
segunda-feira, 31 de março de 2008
Caça e Pesca na TV Cabo

domingo, 30 de março de 2008
Trutas à chuva
O céu cinzento-escuro, o vento desagradável e a preguiça, não eram bons conselheiros, para um dia de trutas, porque seria lidar directamente com água por cima e por baixo.
Mas como teimosos, ou como agora se diz, persistentes, lá fomos pescar numa ribeira que não visitávamos há mais de três anos.
Para nosso contentamento, a água continua cristalina e pura, porque felizmente não tem nenhuma dessas modernas ETAR´s para a contaminar, com toda a espécie de porcaria que nós humanos, fazemos.
Pescamos umas quantas, pequenas, mas atrevidas e endiabradas, debaixo de uma tempestade de vento e chuva que tendeu a desaparecer para o final da manhã.
Ficou prometida uma próxima visita, desta vez à pluma, embora todas aquelas árvores da ribeira já se estejam a preparar para a decoração da próxima quadra natalícia e ainda faltam uns meses largos…
quinta-feira, 27 de março de 2008
Novo monstro marinho identificado

Segundo os paleontólogos, este animal com cerca de 2,60 metros de comprimento e nitidamente adaptado ao meio aquático, viveu no período Cretácico entre 205 e 65 milhões de anos atrás e pertence à família dos Plesiosauros, que abandonaram os oceanos para se tornarem carnívoros terrestres.
É particularmente interessante o facto de este fóssil apresentar algumas semelhanças com as tartarugas marinhas, nomeadamente os meios de locomoção, bem como o pescoço alongado semelhante ao actuais e bem conhecidos lagartos.
Notícia completa na Nathional Geographic.
terça-feira, 25 de março de 2008
Trutas à mosca
A truta comum é o peixe autóctone mais selvagem, desconfiado e lutador das nossas águas interiores. Em início de temporada, vale a pena espreitar a forma de as tentar, que mais tradição tem por esse mundo fora...
Pegar num pequeníssimo anzol nº 18, num monte de penas de aves e fazer uma montagem que consiga convencer uma truta que está a ver um insecto... é obra! É realmente o que se passa quando pescamos à pluma ou vulgarmente dito, “à mosca”.
Esta é uma pesca realmente diferente em todos os aspectos e para muitos o máximo estado de graça que alguém pode atingir na pesca de trutas. No entanto, é virtualmente possível pescar qualquer tipo de peixe com esta técnica e com as devidas adaptações: barbos, carpas, bogas, achigãs, lúcios e no mar as tainhas, cavalas, agulhas, carapaus, atuns, robalos, anchovas, etc…
As canas para pescar trutas possuem entre sete e nove pés ou seja respectivamente dois metros e dez e dois metros e setenta. São bastante finas e flexíveis, existindo no entanto de vários tipos de acção. Os passadores do fio são reduzidos à mínima expressão, um pequeno pedaço de arame retorcido e aplicado na cana. O punho obrigatoriamente de cortiça, tem no extremo oposto ao da cana, o porta carretos.
Os carretos são mais um elemento de extrema simplicidade. Não possuem desmultiplicação e alguns, nem sequer embraiagem. Pretende-se o máximo de leveza e funcionalidade, servindo apenas de armazém para as trinta jardas de fio, cerca de vinte e sete metros, tamanho normalizado para esta pesca.
O fio especial e conhecido por cauda de rato é o verdadeiro responsável por projectar os iscos praticamente sem peso, a uma ou duas dezenas de metros. Este fio que pode ser de vários tipos tendo em conta a distância e o tipo de pesca, possui acoplado baixo de linha, onde se liga o isco e é constituído por um fio de nylon de diâmetro decrescente, cujo papel é o de manter a transmissão da energia do fio até ao isco e proporcionar uma apresentação mais discreta, permitindo um poisar suave e natural da pluma.
As os iscos representando insectos que vivem no rio e que servem de alimento às trutas que aí habitam, são normalmente imitados com minuciosas e pacientes montagens efectuadas com penas de uma infinidade de aves, pêlos de animais, ráfia, nylon, fio de cobre e/ou chumbo e cada vez mais materiais sintéticos.
Em cima, imitação de ninfa de tricóptero e em baixo, o mesmo insecto na fase alada
Lançar a uma distância suficiente longa para que a trutas não nos detectem, num rio de águas límpidas, com um isco sem peso, não se afigura à partida tarefa muito fácil. O papel principal de impulsionador deste isco artificial até ao local desejado, pertence à cauda de rato. Este fio deve estar em perfeita harmonia com a cana, sendo também esta elemento importante no desempenho do lançamento. Por exemplo, para uma cana número cinco (#5) é de todo recomendável que se use uma linha cinco, sob o risco de o conjunto não funcionar optimizado.
Assim, este lançamento é efectuado à custa do peso da cauda de rato que se faz voar em falsos lançamentos que permitem o distender da linha, antes da finalização, em que todo o conjunto cai suavemente na água. Esta técnica exige algum treino que convém ser feito junto à água e num espaço desprovido de obstáculos nas proximidades. O melhor para o principiante é descobrir alguém que o auxilie nos primeiros passos, tornando-se depois o progresso muito mais fácil.
Lançar bem, é pois a verdadeira essência da pesca à pluma, como referiu um dos mestres desta apaixonante modalidade!
quinta-feira, 20 de março de 2008
O ruivaco
Como já referido, ocorre apenas no nosso país e nas regiões biogeográficas Mediterrânica e Atlântica.
O conhecimento sobre a distribuição desta espécie é escasso, por ser difícil de distinguir da sua congénere C. arcasii.
A sua ocorrência está confirmada nas Bacias do Douro, Entre Douro e Vouga, Vouga, Mondego, Liz, Ribeiras do Oeste e Tejo. Ocorrência possível nas bacias do Âncora, Lima, Neiva, Cávado, Ave e Leça.
Habita geralmente águas de pouca profundidade e é resistente à falta de oxigénio É uma espécie que não é habitual em albufeiras.
A alimentação é baseada principalmente em invertebrados aquáticos e reproduz-se entre Abril-Junho. A maioria dos indivíduos atinge a maturidade sexual no segundo ano de vida.
Principais Ameaças: A poluição resultante de descargas de efluentes não tratados de origem industrial ou urbana, a par com fontes de poluição difusa devidas à intensificação da utilização de pesticidas e fertilizantes na agricultura, cria situações de elevada eutrofização do meio, com a consequente perda da qualidade da água, podendo levar a situações de elevada toxicidade, com maior repercussão nos períodos de estiagem.
A extracção de materiais inertes e destruição da vegetação, tornam as zonas intervencionadas impróprias como locais de abrigo, alimentação e desova, sendo particularmente grave se efectuada nas zonas e épocas de desova da espécie. Durante os trabalhos de extracção há ainda um elevado aumento da turbidez da água num troço considerável a jusante, o que pode provocar a asfixia dos peixes (devido à deposição de partículas nas guelras) e a colmatação das posturas, podendo causar mortalidades importantes em todas as fases do desenvolvimento da espécie. No norte e centro do país existem inúmeras barragens e mini-hídricas já construídas e continua a verificar-se uma grande pressão para a construção de mais destas infraestruturas.
A construção de barragens e açudes provoca também a conversão de um sistema lótico em lêntico, com a consequente alteração dos parâmetros físico-químicos da água e das comunidades animais e vegetais. Para além disso, a eutrofização que se verifica em grande parte das albufeiras pode tornar estas áreas impróprias como habitat desta espécie. Também a fragmentação das populações, com consequências a nível de perda de variabilidade genética. Mesmo quando existem sistemas de passagem para peixes, os animais têm dificuldade em transpor os obstáculos em ambos os sentidos.
A alteração do regime de caudais a jusante, a qual depende do regime de exploração da barragem, reflectindo-se na redução do caudal, na sua homogeneização ao longo do ano ou na ocorrência de flutuações bruscas. A diminuição do caudal a jusante reduz o habitat dulciaquícola disponível, com a consequente perda de locais de crescimento, alimentação e desova.
Fonte: ICN – Plano Sectorial da Rede Natura
Fotos: Alexandre Franco
domingo, 16 de março de 2008
As Popper´s
Existem num sem número de modelos, cores e tamanhos. As que se usam habitualmente para pescar achigãs medem entre seis a dez centímetros. As cores mais comuns, são quase sempre claras e bem visíveis – branco, verde alface, amarelo vivo, vermelho, laranja, dourado e prateado – para que facilmente sejam detectadas pelo peixe. A “boca”, em muitos modelos está pintada de vermelho ou laranja. Em situações de pouca luz ou em dias sem sol, as cores mais escuras produzem melhores resultados.
Os modelos variam muito pouco e embora sejam fisicamente semelhantes, existem em inúmeros modelos e tamanhos para todos os gostos.
Para que estas amostras produzam o efeito desejado, devem ser “trabalhadas “. Quer com isto dizer que é necessário dar toques com a ponteira da cana, para que se faça ouvir o som produzido pela tal concavidade da amostra.
No lançamento, as preocupações vão para a suavidade da queda do isco na água, e precisão na colocação da amostra no local desejado. Após o lançamento, devemos esperar dois ou três segundos antes de começar. Com a ponteira da cana na horizontal ou até um pouco mais baixa, damos um pequeno toque de ponteira para que o isco faça um som parecido com “buuac”. Passados alguns segundos – um ou dois – novo toque de ponteira. Depois outro. E assim sucessivamente até que a amostra chegue próximo de nós. Este tipo de toques pode-se considerar o mais normal. Contudo, sem considerar as variantes, existem mil e umas formas de executar este trabalho.
Quando a água está espelhada, sem vento, os toques devem ser mais suaves e muitas vezes a pausa é substituída por pequeníssimos toques de ponteira, que sem produzir som, fazem apenas “mexer” a amostra, transmitindo a sensação de que se trata de um ser vivo e tenta desesperadamente sair da água, onde caiu. Numa situação de algum vento os toques serão mais enérgicos, para que os sons sejam mais audíveis pelo peixe. Nestas condições, a própria ondulação faz mexer a amostra, evitando-se os pequenos toques atrás referidos.
quinta-feira, 13 de março de 2008
O Rei Robalo

Este peixe, com o nome científico Dicentrachus labrax, é um dos grandes predadores de água salgada e uma das espécies mais perseguidas pelos pescadores de costa. No entanto, encontra-se com facilidade e bastante frequência junto á foz dos rios e inclusive dentro do próprio rio onde procura os pequenos peixes, vermes e crustáceos que são a base da sua alimentação.
O aspecto do robalo é o de um peixe poderoso e resistente nadador, pelo que contribui fortemente a sua configuração fusiforme e hidrodinâmica. A sua barbatana dorsal e os opérculos apresentam espinhos aguçados que podem por descuido, ferir o pescador mais desatento. O peso máximo que pode atingir está estimado em cerca de uma dúzia de quilos, para um tamanho de um metro e meio aproximadamente, de comprimento.
Na zona dorsal, apresenta uma coloração mais escura, mas brilhante, sendo a pouco e pouco cada vez mais clara até ao branco da região ventral. De cada um dos flancos apresenta bem visível um “risco”, da cabeça á cauda. Trata-se da linha lateral com a função de detecção de vibrações provenientes das eventuais presas e de tudo o que o rodeia.
O seu habitat ou as localizações preferidas são necessariamente locais de correntes aquáticas ou água em movimento. Daí a sua preferência pelas desembocaduras dos rios no mar. Também as zonas rochosas com forte rebentação que descola os crustáceos das rochas e revolve as areias, pondo a descoberto uma infinidade de seres vivos, atraem este peixe.
Na pesca, os iscos artificiais, vão cada vez mais conquistando um maior número de adeptos na pesca do robalo. Desde o simples e barato pingalim aplicado num estralho com uma bóia de água ou chumbada, até às imitações de peixes, mais ou menos perfeitas e equipadas com anzóis triplos, são todas formas eficazes de pesca. Também as conhecidas zagaias metálicas dão bons resultados. Estas opções são as mais utilizáveis em qualquer tipo de local.
Para pescas com iscos naturais são de referir todo o tipo de minhocas de mar, para pescar nas praias de areia (surf-casting), com destaque especial para a pequena minhoca, chamada “de sangue” de coloração vermelho vivo.
Pescar robalos, exige principalmente conhecer bem os locais e os hábitos alimentares dos peixes que aí se deslocam para comer. Ou seja, na foz de um rio será talvez mais lógico pescar com a “camarinha”, do que com metade de uma sardinha num anzol nº 2. No entanto, a pesca não tem regras e aí reside precisamente um dos seus encantos.
Fundamentalmente, devemos possuir sensibilidade para estudar o local, pedir conselhos ou “espiar” quem já lá pesca e o que usa, para que os resultados sejam minimamente positivos.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Bill Dance bloopers - Cenas III

quinta-feira, 6 de março de 2008
Unir multi-filamento a mono-filamento

Um dos nós mais úteis que podemos empregar na utilização de fio multifilar - também chamado multi-filamento ou entrançado - é quando precisamos uni-lo a um estralho ou baixada de fio mono-filamento.
Nestas circunstâncias e quando surgiu o multi-filamento, vulgarmente os fios “corriam” e o nó desfazia-se, ou teríamos que executar uma laçada em cada um e ligá-los dessa forma.
Depois de terem surgido nas tertúlias de pescadores, inúmeros tipos e modelos de nós para esta situação, chegou-se a esta forma de atar, evolução de todas as versões anteriores.
É facílimo e rápido de fazer, mas sobretudo eficaz, porque não tem nenhum nó que fragilize a resistência de qualquer um dos fios.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Cenários de trutas
domingo, 2 de março de 2008
Trutas, raras...
É uma pesca difícil, esta. É difícil percorrer as margens cheias de matagal, silvas e árvores tombadas pelas cheias, ainda do ano passado. Pescar uma truta também é difícil. Especialmente porque este peixe é perseguido pelo Homem, que também lhe suja as águas com resíduos e com as modernas ETAR´s. Nota-se um sedimento no fundo, que decididamente não faz parte do habitat de uma truta.
Nota-se nas margens a erva pisada recentemente em locais inacessíveis, em carreiros feitos por pessoas que não vão lá apenas para ver a água.
Pena é que o ICNB – Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade que preconiza uma desprotecção das espécies exóticas, como o achigã e a carpa, não se preocupe minimamente em proteger as espécies autóctones, como a preciosa truta.
O resultado de uma manhã de pesca de três pescadores saldou-se numa truta “especial”, com cerca de trinta centímetros que foi cuidadosamente devolvida à água. Especial, porque é mesmo única, uma vez que tinha uma enorme pinta preta, com cerca de um centímetro e meio, no seu lado esquerdo.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
O Fluviário de Mora
Este Fluviário inaugurado há menos de um ano é sem dúvida um espaço bem concebido e agradável. Idealiza o trajecto de um rio imaginário, com as espécies de peixes, plantas e anfíbios, associadas a cada um dos passos do seu percurso.
É possível identificar por intermédio de quadros próximos, as espécies de ribeira, rio, albufeira e por fim a foz de águas salobras e já com espécies de água salgada como as taínhas, douradas, raias e até um xarroco.
Há ainda um espaço para o casal de lontras – a Marisa e o Cristiano Ronaldo. Um deles aproveitou para mostrar a sua magnífica dentadura, registada pela minha máquina fotográfica. Existe ainda um espaço com várias espécies de peixes exóticos, sendo uma boa parte deles da América do Sul. Outro dos aquários exibe o espectacular colorido e variedade dos peixes dos lagos africanos.
À saída, existe uma loja de recordações com objectos relacionados com o Fluviário.
Pode visitar na Internet, o site do Fluviário de Mora.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
As Rattlin Trap

Constituição
O aspecto exterior deste género de iscos artificiais é o de uma amostra um pouco mais espalmada lateralmente que as demais. Característica também bastante visível é a ausência da habitual patilha frontal plástica dos crank´s tradicionais. Aqui o efeito é conseguido de outra forma.
O material base com que são construídas as amostras lipless é o plástico duro ou outro material semelhante, com a característica fundamental que seja bastante duro, para que o ruído produzido seja mais audível.
Os anzóis triplos, habitualmente dois, estão colocados um no ventre e o outro na parte posterior do isco sendo o peso mais utilizado a ½ onça ou seja cerca de 14 gramas, que cobre a maioria das situações de pesca.
Pescar com as Rattlin Trap
Como qualquer crankbait, esta amostra é uma excelente localizadora de peixe. Ou seja, tratando-se de um isco rápido, muito rápido até, dá-nos boas indicações de localização das estruturas ou dos locais em que os achigãs estejam situados.
Pode ser utilizada como um crankbait normal, iniciando a recuperação logo após a entrada na água. Neste caso o lançamento é efectuado para junto da margem e sem mais nenhuma acção especial por parte do pescador, que não seja guiar a amostra e recuperar o fio.
Como se trata de um isco que afunda de imediato após a entrada na água, dá-nos teoricamente a possibilidade de pescar à profundidade desejada. Para que tal suceda, basta-nos ter um conhecimento, pelo menos aproximado, da profundidade do local em que queremos que a amostra trabalhe. Depois da entrada na água, calculamos mentalmente o local em que o isco se encontra durante a queda, iniciando a recuperação na profundidade desejada, cruzando desta forma a área pretendida.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Alton Jones vence Bassmasters Classic 2008

O vencedor deste Clássico 2008 foi Alton Jones que partiu para o terceiro dia de competição já na liderança desta prestigiosa prova. Capturou nos três dias o limite de cinco peixes diários, totalizando 49,7 Lbs de peso, cerca de 25 quilos nos quinze peixes.
Levou também para casa um cheque de 500.000 dólares, que corresponde a um pouco menos em euros…
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Nós e laçadas para multifilamento


Mas estes fios podem trazer alguns dissabores na hora de os utilizar, visto que têm alguma tendência para deixar correr os nós…
A Berkley, uma das marcas que desenvolve e produz linhas multifilares, recomenda algumas formas de atar, para utilização neste tipo de fios de pesca.
Nestas duas imagens, duas formas de fazer uma laçada segura, em fio multifilar.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Associação de Pescadores Lúdicos
Recebi recentemente um mail-divulgação para uma reunião cujo objectivo é a criação duma Associação de Pescadores Lúdicos de âmbito nacional e multidisciplinar. Dada a necessidade duma entidade do género do que esta se propõe fazer e devido à inépcia da Federação representiva dos pescadores portugueses, parece-me oportuno a divulgação do mail, na integra.
" Amigos, a Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos, consciente do momento trágico que os pescadores lúdicos portugueses enfrentam, devido a todas as dificuldades criadas pela Portaria 868/2006 relativamente à pesca no mar e a publicação da recente Lei 7/2008, que afronta a pesca em águas interiores, decidiu tomar a iniciativa de efectuar uma reunião na Lourinhã, no próximo dia 23 de Fevereiro, pelas 14h00, abrangendo todos os pescadores lúdicos que entendam estar presentes, de mar ou rio, no sentido de discutir a actual situação pós-entrega do Manifesto Pela Pesca e respectiva Fundamentação. Nesta reunião debater-se-á a necessidade de criar uma Associação de Pescadores Lúdicos de âmbito Nacional, que esperamos possa vir a ser constituída no final da mesma. A presença de todos é importante. A participação de todos é necessária. Vamos todos lutar por melhores dias e contribuir activa e democraticamente para a defesa da pesca lúdica e da sua prática saudável. Para esclarecimento de dúvidas, contacta: Raúl Ferrão, Membro da Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos.
A morada onde se vai realizar a reunião é a seguinte, (morada do Élvio Mendonça)
Rua D. Sancho I, nº 73
2530-144 Lourinhã
- Telemóvel de contacto 00351919376997 (contacto do Élvio Mendonça)"
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Nova Lei da Pesca para Águas Interiores
O documento pode ser consultado aqui, em formato PDF.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Rescaldo da Feira de Mora
Decorreu no passado fim de semana, a VI edição da MoraPesca - Feira de artigos de Pesca Desportiva.
Estiveram presentes cerca de 18 expositores, espalhados por três pavilhões, que divulgaram as suas últimas novidades em material de pesca e relacionados, para o corrente ano.
Em peso, esteve a Barros & Trabucco, com o maior espaço de exposição da feira e um enorme sortido de material para a pesca de competição e mar, bem como muitos acessórios.
Em termos de pesca ao achigã, destaque para a Sulpesca – Gary Yamamoto, com um variado sortido de iscos artificiais, bem como as embarcações da famosa marca Triton e Lynx, estas últimas mais económicas.
Referencia para a Vega, que faz questão de estar sempre presente nestes eventos, evidenciando a sua atenção para com os pescadores. A prova desta postura é o facto do seu espaço estar repleto com os Campeões Nacionais 2007 - o Team Vega, que de forma descontraída respondiam às questões dos visitantes.
Aconteceram ainda outras acções em simultâneo como a demonstração de várias técnicas de pesca, no lago artificial do recinto da Feira, bem como se procedeu à entrega de prémios em cerimónias que decorreram no Auditório Municipal.
Notaram-se as ausências de algumas marcas, que pelos vistos não consideram importante o contacto directo com os potenciais clientes ou simplesmente não acham justificável o investimento numa Feira de pesca de nível nacional.
Estava também completamente vazio o espaço dedicado à Federação Portuguesa de Pesca Desportiva, o que não deixa de ser lamentável. Afinal de contas, a entidade máxima na representação dos pescadores portugueses, não esteve na festa da Pesca.
Bassboats - Barcos para achigãs
Poderíamos ainda referir um dos motivos que leva este peixe até zonas pouco profundas: A sua reprodução, com toda a actividade que envolve essa tarefa, importantíssima para um achigã, independentemente do seu sexo.
A ter em conta ainda que caminhando ao longo da margem, é mais fácil assustar esses peixes que se encontram activos, ou pelo menos, deixá-los de sobreaviso. Por outro lado, pescar de barco dá-nos sempre a possibilidade de chegar a outros locais, completamente inacessíveis da margem. Desta forma temos acesso a ilhas, zonas rochosas de grande declive, margens de vegetação densa, sem acesso por terra, e locais menos utilizados pela maioria dos pescadores.
Barcos para achigãs
Apesar de qualquer barco servir para pescar achigãs, existem os que efectivamente foram concebidos para este tipo de pesca, conhecidos por “bassboats” ou barcos para a pesca do achigã. Têm um factor comum: conjugam factores como a estabilidade quando em acção de pesca, com elevadas performances ao navegar, atingindo boa velocidade, factor importante quando se pesca em competição.
Devemos considerar, que os barcos para a pesca do achigã são fabricados em dois tipos de material, sem contudo existirem vantagens de relevo entre o alumínio e a tradicional fibra de vidro. Os fabricados em alumínio possuem vantagens que os de fibra de vidro não têm e vice-versa.
O mais importante terá certamente a ver com o gosto pessoal do pescador, sendo também o elemento custo, um dado a ter em conta, com a vantagem neste campo para os de alumínio. Estes são também mais leves, quando comparados com os construídos em fibra e de tamanho idêntico. Neste caso, é possível obter uma performance ao navegar semelhante ao rival de fibra, com um motor de menor potência e naturalmente de menor consumo.
Um modelo de 17 pés, construção de alumínio
No entanto, não há bela sem senão. O alumínio se não estiver pintado escurece e mancha com facilidade e as linhas do casco são visualmente menos atraentes. Em caso de forte ondulação e devido à (geralmente fraca) hidrodinâmica habitual nestes modelos, estes “batem” mais, tornando o navegar mais penoso que os cascos em fibra.
A estabilidade
A condição que se pode realmente considerar mais importante neste tipo de barco, é sem dúvida a estabilidade. Estes barcos possuem plataformas a que chamamos decks e que servem para os pescadores se instalarem em acção de pesca. Como estão a um nível mais elevado que o fundo do barco, permitem efectuar sem dificuldade alguns tipos de lançamentos, como o pitching e o flipping que doutra forma não seriam muito fáceis de executar. Uma vez que os decks nos dão um amplo espaço de manobra, percebe-se que se o barco não possuir alguma estabilidade, o constante baloiçar lateral pode causar algum desconforto.
O viveiro
Trata-se de um espaço estanque, que é cheio com água oxigenada e renovada periodicamente, através de uma bomba eléctrica accionada por um sistema de comando com temporizador ajustável. Este equipamento é de extrema utilidade quando se pesca em competição, visto que os peixes devem obrigatoriamente ser apresentados vivos à pesagem, e por isso em condições de serem libertados.
O compartimento das canas
O local para arrumação de canas está também contemplado neste tipo de barcos. É muito útil, uma vez que permite o transporte e arrumo das canas de pesca, em condições de segurança.
O motor eléctrico
Para as deslocações silenciosas e posicionamento em acção de pesca, o motor eléctrico é outro elemento fundamental numa embarcação deste tipo. É com este pequeno motor que nos aproximamos sem ruído e consequentemente, sem assustar os achigãs. Existem modelos que possuem um sistema de comando com o pé, o que nos deixa as duas mãos disponíveis a tempo inteiro para a pesca. Funcionam alimentados por baterias de 12 volts, idênticas às que habitualmente se utilizam nos automóveis. Alguns modelos estão equipados com um dispositivo electrónico - Duramp ou Maximaiser, dependendo do nome dos dois maiores fabricantes, que permite uma poupança da carga da bateria.
Vista superior com um lay-out típico dum barco de pesca ao achigã
A sondaTrata-se de um dispositivo que possui um écran de cristais líquidos, onde são continuamente apresentados os objectos (peixes) em suspensão na água e o relevo do fundo do local onde nos encontramos. A profundidade desse local é também representada no écran. Este é a função básica de qualquer sonda, por mais simples que seja. Alguns modelos mais completos apresentam temperatura da água, a velocidade instantânea do barco, distância percorrida e diversos alarmes de peixe e profundidades.
Este tipo de barcos possui ainda vários compartimentos localizados na zona inferior das plataformas, onde se pode armazenar diverso material, como caixas com material de pesca, coletes salva-vidas, roupas, alimentos e bebidas ou a palamenta da embarcação.
Embora não seja de todo necessário possuir um barco para a pesca do achigã, este facilita-nos bastante a pesca, sendo por isso uma aquisição a considerar para quem pretenda fazer uma pesca mais séria ou enveredar pela competição.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Aquicultura pode disseminar doenças

A produção de espécies aquícolas, fundamentalmente de mar, com elevado interesse para a alimentação humana é hoje uma realidade e um meio de suprimir as carências existentes nos recursos selvagens.
No entanto, parece estar provado que essa produção intensiva pode disseminar doenças e parasitas nas populações selvagens, uma vez que é possível a partilha de locais próximos, durante uma parte das suas vidas.
Outras das preocupações prendem-se com a poluição originada pelos dejectos produzidos pela elevada densidade de peixes num pequeno espaço e pela utilização intensiva de fármacos que pode influenciar e fragilizar as espécies que vivem no espaço natural.
Para ver um pequeno vídeo sobre o Colóquio “Seafood Summit 2008” realizado em Janeiro na cidade de Barcelona, clique aqui para a National Geographic.







