obviamente este tipo de ajuste não existe nos motores com elevação hidráulica ajustável - o Power Trim. Neste caso deverá iniciar-se a navegação com a inclinação junto à popa, (trim todo em baixo) e depois em navegação, vai-se levantando lentamente até atingir a velocidade ideal, sem no entanto deixar que a proa bata ritmadamente na água.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Flamingos da Ria Formosa
Segundo os cientistas, esta bonita ave encontra-se em expansão desde a década de 80, visto que a sua presença em Portugal tem sido cada vez em maior número.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Novos fios GAMMA

- Maior resistência por diâmetro
- Mais resistência ao nó
- Maior resistência à tracção
- Maior resistência à abrasão
-Mais suavidade na utilização
Na pesca, a resistência destas linhas é de facto surpreendente, tornando-se numa grande vantagem em diversas situações mais exigentes, em que necessitamos de uma linha durável.
Além disso, a versão em fluorcarbono tem as vantagens já por nós conhecidas: É virtualmente invisível na água, por possuir o mesmo factor de refracção da luz que o meio aquático e é também menos elástica, o que permite uma melhor detecção dos toques, o que é vantajoso nas pescas de fundo, independentemente da modalidade praticada e em que pretendemos essa característica no fio que usamos.
É caso para dizer que as de linhas pesca “transgénicas” serão o futuro nos nossos carretos de pesca.
As linhas Gamma são comercializadas em Portugal pela Sulpesca.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Barragem de Alvito, novamente na corda bamba...
- Onde poderá ser concretamente a nova localização do paredão da albufeira?
- Qual a quota do paredão no novo projecto?
- Uma vez que a ribeira de Alvito, vai ficar de fora da barragem será que se mantém nome de Barragem de Alvito?
- Apesar do empreendimento ter ido a concurso público no passado dia 30, será que os privados estão interessados em investir num projecto rentável apenas a longo prazo?
Depois da euforia inicial das autarquias e das populações da região, caímos novamente no desencanto…
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O carapau
Apresenta o corpo em forma fusiforme, bastante hidrodinâmico, boca grande e espinhos dorsais. Lateralmente, apresenta uma sequência de placas ósseas características da espécie. Coloração: azul esverdeado na região lombar e branco prateado na lateral e ventre.
Pode atingir 70 cm e 2 Kg de peso. Habita predominantemente zonas tropicais e as costas da Europa, no tempo mais quente. É um peixe gregário, que nada em grandes cardumes em constante procura de alimento, em mar aberto e muitas vezes perto da superfície. Podem no entanto ser encontrados junto à costa, nos portos e molhes, em especial à noite, onde procuram pequenos peixes, crustáceos e invertebrados para alimento.
Podem ser pescados à bóia a partir de terra onde a utilização de engodo de sardinha pisada pode fazer a diferença com mais alguns aditivos que vão da areia da praia ao granulado para galinhas. A partir de terra ou de barco e com o mar calmo, podem muitas vezes ver-se cardumes a alimentar-se à superfície, frequentemente em conjunto com as cavalas, o permite pescá-los à pluma com pequenos streamers, numa modalidade extremamente desportiva, pela luta que proporcionam com material light.
Outra forma de pesca, embarcada e em locais mais fundos é com os conhecidos “radares” ou “metralhadoras”. São montagens de cinco ou seis anzóis, com pequenos iscos artificiais que são largados e abanados de forma a produzir movimento. É habitual a captura de vários exemplares em simultâneo nesta modalidade.
No entanto, cabe referir o que estipula a Portaria nº 868/2006 de 29 de Agosto relativamente à Pesca Lúdica no seu artigo 2º, alínea c) ” Corripo ou corrico: o aparelho de anzol constituído por uma linha simples com até três anzóis ou amostras que podem ter acoplados anzóis triplos tipo fateixa, que é rebocado à superfície ou sub-superfície por uma embarcação ou a partir da costa”.
Por isso será recomendavel que sejam retirados dos iscos que ultrapassam este número, estipulado pela lei.
sábado, 26 de abril de 2008
Grande Prémio de Pesca à Truta
quinta-feira, 24 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Manutenção a carretos de tambor móvel
Neste tipo de carretos, os pontos mais críticos quanto a lubrificação, são sempre os eixos da bobina ou tambor que enrola a linha, originados pelo movimento de recuperar o fio, mas fundamentalmente pelo de lançar, em que a bobina atinge uma elevada velocidade de rotação. Se esta não estiver bem solta e lubrificada, a distância de lançamento fica naturalmente comprometida, como se compreende.
Nestes modelos há necessidade de desmontar alguma coisa - embora esta operação não se revele nada complicada, uma vez que é apenas necessário retirar a tampa lateral - a oposta ao lado da manivela - que permite extrair a bobina do interior do carreto.
Em determinados modelos é necessário uma pequena chave de fendas para desapertar os parafusos que fixam essa tampa (oposta à da manivela) mas normalmente colocados no mesmo lado da manivela.
Noutros modelos, existem parafusos preparados para serem retirados à mão e na maioria das versões mais recentes, consegue-se apenas com uma ligeira pressão num botão existente na própria tampa, enquanto esta se roda.
1º Ponto - Retirada a dita tampa lateral, remova a bobina, inclinando o carreto para facilitar a sua saída. Com um pedaço de papel absorvente, limpe cuidadosamente ambos os eixos que suportam a bobina, retirando o lubrificante antigo e eventualmente seco. Verá que o papel apresenta sujidade, que são os restos do lubrificante antigo e gasto.
Faça um pequeno e fino “palito de papel absorvente” e tente chegar aos apoios do eixo no chassis do carreto, tendo como objectivo a sua limpeza de lubrificante antigo.
Esta operação deverá ser efectuada nos dois apoios da bobina, onde se encontram os rolamentos: quer na parte interna, quer na tampa lateral que retiramos.
Lubrifique depois estes apoios e o eixo da bobina com óleo fino - aqui é fundamental que seja mesmo fino e monte com cuidado, todo o conjunto.
2º Ponto - As pegas da manivela dupla, são também locais de lubrificação periódica e obrigatória, pelo que deveremos deixar cair duas gotas de óleo em cada uma delas enquanto rodamos e limpamos o excesso.
4º Ponto - Nos extremos de cada lado da patilha de libertação da bobina, deixe cair uma gota de óleo, posicionado o carreto para que o óleo se espalhe entre a patilha e as abas internas do carreto. Simule vários movimentos de trabalho e limpe o excesso.
A desmontagem da tampa lateral, no lado da manivela requer já cuidados especiais, pelo que não recomendo intervenção nesta operação mais simples, a quem não esteja habilitado para o fazer. De qualquer forma, pretendo avançar para cada um dos modelos de carretos, com textos sobre intervenções mais avançadas, mas de forma separada destas mais simples. Ou seja, estas manutenções mais simples, são acessíveis a qualquer pessoa sem ter que desmontar nada de importante, na próxima iremos desmontar tampas e proceder a outras acções.
Tal como nos carretos de tambor fixo, nos primeiros lançamentos e maniveladas é provável que saiam restos de óleo resultantes dos movimentos. Faça estas operações num local adequado…
Tenha em conta que ao lubrificar os apoios da bobina contribuiu para conseguir lançamentos mais longos e consequentemente, dependendo do modelo de carreto, poderão surgir "cabeleiras". Por isso, faça os primeiros lançamento com cuidado, enquanto ajusta os freios magnéticos ou centrífugos.
- Bom trabalho!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
O Escalo
O escalo, também conhecido por bordalo (Squalius alburnoides) é mais uma das espécies que povoam as nossas ribeiras e endémica da Península Ibérica, existindo em quase todas as bacias hidrográficas portuguesas. Como existem várias variantes deste singular peixe, adaptadas às respectivas bacias hidrográficas, verifica-se uma certa confusão mesmo para os investigadores, quanto a nomes, localizações e subespécies. Estudos recentes referem uma nova espécie, o escalo do Arade, (Squalius aradensis), que existe nas riberias do Arade, Algibre e Bordeira, no Algarve
Apresenta um corpo esguio, cabeça grande, coloração castanha no dorso e ligeiramente dourada na lateral. A boca é relativamente grande, visto que são bastante agressivos na procura de alimento, principalmente insectos e larvas e até pequenos peixes, base da sua alimentação. Raramente ultrapassa os 25 centímetros de comprimento, para as 200 gramas de peso.
Devido ao seu carácter de pequeno predador, é bastante fácil a sua pesca, podendo esta ser efectuada com os tradicionais iscos vivos, como para os restantes ciprinideos, bem como usando imitações de insectos na modalidade de pesca à pluma.
Trata-se de um peixe que deverá ser protegido a todo o custo, visto que se encontra em situação preocupante, devido em boa parte à alteração do habitat pelo Homem: pela poluição, remoção das areias onde desova, alteração das zonas de vegetação aquática que lhe produz insectos de que se alimenta e também com a construção de obras que impedem a sua migração reprodutiva.
sábado, 12 de abril de 2008
Manutenção de carretos de tambor fixo
- Adquira uma embalagem ou almotolia de óleo fino ou outro semelhante do género utilizado nas máquinas de costura, na sua loja de pesca ou num hipermercado. Este género de lubrificantes apresenta habitualmente a designação de “ÓLEO FINO” na embalagem, independentemente da marca.
- Antes de iniciar a sua tarefa, prepare umas folhas de jornal velho aberto em cima da sua mesa de trabalho, para evitar que esta se suje com pingos de óleo, sendo depois também mais fácil para si arrumar tudo. Tenha também à mão uns pedaços de papel absorvente de cozinha ou guardanapo, para as limpezas necessárias.
1º - Rolete do guia-fio. Aplique uma ou duas gotas nos lados do rolete que guia a entrada do fio na bobina, para que se infiltre no eixo do mesmo, enquanto o faz rodar para que o óleo penetre com mais eficácia, espalhando-se também com mais facilidade.
2º - Manivela. Outro ponto crítico num carreto de pesca é o eixo da manivela. O carreto deve ser posicionado para que a pega da manivela fique virada para cima, na vertical.
A aplicação de duas gotas, enquanto se faz rodar a pega, são suficientes para que o sistema fique lubrificado. O excesso deve novamente ser limpo com papel absorvente.
3º - Suportes da asa de cesto. Colocar uma gota de óleo em cada uma das articulações/suportes laterais da asa de cesto, enquanto se abre e fecha a mesma manualmente, facilitando a dispersão do óleo e limpando de seguida.
Após várias manobras de abrir e fechar, poderemos limpar o restos de óleo que não entrou no eixo.
4º - Eixo do rotor. Este é um dos pontos de todo o mecanismo em que existe maior esforço, devido quer à velocidade, quer ao esforço lateral provocado pelo fio ao ser enrrolado na bobina. Daí que, seja extremamente importante que se mantenha sempre lubrificado.
Neste caso iremos colocar o eixo na vertical, deixar cair duas ou três gotas de óleo, enquanto rodamos lentamente a manivela para permitir que este penetre na engrenagem até ao rolamento que suporta o rotor. Após algumas maniveladas lentas, limpamos o excesso de lubrificante.
Para finalizar, tenha em conta que quando der as primeiras manivelas rápidas após esta manutenção, vai sair algum óleo expelido pela força centrífuga da rotação. Por isso, faça estas maniveladas rápidas num local onde não suje nada de importante!
Bom trabalho! Alguma questão pode ser colocada na zona dos comentários que terá resposta por certo!
Clique aqui, para manutenção a carretos de tambor móvel, ou casting!
quinta-feira, 10 de abril de 2008
O livro Achigã - Reflexos

Como pescador, com vários resultados de topo na Competição Embarcada ao Achigã, como dirigente desportivo, colaborador em diversa imprensa especializada e como defensor da espécie e da modalidade de pesca.
Este segundo livro de Hermínio Rodrigues é o Reflexo de uma larga experiência de vida, bem documentada e com inúmeras fotografias, quer entre nós, quer nas participações como jornalista, em diversas provas nos EUA.
Este livro pode ser comprado em várias lojas de pesca espalhadas pelo país ou solicitado via e-mail directamente ao autor, para portbass@gmail.com.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
- Achigã... praga? Onde...?

Encontrava-me a desfolhar a vossa revista nº1647 de 07 a 13 de Abril, quando deparo na secção intitulada “Ambiente – Há invasores em Portugal”, considerações sobre algumas espécies denominadas por “invasoras” e onde é referido um peixe, designado por “achigã”.
Se por um lado não surpreende, porque não se espera rigor científico no género de texto e revista, já a imensidade de disparates, especificamente sobre este “invasor de Portugal” em tão pequeno espaço, é de salientar. Não fosse o caso, nem estaria incomodar V. Excelência…
Efectivamente quem lê a peça, fica com a ideia que este peixe foi trazido ilegalmente, dentro de uma garrafa de litro e meio de água, para depois ser libertado à noite e sem que ninguém veja, “trazido pelo comércio e criadores, à boleia em barcos e aviões”.
Para que conste, o achigã foi estudado previamente, trazido, aclimatado e repovoado pelo Instituto Florestal, organismo da Direcção Geral de Florestas, no início dos anos 50 do século passado – há mais de 50 anos, portanto. Foi, porque a construção de grandes barragens ocorridas em Portugal na ocasião, provocou as consequentes alterações de habitat nos meios onde ocorreram.
De um rio de água correntes surgiu um novo ecossistema, completamente diferente, facto que só por si criou novas condições para, por um lado potenciar o desenvolvimento de umas espécies e ao mesmo tempo, minimizar a presença de outras.
Mas foi o Homem que provocou essa alteração, não o achigã, que fique bem claro!
Esta espécie nunca pode ser uma praga - como aliás se verifica na realidade, porque é canibal ou seja, pode controlar-se a ela própria. Além disso e ao contrário do referido, o achigã tem um predador e o pior de todos: O Homem que o persegue, captura ilegalmente nos períodos de defeso devido à insípida fiscalização e o comercializa nos restaurantes, algumas vezes de forma ilegal.
Adianto-lhe ainda que este peixe foi introduzido em mais de quarenta países do mundo, devido justamente à sua mais valia a todos os níveis: Limita o crescimento anormal de populações doutras espécies – algumas sem qualquer tipo de interesse, (estas sim, são pragas), origina aquilo que passou a chamar-se “Actividades de Natureza” e é mais recurso alimentar para as populações do interior. Além disso, auxilia o desenvolvimento regional, como por exemplo no sector de serviços e alojamento para os pescadores desportivos e familiares, comércio de artigos de pesca, ajudando a conter a fuga para os grandes centros urbanos, de onde normalmente vêm este género de textos e opiniões completamente alienadas da realidade.
É aliás recorrente, a origem desta desinformação: Os grupos pseudo-ecologistas, no seu puro fundamentalismo exacerbado, mais preocupados com os mitos que eles próprios criam para sua auto-promoção nos média, enquanto ignoram e fazem ”vista grossa” à realidade das gentes do interior, que lidam directamente com a Natureza.
No entanto, esquecem-se ou omitem a importância de outras espécies “invasoras” no seu próprio bem-estar, como a batata e o milho, só para dar dois rápidos exemplos. Aliás, é a incoerência o principal motivo porque já ninguém os leva a sério e são frequentemente alvo de chacota da população…
Catalogar o mosquito de transmissão do dengue da mesma maneira que o achigã, tal como tal se observa no texto, não tem qualquer comentário que me pareça “escrevível” num nível de linguagem que quero manter…
Para terminar, gostaria de acrescentar que a espécie referida no texto, bem como a imagem apresentada – o Micropterus dolomieu, nem sequer existe em Portugal. A espécie que existe entre nós, bem como nos restantes países onde se entendeu a importância deste peixe, é o Micropterus salmoides, bastante diferente do apresentado.
Aceite o meu e-mail como um desabafo e não como um direito de resposta:
- É que começa a ser preocupante a constante intoxicação da opinião pública sempre pelos mesmos grupos de pessoas, com disparates inclassificáveis…
Atentamente,
José Gomes Torres
sábado, 5 de abril de 2008
A lucioperca

É originária da Europa de Leste: regiões dos mares Negro, Báltico e Aral, zona dos Urais e rio Volga. Prefere zonas de águas frias, limpas e oxigenadas, embora se mostre uma verdadeira adaptada a todas as que não reúnem estas exigentes condições, como são a generalidade as albufeiras portuguesas onde tem surgido.
Desova na Primavera, ou logo que a temperatura atinja valores entre os 7 e os 12 ºC. Os ovos com cerca de 1,5mm são colocados na vegetação ou directamente no substrato do fundo.
O crescimento da lucioperca é bastante rápido, segundo estudos efectuados no rio Volga. No primeiro ano de vida podem atingir mais de 500 gramas para um tamanho de 34 centímetros e após os sete de idade, ultrapassar 4,800 Kg para o tamanho de 68 centímetros. Noutras regiões da Europa onde foi introduzida, são frequentemente capturados exemplares que ultrapassam os 10 quilos de peso, dependendo das condições de disponibilidade de alimento.
Em Portugal existe já nos rios Douro, Tejo e Guadiana e em algumas albufeiras dos seus afluentes, mas encontra-se em franca expansão por outras mais afastadas destes rios internacionais.
Não sendo um peixe com particular interesse desportivo é um predador voraz para as nossas espécies autóctones – maioritariamente peixes de pequeno porte: bogas, barbos, e escalos, - pelo que seria desejável sempre tentar conter a todo o custo, toda e qualquer introdução desta espécie, em toda e qualquer massa de água.
Infelizmente, quando se pescam os primeiros exemplares, já toda a massa de água está repovoada. Isto porque apenas procuram alimento nas camadas mais superficiais onde vulgarmente circulam as nossas amostras, quando de todo não se consegue alimentar em profundidade ou quando sobe para zonas mais baixas para a reprodução. Desportivamente, pesca-se com todo o tipo iscos que trabalhem em camadas mais profundas e imitem as suas presas habituais.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Não destruas as tuas PlayStation´s...
Mais um pequeno filme sobre a libertação das nossas espécies mais desportivas, mais perseguidas e sobretudo, mais necessitadas de protecção.
Aqui fica o meu contributo, com a colaboração do meu filho Zé Pedro e claro está, desta preciosa truta.
Protejam, para que se possa continuar a brincadeira da pesca durante muito tempo!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Caça e Pesca na TV Cabo

domingo, 30 de março de 2008
Trutas à chuva
O céu cinzento-escuro, o vento desagradável e a preguiça, não eram bons conselheiros, para um dia de trutas, porque seria lidar directamente com água por cima e por baixo.
Mas como teimosos, ou como agora se diz, persistentes, lá fomos pescar numa ribeira que não visitávamos há mais de três anos.
Para nosso contentamento, a água continua cristalina e pura, porque felizmente não tem nenhuma dessas modernas ETAR´s para a contaminar, com toda a espécie de porcaria que nós humanos, fazemos.
Pescamos umas quantas, pequenas, mas atrevidas e endiabradas, debaixo de uma tempestade de vento e chuva que tendeu a desaparecer para o final da manhã.
Ficou prometida uma próxima visita, desta vez à pluma, embora todas aquelas árvores da ribeira já se estejam a preparar para a decoração da próxima quadra natalícia e ainda faltam uns meses largos…
quinta-feira, 27 de março de 2008
Novo monstro marinho identificado

Segundo os paleontólogos, este animal com cerca de 2,60 metros de comprimento e nitidamente adaptado ao meio aquático, viveu no período Cretácico entre 205 e 65 milhões de anos atrás e pertence à família dos Plesiosauros, que abandonaram os oceanos para se tornarem carnívoros terrestres.
É particularmente interessante o facto de este fóssil apresentar algumas semelhanças com as tartarugas marinhas, nomeadamente os meios de locomoção, bem como o pescoço alongado semelhante ao actuais e bem conhecidos lagartos.
Notícia completa na Nathional Geographic.








