"Se as várias estimativas que temos recebido se concretizarem, em 40 anos ficaremos sem peixe"

- Pavan Sukhdev, economista e consultor da ONU, sobre o eventual esgotamento dos recursos piscícolas a nível mundial, em 2050 (In Visão 20/26 Maio 2010)

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Gestão do Tejo em Consulta Pública

O Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo (PGRHT) encontra-se em Consulta Pública. Este Plano é constituído por vários documentos, tendo alguns deles uma versão resumida, que ainda assim ultrapassa as centenas de folhas.

As versões para Consulta Pública do Relatório Técnico, Partes Complementares A e B e o Relatório Ambiental, são objecto de um processo de Consulta Pública, que terá a duração mínima de seis meses (Agosto de 2011 a Janeiro de 2012).
Todas as versões dos documentos do Plano (Relatório Técnico, Avaliação Ambiental e Participação Pública), encontram-se disponíveis para download na internet, a todos os interessados, com vista à recolha de contributos. A participação de todos nós é importante, sejamos utilizadores ou apenas admiradores do maior rio português, para além de ser um exercício de cidadania.

A consulta dos documentos do PGRH Tejo poderá ainda ser efectuada através de cópias em papel, na sede do INAG (Lisboa), na sede da ARH Tejo I.P. (Lisboa), no Gabinete Sub-Regional do Oeste (Caldas da Rainha) e no Gabinete Sub-Regional do Médio e Alto Tejo (Santarém).

A ARH do Tejo apela à participação de todos para que o lema "Tejo: um rio vivo e vivido" seja uma realidade tão breve quanto possível.

Aqui fica a ligação ao site da Plataforma Electrónica de Participação Pública do PGRH Tejo, criada especialmente para o efeito.

- Participe, sff!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Últimas oportunidades: Mês do Sável e Lampreia!


Pelo 17.º ano consecutivo, o Município de Vila Nova da Barquinha, vai promover mais uma edição do Mês do Sável e da Lampreia, entre 19 de Fevereiro e 3 de Abril de 2011, uma iniciativa que tem como principal objectivo promover a cozinha tradicional.
Iguarias como Açorda de Sável e Arroz de Lampreia são servidos à mesa dos 7 restaurantes aderentes, durante esta mostra gastronómica, num concelho cuja história está intimamente ligada à actividade piscatória. Pode degustar pratos únicos da gastronomia portuguesa, conhecendo uma região com um património paisagístico e arquitectónico ímpar. Ao fim-de-semana, quem saborear os pratos confeccionados com Sável e Lampreia ganha bilhetes para passeios de barco ao Castelo de Almourol, monumento nacional considerado uma das 21 Maravilhas de Portugal.
É atribuído um bilhete por cada dose, sendo válidos durante a iniciativa.

Nota da minha parte: Por isso, relativamente ao sável e à lampreia, aproveite para degustar ainda este ano estas iguarias, porque serão certamente das últimas oportunidades, atendendo que estamos a falar de uma espécie em “Acentuada regressão – não só do número de reprodutores mas também da área de habitat utilizável, a qual se considera inferior a 70 Km2 (Rogado et al. em publ.) - em todas as bacias hidrográficas, sendo particularmente grave no Rio Guadiana, onde se considera que a população seja residual (Alexandrino1996 in Costa et al. 2001).

Aliás e uma vez que é “pouco abundante, podendo existir entre 3.000 e 30.000 indivíduos reprodutores, devendo a maior subpopulação ser a da bacia do Mondego (Rogado et al. em publ.). Convém mesmo despachar-se porque estes peixes “ raramente efectuam mais que uma migração reprodutora, morrendo após a desova” . Fracos...
Talvez por isso este evento tenha certamente como objectivo “Informar e sensibilizar o público para a importância da espécie bem como da conservação do seu habitat e desenvolver campanhas de sensibilização e educação ambiental para diferentes grupos-alvo, nomeadamente pescadores profissionais, desportivos e público em geral”. In site do ICNB

Quanto à lampreia e uma vez que se encontra em “declínio continuado da área de habitat utilizável em Portugal, que se considera inferior a 100 Km2 (Rogado et al. em publ.). Relativamente ao efectivo populacional, não existem evidências do seu declínio, devendo as flutuações interanuais ser interpretadas como ciclos naturais. Doadrio (2001)refere um acentuado declínio em Espanha, com uma área de ocupação da ordem dos 2.000 Km2.” Convém também não deixar passar esta oportunidade, porque para o ano ninguém sabe que ainda haverá uma vez que “os progenitores morrem após a postura”. In site do ICNB
Assim e graças a mais uma edição deste evento, os apreciadores de animais em vias de extinção têm assim mais uma das derradeiras oportunidades de apreciar estas duas espécies.

Que raio de país é este?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Peixe-Gato do Mekong


O maior peixe de água doce e sem escamas do mundo, está em risco de desaparecer das águas barrentas do rio Mekong, situado no Sudeste Asiático. Este peixe com o nome científico de Pangasianodon gigas, pode atingir 3 metros de comprimento, pesar 300 quilos, além de viver 60 anos, é conhecido vulgarmente por Peixe-Gato Gigante do Mekong.

O seu habitat principal é na metade inferior do sistema fluvial do rio Mekong, que atravessa o Cambodja, Laos, Tailândia e o Vietname. Exclusivamente vegetariano, foi em tempos muito abundante em toda a bacia do Mekong, mas hoje crê-se que a sua população esteja reduzida a cerca de 5% relativamente ao século passado, estando muito perto do limiar da extinção. O excesso de pesca comercial sem eficaz fiscalização, a construção de barragens nos tributários do Mekong e a destruição das zonas de desova, são as principais causas do declínio deste gigante.

Estes peixes migratórios, que sobrem centenas de quilómetros na direcção da nascente, necessitam de grandes espaços no rio para as suas deslocações sazonais, bem como condições ambientais específicas nas zonas de reprodução.

Actualmente concertam-se esforços internacionais para protecção da espécie. A pesca do Peixe-Gato do Mekong está actualmente interdita na Tailândia, Laos e Cambodja. Apesar disso, nas vilas isoladas junto ao rio e localizadas no interior do continente, a fiscalização não actua e a sua captura continua como se nada se passasse…

Fonte: National Geographic

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Quercus autuada por infracções ambientais!


Segundo o Jornal de Noticias de 23 do corrente, a Quercus foi multada por falta de separação de resíduos, mau uso dos mesmo e abertura de poço sem licença, numa obra que está a realizar no Monte Barata, em pleno Parque Natural do Tejo Internacional.

Mais uma vez, verifica-se a incoerência: Tal como defendem que a presença humana perturba as aves do PNTI e depois surgem em reportagens de TV a manusear as crias dessas mesmas aves, verifica-se agora que são maus exemplos no cumprimento das leis relativas ao ambiente que supostamente deveriam preservar.

Até me vou abster de fazer mais comentários, excepto em dar os meus sinceros parabéns à equipa da EPNAZE de Castelo Branco…

A noticia completa na página do Jornal de Noticias

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sim ou Não às Barragens do Tua e do Sabor?

Clique na imagem para ampliar

O Blog Nortadas com a colaboração do Museu do Douro promove no dia 17 de Julho - este sábado - a partir das 10 Horas, um debate sobre o futuro destes dois rios. No Museu do Douro, cidade da Régua.

terça-feira, 6 de julho de 2010

- Por Amor à Água...

Um documentário sobre a Água, o elemento mais precioso que temos no Mundo e ao qual, pouca importância atribuímos quase sempre.

Apesar de ser um trabalho longo, é de visionamento obrigatório para quem tem o mínimo de preocupação com aquilo que deixamos aos nossos descendentes.

A não perder, mesmo que tenha que ser visto em capítulos diários.

















sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mexilhões detêm barragem de Padroselos

O Governo, por intermédio do Ministério do Ambiente, chumbou a construção de uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega, concessionadas à Iberdrola, por causa de doze exemplares de Mexilhão-de-Rio do Norte, (Margaritifera margaritifera, Linnaeus, 1758).
Estes mexilhões foram descobertos aquando do estudo de impacte ambiental, elaborado justamente devido à construção da barragem. Este empreendimento deveria ter um total de 1.135 megawatts (MW) de potência e uma produção eléctrica anual de 1.900 gigawatts/hora (GWh), equivalente ao consumo de um milhão de pessoas, e representa um investimento de 1700 milhões de euros.
Acrescente-se que a Iberdrola já pagou ao Estado um prémio de concessão no valor de 303 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.
Importa saber também que quando as Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico estiverem concluídas, Portugal irá poupar cerca de 205,2 milhões de euros por ano com a importação de petróleo.

Por outro lado, e porque aqui no INSTANTES, a balança tem dois pratos é necessário também saber algo mais sobre o Mexilhão-de-rio do Norte, num breve resumo obtido no site do ICNB:

O mexilhão-de-rio do norte, Margaritifera margaritifera, é uma espécie rara protegida pela legislação nacional e europeia e que, em 1986, chegou a ser dada como extinta em Portugal.
DistribuiçãoNacional: Em Portugal ocorre a Norte, incluindo a Bacia do Douro - Rios Cávado, Mente, Neiva, Paiva, Tuela e Rabaçal.

Tendência Populacional
Esta espécie terá sido o animal aquático mais abundante dos rios da região holártica, tendo sofrido uma regressão notável no último século (cerca de 90% na Europa) devido à acção do Homem (Quesada1999, Araújo & Ramos 2001, Reis 2004).
Após ter sido dada como extinta em Portugal (Bauer 1986, Young et al. 2001b in Reis 2004), a redescoberta da M. margaritifera é sem dúvida um acontecimento marcante a nível europeu. A importância desta nova descoberta é acentuada pelas boas condições em que parecem subsistir as populações dos rios Rabaçal, Mente e Tuela. Curioso é também encontrá-la ainda num rio tão regularizado como o Cávado, mas neste caso todos os indicadores biológicos e ecológicos apontam para que se extinga a curto prazo se nada for feito. A extinção em Portugal pode ocorrer a um ritmo mais acelerado que no resto da Europa, devido à menor longevidade dos animais (Young et al. 2000 in Reis 2002). A conservação das populações dos rios Rabaçal, Mente e Tuela e a recuperação das populações dos rios Cávado, Neiva e Paiva é absolutamente indispensável no contexto do cumprimento das obrigações portuguesas perante a União Europeia no âmbito da Directiva Habitats.

Habitat
Os bivalves de água doce têm, na sua maioria, tolerância muito reduzida à salinidade. Habitam toda uma variedade de habitats de água doce, desde lagos e charcas até rios e valas, enterrando-se total ou parcialmente no substrato arenoso ou de cascalho. Ocorre geralmente a temperaturas inferiores a 20ºC e em águas com pH próximo de 7 e evita águas com baixo grau de oxigénio. É extremamente intolerante a qualquer tipo de poluição (Reis 2004).

Alimentação
Todos os bivalves de água doce se alimentam filtrando a água por um sistema de cílios, sendo a sua dieta constituída por detritos e plâncton (Reis 2004). Em condições óptimas, os bivalves atingem densidades elevadas e são então eles próprios determinantes da qualidade de água, devido ao volume que filtram (Reis 2002 e 2004), sendo um indicador da boa qualidade da água. As larvas (gloquídio) de M.margaritifera parasitam obrigatoriamente membros da família Salmonidae, nomeadamente Salmo salar (salmão) e Salmo trutta fario (truta fário) (Wells & Chatfield 1992, Araújo & Ramos 2001, Reis 2002 e 2004).
Reprodução: Atingem a maturidade sexual entre os 7-20 anos (Meyers & Milleman 1977 e Young & Williams 1984 in Araujo & Ramos 2001, Wells & Chatfield 1992, Woodward 1995). Espécie dióica, mas existem vários relatos de hermafroditismo, em situações em que a densidade populacional cai abaixo de um valor crítico (Wells & Chatfield 1992, Woodward 1995, Araujo & Ramos 2001). A gravidez dura 2-3 meses, desde Junho, e a fase larvar inicia-se em Agosto, tendo uma duração que vai de várias semanas até 10 meses (Woodward 1995, Ziuganov et al. 1994 in Araújo & Ramos 2001), dependendo da temperatura. As larvas permanecem fixas às guelras dos peixes, sofrendo várias metamorfoses, até que se soltam do peixe, estando a sua sobrevivência dependente do local onde caem. A vida parasitária constitui, assim, uma fase do desenvolvimento larvar e simultaneamente de disseminação da espécie, devido às deslocações do hospedeiro. Bauer (1988 in Quesada 1999) considera como populações saudáveis aquelas que apresentam uma elevada proporção de juvenis, com uma percentagem de indivíduos com menos de 20 anos superior a 30%.
Espécie de grande longevidade, cujos indivíduos podem atingir 140 anos ou mais (Woodward 1995).

Ameaças
A poluição, construção de barragens e açudes, regularização de sistemas hídricos, o desaparecimento dos hospedeiros das larvas, a extracção de materiais inertes, e a introdução de espécies exóticas de peixes, são os principais factores de risco.

Orientações para a gestão
Importa salientar que, dada a dependência da espécie, na sua fase larvar, de hospedeiros piscícolas, qualquer intervenção sobre estes salmões e trutas autóctones, tem grande influência sobre as populações de M. margaritifera. Outras medidas: Melhorar a eficiência de transposição de barragens e açudes já construídos, através da colocação de passagens adequadas para os salmonídeos, hospedeiros da M. margaritifera. Assegurar o caudal dos cursos de água, e restaurar as condições originais dos rios onde a espécie já existiu. Manter ou melhorar a qualidade da água a um nível favorável à conservação da espécie. Mas também restringir o uso de agro-químicos, monitorizar a qualidade da água e implementar um programa de reforço das populações samonídeas, interditar a extracção de inertes, em qualquer época do ano, em toda a área de ocorrência da espécie.

À consideração dos leitores...

domingo, 11 de abril de 2010

Vogar Contra a Indiferença

Clique no cartaz para ampliar
Realiza-se no dia 9 de Maio de 2010, um conjunto de acções de mobilização dos cidadãos em defesa do Tejo e do património natural e cultural associado, manifestando igualmente os protestos contra a sobre exploração a que o Tejo se encontra submetido em resultado do aumento dos transvases.

A iniciativa consiste numa descida em canoa que terá o seu início na Barragem de Cedillo, com paragem na margem do Tejo junto da Aldeia de Salavessa, no Concelho de Nisa, e cuja expedição tem como destino as Portas de Ródão, realçando a beleza deste património natural e cultural associado ao rio no domínio da geologia e da biodiversidade, onde culminará num almoço convívio.

Neste momento de convívio irá proceder-se à leitura da Carta Contra a Indiferença onde se evidencia a necessidade de defender o rio Tejo da sobre exploração da água devido aos transvases da água do Tejo para o sul de Espanha, da agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear, como sejam, os riscos de contaminação e poluição do rio Tejo face à eventual extracção de urânio em Nisa, à localização de cemitérios nucleares e à produção de energia nuclear na central nuclear de Almaraz.

Esta actividade é organizada pelo proTEJO – Movimento Pelo Tejo, Associação Salavessa Viva (ASA), Ambiente nas Zonas Uraníferas (AZU), ADENEX - Asociación para la Defensa de la Naturaleza y los Recursos de Extremadura, CerciZimbra - Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Sesimbra, Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN) e QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Conta ainda com o apoio institucional da Associação de Estudos do Alto Tejo, da Naturtejo Geopark, da Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/Tajo, da United Photo Press/ 2010 – Ano Internacional da Biodiversidade e dos Municípios de Nisa e de Vila Velha de Ródão e de Nisa.

Está prevista uma mobilização significativa de grupos de cidadãos de ambos os lados da fronteira, provando-se que a defesa dos rios ibéricos ultrapassa as fronteiras administrativas e une os cidadãos com os mesmos problemas, independentemente da sua nacionalidade.

Mais pormenores poderão ser encontrados no sítio do Movimento ProTejo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A maior mentira do Mundo


Pessoalmente nunca gostei de ser enganado e sinto-me particularmente incomodado quando uma mentira é a nível planetário. Naturalmente, por detrás de uma grande mentira, há sempre um elevado número de mentirosos que a sustêm, com objectivos vários e em boa parte obscuros. Quando “cientistas”, de forma deliberada manipularam os resultados das suas pesquisas, e profetizem que a o Mundo acabe num deserto já neste século, o que podemos esperar mais?
O caso concreto e que considero “A maior mentira do Mundo” passa tão-somente e apenas por um tema que todos os dias ouvimos falar na comunicação social: A questão do Aquecimento Global.
De facto, esta teoria que nos vem sido administrada quase todos os dias é uma falácia das grandes. Vários factos desmontam com inúmeras provas esta especulação. Mas nada melhor que ver um documentário sobre o tema, produzido pela cadeia britânica de TV “Channel 4”. Outros há, e afinal há muitos na internet, basta uma simples busca.
Eu bem que não andava a entender os nevões dos últimos anos quase em todo o país em geral e em toda a Europa em particular. Nos últimos dias a Alemanha esteve completamente imobilizada pela neve e gelo, como já não acontecia há muito. Será pelo facto de afinal, desde 1998 que as temperaturas médias do planeta estão a diminuir?
O documentário é longo, mas só prova que foi um trabalho alicerçado na realidade e não na ficção.


















segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Fundo da Linha

Embora seja claramente contra determinados actos radicais e até incoerentes praticados por associações ambientalistas, não posso ficar indiferente ao vídeo divulgado pela Greenpeace, com o nome ”O Fundo da Linha” com o objectivo de alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais. Este vídeo conta com o apoio de Sigourney Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos. Em Novembro deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar este tema e vai decidir os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105.



Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas. Desde o dia 16 de Outubro, que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do planeta. Acredito que este vídeo seja uma boa oportunidade para divulgar as ameaças que os ecossistemas das águas profundas enfrentam e que muitos ignoram. Mas depois disto já não têm desculpa…

Para mais informações visite o site da Greenpeace Portugal.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tiram-nos a água…

Clique na imagem para ampliar e ler a notícia do Jornal Expresso

O Jornal Expresso de 24 de Outubro publicou mais uma notícia sobre o problema da água no rio Tejo. A questão é recorrente, continua por resolver e as perspectivas nem são animadoras. O assunto prende-se pela água do nosso maior rio, que nos é tirada (porque é nossa) pelos nossos vizinhos, que controlam a torneira e nem passam justificações a ninguém e também pela péssima qualidade do líquido que nos despejam para cá.
Lamentavelmente o nosso país, em mais um acto de subserviência, cala-se e não reclama. O “nosso país” são os nossos responsáveis das instituições que deveriam controlar, verificar, e pedir responsabilidades a quem não cumpre o prometido e acordado por escrito, entre as partes. Alguém sabe porque é que a água do Tejo cheira mal, está verde todo o ano e desaparecem os peixes, dia após dia? Alguém pediu contas a alguém?



Que incompetentes temos nos organismos que tutelam a água, os caudais e a sua qualidade, que não fazem o seu trabalho? Como se permite que nos entreguem um esgoto, em lugar de um rio – o maior – que temos? Maior, por enquanto, porque pelos vistos em breve será apenas um fio de água castanho e moribundo.
Como pescador e conservacionista, repugna-me esta gente incompetente que não faz o seu trabalho e que continua todos os meses a receber um ordenado, pago também com os meus impostos. Por isso e como contribuinte, tenho o direito de não ficar calado!
Já em 2007, num dos primeiros post do blog, abordei este assunto, que se tornou mais preocupante desde então.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Projecto Limpar Portugal


Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia é o mote de um movimento cívico independente, iniciado entre nós através de um membro do Clube Português dos fãs dos Land Rovers.
A ideia original surgiu na Estónia e juntou no dia 3 de Maio de 2008 cerca de 50 mil pessoas, num país de 1,5 milhões de habitantes, que recolheram dez mil toneladas de lixo espalhado pelas florestas de todo o país.
A ideia foi copiada e em Abril deste ano, 150 mil cidadãos vizinhos da Lituânia e da Letónia puseram mãos à obra e conseguiram a mesma proeza



Video desta acção na Estónia

Entre nós a ideia vai ganhando corpo e aderentes, estando agendado já o dia 20 de Março de 2010 - tome nota na sua agenda - para limpar Portugal.

A organização faz saber que irá realizar a acção sem mexer num único euro, sendo os apoios prestados apenas e exclusivamente em bens e serviços relacionados com este objectivo.
Na rede social do movimento na internet pode criar e aderir a grupos já existentes, postar a sua opinião no fórum e sugerir ideias. Mais importante é a possibilidade de indicar as referências geográficas (coordenadas de GPS) dos pontos de lixo, para que sejam catalogados e posteriormente limpos pelas equipas de voluntários no dia PLP.
No site oficial do Projecto Limpar Portugal pode ainda obter mais informações sobre este projecto.
Obviamente, o Instantes associou-se de imediato à divulgação da iniciativa porque toda a água que cai nas florestas, vai sempre ter a um rio! Convém que chegue pura...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Salmões na cidade


Segundo notícia da National Geographic, este ano, pelo menos um milhar de salmões do Atlântico passaram por Paris, durante a sua migração reprodutiva.
O rio Sena possuia uma grande população de salmões, mas a poluição iniciada no século IXX quase exterminou o peixe nestas águas.
O salmão do Atlântico é umas das espécies de peixes mais ameaçada na Europa. Depois que um esforço de 25 anos a limpar o rio e desintoxicar as suas águas, estes peixes estão a regressar, para a sua viagem anual de cerca de 150 quilómetros desde o mar.
Em 1995 apenas cinco espécies de peixes resistiam às águas poluídas mas graças aos esforços de limpeza podem agora ser encontradas 32 espécies de peixes, sendo a reaparição dos salmões, a mais importante.
Parece que a Natureza consegue perdoar os nossos exageros…
Veja a notícia completa aqui.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Greenpeace bloqueia Jerónimo Martins


Segundo o PUBLICO.PT, activistas da organização ambientalista Greenpeace bloquearam hoje a entrada da sede do grupo Jerónimo Martins, em Lisboa, para protestar contra a “ausência de uma política sustentável de compra de peixe” pelos supermercados da empresa.
Cerca das 6h45, nove elementos da Greenpeace bloquearam a entrada da sede do grupo, em Alvalade, com uma estrutura metálica e colocaram um cartaz de grandes dimensões na fachada do edifício com a frase "Jerónimo Martins destrói os oceanos".

A organização ambientalista exige que o grupo adopte "uma postura responsável em relação ao peixe que vende" nos supermercados Pingo Doce e Feira Nova.

"Não estamos contra o consumo de espécies ameaçadas, como o atum, a pescada ou os camarões, desde que os supermercados garantam que a pesca é sustentável", disse à agência Lusa a responsável pela campanha dos oceanos da Greenpeace, a espanhola Paloma Colmenarejo.

Segundo a Greenpeace, "há mais de um ano que se está a tentar entrar em diálogo com o grupo Jerónimo Martins e até hoje sem sucesso".

Até cerca das 7h00, nenhum responsável ou representante da Jerónimo Martins tinha aparecido na sede da empresa.

Nina Thullen, responsável pelo projecto de peixe sustentável da Greenpeace internacional, garantiu ao PÚBLICO que os activistas estão preparados para ficar na entrada da sede do grupo "o tempo que for necessário".

Pessoalmente considero que os verdadeiros responsáveis não são quem adquire o pescado, mas sim quem o captura e o comercializa na lota, de forma completamente impune e descarada.
Seria porventura mais válida esta manifestação, se fosse realizada numa lota ou frente a uma esquadra da Polícia Marítima.
Quando chega ao retalhista, já é tarde demais…

Assim não passa de mais uma acção estéril - para não lhe chamar palhaçada - apenas para aparecer nos noticiários com a consequente autopromoção, mas sem qualquer efeito prático…

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Água do Alqueva é tóxica!


A água do Alqueva está contaminada por insecticidas e pesticidas, cuja concentração ultrapassa os limites europeus e pode ameaçar a saúde humana, revela um estudo de um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro. Estes concluem ser necessário "estabelecer planos de monitorização do Alqueva adequados às várias utilizações da água da albufeira".
De acordo com o estudo científico a que a Lusa teve acesso, foi detectada "a presença de níveis perigosos de insecticidas no Rio Guadiana e que podem representar perigo para a saúde humana". O estudo foi realizado por investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, em colaboração com outros colegas portugueses, e destinava-se a determinar os efeitos dos pesticidas presentes na água do Rio Guadiana sobre organismos aquáticos.
Nas amostragens feitas em alguns pontos da albufeira do Alqueva, a soma da concentração de pesticidas estava "acima de 0.5 æl/L, o que pode representar algum perigo para a saúde humana, de acordo com a Directiva 98/83/EC relativa à qualidade da água destinada ao consumo humano". "Em termos ambientais, os autores salientam o facto de vários pesticidas (atrazina, simazina, terbutilazina e endosulfan) terem sido encontrados acima dos limites individuais estabelecidos pela Directiva 2008/105/CE para as normas de qualidade ambiental no domínio da política da água", refere o trabalho científico. As amostras, recolhidas ao longo de 2006, foram analisadas para estudar as concentrações de pesticidas em solução e foram usadas em testes com algas e invertebrados aquáticos para determinação da sua toxicidade. Entre os herbicidas estudados, vulgarmente aplicados em campos agrícolas, foi incluído o insecticida clorpirifos e os herbicidas atrazina e simazina, que figuram na listagem da União Europeia para substâncias prioritárias (Decisão n.º 2455/2001/CE) e que podem levar à contaminação de solos e também de águas subterrâneas ou sistemas de água doce, através de escorrências.
Nalguns casos em que as concentrações se encontravam abaixo dos níveis de perigosidade indicados pela legislação europeia, "observou-se níveis de toxicidade elevada para algas testadas".
Os autores do estudo, Joanne Rodríguez Pérez, Susana Loureiro, Salomé Menezes, Patrícia Palma, Rosa Fernandes, Isabel Barbosa e Amadeu Soares, recomendam "que seja prestada atenção ao facto de os valores máximos permitidos para os pesticidas individuais e para a soma de pesticidas não ter em consideração os efeitos da mistura dos químicos que podem, por exemplo, ser potenciados".

terça-feira, 28 de abril de 2009

Petição Contra Medidas de Erradicação da Carpa e do Achigã


Promovida pela APCF (Associação Portuguesa de Carp Fishing) está a decorrer uma petição on-line, contra as medidas previstas de erradicação de espécies exóticas, concretamente as duas mais importantes do panorama de pesca em águas interiores do nosso país: a carpa e o achigã.

Apela-se a todos os simpatizantes da pesca a estas espécies, lojistas, importadores, e demais entidades ligadas à pesca, que tomem como comum esta frente de oposição a tais medidas.

Esta petição tem como destinatários o ICNB, a ANF, o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e o Sr. Presidente da República.

Para mais informações sobre este assunto e sobre a postura do ICNB sobre as espécies exóticas consulte-se a página do referido Intituto aqui.
Pode também aceder à página que o Instituto criou, com a base técnica de revisão do Decreto-Lei nº565/99, de 21 de Dezembro

domingo, 14 de dezembro de 2008

A história das coisas

Desta vez, nada de pesca mas um pouco de meditação para a preservação dos limitados recursos que o planeta tem para a Humanidade. No fundo e indirectamente, também afecta os rios e as espécies aquáticas, toda a Natureza e obviamente a nós próprios.

Este pequeno-grande filme, dura no somatória das três partes, cerca de vinte minutos. Trata-se dum documentário daquilo que se passa actualmente e que todos os dias nos é escondido.
Quem fica para pagar esta factura não somos nós, mas sim os nossos descentes, que em caso algum foram responsáveis pela nossa irresponsabilidade.

Para reflectir e se possivel, por em prática. Um contributo para que neste Natal possamos resistir um pouco mais à tentação das compras inúteis.

PARTE I


PARTE II


PARTE III



quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sopa de Plástico


Cientistas alertam para a enorme quantidade de lixo plástico despejado nos oceanos de todo o mundo. Referem as duas enormes ilhas de plástico flutuante do Oceano Pacifico, que são já consideradas as maiores concentrações de lixo do mundo, com cerca de mais de 1000 km de extensão. Esta dupla concentração de lixo extende-se a partir da costa da Califórnia, atravessa o Havai e chega a meio caminho do Japão, atingindo uma profundidade de cerca de 10 metros e 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes de pesca, garrafas, tampas, bolas, bonecos, sapatos, isqueiros, sacos de plásticos, pequenos pedaços impossíveis de identificar e muito de tudo o que é possível ser fabricado em plástico. Segundo os mesmos cientistas, a mancha de lixo, ou sopa de plástico tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
Esta mancha encontra-se actualmente dividida em duas grandes áreas, ligadas por uma parte estreita, junto ao atol de Midway. Um marinheiro que navegou pela área disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. “Como foi possível fazermos isso?Naveguei mais de uma semana sobre todo aquele lixo...”.
Refira-se ainda que todas as peças plásticas fabricadas desde que se inventou este material e que de alguma forma não foram recicladas, ainda estão em algum lugar do planeta. Simplesmente porque a generalidades dos plásticos demoram entre os 300 e os 500 anos a decompor.
Tamanha quantidade de lixo plástico é grave para a vida marinha. Segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas, o plástico constitui 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos e é a causa da morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos, bem como de mais de cem mil mamíferos marinhos.
Rolhas, isqueiros e escovas de dentes já foram encontrados nos estômagos de aves mortas, principalmente albatrozes, que os engolem pensando tratar-se de comida.
Com quero que fique a pensar nisto, sugiro que veja um vídeo do YouTube sobre a autópsia dum albatroz. Se tiver estômago para isso...
Estima-se ainda que cada metro quadrado de oceano contenha cerca de 46 mil pedaços de plástico. Cerca de cem milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos e 10% acabam invariavelmente no mar. Cerca de um quinto do lixo vem de navios e plataformas petrolíferas, o restante vem de terra.
Está também nas nossas mãos evitar a utilização abusiva de produtos de plástico. Evite os produtos com embalagens sofisticadas e recorra aos sacos reutilizáveis.
Aliás, vai ter que se habituar a isso, porque em breve terá que os pagar um a um, em todos os lugares onde for às compras…

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Use o Ecoogler!


O Ecoogler é um novo motor de busca, diferente dos restantes, pelo facto de ter objectivos ambientais. Utiliza o software do já conhecido Yahoo e pretende ajudar a reflorestar a floresta Amazónica, bem como preservar os recursos naturais de água doce e os ecossistemas vegetais mais ameaçados. A utilização deste motor de busca permite obter os mesmos resultados que utilizando o Yahoo, enquanto ajuda a Associação Aquaverde. Assim, cada busca realizada pelo Ecoogler, esta contribui para a reflorestação com uma folha de árvore. Por cada 10.000 buscas, consegue-se a quantidade de folhas duma árvore e o Ecoogler fornece os meios necessários para plantar uma árvore no Amazonas.
A Aquaverde é uma Organização Não Governamental e sem fins lucrativos (ONG), fundada em Genebra, Suíça, em 2002. Tem o objectivo de promover e contribuir com todas as iniciativas que promovam a interacção entre a sociedade e o meio envolvente, na perspectiva do desenvolvimento sustentável e da dignidade do ser Humano.
A Organização concentra os seus esforços especialmente na protecção dos recursos naturais da Amazónia. Este tesouro da biodiversidade é a peça central da regulação climática mundial, que transforma a maior parte do CO2 em oxigénio.
Para além disso, o rio Amazonas juntamente com as suas centenas de rios secundários de menor dimensão, constitui a quarta parte da água potável do planeta.
A Aquaverde apoia ainda projectos que combinam a reflorestação com o desenvolvimento de uma economia sustentável das populações locais, propondo uma alternativa económica para a desflorestação.
Utilize o Ecoogler para ajudar a inverter as tendências e minimizar a pesada herança que vamos deixar aos nossos filhos.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Espécies exóticas na Natureza

Num programa com o nome Minuto Verde, que a RTP - televisão que todos nós pagamos a preços de luxo, faz questão de transmitir diáriamente e sob responsabilidade de uma associação ecologista, podemos assistir a este "episódio" francamente confuso, mesmo para quem já conhece a lenga-lenga...
De salientar a ideia final: " ...o achigã, o lagostim vermelho do Louisiana ou um Cágado da Flórida, devemos realmente ter o máximo de cuidado, se tiver algum em casa, em não o libertar na Natureza"

Aposto que há por aí muita gente com animais de estimação esquistos.

Então e a Ribeira dos Milagres, senhores, cheia de cocó das suiniculturas, não é contra a biodiversidade????? e o que é que já fizeram por isso????

Desta vez nem há direito a fotografia. Bhuuuuuuuuuuuuuuuu...